True Love
55 Um Final
Notas iniciais
**Francesca**
_Mama – escutei Emmanuelle puxando a barra de minha saia longa. – Boinhaia. – disse se atrapalhando toda com as palavras, me mostrando a bolinha em sua mão.
_Manu, eu falei pra você não tirar as bolinhas da árvore de natal da Tia Violetta. – falei em um repreensivo, pegando a bolinha de sua mão.
_Tia Tatá? – perguntou colocando a chupeta na boca.
_Isso. – falei rindo. – Não pode, porque não é sua bolinha. – falei e ela saiu correndo pela enorme sala.
Escutei passos descendo a escada e logo olhei para cima, encontrando Violetta segurando Enzo no colo. Ela sorriu a me ver. Terminou de descer as escadas e veio ao meu lado observando a decoração que eu estava fazendo na parede.
_Está lindo Fran. – ela disse sorrindo.
_Eu sei, fui eu que fiz. – rimos. – Onde está a Mily? – perguntei. Afinal ela sempre estava com as duas crianças.
_Deixei-a dormindo, você sabe como ela fica chata quando está com sono, então eu quero que ela fique com um bom humor na festa de Natal. – ela disse chacoalhando o menininho nos braços.
_E esse garotão lindo? – falei pegando na mãozinha do Enzo que estava todo risonho resmungando aquelas coisinhas lindas de bebê. Violetta riu.
_Onde está a Manu? Ela deixou a bonequinha dela em meu quarto. – Violetta disse mostrando-me a boneca nas mãos.
_Está no seu jardim, digamos que ela saiu correndo, porque eu falei que não era para pegar as bolinhas na árvore de natal.
_Ela é uma criança Fran, não entende essas coisas. – falou indo em direção ao jardim.
Deixei de lado e voltei a enfeitar a parede da casa. O natal seria na casa da Violetta e do León, por escolha deles, e porque também virão alguns familiares do León nessa comemoração.
León estava resolvendo uns assuntos no trabalho, isso bem em véspera de Natal, mas tudo bem. Fiquei de ajudar a Violetta, pois é muita coisa para fazer, e ela liberou a empregada dela, pois a mesma tinha todo o direito de passar o Natal com a família dela.
**Violetta**
Manu estava brincando com a bonequinha no meu jardim. Forrei a manta do meu filho na grama verdinha e o coloquei ali. O mesmo estava com uma roupa fresquinha, já que estava um dia ensolarado, e ele precisava pegar sol.
Seus cabelos eram bem pretinhos me deixavam encantada. Seus olhos eram azuis, como os de León quando era criança. Ele era muito risonho.
_Tatá – Manu me chamou sentando no me colo. – Enzo goidinho. – falo apontando para meu bebê e eu ri de sua carinha sapeca.
_É, ele gordinho. – falei rindo, passando a mão nos cabelos pretos e ondulados de Emmanuelle.
_Tadê Mily? – perguntou me olhando como se eu tivesse escondido a minha pequena.
_A Mily está dormindo. – falei e ela saiu atrás da bonequinha de novo.
Estava observando Enzo se mexer agitadinho, quando meu celular tocou. Olhei no visor, e pude ver que León havia me mandado uma mensagem.
“Amor, eu chegarei um pouco tarde, pois estou comprando os presentes das crianças, Diego está comigo. Beijos. Amo você.” ~León.
Respondi também.
“Ok. Amo você também.”
Escutei um choro agudo e meus ouvidos despertaram. Enzo agora estava quietinho, lutando contra o soninho que estava chegando, ele fechava e logo abria os olhos, parecia que estava com medo de dormir.
Francesca apareceu com a minha pequena nos braços. A mesma chorava com uma agonia terrível. Ela estava apenas de frauda, porque estava quente dentro de casa.
_Bom, acho que a pequena Mily acordou. – Francesca disse sorrindo ninando-a em seus braços. – E parece faminta. – rimos. – Quer que eu prepare a mamadeira?
_Já está pronta Fran. – falei. – Está dentro da geladeira, só precisa esquentar, mas não esquente muito, por favor, está quente hoje, e eu não quero que ela reclame depois. – falei rindo pegando Milena em meus braços.
_Tudo bem... – ela murmurou. – Vilu, você sabe onde está o Diego? Eu liguei para ele, mas não me atendeu. – disse desconfiada.
_Ah sim, o Diego está junto com o León comprando os brinquedos das crianças. – falei e rapidamente a Manu se aproximou.
_Pesente? – perguntou. — Papa vai da pesente pá Manu? – perguntou com um sorriso nos lábios.
_Não vai não. – Francesca disse pegando a filha nos braços e eu ri. – Quem vai dar presente é o Papai Noel, aquele que a mamãe te disse ontem. Lembra? – perguntou e ela assentiu batendo as mãozinhas uma na outra.
Francesca se sentou comigo na grama, e ficamos olhando Emmanuelle que brincava de mamãe e filhinha com a boneca. Eu e a Fran riamos quando ela dizia que a boneca estava aprontando e dava alguns tapinhas, como se a boneca fosse melhorar as atitudes.
