True Love
35 Mas já ?!
Notas iniciais
***León***
_Boa Noite – anunciei assim que entrei no apartamento dos Vargas e Melanie pulou em meu pescoço em um abraço apertadíssimo por sinal.
_Você não aprende mesmo né Melanie Vargas? – minha mãe disse evidentemente irritada com os modos da Melanie. – Boa Noite meu filho querido.
_Boa Noite León. – Melanie disse se sentando no sofá, totalmente insatisfeita.
_Boa Noite filho. – meu pai disse vindo até mim, apertando a minha mão, como se eu fosse um dos sócios dele.
_Mãe – a chamei e a mesma veio até mim com um sorriso no rosto. – Precisamos conversar. – falei.
_Tá bem, vamos até o escritório do seu... – interferi.
_Precisamos conversar todos juntos. – eu disse me sentando no sofá ao lado de Melanie, que implorou com o olhar para que eu não começasse com aquele assunto, mas eu ignorei.
_O que quer nos falar querido?
_Sobre a ida de Melanie para o Canadá. – fui direto.
_Menina, já foi pedir para o seu irmão me convencer para não te mandar para lá? – minha mãe perguntou olhando furiosa para ela.
_Ela não me pediu nada – defendi. – Só me avisou, e eu achei muito errada, essa sua decisão impulsiva.
_Não foi impulsiva, sua irmã estava cabulando as aulas de administração, isso é inaceitável.
_Mãe, entenda que ela não gosta disso. – falei. – Ela ainda é uma adolescente, tem muito que curtir em vez de ficar pensando em negócios.
_Ela é rebelde, e tem que aprender em ser uma mulher direita, e não como uma... Uma vaca como a sua ficante. – ela disse com um olhar sombrio.
_Ei! Para! – Melanie disse se levantando. – Violetta não é nada disso do que você fala e pensa. – defendeu minha namorada e eu sorri quase que imperceptivelmente. – E eu preferia mil vezes me tornar uma mulher como ela, do que uma como você mãe. Eu tenho vergonha de ser sua filha.
_Melanie! – minha mãe gritou enquanto a mesma sai rapidamente em direção ao quarto, para se trancar. – Está vendo o quanto você mima a sua irmã? Ela vai virar uma sem noção deste jeito.
_Ela está certa. – falei olhando indiferente para minha mãe. – A senhora tem um péssimo caráter, eu tenho orgulho da minha irmã por não querer ser como à senhora.
_Garoto insolente, veja o modo que está falando com a sua mãe! – meu pai disse apontando o dedo para mim.
_Estou dizendo a verdade. Melanie não gosta de ser manipulada assim como eu. – falei cruzando os braços. – Se vocês querem um bonequinho perfeitinho, usem o Rafael, porque nos não somos como ele.
_León! – minha mãe se ofendeu.
_Mãe, sinceramente, eu quero que você se dane. – eu disse e ela arregalou os olhos. – Você pode até ser minha mãe, mas tem muita coisa errada na cabeça da senhora. Eu amo a Violetta, e não vou desistir dela simplesmente por que você quer. E nem a Melanie vai estudar administração por que vocês dois querem que ela estude.
_Tomara que vocês sejam muito infelizes. – ela desejou e eu ri sarcasticamente.
_E eu não quero o mal de vocês, mas também não desejo tudo de bom. – falei olhando seriamente para ela. – Vou indo, e não quero ver nunca mais, nenhum de vocês dois, fazendo a cabeça da Melanie, muito menos se metendo na minha vida.
Dei as costas e sai daquela casa.
***Violetta***
_Violetta!
Um grito feminino me despertou enquanto eu estava mexendo freneticamente a colher na bacia, fazendo a massa do bolo. Era a Francesca. Eu me assustei, pois o grito foi aterrorizante.
Larguei a colher e bacia rapidamente. Indo em passos velozes até o quarto dela. Abri a porta que estava fechada, e logo vi a imagem de Francesca em pé, se segurando na cômoda dela.
_O que aconteceu Francesca?! – perguntei vendo uma expressão distinta em sua face.
_Sério que você está me perguntando isso?! – ela perguntou estressada. – Olhe para o piso. – ordenou e eu fiz, vendo um liquido ali.
_Não pode ser...
_Sim é. – falou um pouco tranqüila.
_Está com dor? – perguntei indo até ela.
