True Love
6 Capítulo O6
Notas iniciais
{Meses depois...}
Luna beijava Luch — seu guarda real — sem nenhum pudor. A rainha não ligava em usar ou controlar alguém para seguir seus objetivos.
Os dois estavam numa cela toda fechada e escura, apenas uma janela ajudava a lua prateada iluminar o lugar.
Os cabelos da rainha estavam soltos e suas bochechas rosadas, sua boca estava inchada por causa do beijo.
—Alteza, Não devíamos...
— Shhh... Já fizemos isso tantas vezes... — Ela o agarrou pescoço dele.
— Quero que faça algo por mim. — Entre beijos, fez uma voz mais que suave.
— Tudo que quiser. — Luch era um tolo apaixonado pela própria rainha, no fundo sabia que estava sendo usado.
— Traga todos os ferreiros ao castelo... E recolham toda a prata que conseguirem. — Ele estranhou o pedido dela. — tenho um plano.
— Mas o que vai fazer?
— Isso não importa. — Ela o beijou novamente e depois se afastou, deixando Luch decepcionado, olhando para baixo.
Colocou seu vestido novamente.
A noite não constumava ficar tão calma, Maléfico estranhou, mas não ficou perturbado.
Aurora passara o dia todo no reino dos Moors.
Agora Maléfico a observava caminhar pela floresta.
Uma vez ou outra, os seus olhares se encontravam por poucos segundos, mas parecia uma hora.
Saremy — Sentada no alto de uma árvore- observava de longe, ela não podia esconder de si mesma o que sentia quando olhava os olhos dourados de seu senhor, mas tentava evitar que soubessem.
***
Uma bolinha feita de lama, pegou no rosto de Aurora de surpresa.
Uma pequena criaturinha havia jogado, e assim, Aurora revidou.
Começando uma guerra de bolas de lama.
Aurora já estava toda suja.
Acidentalmente, uma criatura jogou a bolina no rosto de Maléfico. Todos se encolheram de medo. Menos Saremy que ria descontroladamente lá no fundo.
O moreno procurou ver onde a moça estava.
— Oh! Isto é engraçado?- Uma enorme bola de lama voou em direção de Saremy, sujando todo o rosto dela, a fazendo parar de rir na hora.
Aurora teve uma crise se riso das boas.
***
— Bom, essa cachoeira tem a água perfeita!
Saremy acompanhou Aurora até um lugar onde ela pudesse tomar um bom banho. Longe de atrevidos.
— Tome! — Saremy deu a Aurora um vestido bem longo, branco bordado de flores azuis. — Ninfas fizeram vários vestidos para mim, mas eu nunca gostei muito dele. Prefiro cores escuras que lembrem minhas penas.
— Obrigada! — Aurora amou o vestido, ele era praticamente perfeito.
Saremy se retirou.
O banho foi muito realxante, mas logo a princesa saiu do lago de águas cristalinas e se vestiu.
Se sentou em uma pedra e olhou para o céu que estava totalmente estrelado.
Seu "anjo da guarda" era meio estranho, mas de um jeito bom. Ela achava estra inusitada a necessidade que sentia de olhar para os olhos dourados dele, e sempre que o olhava ele já estava a observando. Seu rosto corou.
— O que é isso? — O coração dela palpitava mais rápido sempre que pensava nele... -Argh! Eu não posso!
Perfeitamente vestida, se apressou em correr até a frente da floresta.
— Pronto. Eu acho que... — Maléfico assoprou e ela dormiu.
Levou a garota até sua casa, deitando-a na cama e cobrindo seu corpo gelado de frio.
— Eu revogo o feitiço... Lanço o bem, não o mal... — Maléfico sussurrava.
A luz dourada envolveu seu corpo e agora ele gritava.
— Eu revogo o feitiço! Lanço o bem, não o mal! Lanço o bem não o mal!
Uma outra luz verde emitiu do corpo de Aurora, só que rejeitou a dourada que vinha de Maléfico e vozes baixas diziam:
"Esta maldição durará para sempre... Sempre... Nenhum poder da terra pode mudar... Mudar..."
O silfo cansou de fazer magia, retirou grande parte de sua energia e se escorou na parede da casa escorregando e caiu com um baque surdo. Demorou para ter coragem o suficiente para voltar.
— Senhor, o que aconteceu?
— Isso não importa. — Deu as costas a moça.
— O senhor estava pensativo desde ontem. Nem ouvia o que eu falava.
— Não devo satisfações a você. Deixe-me em paz! — A cabeça dele estava um turbilhão.
— É a Aurora não é? — Ele virou novamente para olhar Saremy.
— O que?
— Isso o está assombrando. — Ele foi andando lentamente até a morena, se inclinou e ficou com o rosto a poucos centímetros do dela
— Não é da sua conta! Você não tem nada com isso. É apenas uma serva!
— Apenas uma serva? -Saremy gritou — Eu te ajudei com tudo que você pediu, fiz tudo! Seu ingrato!
— Cale-se! Ou eu...
— Você o que?! Já matou tantas pessoas, e se faz de duro mas não tem a mínima coragem de admitir...
— Admitir o que?!
— Admitir que... Está sentindo algo por Aurora... — Doía dizer aquilo, mas tinha de ser realista. — O que sente por ela?
Num movimento rápido, Maléfico agarrou Saremy pelo pescoço, apertou e a prensou contra uma árvore. Colocou o rosto perto da bochecha da moça, encostando os lábios no lóbulo da orelha.
— Você não sabe de nada. — A largou, e a mulher caiu no chão.
— Seu tolo... Eu o conheço o suficiente.- Lágrimas escorriam pelo rosto dela. Ele parou de andar e continuou de costas, mas já era tarde, pois a mulher já estava longe.
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