Notas iniciais
OI AMORES DA MINHA VIDAAA! QUE SAUDADES DE VOCÊS! Então, como foram as férias? Eu tive um bloqueio violento, então please! Desculpem a minha pessoa! Comentem para que bloqueios assim não aconteçam mais! Ah! E escutem a música Premonitions - Vaults

Olhai o mundo de injustiças e sofrimento ao redor. Talvez muitos já nem consigam fazer isso, ante a própria dor que sente.
Todo mundo sofre.E alguns sofrem insuportavelmente, até a morte.
É preciso muita garra para aguentar a tudo que o mundo oferece, como a dor, doenças, morte... E a famosa guerra.
O povo daquela aldeia estava morrendo. O céu rubente se mostrava colossal, cheio de faíscas e o fogo ocasionado pelos seres mais cruéis já existentes... Os humanos.
* * *

Maléfico acordara perturbado aquele início de manhã, por culpa dos grandes pesadelos disfarçados de lembranças.
Levantou da cama, colocou uma blusa fina de mangas, e correu para a beira do lago. Sabia muito bem o que aqueles sonhos estavam dizendo, mas não queria lembrar de seus pais.
O modo em que eles foram assassinados em sua frente foi traumatizante, tão traumatizante que não lembrava de como havia acontecido. Sua mente travara aquela parte de sua memória tão bem, que julgou nunca tê-los conhecido. Até aquele momento.
Um líquido quente escorreu em sua face, e o mesmo limpou a lágrima com ódio.
Queria tanto voltar no tempo, e desfazer o que havia acontecido aos seus pais...
Passou a mão pelos seus cabelos longos suspirando. Logo começou a andar pela floresta, indo para casa aproveitar o resto da noite.
— O senhor está bem? — Flora o surpreendeu. A pequena estava sentada em uma pedra, segurando o rosto com as mãos.
— Não gosto dessa pergunta. — Sentou no chão ao lado da fada.
—Mas por que? É uma pergunta tão simples!
— É vazia, repetitiva e minha resposta não faz a menor diferença. — Respondeu olhando para o nada.
— Mas é claro que faz! — Maléfico deu uma risada sarcástica.
— Faz? Metade de vocês querem me ver mort... — A pequena fada bateu suas asas e flutuou na frente do moreno.
—NUNCA DIGA ISSO! Saiba que o amamos muito, só não concordamos com o caminho que seguiu, e por você sucumbir a magia negra! — Cruzou os braços. — E se eu te odiasse, eu não estaria aqui falando com você.
— Eu sei que vocês tem direito de ficar com raiva de mim, mas vocês três me traíram. Sim, eu me lembro de quando agraciaram Aurora e esqueceram do sofrimento que Luna me causou.
— Nós sentimos muito, acredite, a culpa que carregamos é pesada — A Expressão facial de Flora mudou, e logo veio o desespero. — Maléfico... Você... Ah! Esqueça. — Ele desconfiou do que Flora iria dizer, mas preferiu deixar pra lá.
— Tudo bem... Então? Perdeu o sono?
— É que está tendo uma grande movimentação pelo reino de Bartolomeu. E eu quis ver.
— Movimentação? — Rapidamente ele tomou impulso, batendo as asas e logo estava voando, podendo ver o monte de carruagens e curandeiros. Pousou lentamente. — Alguém está doente ou ferido.... Espero que Aurora esteja bem. — Correu de volta a sua casa.
— É, eu também. — Flora assentiu preocupada.
Maléfico retirou a maioria de suas roupas e deitou-se. Devia dormir, sua cabeça estava começando a doer.
Assim o fez, jogando um feitiço do sono temporário nele mesmo.
***