_Não, só quando as contrações aumentam demais – ela disse fazendo uma careta e apertando a minha mão com força e aquilo doeu. – Desculpe, foi meio forte essa.
_O que eu faço?! – perguntei um pouco desesperada.
_Me lava para o hospital retardada! – falou meio óbvia.
_Ok, ok... – falei tentando me acalmar.
Peguei meu celular ligando rapidamente para um taxi. O cara que estava falando comigo, tava me enrolando pra caramba, falando que não sabia onde eu morava, depois de um século e meio tentando explicar ele disse que sabia.
¨¨
_Fran, o taxi está aqui em frente. – falei voltando ao quarto, vendo Francesca levemente suada, com um vestido no corpo.
_Eu estou com medo. – ela disse, e eu a ajudei a se levantar.
_Vai dar tudo certo. – falei tentando esconder minha preocupação.
_E se não der? – ela perguntou um pouco aflita. – Violetta... É para ela nascer mês que vem, não agora. Eu estou preocupada.
_Vamos ao hospital – falei olhando em seus olhos tentando passar tranqüilidade a ela. – Os médicos saberão o que fazer.
Ela se apoiou em mim, e nós fomos até o taxi.
***
Cheguei ao hospital central depois de meia hora no transito. A Francesca estava morrendo com aquelas contrações, cheguei a pensar que teríamos que fazer o parto dentro do carro.
Francesca foi colocada em cima de uma maca, e eu segurei sua mão antes dos médicos a levarem para a sala de cirurgia. Ela estava tensa e com muito medo, percebi isso, por conta da sua expressão um pouco desesperada.
_Vai dar tudo certo. – repeti e ela forçou um sorriso. – Vou ligar para o Diego.
_Ligue para o Marco também, ele me apoiou muito, por favor. – ela disse e eu assenti e ela ficou mais aliviada.
Soltei sua mão e os médicos correram com ela para a sala de cirurgia. Meu coração estava batendo fortemente no meu peito. Peguei meu celular e fui para a sala de espera do hospital.
_Alô? Diego? – perguntei assim que atenderam ao celular dele.
_Sim? Sou eu. – ele disse. – O que foi Violetta? Estou no trabalho.
_Desculpe, não quero interromper, mas preciso te avisar sobre uma coisinha pequena que está acontecendo. – falei.
_Se é pequena por que está me ligando? – ele perguntou rindo.
_Sua filha está nascendo – falei rapidamente.
_O que?! – surtou. – Isso não é uma pequena coisa... É uma grande coisa! Desde quando estão no hospital?
_Acabamos de chegar, a Francesca já está na sala de cirurgia, e sua filha está a caminho... – falei tentando me tranqüilizar.
_Estou indo para aí. – ele disse. – Espera um pouco... Em que hospital vocês estão?!
_No Hospital Central – falei.
_Esse hospital é um pouco caro e...
_Diego! – gritei estressada.
_Estou a caminho. – desligou.
Liguei para o Marco que teve o mesmo surto que o Diego. E desligou na minha cara assim que falei onde ela estava. É amor demais gente...
¨¨
Depois de vinte minutos os dois chegaram. Chegaram juntos. E assim que se viram fizeram uma careta para mim, que apenas ri da situação. Eles se odiavam, percebi isso assim que vi a cara de Diego ao ver o Marco no mesmo ambiente que ele.
_O que ele está fazendo aqui?! – os dois perguntaram ao mesmo tempo com a mesma entonação de irritação, eu ri brevemente.
_A Fran mandou chamar vocês dois. – falei achando graça da cena. – Então eu chamei.
_Eu posso entrar na sala de cirurgia? – Diego perguntou e Marco bufou com raiva.
_Não, o parto começou já faz vinte minutos, o médico perguntou se tinha alguém para entrar, só que eu disse que o pai ainda não tinha chegado... E eu acho que você não pode invadir a sala de cirurgia agora.
_Tudo bem – ele suspirou. – Esperamos aqui.
Fui para um cantinho da sala e peguei meu celular. Vou ligar para o León, ele não me ligou, e eu acho que ele já saiu da casa da mãe dele, ao menos que a discussão foi séria demais.
_Oi meu amor... – ele disse atendendo, e aquelas palavras me deram um grande alivio.
_Oi – falei um tanto contente. – Como você está? – perguntei.
_Bem – respondeu indiferente.
_E a conversa com a sua mãe? – perguntei preocupada.
