Notas iniciais
Oiêêêê!!!! Gente linda do meu coração, mil desculpas, eu ia postar um capítulo no domingo, mas aconteceram umas coisas e eu acabei não conseguindo atualizar a história. Obrigada aos seus comentários divos. Boa Leitura !!

_Violetta – ele disse firme guardando a caixa de volta no armário. – Não gosto de discutir com você. Eu não acho justo, mas eu ainda sofro. – ele disse fechando a porta do guarda-roupa.

_Então por que não se livra daquilo? – perguntei com os olhos marejados. – Prefere ficar preso nas memórias dolorosas?

_Eu a amava, assim como amo você. Eu quase me matei por conta dela, e é difícil pra mim, assim como seria difícil te perder. – ele disse pegando em minhas mãos que estavam frias e tremulas devido ao stress. – Você deve ter lembranças de sua mãe, e por mais que doa você não pode simplesmente esquecê-la, não é verdade? – perguntou e eu assenti abaixando a cabeça. – Pois é assim que eu me sinto. Não posso me esquecer de uma coisa que me fez feliz um dia.

Antes de eu poder dizer alguma coisa, o interfone tocou roubando nossa atenção, e León foi atendê-lo às pressas. Fiquei fitando a porta a minha frente, totalmente perdida, não entendia a confusão que existia no coração dele.

Ele voltou em menos de cinco minutos. A pizza havia chegado, e o carinha que entrega estava subindo. Fui para a sala e me sentei no sofá, enquanto León pagava a pizza e agradecia ao rapaz.

Meu celular tocou e eu rapidamente atendi.

_Olá Francesca – atendi caminhando de um lado para o outro.

_Oi... – respondeu do outro lado. – Queria te pedir um favor, amanhã quando vir me buscar, traga uma bolsa que está dentro do meu armário, ela tem alguns documentos que eu necessito para amanhã. Tudo bem?

_Tá bom, eu levo, mas alguma coisa? – perguntei e ela respondeu um não. – Como está sua filha? – perguntei vendo mais uma vez o retrato de León com sua família.

_Ótima, ela é linda. – falou emocionada, e eu percebi pelo seu tom de voz. – Vou ter que desligar, a enfermeira acabou de entrar aqui. Obrigada pelos favores.

_Não há de quer. – desligamos.

Fui até a cozinha, deparando-me com León um pouco atrapalhado, segurando duas taças na mão, enquanto tentava equilibrar a garrafa de refrigerante na outra. Não segurei e tive que rir quando uma das taças foi parar no chão, e ele soltou um suspiro frustrado.

Ele se abaixou para pegar um dos cacos maiores, e logo fez uma cara feia, olhando o seu dedo, murmurando “Droga...!”. Aproximei-me dele, o mesmo notou minha presença na cozinha, me olhando um pouco surpreso.

_Você devia saber, que não se pega vidro quebrado com as mãos, ainda mais sem proteção. – falei vendo seu dedo com um corte médio, onde se escorria sangue demais.

Levei sua mão para debaixo da torneira, onde caiu à água fria e ele fez uma cara de desgosto. Assim que fiz todo o processo de limpeza e estanquei o sangue. Fomos até o quarto dele, pegar um curativo.

_Pronto, como se nada tivesse acontecido. – falei soltando a mão dele.

_Obrigado. – agradeceu com um olhar sereno. – Acho melhor irmos comer a pizza.

_Sim. – respondi sem olhá-lo diretamente.

Fomos até a cozinha, e eu peguei outra taça, enquanto o León se servia. Sentei-me de frente para ele, e peguei um pedaço da pizza, que eu não sabia qual era o sabor, León que escolheu, eu não me importei com isso.

_Muito bom. – exclamou quebrando o clima desconfortável.

_É... – falei dando de ombros enquanto dava outra mordida no pedaço de pizza.

_Tá legal... Isso tá meio chato. – ele disse recostando em sua cadeira, e eu o olhei nos olhos. – Não está um clima muito bom entre nós, até uma criança percebe isso.

_Não tenho culpa de você ter falado da Stephie, e me acusar de coisas que eu não tive nada a ver. – falei atrevidamente e pude ver que ele iria abrir a boca, e provavelmente iria ficar furioso comigo, mas eu intervir. – Não quero discutir com você, só não acho certo você guardar coisas da sua ex. no seu guarda-roupa.

Ele se calou por um momento, e abaixou o olhar, como se estivesse pensando em tudo que estava acontecendo com a gente envolvendo uma mulher que já tinha desaparecido faz um bom tempo.

_Você quer que... Que eu me desfaça de todas as lembranças com ela...? – ele perguntou quase que em um murmúrio, com o olhar ainda baixo, sem ousar a me fitar diretamente. Pude ver certa agitação e tristeza em suas expressões.

_É o mais justo. – falei bebendo o refrigerante. – Te garanto que nenhuma das mulheres que você arranjar, caso termine comigo, vai aturar essas suas crises quando recorda dela. – confesso que isso foi meio rude de minha parte. – Eu te amo muito, mas uma coisa é aturar, outra completamente diferente é aceitar.

