Notas iniciais
OI MEUS BBS Muivo tempo sem postar né? Sim, fiquei um tempinho afastada dessa história, mas foi pro bem dela, pois estava com um bloqueio daqueles! Então, o tão esperado albino goxtosão vai aparecer e nosso amado rei vai acordar! Vejam o Maléfico falando de sentimentalismo com a Saremy que fofo.. Jdhushsk beijos!

Saremy havia sido encontrada sem pulso nos arredores da floresta, foi levada as pressas para a casa de Maléfico. Passou três dias dormindo e se recuperando do pequeno trauma, enquanto Carlos e o Silfo permaneciam esperando a moça acordar.
Maléfico foi o primeiro a subir ao quarto e ver o rosto pálido de Saremy, os cabelos grisalhos caíam como uma cascata em seus ombros e se espalhavam pelo travesseiro, mas seu rosto não envelhecia, apenas sua pele ficava mais fina que o normal.
Os olhos dela já estavam abertos, preguiçosamente absorvendo o local e por fim olhou para Maléfico. Seu rosto estava contraído, escondendo uma dor aguda que espalhava por todo seu corpo, até em suas mãos que tremiam ao segurar as de Saremy.
— Ora, finalmente acordada. — Sorriu, mas se tornou uma pequena careta. — Senti saudades suas.
— Oh, eu também. — Sorriu e tentou se levantar. — Me sinto tão fraca..
— Não se mexa, Carlos acabou de dar a poção a você. Fique deitada até fazer efeito.
— Estou tão horrível assim? — Riu da expressão de desespero que o Silfo fez. — Estou brincando.
— Isso é tudo culpa minha. — Deitou na cama ao lado da mulher, puxou seu corpo magro demais para seu lado. — Eu só fiz desgraças ao longo do meu caminho.
— Por que diz isso? — Abraçou o corpo quente de Maléfico, absorvendo as deliciosas fragrâncias misturadas de seu corpo. — Se não me transformasse, nunca conheceria você ou sentiria isso que sinto quando você está por perto. Parece uma eletricidade que corre pelo meu corpo.
— Você não deve sentir isso. — Disse rápido enquanto observava os cabelos brancos voltando lentamente ao castanho.
— Por que não? Eu o amo, tanto que não há tamanho exato para o que eu sinto. É bom ser amado, não acha?
— Saremy, pare. — Se levantou da cama, afastando a mulher.
— Por que sempre foge quando vou dizer algo ao senhor? Por que não sente nada?
— E o que eu deveria sentir? O que eu deveria sentir Saremy?
— Eu não sei! Não digo que deve sentir o mesmo que eu, sei que não sente, mas o senhor brinca comigo como se eu fosse uma boneca.
— Acha que não sinto nada? Eu sinto sim!
—Então me mostre que sente! O senhor se mostra como uma estátua que nada sente! Mas eu sou uma boneca que sente tudo!
— Eu não posso ser amado. — Se aproximou de Saremy. — Acha que sou como os outros homens?
— Não, o senhor é melhor.
— Não, não sou. Eu sou como a idéia de alguém morto, sou passageiro, algo que não deveria definitivamente estar aqui. — Saremy arregalou os olhos. — Não se apaixone por mim.
— Mas o senhor amava aquela humana... Luna, não é?
— Saremy-
— Por que me beijava? Por que jogava esse tipo de jogo comigo? — Deu um frasco azul para Saremy. Ela acordara antes de que o remédio fizesse efeito.
— Quando eu percebi o que se tornou, parei com isso. — Passou as mãos pelos cabelos embaraçados da mulher, que bebia o líquido azulado com certa repulsa. — Saremy, eu cometi muitos erros na minha vida. Você definitivamente não foi um deles, foi a melhor coisa que fiz. Mas não deve sentir isso, tente matar esse sentimento.
— Como pode saber o amor que sinto pelo senhor?
— Por que ele é forte. Também posso senti-lo. — Apertou os lábios e sorriu tristemente enquanto algumas lágrimas desciam do rosto de Saremy.- Você não merece alguém como eu ao seu lado.
— Mas... Para onde vai agora? Eu sei que irá partir. — Segurou as mãos do Silfo. — Por que está me deixando?
— É complicado. — Envolveu o corpo da morena em um abraço.
— Por favor, não vá. Se for para me machucar, se for por você, eu não me importo.
— Essa é a resposta de tudo. — Afundou o rosto nos cabelos da moça. — É uma resposta para uma das suas perguntas. É por isso que vou.
— Quando irá? — A esse ponto, Maléfico sentiu suas roupas molhadas de lágrimas de Saremy. Sabia que as palavras que disse atingiram a mulher como uma flecha.
— Ainda não sei, mas não pense nisso. — Deitou novamente, segurando Saremy, que adormeceu em meio a lágrimas em seus braços.

