True Love

49 -O "O negativo"


Notas iniciais
OOOOOOOOIIIII Aqui estou eu mais uma vez!! Boa Noite para vocês !! Obrigada aos comentários divos do capitulo anterior, fiquei contentíssima, e também queria agradecer para aqueles que dão sempre opiniões sobre a fic, gosto muito disso !! Então por hora é isso Boa Leitura !!!

Lara havia saído da igreja, fingindo um choro ridículo. Minha mãe acreditou e foi acudi-la, dizendo que toda culpa foi e sempre será da Violetta se algo em minha vida der errado. Ela quer marcar o casamento para o outro dia.

Eu precisava falar com a Violetta, precisa de explicações, e entender o que passa na cabeça dessa mulher, ela é complicada demais para eu decifrar e compreender.

_Violetta, pelo amor, o que está acontecendo com você?! – falei meio desesperado ao vê-la abraçando os próprios joelhos no chão frio do banheiro.

_Por favor, vá embora. – ela murmurou um tanto fraca. – Vai embora León.

Só então percebi que ela estava pálida e tremia um pouco. Sua pele estava arrepiada e seus olhos tristes, como eu nunca tinha visto. Ela havia passado mal, colocado tudo que estava em seu estomago para fora.

_Por favor, me diz o que está acontecendo. – falei baixo tentando não assustá-la, mas do que ela já estava.

Ajoelhei-me ao seu lado, pegando em suas mãos, que estavam frias e trêmulas. Fui eu quem estava causando tudo isso nela? Ela respirava com dificuldade, parecia que seus pulmões estavam bloqueados ou algo do tipo. Levantei-me novamente e liguei a torneira, molhando minhas mãos e logo passando no rosto dela, para mantê-la acordada.

Coloquei um de meus braços por baixo de suas pernas e o outro nas suas costas, erguendo-a do chão. Comecei a caminhar com ela em direção ao seu quarto. Deitei-a na cama com cuidado, observando suas expressões.

_O que aconteceu?

_León, eu estou bem, por favor, vai embora. – ela disse com a voz tremula, com os olhos fechados.

_Qualquer idiota percebe que você está mal. – falei tentando me manter calmo diante da teimosia que ela sempre teve.

_Eu só preciso que você desapareça da minha vida. – ela disse ainda com os olhos fechados e a voz firme. – Só isso.

_Violetta, eu não vou sair daqui enquanto você não me disser o que está acontecendo. – falei mantendo um tom calmo.

_Você quer saber o que está acontecendo? – perguntou irônica. – Vou te contar. – se ajeitou abrindo os olhos. – Acontece que não é nada fácil, você voltar de um seqüestro e dois dias depois ficar sabendo que o cara que você ama vai se casar com uma mulher qualquer, graças à mamãezinha ridícula dele!

_Não fale assim de minha mãe, por favor.

_Vai defendê-la?! Depois de tudo que aconteceu entre nós você vai defender aquela preconceituosa sem sentimentos?! É isso mesmo que estou ouvindo?! Francamente León, você era menos manipulado quando eu te conheci. – ela disse e faltava pouco para ela estar gritando.

_Eu não estou sendo manipulado! – me irritei. – Eu estou fazendo isso por pura vontade. Minha mãe não precisou me obrigar. Eu quis casar com a Lara. – falei alterando meu tom de voz. Só então pude perceber que ela chorava incontroladamente.

_Então vai ser feliz e me deixe em paz! – gritou me dando um tapa em meu braço. – Eu não preciso de você, seu idiota. Eu não preciso de uma pessoa como você, hipócrita e mentirosa! Eu te odeio León! Eu odeio você como nunca odiei alguém! – disse me dando outros tapas.

_Violetta, me... – ela me interrompeu.

_Para! – gritou. – Eu só quero que você passe por aquela porta, e suma para sempre de minha vida! León você não entendeu que eu te odeio?! Que não quero ver você nunca mais na minha frente?! – perguntava se levantando da cama, embora ainda estivesse fraca demais.

_O que?! E aquele amor que você sentia por mim há alguns dias atrás?!

_Aquele amor não existe mais. – ela disse fria. – Ele desapareceu no instante em que eu percebi que você e todos de sua família são iguais. Em mim só resta raiva de você León, não sinto nada além de raiva e ódio por um dia ter te amado! – gritou jogando o vazo de flores na parede, a intenção foi me acertar, mas ela não conseguiu.

Antes de ela continuar, a mesma simplesmente ficou em silêncio. Eu tentava identificar suas expressões, mas eram misteriosas demais. Ela parecia estar com dor, pois sua face estava tomada por um sofrimento distinto, e não era pelo que estava ocorrendo. Ela apertou a própria barriga, antes de soltar um grito baixo de dor e agonia.

_Violetta – murmurei horrorizado vendo pequenas gotas de sangue no chão.

_Chame a Francesca – ela mandou com a voz fraca. – Rápido! – ordenou.

Não pensei duas vezes antes de pegar meu celular e procurar o número da Francesca na agenda telefônica. Eu realmente estava apavorado, eu não sabia o que estava acontecendo, o que me deixava ainda mais agoniado.

_O que você quer seu imprestável?! – Francesca disse me atendendo com a simpatia de sempre, suspirei.

_Francesca, o que está acontecendo? – perguntei sem dar chances para ela responder e logo fazendo outra pergunta em seguida. – Cheguei aqui a Violetta estava passando mal, e agora tem sangue por todo quarto. – murmurei olhando para o piso.

_O que você está fazendo aí?!

_Eu vim conversar com ela. – falei calmo.

_Não vai me dizer que vocês discutiram? – perguntou em um tom preocupadíssimo, e eu apenas murmurei um “sim” envergonhado. – estou chegando daqui a alguns minutos, faça alguma coisa que preste e leve-a para o hospital.

Desliguei o celular, enfiando-o no bolso do terno. Violetta chorava enquanto murmurava coisas que eu não fui capaz de identificar.

_Vou te levar ao médico. – falei me aproximando dela, mas a mesma recuou. – Violetta, não seja infantil, vamos ao médico agora.

_Espera. – ela disse ainda com uma das mãos na barriga, ela estava com dor, pois seus olhos estavam em uma agonia terrível. – Se algo acontecer comigo. – ela disse fracamente abrindo a gaveta. – Eu quero que faça uma última coisa por mim. – falou tirando um envelope pardo de lá, e me olhando seriamente. Fiquei com medo do que poderia ser, e até o porquê dela estar dizendo aquilo, nada poderia ocorrer com ela... Nada.

***

Ela foi levada às pressas para uma sala de emergência, por tal Doutor Jones, um cara gente fina, que não me contou nada sobre o que estava acontecendo, apenas me perguntou se eu era o ex. namorado.

Francesca chegou lá, já partindo para agressão, me dando diversos tapas, e me acusando de coisas sem sentido. Como se eu fosse o culpado pela Violetta estar lá. Eu não estava entendo nada, juro. Diego deu um calmante a ela, e então a mesma pôde relaxar.

Eu ainda estava com o envelope que a Violetta havia me dado e explicado antes de desmaiar. Só não entedia o porquê que eu tinha que ligar para aquele número, que eu não fazia à mínima ideia de quem era.

_Parentes de Violetta Castillo. – Jones anunciou e nós três fomos até lá. – Tenho duas notícias, uma boa e uma ruim.

_Qual a ruim doutor? – Francesca perguntou ansiando por alguma informação, enquanto Emmanuelle dormia em seus braços. – Por favor, vá direto ao ponto, não nos enrole.

_Infelizmente, o tipo sanguíneo da paciente Castillo, é um tipo muito raro, o que dificulta muito a reposição desses liquido tão vital. – ele disse tentando amenizar as palavras, enquanto eu já sentia os meus olhos arderem, não iria chorar agora, não agora. – Precisamos de alguém, que tenha o sangue -O.

_Qual o seu sangue Diego? – perguntei automaticamente para ele, pois o meu era +O, não teria como.

_A – Diego disse em um tom de lamentação.

_Francesca? – perguntei vendo que a mesma chorava horrores, com certeza o dela também não era compatível.

_O meu sangue é +O, não tem como. – murmurava entre lágrimas doloridas. – O sangue da Manu é ­-O, mas ela é muito novinha, não pode doar.

_É infelizmente, não será possível coletar sangue da criança. – médico lamentou.

_Espera – falei me tocando que estava com o envelope na mão. – Quanto tempo ela pode esperar? – perguntei temendo a resposta que ele iria me dar.

_Mais de 24hr menos de 48hr. – Jones disse vendo a ficha em suas mãos.

_Volto já. – falei saindo em disparada pelo corredor.

***Francesca***

Enquanto León saiu dali correndo, e eu não entendi muito bem o porquê daquilo, mas vou esperar, pois acho que ele irá resolver isso, decidi perguntar sobre a notícia boa.

_O feto não sofreu um aborto. – ele disse sorrindo e eu sorri também, assim como o Diego. – Mas está sofrendo, por conta que a Violetta também está, precisamos desse sangue urgentemente, antes que percamos as duas vidas.

O médico saiu, pois precisava ficar observando Violetta, caso ela tivesse alguma reação contraria do que ele estivesse esperando, eu já estava começando a ficar com medo. Muito medo mesmo.

_Imagine só se tudo isso estivesse ocorrendo com a gente. – falei olhando para Emmanuelle que dormia tranquilamente, como se nada estivesse acontecendo ao seu redor. – Eu estou tão triste.

_Todos nós estamos meu amor. Todos nós. – Diego disse beijando minha testa. – Mas não se preocupe tudo vai dar certo.

_Assim eu espero. – falei beijando a bochecha de minha filha dorminhoca. – Será que o León sabe que a Vilu está esperando um filho dele?

_Não, se não ele estaria mil vezes preocupado.

_Tem razão. – murmurei.

***León***

Disquei o número rapidamente no meu celular. A pessoa não me atendeu na primeira vez, e sim na segunda.

_Alô? Quem está falando? – perguntou.

_Olá, aqui quem fala é o León. – respondi um pouco tímido. – Você poderia me dizer quem está falando?

_Bom, se você que tem meu número de celular, não sabe quem está falando, acho que só pode ser um trote, então faça o favor e não ligue mais. – disse impaciente.

_Não, espera. – falei rápido. – Você é algum conhecido de Violetta? – perguntei tentando manter a calma.

_Violetta do que? – perguntou interessado.

_Violetta... Violetta Castillo. – pronunciei vagarosamente o nome e a linha ficou muda. – Tem ágüem aí?

_Desculpe – falou rapidamente. – Quem seria você León? Amigo dela?

_Não senhor, sou apenas o ex. namorado, mas eu prometi a ela que ligaria para o senhor, se algo grave acontecesse com a saúde dela. Então por favor, me diga quem o senhor é para ver se pode ajudar. – falei desesperado, vendo que os minutos passavam rápido demais.

_O que aconteceu com a minha filha?! – perguntou preocupadíssimo.

_O senhor é o pai dela?! – perguntei abismado e ele disse “sim”. – Senhor Castillo, eu preciso saber qual o seu tipo sanguíneo.

_-O, rapaz. – falou, e eu sorri aliviado.

_Por favor, venha até o Hospital Central, esse sangue é raro, e sua filha precisa muito, ela precisa do senhor. – falei e só então pude perceber que a minha voz estava embargada, e algumas lágrimas escapavam de meus olhos.

_Mas eu estou tão longe, eu estou no Chile, seria incapaz de chegar a tempo. – ele lamentou.

_Ela tem menos de 48hrs. – falei tentando acalmar, eu já estava suando.

_Vou fazer o possível, me aguarde, estou chegando, e filho... – ele suspirou um pouco. – Obrigado por me avisar, você deve gostar muito dela.

_Eu a amo mais que tudo. – falei me sentindo culpado por tudo aquilo. – Não posso ficar assistindo tudo como se não estivesse me importando, mesmo ela não me querendo mais na vida dela.

_Tem toda razão, chego aí o mais rápido que eu puder, até mais.

***

Notas finais
O que acharam ??