****
**Francesca**
Eu estava em minha casa, com o meu marido e a minha filha. Diego estava arrumando a Manu, mesmo ela com aquelas gracinhas de: “Eu quero que a mamãe me troque.” Ou “Não, essa roupa é feia!”
Coloquei meu vestido vinho, e soltei meus cabelos, que ficaram o dia inteiro presos. Passei meu batom vermelho, eu amava vermelho. Coloquei meu salto alto e peguei minha bolsa de mão, antes de ir até o quarto da Manu.
_Mama! – disse agarrando as minhas pernas, Diego suspirou. Ele estava lindo naquele terno, todo social.
_Está pronta princesinha? – perguntei vendo seus cabelinhos presos de lado. Tudo em ordem. Ela balançou a cabeça positivamente.
_Bom, é melhor irmos para casa da Violetta. – Diego disse a pegando no colo. – Daqui a pouco essa baixinha vai inventar de pular na piscina do quintal. – continuou e eu ri. Manu amava água, assim como eu.
_Você está muito lindo sabia? – elogiei acariciando seu rosto.
_E o que eu posso dizer de você? – perguntou pegando a minha mão, fazendo-me dar uma voltinha, ri. – A mais linda de todas as mulheres existentes neste mundo.
_Te amo. – sussurrei me aproximando dele, enquanto sentia apenas um de seus braços em minha cintura, já que o outro segurava Emmanuelle.
_Te amo mil vezes mais.
Aproximamos nossos rostos, e eu aguardava ansiosamente por um beijo. Fechei meus olhos esperando o impacto de nossos lábios, mas tudo que senti, foram os meus lábios chocando-se com algo macio. Abri meus olhos rapidamente, percebendo que Emmanuelle havia posto o rosto entre nossas bocas, fazendo com que eu e Diego beijássemos suas bochechas. Ela deu uma gargalhada gostosa, assim como nós também rimos.
_Mama, não pode beijar o papá. – disse como se estivesse me repreendendo.
_E você pode? – perguntei colocando as mãos na cintura.
_Sim. – falou dando um beijinho na bochecha de Diego. – Manu pode. – rimos os três novamente.
_Você está muito ciumenta mocinha. – falei apertando sua bochecha.
_Eu amo vocês – Diego murmurou se divertindo com a cena. – Amo o ciúme da Manu. – disse beijando nossa filha. – E amo o ciúme da mamãe. – me deu um rápido selinho, antes que ela tivesse um ataque.
_Vamo pá casa da tia Tatá, quelo abi pesente. – disse erguendo os bracinhos em minha direção, e eu a peguei no colo.
_Mas o Natal não é só para abrir presentes filhinha. – Diego disse e eu sorri.
_Eu xei. Mama disse pá mim que é dia de Jesus. – falou meio embolada e nós rimos.
_Isso mesmo. – murmurei e Diego riu. – Vamos logo, antes que nos atrasemos para a ceia. – falei e Diego pegou a chave do carro.
**León**
_Meu amor, você está linda demais. – falei abraçando Violetta por atrás, enquanto a mesma se via pelo espelho com aquele vestido vermelho e alguns detalhes preto.
_Obrigada. – ela disse sorrindo vermelha. – E você está galanteador. – ela disse em um suspiro e eu ri. – Eu tenho um presente de Natal para você. – ela disse se virando, enlaçando os braços em meu pescoço.
_Amor, não precisava. – falei.
_Precisava sim, e eu sei que você comprou um pra mim, então caladinho. – ela disse de forma engraçada. – Vou te dar quando for meia-noite.
_Vou ter que esperar tanto assim? – perguntei ansioso e ela assentiu. – Então você também vai esperar.
_Ok. – ela sorriu.
Violetta selou nossos lábios delicadamente. Seu perfume me envolveu e eu a agarrei ainda mais junto a mim, fazendo a mesma rir durante tal ato. Estava tudo perfeitamente caloroso, até ouvirmos uma voz. Instantaneamente nossos lábios se repeliram.
_Eita! – era Francesca. Violetta começou a rir, e percebi que ela estava levemente avermelhada. Flagrante. Ri também. – Da próxima vez fechem a porta, casal.
_Para Fran. – Violetta resmungou. – Ainda bem que você chegou.
_Ainda bem mesmo, porque suas famílias estão lá embaixo já.
Violetta se espantou e saiu do quarto às pressas, apenas falando para eu colocar as crianças no carrinho, e levar para a sala, assenti.
Fui até o quarto de Milena que estava acordada, tentando alcançar o móbile que fazia um barulhinho, uma canção de ninar.
Coloquei minha loirinha no carrinho, e em seguida fui ao quarto de Enzo, fazendo o mesmo com ele.
Desci até a sala, com certa dificuldade, mas nada para se preocupar. Violetta estava conversando com a minha mãe e o seu pai. Minha mãe estava com um sorriso enorme, pois estava na presença do Sr. Castillo.
_León! – Melanie disse pulando em meus braços, não sei quando ela vai parar com esta mania. – Que saudades de você. – realmente, fazia mais de uma semana que eu não a via, por conta de meus filhos, não conseguia ficar tanto tempo fora de casa.