Quando saiu da casa, preferiu não trazer muitos detalhes a Carlos, que o enchia de perguntas e sermões por Saremy ter acordado. Maléfico pensou seriamente na possibilidade de transformá-lo em uma rã.
Felizmente Carlos havia conseguido uma tripulação, mas havia cometido o erro de não contar que Maléfico era... Bem, Maléfico.
Os homens tiveram uma grande surpresa ao observar a criatura com chifres a sua frente. Dos quarenta, apenas doze continuaram.
— Bom, alguém mais vai embora? — Ninguém se moveu. Carlos assentiu e Maléfico sentou em uma cadeira próxima fingindo coçar o braço quando percebeu que estava espantando os homens. — Ótimo.
— Permita-me perguntar... Qual o destino? — Um deles, de cabelo amarrado em um coque levantou o braço.
— Você... Quem é você mesmo? — Carlos colocou as mãos na cabeça tentando lembrar do nome.
— Sou Derik.
— Derik, iremos para... — Olhou para Maléfico em busca de apoio, mas o mesmo se mantinha indiferente, concentrado em sua pele. Carlos revirou os olhos. — As terras do Norte.
— Para que? — O outro estava com uma garrafa de bebia nas mãos. Carlos se afastou do homem que insistia em se aproximar muito. O cheiro dele embrulhou o estômago do moreno. — Na última vez que naveguei, os homens foram mortos por sereias. Sereias!
Maléfico comprimiu os lábios. Sim, talvez aparecessem sereias no trajeto, mas não se intrometeu.
— Não haverão sereias para onde iremos... — Carlos cruzou os dedos dos pés e começou a suar enquanto o homem se aproximava mais e uma parede apertava as costas de Carlos. — Bom, talvez...
— Talvez apareçam sereias.- O silfo puxou o mago pela gola do casaco, o afastando do homem que mais parecia um pirata. Os cabelos de dread caíam sobre os ombros e os olhos dele tinham um brilho laranja, que contrastavam com a pele cor de ébano. — Talvez elas te devorem ou apenas te afoguem. Você se importa com isso?
O homem não se moveu, não se assustou com Maléfico e continuou bebendo o conteúdo da garrafa.
— É apenas um bêbado desgraçado com a vida. Não se importa com nada.
— E você? Você é o brutal feiticeiro que amaldiçoou a princesa, não é? Pensei que fosse mais aterrorizante. — Virou a garrafa. Maléfico suspirou com a impaciência. — Mas seu rosto é como o de uma mulher. — O Silfo respirou fundo. Estava completamente cansado, e matar um homem que reclamava de sua aparência, não estava em seus planos.
— Vai entrar para a tripulação ou não?
— Talvez eu esteja curioso. — Jogou a garrafa que quebrou aos pés de Maléfico. Virou as costas e sumiu em meio às sombras.- Talvez eu volte.
Maléfico revirou os olhos e encarou os outros onze homens. Alguns chamaram sua atenção, como os dois gêmeos, ambos morenos, mas um deles tinha uma cicatriz na diagonal do seu rosto, cegando o olho esquerdo.
Os outros eram camponeses normais, homens furiosos, sujos de terra e poeira, a pele descascando por exposição excessiva ao sol.
— Ei, eu te conheço. — Apontou para Derik. — O que quer aqui?
— Faço parte da tripulação agora.
— Não faz não, ande, saia logo. — Abanou as mãos para o homem, como se expulsa um animal.
— Maléfico, todos foram embora. — Carlos sussurou, repreendendo sua atitude, o que fez o Silfo morder a língua para não arrancar a cabeça do mago. — Que mesmo navegar sem tripulação?
— Diga logo, o que quer em meu navio? — Maléfico ignorou o homem e suspirou enquanto perguntava.
— Fui mandado por Bartolomeu para encontrar Aurora, e sei que esse objetivo também é seu.
— Espera, ele acordou? — Maléfico arregalou os olhos. — Como?
— Ninguém sabe, por isso ele acha que há um complô contra ele, dentro do castelo. — Derik se aproximou de Maléfico. -Vamos achar a princesa.

Maléfico suspirou derrotado e deu as costas a Derik, voltando ao seu lugar enquanto Carlos continuava falando sobre coragem e dos riscos da viajem, até que sua atenção foi até um aldeão louco no porto, que gritava o fato de que Bartolomeu acordou em alto e bom som.


Bartolomeu havia sim acordado, a comemoração em sua homenagem havia sido marcada para a noite, enquanto a neve tingia o chão de branco como se fosse a capa de um deus.
Sua cabeça ainda estava confusa, sentia todos os seus ossos esmagados. Era como se estivesse por todo o tempo que dormiu, sendo mantido em cativeiro com os pés amarrados para cima enquanto era mantido de cabeça para baixo.
