Notas iniciais
Bem, como vou começar a me desculpar? Serio gente, estou até com vergonha aqui, não me joguem tomates e pedras! Bom, minha vida está literalmente corrida. Por favor, não me deem bronca! Desculpem, recebi até MP pra continiar a histor!a, mas nao tivw tempo de escrever. Aqui vao mais um capitulo. Vou adiantar a historia, pq tem muita coisa pra acontecer!

— Não! Não queremos seus votos! — O rei Bartolomeu se levantou e falou em bom som.

— Maléfico, por favor... Tenha piedade dela... — Fauna começou. Maléfico olhou bem para aquela pequena criatura, se esforçando ao máximo para não amassar seu corpo entre os dedos.

— Por favor! Você me pede piedade? — Maléfico fala baixo e se curva. — Acha que ela teve piedade quando me mutilou? Vocês ainda foram audaciosas o bastante para vir até aqui e agraciar essa praga...

Ele brincava com uma luz esverdeada sobre os dedos olhando para a bebê.

— Ouçam bem todos vocês! A princesa, terá graça, beleza e será amada por aqueles que a conheçam...

— Foram belas palavras... -Luana disse. Ele sorria maldosamente, olhou para ela e colocou o dedo indicador sobre os lábios mandando ela se calar. Desviou seus olhos para uma roca que havia no canto do salão e teve uma idéia. A luz esverdeada tomou conta de todo corpo dele. — Mas... Antes do pôr do sol, do seu décimo sexto aniversário, ela espetará o dedo no fuso de uma roca e morrerá! Um sono no qual ela nunca, acordará!! — Sua voz estava incrívelmente alta, e dava eco.

— Maléfico, eu lhe imploro! -Gritou Luana com lágrimas escorrendo pelo rosto. Ele se virou para ela.

— Adoro quando implora. — O silfo disse tom debochado e se curvou para ficar com o rosto perto do de Luana. — De joelhos. — Sussurrou sedutor, mas causou arrepios na espinha da rainha.

Ela olhou em direção aos representantes de outros reinos que a olhavam com desdém, mas não havia outra escolha pois Aurora era sua filha, a única pessoa que ela ama realmente na vida, tinha cuidados com a filha e dispensava as amas de leite, porque preferia amamentá-la.

A rainha ajoelhou-se na frente de Maléfico.

— Eu lhe imploro... Satisfeito? — Ela perguntou, e ele pareceu pensar um pouco, sorriu zombeteiro.

— Tudo bem. — Se virou para o povo — Ela vai, poder acordar de seu sono profundo. Mas... — Olhou para Luana lembrando do que ela deu a ele no dia do seu aniversário, e colocou nojo na voz.- Com um beijo de amor verdadeiro... Esta maldição durará para sempre! Nenhum poder da terra pode disfazê-lo! — As luzes esverdeadas expandiram pelo salão.

Ele deu uma gargalhada que podia se chamar de medonha e saiu. Claro que milhares de guardas tentaram matá-lo enquanto ele saia do castelo, mas Maléfico tirou a vida deles primeiro, antes de piscar os olhos e alguns morreram sem saber o que aconteceu realmente.

Caminhou tranquilamente até o seu reino, e sentou no trono com todas as criaturas olhando para si e sendo obrigadas a se curvar. Alguns continuavam com os cortejos e poemas, fazendo um pequeno sorriso dançar no canto de sua boca.

A rainha e o rei Bartolomeu, confiaram secretamente ás fadas para cuidarem de Aurora por dezesseis anos e um dia, enquanto a maldição não era válida. Para proteção e medida extrema, Bartolomeu mandou confiscar todas as rocas do reino, as queimou e trancou-as num calabouço.