_Também estava com saudades. – sorri.
_Deixei seu presente debaixo da árvore. – ela sorriu.
_O seu também está lá. – ri.
_Eu te amo idiota! – disse me abraçando novamente.
_Também te amo.
***Violetta***
_Sua sogra é uma comédia. – papai disse rindo enquanto a senhora Vargas se afastava, indo até o marido, que estava sentado.
_Ela é muito bipolar. – respondi pegando um pouco de refrigerante.
_Também, mas ela é engraçada.
_Gostou dela?
_Sim, me parece ser uma boa pessoa, apesar de ser louca por dinheiro e ter feito você passar por tudo de ruim com o León. Isso eu não perdôo.
_Claro. – ri.
_E os meus netos, como estão? – papai perguntou olhando para León e Melanie, que haviam acabado de pegar meus bebês.
_Ótimos. – respondi com um sorriso bobo.
_León me parece ser um bom pai.
_Ele está aprendendo. – rimos.
Depois do pequeno bate-papo, foi à maior correria. Deu meia-noite, e todos saíram para ver os fogos, até mesmo às crianças. Aquele era o Natal mais feliz que eu já tinha tido. Uma família, agora eu tinha uma família.
Fizemos uma oração agradecendo tudo e a todos, mesmo com Emmanuelle repetindo cada palavra que a Francesca falava. Nós fizemos a ceia, e fui tudo muito engraçado. Eu nunca esquecerei esse Natal.
***León***
Já eram umas duas horas da manhã, todos estavam dançando, comendo e bebendo, mas eu estava pegando o presente de Violetta, que estava dentro de meu guarda-roupa. Escutei um choro, agudo, e repetitivo.
Direcionei-me até o quarto do recém chegado Vargas, e lá estava ele, no berço, mexendo aquelas pequenas perninhas a todo tempo.
_O que você tem hein garotão? – perguntei baixo o tirando do berçinho. Ajeitei-o em meus braços, e comecei a balançá-lo lentamente, como vi Violetta fazendo algumas vezes, para acalmá-lo. Eu não levava muito jeito para isso, mas estava aprendendo.
Ele não parava de chorar. Peguei a chupeta que estava em cima da cômoda e coloquei em sua boca. Ele demorou a aceitar, mas aos poucos foi se acalmando. Ele me olhava fixamente, piscando de vez em quando. Talvez ele tivesse achando estranho o fato de eu estar tratando de fazê-lo parar de chorar, em vez da mãe dele, que sempre em todas as ocasiões faz isso.
Saí do quarto, com ele nos braços, e me dirigi até o quarto de Milena. Aproximei-me de seu berço branco com alguns detalhes em rosa, e percebi que a mesma dormia com a chupeta caída ao lado do rosto. Ela estava abraçada a um ursinho de pelúcia, que Melanie havia entregado no dia de seu nascimento.
_Olha só essa princesinha, Enzo. – falei acariciando aquele rostinho tão meigo dela. E a mesma se mexeu um pouquinho, mas não acordou.
_Eu tenho sorte de ter uma família como vocês. – escutei uma voz delicada, a voz pela qual me apaixonei intensamente desde o dia em que eu a ouvi. Violetta. Ela sorria, enquanto via lágrimas em sua face.
_Nos espiando? – perguntei risonho assim que ela se aproximou, a mesma apenas assentiu, pegando Milena no colo. Eu sorri secando seu rosto com minha mão que estava livre.
_Vocês me deixam parecendo uma boba. – ela disse abraçando levemente nossa filha. – Eles são tão lindos. – ela disse com a voz falha.
_Sim, são. – concordei. – Não poderia ter nada melhor.
_Com certeza não. – Violetta riu. – Meu amor... Obrigada por tudo que você me deu. De verdade, eu sou muito grata a você. – ela disse se aconchegando ao meu lado, enquanto eu a abraçava com o braço esquerdo, já que o direito estava segurando o corpo de Enzo.
_Eu que tenho que te agradecer por tudo. – murmurei. – Não teria nada disso sem você.
_Eu amo muito você León. – disse olhando em meus olhos fixamente. – Muito mesmo, e não sei como esse amor ainda não transbordou. O que eu sinto por você, e mais do que eu senti a vida toda por todas as pessoas que eu amo no mundo.
_E pode ter certeza que eu amor você da mesma forma. – falei olhando para seus lábios, completamente atrativos naquele batom vermelho. – Eu amo você Violetta Castillo Vargas – falei sorrindo orgulhoso.
_E eu amo você León Vargas. – sussurrou roçando nossos narizes, eu sorri, antes de tomar os lábios dela, em um beijo completamente apaixonado, como sempre acontecia quando tínhamos esses momentos juntos.
Ela era a minha vida e completamente minha.
“E mesmo com tudo que aconteceu... Aquelas palavras demonstravam tudo que haviam passado, e que haviam vencido.”
“Eles eram uma família. Uma enorme família. Que abrigavam amigos, conhecidos, parentes, tudo.”
“E será mesmo que o amor vencerá exatamente tudo? Bom... Eles nos fazem pensar que sim.”
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