True Love
2 capítulo O2
Notas iniciais
Maléfico pouco ligou para o que Niana havia dito, a raiva dela pelos mortais era óbvia, mas nada ela podia fazer para reverter o assassinato de seus pais.
Pousou em uma pedra, que ficava acima de um lindo lago de águas cristalinas em frente a uma caverna, Baltazar e os outros guerreiros estavam apontando os seus braços de galhos pontudos para a porta. Maléfico curioso, deu passos curtos querendo ver quem estava lá, mas uma das criaturas o repreendeu
-Deixe-me, eu não vou me machucar, é que...eu nunca vi um humano de perto. — Maléfico deu uma pausa, e depois voltou a falar, já que sabia que o mortal não iria se render tão fácil. -Saia daí!
– Estás maluco? — Respondeu uma voz feminina — esses demônios são horríveis, e além do mais, não quero morrer!
— Não seja tolo! Nós não matamos por pouca coisa, venha e devolva o que roubou! -Ela hesitou, e continuou no mesmo lugar. -Agora!
Contrariada, a humana saiu da caverna, revelando uma linda garotinha loira de olhos azuis, e branca como neve, mas pequenas cicatrizes nos braços e rosto. Maléfico a olhou com pouco de curiosidade e ao mesmo tempo com receio, pois nunca havia visto um humano.
– Bom, você é só uma menina. -concluiu ele. — já é crescida?
–Não. E você é só um menino, só que... bem... com asas. -Maléfico estendeu a mão, mas a garota fingiu não entender.
– O que quer? — ela perguntou cínica. Maléfico revirou os olhos.
– O que roubou.
– mas o que eu roubei?
– Devolva logo! — A humana abriu as mãos que antes estavam atrás de seu corpo, revelando um enorme diamante, hesitou a devolver, mas o fez. Maléfico jogou a pedra preciosa no lago e esperou a mesma a afundar.
— Você a jogou fora! Se eu soubesse, não teria devolvido!
— Mas eu apenas a devolvi para seu lar! Ela pertence aos Moors.
A mesma pediu para que Maléfico mostrasse a saída, e ele foi. passaram por florestas, mas rapidamente chegaram entre as fronteiras dos reinos . Os dois pararam e ficaram um bom tempo se olhando.
– Bom, então tchau... — a humana estendeu-lhe a mão, mas Maléfico não sabia o que fazer. — É para você apertar minha mão, os humanos fazem isso quando conhecem alguém novo. — O silfo o fez, mas repentinamente afastou a mão em um ato involuntário, sentindo uma queimadura.
– Ai!
– O que foi?- ela perguntou.
— ferro queima!
– sem problemas. — ela tirou sua pulseira e a jogou longe, depois estendeu a mão, e aí sim, se cumprimentaram.
– Onde mora? — perguntou Maléfico.
– Ali. — ela apontou para uma pequena fazenda.
— Seus pais são fazendeiros?
– Infelizmente sim, mas logo, logo, vou morar ali. — Apontou para o castelo.
O Silfo chegou mais perto da garota, a fazendo recuar bruscamente.
-Ainda tem medo de mim?
— Mas é claro que não! Não tenho medo de nada!- Logo se ouviu uma voz alta e feminina chamar.
– Agora tenho que ir mesmo. tchau. — e saiu correndo. — Ah! Qual o seu nome?!
– Maléfico! E você?!
-Luna! Nós vamos nos ver de novo?
— Depende de você!
* * *
Maléfico voltou para a floresta, percebendo que como ficara muito tempo lá, o crepúsculo chegara.
Ele achou que Luana havia roubado apenas, uma jóia, mas não foi só isso.
— O que foi isto? — Niana sussurou olhando Maléfico de cima a baixo. — Foi tão amigável com uma humana... Por que?
— Eles não são tão ruins, não todos! — A elfa se afastou dele com a boca entreaberta e os olhos marejados.
— Sim! São todos cruéis, covardes! Incapazes de nenhum sentimento e...
— Me escute! — O silfo a sacodiu pelos ombros. — Nada pode fazer seus pai voltarem, nem os meus... Esse ódio a destruirá.
-Então deixará que eles entrem aqui, roubem tudo o que nos sobrou, e matem cada um de nós? — Largou de Maléfico- Eles o enforcarão... E irão me prender!
— Eu nunca deixaria isso acontecer!
— Então apenas não permita que ela entre novamente!
— Desculpe Niana, aprecio muito nossa amizade, mas se você continuar assim...
— O que?
-Não subestime minha capacidade de agir como se nunca tivesse te conhecido. — Niana abriu a boca surpresa, e seus olhos ficaram brilhantes de lágrimas acumuladas.
— Teria a coragem de... Acabar com nossa amizade, para defender uma humana que acabou que conhecer?! És um tolo!
Largou-se do garoto, e foi embora.
Maléfico olhou para trás, e milhares de duendes sujos de lama estavam observando a briga desde o começo.
— O que estão olhando? Não deviam estar plantando flores?
Todos saíram em disparada, circulando pelo local.
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