Luana se isolou dentro do castelo, enquanto mandava guardas ficarem nas fronteiras dos dois reinos, e caçar Maléfico. Mas Luana não foi a única a contruir um muro, Maléfico fez uma muralha de espinhos gigantes, para que nenhuma das criaturas do reino dos Moors sofrese com a chegada de um humano sequer. E o silfo se divertia com a dor que sua maldição podia provocar. Comparava os humanos á gafanhotos agonizando no fogo ardente.

O silfo sabia onde estavam as fadas, que não eram nada espertas. Pregava peças nelas o tempo todo, hora fazendo chover dentro da casa, ou as vezes nevar.

As fadas não eram as mais indicadas para o serviço pois não sabiam como cuidar de um bebê, então quando anoitecia e todos estavam dormindo, Maléfico mandava secretamente Saremy até a pequena cabana com alimentos que um bebê possa comer, para que Aurora parasse de chorar e não morresse de fome, até porque estava ansioso para que a maldição se concretizasse e queria ver de perto quando Luna começasse a definhar pouco a pouco.

— Ora vejamos, falta pouco para a peste cair naquele vale... — Maléfico estava escondido com Saremy na forma de corvo, atrás de um arbusto, sentado e observando Aurora correr atrás de uma borboleta.

Saremy crocitava sem parar, fazendo a cabeça de Maléfico doer.

Escutou-se um grito, e depois silêncio.

Aurora foi erguida por troncos e galhos que Maléfico controlava.

— O que está olhando?- Perguntou irritado a Saremy que se tivesse em forma humana, estaria sorrindo, mas como não estava, apenas balançou a cabeça negativamente.

Sempre que Aurora andava sozinha pela floresta, Maléfico a observava.

Passou-se um tempo e Maléfico estava reconstruindo uma árvore ferida, que provavelmente algum casal de humanos idiotas escreveram seus nomes e juras de amor.

Ouviu um barulho de passos rápidos e observou a pequena Aurora sorrindo em sua frente.

— Olá! — Ela disse na voz de criança.

— Por mil demônios... — Ele foi interrompido por um abraço que ela deu. — Vá embora! Vamos saia!

—Colo! Colo! — Ela pedia, pegou no colo, meio desjeitado, enquanto ela curiosa mexia em seus chifres e puxava seus cabelos longos.

Ele a colocou no chão e ela saiu correndo. Saremy o olhou estranhamente.

— Posso saber o que é que está acontecendo que você está me olhando com essa cara? — Ele fez um movimento com as mãos e Saremy ficou humana novamente sentada em um galho.

— Nada, não está acontecendo nada. — Ela respondeu. Ele semicerrou os olhos, e a morena desviou os seus olhos dos dele.

Ela sabia que ele era incrívelmente lindo. "Pare com isso Saremy!" Ela pensava. "Isso não é coisa de se pensar de seu mestre!"

Saiu da preseça de Maléfico, indo para a floresta dos Moors.

— Depois chamam a mim de maluco. — Ele disse tazendo uma careta. Levantou uma sombrancelha e saiu resmungando. Estranhou a saida súbita de sua não mais só uma serva, mas uma amiga.

Anoitecendo, os soldados atacaram novamente a muralha de espinhos gigantes, mas maléfico fez os espinhos baterem no chão jogando os guardas para longe.

Quase toda noite era a mesma coisa.

Maléfico observava Aurora crescer; ela estava com quase dezesseis anos, e como ele disse, cresceu com graça e beleza. Seus cabelos eram cacheados, tão loiros que pareciam fios de ouro. Os olhos eram negros, mais negros do que o céu anoite.

Ele a achava linda.

"Como qualquer um acharia" Ele pensava.

Cada vez que ela crescia, a curiosidade também crescia. Ela queria conhecer o mundo, e o que havia além do terrível muro de espinhos. Sentia a sensação urgente de que alguém a chamava com insistência.

Ela estava na frente da muralha tentando saber o que havia atrás, e por que tinham tantos guardas na frente.

— Ei! Não é ele? Não é o Maléfico? -Um dos soldados cochichava com o outro.