Mas algo não saía de sua mente. A mulher que estava virando um pote de barro com alguma substância grossa e pegajosa pela sua garganta quando acordou. Os olhos violeta assustadoramente brilhantes o deixaram perturbado, tão perturbado que não conseguiu ficar animado para se aprontar.
Suspirou.
Ela o havia acordado? Ou de alguma maneira ela o estava mantendo dormindo? Eram tantas perguntas que não conseguia manter o foco para um só assunto. Podia muito bem tê-la pego, prensado contra a parede e a obrigado a falar, mas quando abriu os olhos, ela simplesmente saiu pela porta, e além do mais, estava muito fraco para sequer piscar os olhos.
Quando encontrou Derik, o mesmo disse que Aurora havia ido embora. Gritou ao jovem que achasse uma maneira de encontrar a princesa e levá-la para casa o mais rápido que pudesse, e então ele correu como um exilado, jurando que traria a loira imediatamente.
Sentou em seu trono, sustentando a cabeça com um abraço, enquanto os súditos entravam no salão fazendo reverências e acenando a cabeça. Ainda estava bastante cansado, como se uma manada de elefantes passassem sobre seu corpo, sua cabeça também doía, mas o povo precisava saber que Bartolomeu ainda estava bem, que estava vivo.
A viu de longe com seu traje de criada, lustrando um vaso de prata e provavelmente cantarolando para si mesma. Apertou suas mãos em punhos, fincando as unhas nas palmas das mãos.
Bartolomeu estava pensando tanto na criada de olhos violeta e em sua filha, quem nem percebeu o príncipe em sua frente.
Phillip o cumprimentou, estava junto com um garoto novo ao seu lado, que trabalhava nos estábulos, já que Derik havia se juntado a guarda real. Ele se Chamava Caius, era esguio e pouco menor que Phillip, mas nada perceptível.
O príncipe deixou o rei Bartolomeu que estava indiferente, com uma reverência para tratar dos ferimentos do treino de batalha. Caius foi andando junto com o moreno, adentrando o quarto temporário de Phillip, que desfaleceu na cama, não tanto quanto queria por culpa das feridas roxas e abertas que circundavam sua pele abaixo da armadura amassada.
— O senhor não deve se mexer alteza. -Caius estava ajoelhado no colchão enquanto passava uma pasta de arnica nas costas de Phillip, que sentia uma ardência insuportável quando o remédio entrava em suas feridas abertas.
— Ora, chame alguma criada, ao menos as mãos delas são mais macias que as suas. — O sgrated gargalhou com o príncipe. — Mas isso é impossível, nunca vi um homem com mãos tão macias!
Agarrou a palma de Caius, suja com a pasta verde. O sgrated se assustou um pouco com a brusquidão, mas levantou uma sobrancelha.
— Você tem mãos de moça. — A ponta dos dedos de Caius eram vermelhas, os nós de seus dedos também. Observou que o homem não tinha as linhas nas mãos e marcas na palma. — Chega a ser adorável. — O moreno puxou sua mão do príncipe e revirou os olhos quando voltou a espalhar a pasta.
— Não trabalho cuidando de feridas humanas, cuido de cavalos. — Disse emburrado e apertando uma ferida de Phillip de propósito. — Não reclame, pois nem aqui eu deveria estar.
— Quem trataria de minhas feridas...? Ai!
— Qualquer criada pode fazer isso. — Caius levantou uma sobrancelha para Phillip.
— Suas mãos são mais macias do que as delas.
— Que estranho, pensei em ter ouvido o contrário ainda agora.
— Tudo bem Caius, tens as mãos mais macias que o mundo, o céu e os infernos já viram. — Virou para o sgrated.- Sente-se melhor?
Caius sorriu.
Havia avançado muito na amizade imaginária que mantinha com o príncipe do tempo em que havia chegado no reino. Se apresentou para cuidar dos cavalos, e com Katrina hipnotizando os envolvidos, conseguiu o trabalho em um piscar de olhos, e a atenção do príncipe também não foi tão difícil.
— Sim, me sinto melhor. — Os dois gargalharam e Caius continuou espalhando o remédio pelos braços de Phillip, notando a pele do príncipe com pequenas ondulações que iam vinham enquanto passava as pontas dos dedos em sua pele. Phillip estava arrepiando.


Aurora acordou de um sono revigorado, limpando seus olhos e observando o quarto enorme em que estava.
A escuridão a assustava um pouco, mas o candelabro ao lado de uma cômoda, aceso por três velas, a ajudou a explorar o local. Bateu os dedos em alguns móveis e apertou os olhos por culpa da dor.
Levantou o candelabro mais ainda, levedado uma dezena de candelabros, acendendo um a um com o que já estava em suas mãos. O pânico começou a corroer suas entranhas e sentiu o estômago vazio revirar.