_Eu sei que você não aceita e que também está irritada comigo. – tomou fôlego, como se tivesse perdido em algum momento. – Mas, não sei... É como se ainda doesse.

_Eu sei, mas você está comigo, não pode ficar pensando nela e em mim ao mesmo tempo, com coisas dela e com coisas minhas guardadas, não é certo. – falei em um tom cansado. – Às vezes eu chago a pensar que você está comigo apenas para esquecê-la, e não me sinto bem com isso. – continuei. – Se continuarmos assim vamos nos afastar cada vez mais, e eu serei obrigada a tomar uma atitude León... A separação.

_Não, por favor, não – ele murmurou desesperado com um olhar aflito. – Eu não agüentaria, por favor. – disse agarrando a minha mão que estava colocada em cima da mesa. E eu olhei para ele confusa. – Eu não posso te perder... Não posso.

***Francesca***

_Acho que a bonequinha já dormiu. – Marco disse enquanto a ninava em seus braços fazendo uma caricia no rostinho meigo da Emmanuelle.

Observei o mesmo por com cuidado ela no berçinho que tinha em meu quarto do hospital. Minha filha era perfeita, tanto fisicamente quanto em questões de saúde, me orgulho muito por isso. Ela já havia se alimentado e dormia feito um anjo.

_Como se sente? – Marco perguntou se sentando na poltrona ao lado de minha cama, pegando minha mão rapidamente.

_Bem – respondi sorrindo com todo aquele cuidado que ele estava me propiciando. – Só um pouco cansada, mas logo melhora.

_Fran, eu preciso falar uma coisa para você. – ele disse olhando fundo em meus olhos. – Vou aproveitar que estamos meio sozinhos, sem Diego, sem enfermeira, e sua filha está dormindo, não tenho com que me preocupar, pelo menos não agora. – continuou, acariciando minha mão.

_Marco... – tentei impedi-lo com certo receio.

_Eu preciso falar. – firmou a voz. – Eu estou completamente louco por você. – acho que meu coração deu uma rápida parada nessa hora, pois minha respiração ficou meio falha e acelerada. – Não consigo mais esconder isso, não posso e nem devo. Faz-me mal não poder dizer isso, estou me sufocando com meus sentimentos, não agüento mais. – se desesperou um pouco. – Eu entendo se você não sentir o mesmo, mas eu preciso de você, mas do que qualquer outra pessoa precisou de alguém. – ele disse dando um suspiro cansado. – É isso que eu precisava dizer, espero que não esteja me achando um demente que não sabe o que diz.

Ele abaixou a cabeça e soltou minha mão, se levantando da poltrona. Ele ficou parado de costas para mim, e eu sinceramente, não sabia como reagir. Ele deu um longo suspiro antes de andar rapidamente até a porta.

_Espera. – falei em um tom audível, mas controlado, pois não poderia gritar, por conta da minha filha. Ele se virou, e percebi as expressões distintas em sua face. – Eu também sinto algo por você, e ao contrario do que você pensa não te acho um demente, te acho muito corajoso por me dizer à verdade sobre os seus sentimentos por mim. – ele se reaproximou de minha cama, sem em nenhum momento desviar o olhar de meus olhos. – Só que eu não consigo distinguir essas coisas que eu estou sentindo por você, me sinto confusa, e ao mesmo tempo para que eu vá ficar louca de tanto que penso.

Ele chegou próximo a mim, tomando uma de minhas mãos, apertando-a com carinho. Ele levou a outra mão livre até uma mexa que caia em meu rosto, colocando atrás de minha orelha, e esboçou um sorriso amoroso que me derreteu por inteira.

_Espero que isso te ajude a pensar sobre os sentimentos que eu tenho por você. – sussurrou e por um momento eu não entendi.

Mas assim que seus lábios tocaram os meus, pude entender o sentido literal daquelas palavras transmitidas com tanta paixão. Um primeiro beijo leve e delicado, capaz de me fazer flutuar nas nuvens e pensar que só existíamos nós dois naquele lugar. Sua mão subiu até a minha nuca, aprofundando aquele gesto que estava me deixando completamente extasiada. Não sei se sou capaz de descrever com todas as letras como foi perfeito aquele beijo. Depois de determinado tempo, nos separamos ofegantes e eu não conseguia esconder o sorriso que brotou em meus lábios, por conta da imensa felicidade que eu estava sentindo naquele momento.

Marco passou seus lábios pela lateral de minha face, chegando até a minha orelha, onde sussurrou algo que me fez estremecer completamente. “Eu te amo”. Eu só tinha dito essa frase uma vez para o homem que eu pensava que ficaria minha vida inteira. E agora eu já não tinha tanta certeza sobre minhas decisões.

_O que significa isso?! – escutei uma voz firme e completamente irritada ecoar pelo quarto, fazendo eu e Marco nos afastarmos às pressas.

...

Notas finais
O que acharam ?:???