Notas iniciais
Oi povo! Então, eu não morri tá?! Bom, eu quero pedir aos fantasminhas que não se escondam, porque só apareceram duas leitoras no capítulo anterior. Divirtam-se e me contem o que mais gostaram!
" Eu me lembro das lágrimas. escorrendo pelo seu rostoQuando eu disse, 'Nunca te deixarei ir embora'Quando todas as sombras quase acabaram com a sua luzEu lembro quando você disse, 'Não me deixe aqui sozinho'Mas tudo está morto e acabado e já passou nessa noite"

Milhares de homens trajando armaduras pararam em fente a fronteira dos dois reinos. Derik tomou a frente e desceu de seu cavalo majestoso, indo até uma enorme pedra e assobiando. Batendo os pés impaciente, viu pó d'ouro sobre o chão com uma pequena bolsa de couro. Logo a pegou, sentindo a superfície áspera.
Sua atenção se voltou para Maléfico, que pousou em sua frente fazendo a típica cara de deboche.
— Mas o que traz o jovem guardião da princesa? — Sorriu mostrando os dentes brancos.
— Ela pediu que eu o levasse ao castelo, junto com as fadas Fauna, Flora e Primavera, e quem mais precisar para curar o rei.
— Aquele ousado está doente? Eu não tenho nada haver..
— Eu não me importo, apenas peço gentilmente que venha conosco.
— Amn... Gentilmente? -Jogou a cabeça para trás e gargalhou -Como posso saber que não estão mentindo? — Cruzou os braços.
— A princesa o chamou Maléfico. Não precisa ir ao castelo conosco, poderá ir voando.
— Essa não foi minha pergunta.
— Independente de sua pergunta, minha resposta sempre será esta.
—Oh! Mas que mal humor... — Andou em um círculo a volta de Derik. — ...Mas como meu coração está iluminado hoje, irei sim. — Sorriu antes de bater suas asas e levantar vôo, o que fez Derik cair e xingar.
***

— Saremy? — Era a centésima vez que chamava a moça. — Criatura, onde você está?!
— Estou aqui! — A moça estava totalmente afobada, com o cabelo desarrumado e parte do vestido rasgado.
— Por que está aos trapos?- Olhou a morena de cima a baixo. -O que estava fazendo?
— Correndo até aqui para evitar o pior... — Saremy estava irritada e com cara de tédio.
— E o que seria?
—As suas mudanças de humor repentinas. — O Silfo responderia a altura, mas Saremy o interrompeu impaciente. — O que precisa?
Olhou para a mulher mais uma vez, desconfiado.
— Onde estava? — Semicerrou os olhos.
— Com os pequeninos elfos! Eles gostam e apreciam minha presença. — Maléfico revirou os olhos, percebendo a indireta.
— O pai de Aurora está doente... Pelo menos é o que os guardas falaram.
— E se for uma armadilha?
— Aurora não deixa...
— Por que confia tanto nesta mulher?! Ela é incapaz de fazer algo útil, e vive enfurnada naquele castelo... -Maléfico olhou assustado para a sua serva.
— Ei! Não fale neste tom comigo nesse tom sua...
— Não venha dizer que devo falar baixo... — Ela balançou a cabeça.
Maléfico estava surpreso, Saremy nunca havia alterado o tom de voz principalmente para falar com ele.
Olhou para os lados confuso.
Os olhos antes azuis escuros de Saremy estavam negros como quando ela se transforma em corvo. Ela devia mesmo estar com raiva.
— Eu não entendo o motivo que o leva a bajular tanto essa menina! Ela não faz absolutamente NADA! Eu estou aqui com o senhor a anos e nunca é dado o meu devido valor!
— Então você está com ciúme?
— Não pense que é o olho do furacão! Não tem nada haver! A única coisa que faz é me maltratar, ameaçar e gritar comigo... — Ela já estava gritando e gaguejando, chamando atenção dos demais. Maléfico permanecia com os olhos arregalados.
A boca do silfo estava entreaberta, e seus olhos amarelos arregalados.
Os demais gnomos, elfos e fadas estavam olhando a discussão e falando sobre.
— Saremy espera, por que está gritando? O que está acontecendo?
— Eu estou há muito tempo com isso na minha garganta! — Abaixou a cabeça e depois deu um sorriso de escárnio. — E olha, eu falo que Aurora é inútil, mas... Olhe para mim! Eu faço tudo que você manda, obedeço como um animal! — Fez uma expressão de como se lembrasse de algo — Ah, não... Mas EU SOU um animal!
— Saremy, acalme-se! Por que isso agora?!
— Porque você é sonso! Não percebeu que ainda agora iria me xingar?!
— Não estou te entendendo!
— Não?! Olhe a sua volta! Maléfico você não é temido nem amado, mas sim odiado! — A expressão do silfo se tornou de angústia, o fazendo desviar os olhos de Saremy. — É melhor pensar em um enorme discurso se pretende me levar onde quer que seja!
A respiração de Maléfico se alterou. Ao invés de fazer o que Saremy disse, ele apenas a tranformou em corvo e levantou vôo, indo para o Leste da floresta.
A moça suspirava pesadamente e murmurou um "obrigada" antes de voar para fora da floresta dos Moors.
Saremy esperou todo aquele tempo para dizer o que pensava dele. Notara que ela nunca o havia chamado pelo apelido ou de "você".
Viu logo as três fadas discutindo algo sobre ervas e chás.
— Olá!
— Sim? — Falaram uníssono.
— Bom, vou direto ao ponto. Bartolomeu está doente, e...
— Doente?!- Flora exclamou.
— Mas como? — Fauna botou as mãos no rosto.
— Por que?! — Primavera botou as mãos na cabeça.
— Querem que tentemos curá-lo.
As fadas começaram a se lamentar, mas concordaram em seguir Maléfico até o Castelo junto com os oficiais do rei.
Os quatro foram voando e no caminho convenceram a curandeira que antes havia ajudado o Silfo, a ir junto, mas a moça foi andando junto com os guardas. Maléfico não gostou muito quando a ruiva e um guarda estavam tendo uma crise de riso lado a lado. Os humanos eram enganadores, então por que só ele sabia disso?
Chegando no castelo, pousou em terra, sendo recebido e seguido por quatro guardas com a ponta das lanças de prata.
Ao entrar no castelo, viu Aurora sentada no trono temporariamente. Ela estava com um vestido azul escuro, repleto de rubis e pérolas. Uma gola alta acompanhava o formato de seu longo pescoço.
Seu olhar estava frio, ainda mais com uma coroa de prata sobre sua cabeça.
— Aurora? -Maléfico levantou uma sobrancelha, e tentou chegar mais perto da mulher, sendo barrado pelos guardas.
— Deixem-nos a sós! -Todos os guardas se retiraram, exceto as fadas, a curandeira e o Silfo.
— Aurora...- A loira pousou os olhos lentamente sobre o rosto confuso de Maléfico. -O que está acontecendo?
— Lunch! -Chamou o guarda que fechava a porta. — Leve as fadas e esta mulher para a outra saleta. Certifique que elas sejam bem cuidadas. — As moças saíram apreensivas olhando para o moreno.
— AURORA! — Ela correu e se envolveu no abraço de Maléfico. — O que houve?
— Sente-se primeiro. Eu lhe explicarei.
— Diga. — Ele se sentou em uma cadeira de madeira virada de frente para o trono.
A princesa contou tudo aos mais incríveis detalhes sobre a discussão com seu pai, e a esfera azul brotada de seus dedos, ocultando apenas a parte de Katrina.
Ele nada disse, apenas ficou observando as palavras da moça.
—O que..?
— Exatamente! Eu fiquei com essa mesma expressão. Procurei em livros tudo isso, mas não achei!
— Mas como Aurora? Seu pai não tem magia no sangue, nem Luna... Mas...- Andou pelo pátio pensando em uma resposta descente.
—Eu sei, isso é confuso! — Ele fez uma cara como que se lembrasse de algo.
—Venha cá! — Puxou a moça pelas mãos e tocou as pontas dos dedos dela com os seus, vendo uma fumaça escura envolver as mãos de ambos. Maléfico logo baixou as mãos e se afastou bruscamente.
— O que? O que foi?! — Assustou.
—Aurora... Isso é magia negra.
— Como sabe? Como? Por que?
— Meu.. Coração sucumbiu a magia negra há um tempo, então a magia é atraída por outra.
— Tem como desfazer?
—Se eu soubesse acha que eu já não teria desfeito a minha?
—Não precisa ser tão rude! Todos estamos preocupados!
— Onde está seu pai? — Mudou de assunto, percebendo que estava irritado sem saber o motivo. Talvez Saremy tenha razão sobre as mudanças de humor repentinas.
— Mostrarei os aposentos dele.- Ela andou vagarosamente até a sala onde as fadas e a curandeira estavam, os levando para onde estava Bartolomeu.
Abrindo a porta, todos observaram o rosto sereno do rei. Ele parecia que estava tendo um bom sono.
Suas vestes eram suaves. Ele estava coberto até o peito, e com vários travesseiros abaixo da nuca e dos braços.
— Ele não me parece ruim... — Todos os que estavam presentes, olharam Maléfico de forma estranha. — O que foi? Ele está dormindo.
— Pode acordá-lo? — Aurora roía as unhas.
— Sim, posso.
Um suspiro uníssono pôde ser ouvido no quarto.
Maléfico colocou as mãos sobre a cabeça do outro, e luzes verdes saíam das mesmas, envolvendo Bartolomeu. As luzes quando tocaram na pele do rei, repeliram a si mesmas voltando para Maléfico violentamente, o fazendo bater na parede num estrondo.
— O que houve? -Aurora correu junto com as outras para ajudá-lo a levantar.- Meu pai ainda não acordou...
— A magia é muito forte, não consigo acordá-lo.
— Mas...- Aurora encheu os olhos d'água e deixou as lágrimas caírem.- É tudo minha culpa!
—Não diga isso. Você não sabia.
— Como eu posso ter magia negra? — Sussurrou, fazendo com que apenas Maléfico escutasse.
— Não pense nisso agora. -O Silfo levantou o queixo da loira com o polegar. — Deixe que o tempo resolva. Vou procurar todos os tipos de magia para salvar Bartolomeu.
— Não será o suficiente! — Aurora gritou.
—Por Que? — Ela pensou em contar o que havia acontecido, até abriu a boca para falar, mas logo fechou. Se aquela mulher estivesse falando a verdade, seu pai acordaria e logo voltaria a ser o rei. Mas e ela? Bom, ela iria conversar com o rei do reino vizinho, e talvez ele a deixasse voltar... Talvez. — AURORA!
— O que?! — Foi tirada de seus devaneios.
— Está escondendo algo?
— Não, claro que não! Eu o chamei para ajudar meu pai, por que eu iria esconder algo de ti? — Maléfico pensou bem. A moça estava com um rosto sereno e os olhos livre de mentira, é claro que ela nunca esconderia nada dele.
— Tudo bem... — Sorriu.
Aurora deu um meio sorriso. Ele se convenceu muito rápido, Maléfico era bom em descobrir uma mentira.
Preferiu não especular mais nada e logo se despediu do moreno o acompanhando até o grande portão do castelo.
Logo que teve a certeza de que ele havia ido embora, correu para seus aposentos e trancou a porta.
Trocou de vestido, por um outro verde musgo e detalhes dourados nas mangas longas, colocou uma capa e respirou fundo.
Olhou para a madeira solta no chão do quarto, e logo correu para abrir, revelando a caixinha de metal encravada de diamantes. Era impressionante como Bartolomeu era obcecado com jóias.
Ela abriu a caixa, vendo a mecha de cabelo castanha. Sentou no chão e colocou a caixa na frente, segurando o rosto, tirou a mecha de cabelo colocando-a no chão. Olhou seus dedos e duas adagas que estava de decoração na parede.
Retirou uma delas e sem olhar, rasgou a palma da mão dando um gemido de dor. Uma boa quantidade de sangue rubro pintou os fios castanhos de vermelho.
Aurora esperou um, dois, três minutos... E nada da estranha chegar. Suspirou e procurou uma faixa de pano para tampar o machucado.