_Foi e não foi. – ele respondeu proferindo uma fraca risada. – Eu cansei de tentar mudar aquele pensamente preconceituoso, então a mandei parar de cuidar da minha vida, simples assim.
_Nossa... Corajoso você. – falei e ele riu.
_E você como está?
_No Hospital Central – respondi.
_O que aconteceu?! – perguntou se preocupando a toa.
_Calma, Francesca está ganhando bebê, não é nada comigo, relaxa. – falei rindo e ele suspirou.
_Vai voltar para casa que horas? – perguntou.
_Provavelmente vou passar a noite aqui. – respondi vendo o relógio que estava pendurado na parede. – Não vou deixá-la sozinha com os rapazes.
_Vou aí com você, e nem tente me impedir. – ri. – Em poucos minutos chego aí. Beijos. Amo você. – disse e eu sorri.
_Eu também. – desliguei.
***Francesca***
Eu estava com anestesiada, mas estava vendo tudo o que estavam fazendo comigo, inclusive o corte enorme que estava em minha barriga. Eu não estava me sentindo bem, se querem saber... Eu estava muito estranha, estava com falta de ar, e não me sentia em orbita.
_Só mais um pouco – escutei um dos médicos que estavam na sala dizer, mas eu não estava raciocinando muito bem.
_O coração dela está acelerado. – outro falou e eu já estava vendo tudo embaçado. – A pressão dela está subindo!
_Peguem os tubos de oxigênio! Rápido!
_Ela Nasceu! Nasceu!
Minha filha havia nascido. Eu sorri mesmo não vendo nada ao meu redor, aquelas palavras me causaram um enorme alivio. Escutei um chorinho lindo, e me emocionei, sentindo lágrimas rolarem pelo meu rosto.
_Ela não vai resistir a isso!
Assim que ouvi isso o ar me faltou, e pude ver um mascara respiratória ser colocada em meu rosto. Antes de raciocinar me vi em um lugar totalmente escuro e me levei deixar pelo desespero...
Desliguei do mundo.
***Violetta***
_Estou preocupada – falei para os “homens de Francesca” que estavam comigo na sala. – Ela está lá dentro há muito tempo.
_Tem razão. – Marco disse. – Um parto dura muito menos que três horas.
_Será que aconteceu alguma coisa com elas? – Diego perguntou e pude perceber certa aflição em seus olhos.
_Não pense negativo Diego. – falei olhando o relógio novamente, com um desespero visível em minha fala.
Voltei meu olhar para a porta, que fez um barulho, e eu pensei que fosse um médico. Mas assim que a pessoa entrou, pude ver que era o León. Sorri e fui até ele. O mesmo me acolheu em seus braços, em um abraço confortante.
_Está tudo bem por aqui? – ele perguntou se afastando, olhando para Diego, Marco e vendo as caras aflitas deles.
_Francesca está dentro da sala de cirurgia ainda, estamos com medo.
_Vai ficar tudo bem. – ele disse beijando minha testa.
_Não temos tanta certeza. – respondi com certa insegurança da voz.
León e eu continuamos abraçados, enquanto eu tentava não pensar no pior. A porta novamente foi aberta, e um homem baixinho de jaleco branco, bem senhor, apareceu com uma prancheta na mão.
_Acompanhante de Francesca Reys. – ele disse pondo os óculos e nós nos aproximamos. – São todos vocês? – perguntou surpreso e nós assentimos. – Quem é o pai? – Diego levantou a mão. – Bom... Francesca teve um parto bom não ocorreram problemas, e a filha de vocês está bem. – falou e todos nós ficamos aliviados. – Mas ele teve uma parada respiratória assim que as enfermeiras chegaram para levar o bebê. – Estamos tentando fazer com que ela volte, mas está sendo difícil.
***Diego***
Meu mundo caiu. Eu estava numa felicidade imensa, mas ao mesmo tempo, estava acabado. Como que isso foi acontecer?
_Como?! Não! Não pode ser verdade! – Violetta disse chorando, e León fazia o possível para mantê-la em pé.
_Se controle senhorita, não podemos fazer nada além de tentar, sinto muito. – o médico disse saindo rapidamente da sala.
Violetta caiu em um choro desesperado nos braços do namorado dela, enquanto eu estava com medo visível. Marco estava com os olhos vermelhos, sentado no sofá da sala de espera, enquanto inutilmente tentava se acalmar...
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