Quando finalmente Acendeu todos os candelabros, percebeu o imenso quarto em que repousava. O quadro enorme que cobria toda a uma parede, mostrava a imagem de um homem albino abraçado a uma mulher morena de pele caramelo.
— Ela é simplesmente linda, não acha? — Sentiu um sobressalto com a voz masculina. O homem atrás de si usava uma túnica azul, com os cabelos longos e brancos caindo sobre seus ombros esguios.
Os olhos eram de um amarelo intenso, a pele branca como as paredes do quarto cintilavam com a luz das velas. Chifres ornamentavam sua cabeça longa e o sorriso sedutor arrepiava qualquer um.
— O que houve? Minha aparência não a agrada? — Se aproximou mais de Aurora, que afastou bruscamente do homem, derrubando alguns candelabros.
— Você... Me lembra... Alguém. — Segurou a ponta da pequena mesa de madeira na qual se escorava para longe do albino.
— Lembro? Mas quem se parece comigo? — Aproximou-se da princesa arranhando levemente as enormes unhas polidas sobre a pele de Aurora. — Responda, minha doce jovem.
— Não importa. — Virou o rosto e o Albino sorriu.
— É, talvez tenha razão. — Sorriu. A barriga de Aurora emitiu um barulho horrendo, fazendo a jovem colocar os braços sobre o abdômen e corar o rosto. — Está com fome? A mesa de jantar já está preparada para nós.
— Jantar?
Estendeu o braço para a loira, que hesitante, segurou e acompanhou o homem albino para a saída do quarto.
Era o mesmo breu que antes, tanto que não conseguiu enxergar o rosto do homem por completo, mas mesmo assim, não tropeçou em momento algum. Felizmente o final do corredor estava iluminado, também a luz de poucas velas.
Aurora sentiu a boca salivar ao enxergar a variedade de comidas saborosas que descansavam na mesa forrada por tecidos vermelhos.
O homem puxou a cadeira para a princesa, que comprimiu os lábios segurando a fome.
— Sirva minha convidada. — O homem olhava para um canto sombrio, de onde saiu outro homem, mas ele era pequeno, da altura de uma criança. Seus cabelos eram ruivos, caindo em seus ombros. — Este é um de meus criados, Gregário. Cuidará de você durante sua estadia.
— Minha estadia? — O ruivo servia a princesa, enchendo seu prato com tudo que conseguia. Parecia que lia sua mente, quando colocou um pedaço enorme de uma suculenta torta de maçã e uma coxa de frango assado junto com pedaços de laranja. — Quanto tempo ficarei?
— Até que aprenda tudo que tenho a ensinar. — Apertou os ombros da moça. Gregário colocou o prato a sua frente e baixou a cabeça, ficando ao lado de Aurora. — Não se preocupe com seu pai, está em boas mãos.
— Quem é você? Por que eu nunca sei de nada que está acontendo?
— Eu sou Ambrogio. — Puxou uma cadeira ao lado da loira enquanto Aurora enchia a boca com a comida. — Na verdade, no fundo de seu coração, sabe os motivos pelo qual está aqui.
A princesa engoliu a comida enquanto Gregário a servia com vinho. Ela pegou a taça e virou na boca, deixando uma fenda do líquido avermelhado descer de seus lábios.
— Minha querida, bela menina. Tenho grandes planos para você, sim tenho! — Sorriu. — Veja o que conseguiu fazer, enfeitiçou seu pai sem dizer uma palavra sequer.
— Não fiz isso. — Engoliu a massa em sua boca, ao mesmo tempo que apertava o tecido do vestido com uma das mãos.
— Sim, você fez. — Aurora limpou a boca com o braço. — Sabe? Você é como eu quando era jovem. É inteligente e poderosa, mas não sabe utilizar isso a seu favor. Nunca se perguntou como aquela magia toda passou a ser sua?
— Sim, eu me perguntei. Me pergunto isso todos os dias de minha vida. — Terminou a comida, sentindo seu estômago quieto e um calor envolvendo seu corpo. — Mas como parece saber tanto sobre mim, diga-me você. Como?
— Audácia... Gosto disso. Talvez tenha herdado um pouco de sua mãe. — Aurora estremeceu lembrando da mulher. — Se orgulha de ser filha dela?
— Não escolhi o sangue que corre em minhas veias. — Olhou para baixo, mas o homem levantou seu rosto com o dedo indicador.
— Do mesmo modo que você não escolheu seu dom, sua fortuna. Aurora, você e eu, nós nos tornamos mais do que era esperado por nós. — Ambrogio mordeu uma maçã.- Sua maldição querida, tudo começou por ela.





Notas finais
MEU DEUS É AGORA! A COBRA VAI FUMAR! O que acharam do capítulo? Fiz ele com amor!