— Aha! Sabia que iria me chamar! Os poderes de seu querido Silfo não foram o suficiente? — Ela sorria com um capuz branco sobre a cabeça.
— Como sabe? — A princesa perguntou sem olhar a moça.
— Ah! Devia saber que eu observo tudo!
— Você é do reino dos Moors?
— Mas é claro que não!
— O que fará agora? — Aurora questionou. Estava segura de si mesma, e aquela mulher estranha não iria mudar isso.
— Irá me acompanhar.
—Não tem como sair do castelo. Há guardas para todos os lados.
— Os seus aposentos tem uma janela enorme... — Aurora entendeu o que Katrina dizia, mas pular da janela era impossível.
—Não farei isso! — Se afastou da mulher.
— Não deixarei você morrer! É preciosa demais para isso. — A loira suspirou.
— Me diga primeiro... Por que o seu rei me quer tanto?
— Meu senhor a quer por um motivo que você já sabe.
— Por que eu possuo magia negra?
— Você é tão tola que tenho dó de você... Ah Aurora, você possui muito mais do que uma mera magia negra. Ele também quer dar as respostas pelas quais anseia tanto. — Sorriu maquiavélica. -Agora podemos ir, ou quer que seu pai continue dormindo para sempre?
—Não! -Respirou fundo -Preciso de minhas coisas!
—Você não precisa de nada! Vamos embora!
— Sim eu preciso! — Viu Philip sair de sua carruagem. — Eu tenho um plano.
— Olhe aqui garota!- Se aproximou de aurora, segurando sua nuca com violência. — Fizemos um acordo! Se tentar fugir, seu pai pagará o preço. Lembre-se que eu estarei aqui acompanhando seus passos... Quando derramou aquele sangue... Estava fazendo um acordo comigo!
Largou Aurora com brusquidão.
Um corvo negro observava a situação com o olhar surpreso.
***
Aurora foi até Philip, que a recebeu com um abraço constrangedor.
— Phillip, irei tratar de problemas... Políticos, e precisarei que tome conta do reino por enquanto para mim... Pode fazer isso?
— Políticos? Pensei que só Rei Bartolomeu cuidava disso... Antes de...
— Sim, eu sei... Mas é só uma questão de tempo para ele acordar.
— Tudo bem. Faço qualquer coisa por você. -Segurou as mãos de Aurora firmemente.
— Então dirija-se para o salão principal como os outros.- Ela se virou, mas antes ele segurou seu braço.
— Espere! Tem algo que quero falar!
— Poderá me dizer depois...
—Mas é que... Como aconteceu isto ao seu pai, devo dizer.
— O que?
— Nosso noivado foi marcado para o dia em que seu pai... Adoeceu.
— Ele não me disse!
— Aurora, já deveria saber que...
— Princesa! Princesa Aurora! — Se virou e andou a passos largos para longe de Philip.
A Moça anunciou sua ausência para o povo, e que Philip cuidaria do reino por enquanto.
Todos estavam aos cochichos pelos cantos do castelo enquanto ela passava.
— Não levará bagagem? — Amélia chamou sua atenção.
—Não, não preciso.
—Princesa, onde irá sinceramente?
— Ah... Amélia não posso dizer, mas voltarei!
—Pode deixar minha senhora, mas tenha cuidado!
— Obrigada Amélia! Você sempre foi tudo que eu não tive de mãe!- A abraçou. — Eu conversei com Philip, e ele cuidará de todos vocês.
— Espero que sim.
Foi uma breve conversa com os guardas para que eles a deixassem ir sozinha.
Aurora logo correu para pegar um cavalo e ir até o lugar que marcou com Katrina.
— Aurora! — Derik chamou sua atenção. — Soube que Maléfico não curou seu pai.
— Sim... Agora terei de ir! — Montou em Jurema, prestes a sair com pressa.
— Espere! Aurora, o que está acontecendo?
— Ah! A próxima pessoa que perguntar isso, sera enforcado! Eu estou indo tratar de assuntos políticos! -Tentou ir com o cavalo, mas Derik se colocou na frente.
— Mas o representante do rei pode fazer iss...
