True History
2 Segundas intenções ou passagem pro hospício?
Notas iniciais
Quando estávamos prestes a nos beijar, Bianca aparece.
-O que vocês estão fazendo aqui? Virou mulherzinha foi?
-Não, mas como você é estraga prazer, to saindo. – diz Pedro antes de ir embora.
July entra logo em seguida.
-Achou ela Bih?
–Ela e o Pedro.
-O que vocês estavam fazendo? – pergunta July, animada.
-Nada – grito – já estou indo. – e volto para a sala de aula.
Para o mundo que eu quero descer. Silêncio que agora iremos rever o que aconteceu... Ele ia me beijar... Estávamos sozinhos no banheiro feminino... algo muito normal... Não, não é nada normal. Eu o conheço a poucas horas e quase nos beijamos.
-É muita coisa pra mim. Vou voltar pra sala de aula.
-Depois a gente continua o que alguém atrapalhou. – diz Pedro, me segurando pela mão, me impedindo de entrar na sala.
Eu apenas sorri para ele e entrei na sala. Me sentei no meu lugar, e ele entrou logo em seguida. Sabe quando você acha que está sendo observada? É o que estou sentindo neste exato momento.
-Calma Amanda, deve ser somente a sua mente nada perturbada, imaginando coisas nada legais.
Olho para trás e vejo que Pedro está me olhando. Droga, ele quer o que de mim? Ele abaixou a cabeça depois disso. Acho melhor eu prestar atenção na aula. Olho para trás de novo – alguém me bata porque isso está virando mania. – E ele está me olhando, com uma cara séria.
-July, quer saber o que aconteceu?
-Claro, pode começar a contar AGORA.
Depois de algum tempo, eu finalmente consegui explicar para ela. “Com todos os mínimos detalhes” como ela disse, após quase gritar pra todo mundo: A Amanda e o Pedro estavam quase se pegando no banheiro.
-Não sei o que faço, July. To mais perdida que chave em bolsa de mulher.
-Não exagera Amanda.
-Mas eu não to exagerando.
-Ei, você mora aonde? – diz Pedro, me segurando pelo braço.
-Em uma casa.
-HA HA HA, você sabe ser palhaça – e continua a rir.
-Duarte-chaan – diz Victor, pulando nos meus ombros.
-Victor! Que susto – e tiro sua mãos do meu ombro.
-Ei, eu vou indo, depois falo com você. – diz Pedro, que beija minha testa e vai embora com Christian.
-Tchau Amanda. July, vamos eu te levo em casa. – diz Victor, segurando a mão da July.
E assim os dois pombinhos vão embora, de mãos dadas, envoltos em rosas cheirando a pudim de chocolate. Não, pera. Vou ignorar minha inutilidade. Já que o Alexandre e a Bianca parecem estar muito entretidos, acho que vou indo para casa.
Mas antes tenho que ligar pro chato do meu irmão, Matheus e avisar que vou sem ele.
-Você vai indo na frente, vou sozinha hoje.
-Tem certeza? Você parece estranha.
-Eu to bem Matheus, não é nada.
-É, eu me esqueci, você é sempre retardada deste jeito
-Cala a boca. Tchau
Garoto chato, nem como meus pais aturam ele. Se faz de santo na frente deles, mas ninguém o segura. Vou embora, não aguento mais ficar aqui.
-Ei, antes de ir não vai falar comigo não é? – diz Pedro, segurando na minha mão.
-Segurando na minha mão... segurando na minha mão... segurando na minha mão...
segurando na minha mão... segurando na minha mão... ISSO NