True Love

16 Consulta Médica


Notas iniciais
Oi Oi Gent #Muito obrigada aos comentários passados, e espero q continuem comentando rs'. Bom, é isso... Boa Leitura!!

_Você é louco – falei rindo um tanto emocionada.

Ele continuou ajoelhado. Eu não sabia o que dizer, pra falar a verdade. Isso foi tão rápido, tão de repente, que me fez ficar sem ação. O olhei e ele estava sorrindo, e com seus olhos brilhando.

Olhei em volta e aqueles vizinhos olhavam-me, esperando uma resposta pelo visto, porque não vão cuidar da vida deles?!

_Você não vai levantar enquanto eu não responder né? – perguntei envergonhada e ele apenas balançou a cabeça positivamente. León... Eu realmente não sei o que te dizer. – disse baixo. – Mas... E-Eu aceito.

Leon se levantou do chão, dando-me um grande alívio, pois assim que ele fez isso, algumas pessoas pararam de nos observar curiosas. Ele me abraçou ternamente, e eu simplesmente me aconcheguei ali, tudo foi rápido? Sim, pelo menos para mim. Mas eu não estou arrependida, eu acho que o Leon, realmente, poderá me fazer feliz.

_Espero não estar me iludindo – sussurrei ainda em seus braços. – Espero que, realmente, nós estejamos certos do que estamos fazendo, não quero me arrepender depois... – falei.

_Não se preocupe. – ele disse beijando minha testa, me fazendo sorrir. – Prometo não te magoar, nunca, nunca, te deixar na mão.

O abracei com mais força.

_Preciso entrar – falei me separando de seus braços.

Leon pousou seu olhar sereno e um tanto amoroso sobre mim. Deu um pequeno sorriso, quase imperceptível, por mim. Ele acariciou meus cabelos, todo carinhoso. Vagarosamente selou meus lábios com os dele, o primeiro, agora que começamos nossa “história” de romance oficialmente. O beijo era calmo, fazendo com que nós dois nos deliciássemos pela sensação transmitida por aquele pequeno gesto de carinho.

_Te amo. – Leon murmurou em meio ao beijo. Minhas pernas ameaçaram me derrubar. Não sabia o que responder e muito menos como demonstrar, apenas continuei o beijando, e sendo retribuída. Como aquele homem poderia me amar? Como? Não se passava por minha mente outra coisa, a não ser essa pergunta. Um frio passou pela minha barriga, imaginando-me com ele em todos os segundos de minha vida... E antes que eu me dessa conta nossos lábios já tinha se afastado e Leon me olhava ternamente.

_Preciso ir – disse num sussurro.

Dessa vez, Leon não me prendeu, ou me tomou outro beijo, apenas balançou a cabeça positivamente. Sorri, eu sei que ele queria uma resposta, uma resposta que o correspondesse da mesma forma, mas eu ainda não me sentia preparada, não era á hora. Entrei em casa, e de lá de dentro, acenei para o Leon, o mesmo sorrindo, acenou de volta. Logo ele entrou em seu carro, deu partida e foi embora.

Entrei em casa e deparei-me com Francesca em cima do sofá, totalmente esparramada, com uma panelinha de brigadeiro nas mãos. Ela estava assistindo um jogo de futebol, viciada.

_A noite foi boa? – perguntou se arrumando no sofá e deixando o brigadeiro de lado.

_Agradável – respondi me sentando na poltrona.

_Só “agradável”? – perguntou-me.

_Tá bem... – murmurei tirando meus sapatos. – Foi perfeita. – disse baixo, e sem que eu percebesse um sorriso se formou em meus lábios. Leon era capaz de causar sensações distintas e ótimas em meu interior.

_Nossa... – Francesca disse surpresa. – O que aquele homem te aprontou, hoje? – perguntou um tanto curiosa me fazendo soltar um pequeno riso.

_Ele... – suspirei apaixonada. – Me pediu em namoro. – falei de uma só vez, e logo escondendo meu rosto nas mãos, parecendo uma criança fazendo drama.

_Até que enfim – Francesca disse soltando um longo suspiro. – Achei que vocês não fossem se desenrolar nunca. – riu. – Quer saber de uma coisa? Eu acho que vocês dois casam um dia... – joguei uma almofada na cara da mesma. – Que foi? Só estou dizendo a verdade... – rimos.

Depois de muita conversa, eu e Francesca resolvemos dormir. Claro que ela esperou o jogo de futebol acabar, mas tudo bem. Eu fui para minha cama, li um pouco do meu livro, e logo adormeci, sonhando com a pessoa que eu mais queria, nesse exato momento.

***

_Violeta! – escutei um grito vindo do lado de fora, e batidas em minha porta. – Acorda querida! São nove e meia. – era a Francesca com a ironia de sempre. – Temos que sair daqui a pouco.

Respondi que já estava indo. Contra o meu gosto, levantei-me da cama. Hoje nós iríamos ao médico, na verdade Francesca iria, eu só vou acompanhá-la mesmo. Fiz minha higiene matinal, e tomei meu café em segundos, eu iria. Francesca já estava pronta, e tinha certa ansiedade presente na sua expressão facial.

Assim que terminamos tudo, arrumamos a cozinha e saímos. Fomos até o ponto de ônibus, porque não tínhamos carros, e muito menos condições de comprar um. Pegamos um ônibus e fomos direto para o hospital. Francesca teve um pequeno enjôo no meio do trajeto, por causa do balanço que o transporte público fazia, mas ela conseguiu se controlar, e chegou bem ao hospital.

_Qual o seu nome? – a recepcionista perguntou á Francesca.

_Francesca Reis. – respondeu.

_Á que horas esta marcada sua consulta, senhorita? – perguntou olhando fixamente para a tela do computador a sua frente.

_Ás onze e meia. – respondeu Francesca e a mulher assentiu, digitando mais alguma coisa no computador.

_Aguarde. – falou depois de uns minutos. – O doutor Eduardo te chamará em poucos segundos. – Francesca assentiu e nós nos sentamos naquelas cadeiras desconfortáveis que existiam na recepção.

Ficamos conversando sobre coisas aleatórias, e até assistimos um pouco pela televisão que ali existia. Não demorou muito e o doutor apareceu, chamando a Francesca. Eu pude entrar por ser acompanhante da mesma.

_Olá senhoritas – saldou-nos o doutor, ele parecia ser bem simpático. – O que temos aqui? Duas adolescentes? – perguntou surpreso, tudo bem que não éramos adolescentes, mas a nossa imagem nos fazia parecer. – Qual, das duas moças, veio fazer o ultra-som?

_Eu – Francesca disse um pouco envergonhada.

_Ok. – ele disse pegando uma folha, fazendo algumas anotações. Ele fez várias perguntas á ela, que foram respondidas com certa tranqüilidade, a consulta estava sendo muito bem realizada, pelo menos á minha vista.

Logo Francesca estava em cima daquela maca. O doutor ligou um equipamento para ver o feto que existia dentro de Francesca. Ele passou um gel, na barriga na mesma, Francesca reclamou, pois estava gelado, mas depois seguiram normalmente a consulta.

_Está vendo – o médico disse apontando para maquina á frente dele, onde mostrava uma imagem não muito esclarecedora. – Bom, sei que não da para ter uma boa visão, mas ali está o seu filho ou filha. Ele ainda está em estado de formação o que é meio óbvio. – falou.

Depois de mil e umas explicações, voltamos a nos sentar á mesa do doutor. Francesca estava com três meses, ela e o feto estavam saudáveis, ainda bem. O doutor passou alguns tipos de vitamina á Francesca, para que ela não ficasse com falta de vitamina no corpo durante a gravidez.

Nós nos retiramos da sala do doutor Eduardo. Francesca assinou um papel na recepção antes de ir embora, e assim saímos do hospital. Estávamos andando a pé, pois Francesca não queria pegar um ônibus. Depois de várias paradas e lentos passos, chegamos perto da cafeteria da Angeles.

_Nossa... – Francesca disse ofegante. – Acho que terei de parar por aqui, para me recompor, e aproveito e tomo um café, faz meses que eu não venho nessa cafeteria. – ela comentou.

Assenti e entramos ali. Angeles estava na recepção ao lado de Marco, o garçom. Aproximei-me deles e os cumprimentei. Francesca não era muita de ir ali, então não tinha tanta “intimidade” como eu tinha. Nós nos sentamos numa mesa e ficamos vendo o pequeno cardápio.

_Já sabem o que vão pedir? – Marco perguntou com seu caderninho na mão.

_Eu quero apenas um café, por favor – falei.

_Um café, e essas coisinhas aqui. – ela disse rindo, mostrando ao Marco o que ela queria.

_Ah, ok. – disse fazendo as anotações. – Mais alguma coisa? – perguntou e negamos. – Em dez minutos lhes trago o pedido. – se retirou.

Ficamos conversando sobre as coisas da vida, entre elas falando sobre como seria esse bebê que ela estava esperando, eu, sinceramente, não imaginava a Francesca, cuidando de uma criança, principalmente um bebê. Depois de exatos dez minutos Marco chegou com a bandeja.

A catástrofe aconteceu. Eu não tive com não ri àquela hora. Marco tropeçou numa cadeira, e sem querer derramou o café na Francesca. A mesma levou um baita susto, me fazendo rir mais ainda, pois sua cara era hilária.

_Desculpa... Eu... Eu juro que não foi intencional. – Marco disse desesperado, enquanto pegava as coisas no chão. – Mil desculpas moça.

Francesca se levantou, sua roupa estava toda suja de café e aquelas guloseimas que ela havia pedido. Marco pegou um pano e lhe entregou. Francesca limpou os braços e um pouco do vestido, apesar de continuar manchado e com um forte odor de café.

_Obrigada – Francesca murmurou entregando o pano novamente para o Marco. Não sei como ela não gritou com o coitado, Francesca sempre foi estourada.

_Desculpa – ele disse a olhando arrependido, Francesca apenas balançou a cabeça positivamente, aceitando o pedido. Os dois se olharam por um momento, mas logo voltaram para a realidade, e Marco percebido que eu tinha percebido, saiu envergonhado...

...

Notas finais
O q u e a c h a r a m ? C o m e n t e m s o b r e o c a p í t u l o d e h o j e ! B e i j o s a t é m a i s !