— Você não entende! É apenas um servo! — O jovem abriu a boca, mas logo fechou, olhando para baixo confuso. A princesa nunca havia falando naquele tom com nenhum ser vivo... A não ser com Amélia quando esta estava chateada por Aurora começar a dar ordens "friamente".
A princesa colocou as mãos na boca. Era isso que ela gostaria de dizer sinceramente, mas Derik era seu amigo, não falaria nunca nesse tom com ele, mas então... Por que fez isso?
Derik deu um tapinha no traseiro da égua que começou a correr com Aurora montada olhando para o homem que logo se retirava do estábulo.

Ela cavalgou por um bom tempo até chegar até ao longe dos dois reinos. Katrina estava na frente de mais de vinte homens e mulheres todos armados.
Os guerreiros estavam com um capuz branco que cobria toda a face, e calças douradas com cordas trançadas pelo tornozelo junto com as botas pretas.
As moças usavam as roupas como as da Katrina, mas eram mais apropriadas para batalha.
No meio estava uma carruagem negra com cortinas brancas por dentro, sendo conduzida por cavalos tão estranhos, que possuíam um terceiro olho na testa e seis patas.
Katrina chegou perto de todos os outros e apresentou Aurora. A princesa não entendeu quando estes se afastaram dela.
Depois de um tempo a loira entrou na carruagem.
— Onde você vai? — Aurora com a cabeça fora da kanela, questionou Katrina, que voltava para o castelo.
—Preciso pegar as ervas do seu pai! — Respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. — Preciso de quatro guerreiros aqui comigo!
Três mulheres e um homem foram selecionados para ficar.
— Adeus Aurora, até mais ver! — Falou sarcástica. A princesa com medo e relutante colocou a cabeça para dentro e respirou fundo.
Em que escrenca estava se metendo?
O corvo que viu toda a história, pareceu incomodado e voou rapidamente para o reino dos Moors.
— Aconteceu algo horrível! — Saremy foi transformada em humana por Maléfico.
— Agora volta a falar comigo?
— É sério!
—O que há? — Falou entediado pintando pétalas de uma rosa branca para verde, depois azul e por final vermelha.
— Aurora! Ela foi embora com umas pessoas estranhas!
— Estranhas? — Olhou a morena.
— Armados, roupas de guerreiros... Mas não eram humanos!
—Certeza?
— Sim! Eles... Não estão mais lá, nem Aurora. — Pensou.- Os cavalos eram tão estranhos...
— Desconfiei que ela estivesse escondendo algo de mim, mas ela mentiu... — Suspirou- Havia algum líder?
— Uma mulher de olhos lilás. — Maléfico arregalou os olhos. Lembrava que uma Sgrated que havia o mordido continha os olhos lilás.
—E o nome dela?!
—Eu não sei, não ouvi. — O Silfo andou em círculos com as mãos na cabeça.
—Aurora está em perigo! Por que não impediu?!
— Mas ela foi de livre e espontânea vontade, parecia até conhecer a outra. — Cruzou os braços. — A outra disse sobre Aurora ter feito um acordo, e agora está indo para o reino deles para poder receber respostas.
—Que respostas?
— E eu que vou saber? — Saremy olhou para frente como se se lembrasse se algo. -Me transforme em corvo!
— Por que?
— Verei se Aurora ainda está lá! Por favor! -Ele sabia que ela estava mentindo, mas também queroa saber o que a mulher estava aprontando pelas suas costas.
— Se é o que quer... — Transformou-a em ave, e logo que a viu voar, começou a seguir a mulher. Algo estava de errado com Saremy. Ela sumia, às vezes voltava toda rasgada e com olheiras.
Aurora poderia esperar um pouco.
Lembrou do que a Sgrated havia dito sobre um traidor na floresta.
Não podia ser... Seria a Saremy a traidora? Ou Aurora?







Notas finais
Então, o que vocês acham que a Saremy está escondendo? Finalmente a Fanfic passará a ter mais ação, viu gente? E algumas amigas de escola lêem minha fic, e perguntaram sobre a sexualidade do Maléfico. O que vocês acham?