Aurora se mostrava débil e aflita, procurando em todos os livros que achava, qualquer coisa que indicasse o que estava acontecendo com ela. Toda a biblioteca estava em um grande caos, com os livros espalhados.
A moça estava com os cabelos desfeitos, suja, e exausta definhando pouco a pouco dentro daquela biblioteca.
Katrina a observava da janela. Finalmente colocaria seu plano em ação, e torcia para que desse certo e que Aurora fosse tola o suficiente.
Pulou, e passou pela abertura da janela, trajando um capuz negro. Com passos inaudíveis, entrou na biblioteca escura com apenas seus olhos lilás brilhando como nunca.
— Olá Aurora... — A princesa se assustou, indo para trás e derrubando os livros que estavam em cima da mesa. — Soube que seu pai está doente...
— Quem é você? — A loira perguntou numa voz rouca.
— Bom, apenas alguém que pode ajudá-la... Ou melhor! Ajudar a seu pai.
— O que pode fazer por ele?! Por favor, dou quanto ouro quiser! — Katrina deu uma risada estranha.
— Quem disse que quero ouro? Não quero riqueza!
— Então... O que quer?
— Eu posso dar a erva de cura seu pai, mas ela só cresce e, um lugar especial que só eu posso pegar... e em troca você vai com meus amigos até meu reino.
—Seu reino?
—Sim. Bom, meu rei está há meses querendo uma conversa com vossa Majestade.
— O que ele quer comigo?
— Oh Querida Aurora, você tem dons tão especiais... E não digo só sua beleza — A Sgrated dava voltas em Aurora, pir vezes mexendo em seu cabelo.- ... Ou de apaixonar qualquer pessoa que olhe para esses olhos... — Passou o dedo indicador nos lábios da moça confusa.
— Como vou saber que está falando a verdade?
— Não vai saber. — Sorriu sarcástica. — Bom, quando se decidir e quiser me encontrar, basta jogar uma gota de seu sangue em um fio de cabelo meu e eu virei! — Katrina arrancou uma mecha inteira da cabeça sem esboçar dor, e depositou na mesinha.
— Mas...
Antes que a princesa pudesse dizer algo, a morena se jogou da janela, e logo correu para trás de uma árvore, vendo Aurora procurando um sinal dela na janela.
Katrina havia observado que Aurora era belíssima, e que a bênção dita por Maléfico "Será amada por aqueles que a conheçam..." Era poderosa. A princesa realmente era adorável, mas completamente tola.
Com expressão de tédio, colocou as roupas do disfarce de Margô, e escondeu suas roupas e armas num cesto.
— Ah Katrina, está mesmo fazendo um ótimo trabalho... — Um Sgrated de olhos amarelos e pele negra, se mostrava encostado em uma árvore brincando com uma faca entre os dedos.
— Avanzzo? O que está fazendo aqui?!
— Vim apenas confirmar se os boatos eram verdadeiros... Está mesmo querendo se redimir com o rei, depois do que fez com a esposa dele?
—Eu não fiz nada!
— Tudo bem, tudo bem.... Mas saiba que está sendo vigiada. — Num piscar de olhos ele desapareceu.
— Otimo! — Saiu resmungando até o castelo.
***
— Senhor! Senhor! Acorde!! — Maléfico tomou um grande susto, que acabou caido de sua cama, fazendo-o ficar furioso.
— Como ousa atrapalhar meu sono?! Já pensou se eu te matasse?! — Saremy revirou os olhos.
— Senhor! Vimos algo muito ruim!
— Ela tem haver comigo? Fui eu quem fiz?- Disse ele bocejando.
— Hã... Creio que não.
— Ótimo! Então sofra em silêncio... — Deitou a cabeça na cama quase dormindo.
— Meu Senhor! Acorde!
— Qual o seu problema?
— Quero muito que o senhor levante-se!
— Oh! Não esperava isso de você Saremy! Deseja tanto assim me ver despido? — Sorriu brincalhão.
—Senhor pare com isso! — Ela corou- Há um corpo ao lado da floresta!
— O que?
***

O corpo se encontrava ao lado da fronteira, e estava completamente pálido, se não fosse pelas pontas dos dedos que já eram ouro sólido, e parece que o corpo todo estava se transformando em ouro assim como os cílios e os cabelos.
A mordida enorme em seu pescoço ainda estava a mostra.
— Quem é ela? — Um velho sátiro questionou.
—Não sei mas... Sei muito bem o que a está matando. — Maléfico disse ajoelhado ao lado do cadáver.
— O que?
— Foi uma mordida de Sgrated. A criatura drenou todo o sangue do corpo dessa jovem, mas adicionou uma quantidade de veneno o suficiente para matar lentamente. Ou seja, ela ainda não está morta pois seu coração ainda não se solidificou. Quando isso acontecer ela terá uma morte bem dolorosa e será impossível parar. — Colocou a mão sobre o coração da jovem, mas o senhor agarrou sua mão bruscamente.
— O que vai fazer?
— Acabar com o sofrimento dela.
— Matá-la?
— É uma palavra muito forte...
— Maléfico, como você mudou! Você nunca mataria alguém! — O Silfo puxou sua mão.
— Tudo bem! — Levantou-se — Daqui há alguns minutos vamos vê-la gritar de dor por talvez alguns dias! Deve ser ótimo para você!
— Claro que não!
—Então me deixe fazer o certo! — O moreno colocou suas mãos sobre o coração da moça, e logo um pequeno fio prateado saiu pelo seu peito, fazendo-a virar ouro rapidamente, e logo desmontar e virar pó.
— Então Orion. Pronto! Você morreu? — O moreno perguntou com escárnio.
— Eu não, mas ela sim! — Falou com raiva.
— Você supera.
— Vindo de você, não me deixa surpreso ouvir isso. — Maléfico fingiu não escutar.

Algumas semanas se passaram, e o rei continuava dormindo, como ela há algum tempo. Aurora pensava cada vez mais na possibilidade daquela mulher estar falando a verdade, e guardou a mecha de cabelo em uma pequena caixa dentro de uma madeira solta no chão.
Ela nunca saía de seu quanto ou da biblioteca para nada, o que começou a preocupar Amélia.
— Aurora, com a ausência de seu pai, você deve administrar o reino por enquanto. — Derik falava calmamente pela centésima vez fazendo a amiga suspirar.
— ...Então faça uma coisa por mim. — Falou com a voz cansada — Convoque Maléfico, explique toda a situação e traga-o junto com Flora, Fauna e Primavera.
— Mas e se ele não quiser vir?
— Ele vai querer sim.





Notas finais
Então AMORES! Minha amiga leu o capítulo anterior e disse que shippou Bartolomeu e Maléfico, eu fiquei tipo o.O... Tá... né. Comentem amiguinhos! Desculpem pela demora!