Notas iniciais
E ai pessoal? Gostaram da capa nova? Bom, eu percebi muuuuuitos leleitores que Shipam Saremy e Maléfico. Mas também tem muuuuuitos que shipam Aurora e Maléfico. Vou fazer vocês sofrerem um pouquinho muahahahaha

Haviam passado pelo menos dois dias que Maléfico não dirigia ao menos uma palavra a Saremy ou que ela o cumprimentasse. Ele estava se remoendo por dentro, não queria magoar nem fazer mal a ela, mas sua fúria agiu primeiro.

Devia pedir desculpas a sua amiga, mas como?

Aurora andava pelos campos floridos que ficavam ao fundo da floresta.

Sentou-se abaixo de uma macieira e começou a pensar em como iria vir morar no reino dos Moors, mas havia um pequeno problema.

Maléfico.

Por que ela sentia aquilo quando estava perto dele? As mãos soavam, o coração palpitava como nunca e um calafrio estranho.

— Devo estar doente... — Ela concluiu.

— A mocinha está doente? — Aurora pulou de susto se levantando, quando viu um rosto no caule da árvore falando com ela. Provavelmente era uma dríade.

— Nossa! Me assustou... — A princesa disse sorrindo.

— Me desculpe, não era a minha intenção. — A voz, que mais parecia de uma senhora de idade, disse chateada.

— Oh, não! Não se chateie, eu só ando desatenta, me desculpe. — A árvore deu uma risadinha.

— E por acaso anda desatenta por estar com essa... Doença.

— Bom, acho que sim.

— A ouvi falando sobre... E acho que sei o que está acontecendo.

— Então o que é?!

— Coloque as duas mãos do caule. — Aurora obedeceu. Uma luz azulada fluía da mão da princesa e passava pelo caule. — Vejo coisas estranhas....

— Pode ver o futuro?

— Parte dele...

— A senhora vê algo?

— Vejo... Tens uma maldição! Vejo... Uma rainha... Uma moça com o corpo coberto de fogo! — A árvore começou a se mexer, atormentada com as visões violentas.

Aurora tirou a mão do caule da árvore.

— Eu... Es-esperava ver outras coisas! Corre grandes perigos criança! — A dríade disse desesperada. — Vá embora daqui! Rápido!

— Que tipo de perigos? Quem me amaldiçoou? — A árvore voltou ao normal, não se mexeu mais.

Aurora voltou ao início da floresta, iria perguntar a Maléfico quem a tinha amaldiçoado. Ele deveria saber já que era seu anjo da guarda. Parou quando o viu sentado nas raízes de uma árvore observando os passarinhos e as fadas voarem juntos.

Esqueceu completamente do que iria perguntar, porque outra questão veio em sua cabeça.

— Olá...- Ele disse sem olhar para ela.

— Como sabia que eu estava aqui? — Ela sorriu e chegou mais perto.

— Ouvi seus passos, sua respiração... Aliás, queria mesmo falar com você... Sente-se!

— Sim? — Ela perguntou se sentando vagarosamente.

— As pessoas... Podem não ser o que pensamos...

— Como assim?

— Bom... A vida é cruel, existem pessoas ruins. O mal... Existe nesse mundo, e eu não estarei sempre aqui para protegê-la.

— Ah! Não se preocupe! — Ela se levantou. — Logo farei dezesseis anos! E aí eu poderei vir morar aqui com você! — Ela se corrigiu -... Vocês!

— Não... Não precisa esperar fazer dezesseis anos para vir morar aqui, pode vir já!

— Jura?

— Claro.- Ele voltou a olhar os pássaros e Aurora tomou coragem para perguntar.

— Er... Eu posso fazer uma pergunta?

— Faça.

— Todos as fadas tem asas?

— A maioria. — Ele olhou para ela e seus olhos se encontraram, causando um pequeno desconforto para Aurora, então ela desviou o olhar.

— E... Pelo que eu sei, os anjos também. O que aconteceu com as suas?- Ele hesitou um pouco na resposta, mas não seria ríspido com ela.

— Elas foram roubadas de mim. — Levantou-se e começou a andar, deixando Aurora para trás. A mesma foi atrás dele. — É só o que eu tenho a dizer sobre isso.

— Como eram? Eram grandes?! — Ela falou tão empolgada, que Maléfico respondeu na hora.

— Oh, eram sim. Eram tão grandes que quando caminhava arrastavam no chão... Elas nunca falharam, nem sequer uma vez! — Ele sorria enquanto falava.

Aurora observava uma tristeza nos olhos dourados dele. Chegou mais perto para tentar abraçá-lo, mas ele saiu de perto quando percebeu. A princesa tentou não se importar com isso, e foi até as fronteiras para pensar em como diria as tias que estava indo embora.

— Bom, tias... As senhoras são muito queridas, amo muito vocês... Er... Nao! — Pensou em outro jeito de falar -Bom, as senhoras foram ótimas tias... Menos no dia em que me deram aranhas para comer. -Acabou rindo da lembrança.

— Olá! — A segunda vez que ela levou susto.

— Amn... Oi!

— Er... A donzela sabe onde fica o castelo do rei Bartolomeu?- Era um rapaz vestido em uma armadura e montado em um cavalo negro. Ele sorria para ela, mostrando a fileira de dentes brancos.

— Por ali. — Apontou.

— Sim, muito obrigado. — O lindo rapaz pega a mão que Aurora levantou e a beija. Eles se olharam por alguns minutos.