— Não, não vejo os chifres... — Chegou um pouco mais perto — Ah não, é só uma camponesa. -Concluiu.

Maléfico estava a observando com Saremy.

Chegou andando, estava atrás de Aurora, ela se virou e antes que pudesse vê-lo ele assoprou e uma luz dourada envolveu a princesa, fazendo dormir e flutuar.

Maléfico virou-se para Saremy.

—Pegue-os para mim. — Ela assentiu e ele a fez um lobo enorme e negro de olhos flamejantes.

Saremy apareceu das sombras assustando os soldados, ela os mordia, arranhava e esmagava com as grandes patas.

Maléfico os fez levitar e caírem com tudo no chão, batendo em árvores. Os que sobreviveram — Muito poucos — correram para o castelo com ossos quebrados e alguma hemorragia.

Saremy voltou ao normal, limpando o vestido negro que ninfas haviam arranjado para ela.

— Para que tudo isso?! — Ela perguntou. Maléfico levantou uma sombrancelha. — Posso saber?

— Prometeu que me ajudaria.- Maléfico retrucou.

— Sim, eu sei, mas uma cadela?! — Ela estava pulando e batendo os pés com força no chão. Maléfico gargalhou. Uma mulher pequena como ela brigando com ele, era uma cena muito ridícula.

— Não era uma cadela, para sua informação era uma loba. — Se virou e começou a andar e ela foi atrás dele.

— Não importa! São feios, sujos, fedorentos, e caçam pássaros!

— Tudo bem, então da próxima vez a transformo em uma barata. — Ele disse sorrindo.

— Prefiro ser uma barata com prazer, do que um cão nojen... — Ele a transformou em corvo novamente.

Andou até Aurora e olhou bem para aquele rosto.

— Mas que dúvida... -Disse com ironia.

O silfo adentrou a floresta passando pelo muro. Fez o corpo de Aurora parar de segui-lo, ele ficou atrás de uma árvore despertando a princesa, fanzendo-a deitar levemente no chão.

Ela abriu os olhos e levantou. Não sabia como havia chegado lá, mas ficou feliz enquanto olhava maravilhada as pequenas fadas voando em torno dela, mas súbitamente elas saíram desesperadas.

Aurora viu movimento atrás de um arbusto.

— Pode sair, não vou machucar você. Não tenha medo.

— Oh... Eu não tenho medo. -Disse a voz masculina.

— Apareça então!

—Aí será você a ter medo.

— Não terei! — Ela disse confiante.

Maléfico saiu de trás da árvore, e Aurora pôde ver sua face.

Ficou muda por um minuto e depois voltou a falar.

— Eu sei quem você é. — Ela sorria.

— Sabe? — Ele levntou uma sombrancelha. — Então, quem sou?

— Meu anjo da guarda! — Ela disse sorrindo. Saremy pousou numa pedra. — Eu também lembro de você, passarinho!

—Aurora, essa é Saremy. -A princesa se assustou quando a moça de cabelos pretos se revelou. Maléfico achou engraçada a inocência da moça e então, se aproveitou.

— Olá, eu a conheço desde bebê! — Saremy disse desconfiada, seguindo o jogo de Maléfico.

— Olá! Ah... nossa! Eu sempre sonhei com isso! — Ela rodopiou e chegou perto de Maléfico. — Desde que eu....

O silfo soprou a luz dourada e a fez flutuar e cair no sono.

As fadas já estavam dormindo, então entrou com Aurora, pôs na cama e a cobriu.

— Boa noite, peste. — E voltou para o seu trono.

Pena que mal sabia Maléfico que Luna, e ainda o outro reino além das montanhas cobertas de neve, estavam tramando contra sua vida.

Notas finais
Perdoem o tempo que estou ficando sem postar, mas muitas coisas estão acontecendo de uma vez. Maaas prometo continuar postando