Notas iniciais
Eu sempre quis passar essa história, mas hoje que eu tive coragem. Apesar de ter várias histórias em andamento ainda tive a audácia de postar essa. ;-; EU EDITEI ESSE CAPÍTULO, TUDO BEM PESSOAS? ENTÃO TÁ! Bjinhos de chocolate!

Há muito tempo em terras distantes havia um reino, cheio de paz, prosperidade e riqueza; Um lugar onde o sol era algo que se sentia, onde os ventos traziam o eflúvio dos carvalhos todas as manhãs. Não era um lugar com reis e rainhas, aliás não existia um rei, apenas um guardião.
Este era um pequeno menino, uma criatura mística de pele fina chamada silfo. O rosto transmitia um a celestial, face de menino e bonito como uma menina. Todos se encantavam com seus olhos dourados, com os dentes caninos afiado e seus pequenos chifres contrastando com asas de morcego.
Era a criança mais bonita, apesar de sua aparência, se mostrava muito atencioso, sua voz era cristalina podendo ser comparado como o bater dos sinos. Mas seu grande defeito era o sarcasmo.

Há séculos, os humanos possuíram o conhecimento do reino dos Moors, e da existência de seu povo. Após alguns encontros, apelidaram-no de Maléfico pela sua aparência demoníaca. Ele nunca conhecera seu verdadeiro nome, tampouco seus pais que jaziam mortos.
Várias vezes os homens tentaram adentrar na floresta em que o silfo vivia com tochas, lanças e flechas o chamando de anjo caído.
Há muito tempo uma guerra havia sido declarada entre mortais contra os Moors pelas grandes riquezas que haviam na floresta, mas nenhum humano audacioso o bastante chegou a passar pela fronteira.
***
Morando sozinho em uma pequena casa que herdara de seus pais desconhecidos, Maléfico se encontrava deitado em uma cama de folhas Pata-de-elefante, retirando pequenas farpas de suas asas -consequência de disputar voo com Niana.
A garota se sentava na janela do quarto, dando gargalhadas com o sofrimento de Maléfico tentando retirar todas as farpas e espinhos.
— Niana, és cruel verdadeiramente! Como pode rir de mim neste estado?!
— Ninguém mandou entrar no bosque dos espinhos!
— Você estava mais rápida, e era o melhor meio para que eu ganhasse!
— Oh! Você que se vangloria tanto por ter asas grandes, reclama de mim que possuo apenas duas pernas... De ser mais rápida que você?
— Aposto que você trapasseou!
— Pelas penas de minhas orelhas, eu juro que não!- Cruzou os dedos atrás das costas.
— Não me faça usar um feitiço de sinceridade em você!
— Não faria isso!
— Não me subestime Niana.
A morena cruzou os braços, fazendo as penas esverdeadas de suas orelhas temerem.
Após alguns minutos, ele havia retirado todos os espinhos de suas asas, e as sacudiu de alívio. Niana, brincava com algumas esmeraldas que enchiam seu vestido de mangas azul.
Um barulho grave interrompeu o silêncio.
— Baltazar? — Maléfico desceu da cama, e Niana saiu da janela indo para fora da casa. -O que houve?
Uma figura humanoide inteiramente revestida de galhos, folhas e musgo, apareceu com o rosto na janela, e pronunciou palavras indecifráveis, mas o pequeno Maléfico entendia cada palavra da dríade.
— Um humano andando pelas nossas terras? Mas que audácia!- Levantou de sua cama, e voou até as árvores, onde se encontravam Fauna, Flora e Primavera. Todas falavam ao mesmo tempo, fazendo com que fosse impossível de distinguir o que cada uma dizia.
— Se acalmem, e digam cada uma de uma vez!
— Uma humana, roubou um diamante e está se escondendo de nós. Tememos por correr perigo com este ser tão cruel dentro de nossa floresta!
—Irei resolver este problema, por enquanto fiquem aqui. — Disse com voz firme. Olhou para Baltazar. — Venha comigo, e traga seus irmãos.
Niana que veio correndo até Maléfico, esbaforida se apoiou nos ombros do mais velho.
— Um humano? Deixe que Baltazar tome conta disso!
— Mas... Mas eu gostaria de resolver isto pessoalmente. — Segurou as mãos da garota. — Deixe-me a sós com as dríades e veremos o que vamos fazer com o mortal.
—Lembre de seus pais! Dos elfos guerreiros! De todos os nossos ancestrais que eles por pura crueldade tiraram a vida!
— Niana, seu ódio não possui tal fundamento... Deve esquecer isto.
—Tudo bem. — Puxou as mãos com brusquidão- Continue com isto, e verá as consequências. — Virou as costas — Nos veremos mais tarde.
—Fala como se fosse mais velha Niana...
— Aprendi a mudar... Apenas isto.

Notas finais
Oi gente❤ O que acharam?