— Agradeço. Adeus! — O Príncipe montou no cavalo e começaria a cavalgar.

— Passará novamente por aqui? Voltarei a lhe ver? — A princesa perguntou.

— Se é isso que a bela donzela deseja... — Ele sorriu.

— Como se chama?

— Philip! E o seu nome é...?

— Aurora!

— Nos veremos logo... Aurora! — Ele se foi, e Aurora acenou.

Maléfico observava de perto.

Sentia algo, uma sensação do peito estar sendo esmagado.

Ouviu um bater de asas. Era Saremy. Ela tentava chamar a atenção dele, e num movimento que Maléfico fez, ela voltou a ser humana novamente.

— É isso! Essa é a solução! -Ela falava sorrindo.

— O que?

— "O beijo de amor verdadeiro." Foi isso que o senhor disse! — Ele gargalhou, Saremy era inocente demais.

— Você não entende, não é? — A moça ficou confusa. — Eu fiz isso, porque verdadeiro amor, não existe...

— Você pode achar isso, mas tem que haver uma esperança para Aurora! Ela não tem culpa da decepção que teve com alguma moça! -Maléfico se irritou e estendeu a mão para transformá-la.

— Vá em frente! Me transforme! Me transforme até em um verme... Já não ligo mesmo. — Iria se virar, quando Maléfico agarrou seu braço, fincando suas unhas na carne dela sem querer.

— Me desculpe. — Olhou para baixo enquanto falava. — Fui mesmo um tolo. Na verdade eu sou um tolo.

— Se não se importa... — Puxou o braço das mãos do silfo.

— Desculpe. — Soltou o braço da mulher. – Me perdoa...?

— Sim, perdoo.

— Saremy, você é muito importante para mim, prometo não magoar você. — Saremy protestava mentalmente.

Maléfico percebeu que a atmosfera estava constrangedora, e se virou, adentrando a floresta.

Depois de refletir sobre o que Saremy havia falado em relação a Aurora, ele encontrou a loira sentada encima de uma árvore.

—Aurora? O que faz aí?- Ele se preocupou, afinal ela estava num lugar alto.

— Eu sempre subi em árvores! — Ela gritou.

— Pois eu nunca vi! — Ele cruzou es braços.

— Porque é desatento! — Ela sorriu um pouco e um sorriso brincou nos lábios de Maléfico.

Aurora olhou para o horizonte, e ficou pensativa, e sua expressão se tornou bruscamente para preocupação e medo.

— O que houve?- Ele perguntou.

— O que sabe sobre maldições? — Maléfico se sentiu desconfortável, afinal, como ela saberia?

— Quem falou sobre isso?

— Não, é que eu... Eu... Só senti curiosidade! — Aurora não sabia ao certo por qual motivo estava mentindo para seu "anjo".

Maléfico achou tudo aquilo muito estranho, mas resolveu deixar pra lá.

— Aposto que não consegue subia aqui! — Aurora o desafiou.

O silfo sorriu. Movimentou as mãos em direção ao chão, e abaixo de seus pés, um caule de árvore nasceu. Quando o caule chegou a altura de onde Aurora estava, ele cruzou os braços.

— Desculpe, o que disse? — Ele foi cínico.

Os dois gargalharam.

Maléfico havia passado o resto do dia com Aurora, não havia mais visto Saremy.

Quando a princesa voltou para a casa das tias, já estava quase havendo o pôr-do-sol.

Abrindo a porta, Aurora encontrou as três atrapalhadas com um bolo na mão. Fauna e Primavera estavam sujas de farinha de trigo, e a sua tia Flora, estava com metade do rosto sujo de algo azul, que desapareceu.

— Tias, preciso dizer algo para vocês.

— Sim querida! — Responderam uníssono.

— Eu... As senhoras foram ótimas tias, mas...

— Como assim? -Fauna começou.

— Estou indo embora. — Abriram a boca e deixaram o bolo cair.

— É isso mesmo que estou ouvindo?- Flora se alterou, começando a dar uma bronca. — Olha aqui menina! Eu não passei dezesseis anos da minha vida enfurnada nesse buraco...! — As outras tentaram impedir que ela continuasse. — Shhh! Prometemos para seus pais, e vamos levá-la de volta... — Ela percebeu a besteira que fez e tampou a boca com as duas mãos.

— Meus pais? — A loira estava mais que confusa. — Mas me disseram que meus pais morreram quando eu ainda era pequena!

— An... É melhor você se sentar...

Aurora hesitando, sentou na poltrona mais próxima.

— Estou toda a ouvidos!

Começaram a explicar a situação, e em detalhes.

— Anjo! — Aurora chorava. Era quase uma linda visão do seu rosto em lágrimas, se não fosse pela tristeza que ela transmitia.

— O que aconteceu?! -Maléfico chegou perto dela.

— Eu soube de um coisa horrível! Quando pequena, um mago jogou uma maldição em mim! Minhas tias me contaram... Vou morrer! — Ele se afastou. Ela já sabia. — O nome dele era... er...

—Maléfico... — Aurora o olhou surpresa e decepcionada. Um turbilhão de sentimentos a invadiu.

— Foi você... -Ela falou quase num sussurro. — Esse tempo todo, mentiu! Você é o mal que há no mundo! — Ele fez menção de chegar perto dela. — Não! Não toque em mim!

Ela correu.

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Notas finais
No mundo das fanfics quando você percebe que está apaixonado é uma coisa linda, mas na vida rel é tipo: "Pqp, me fodi" hbfhbhvfh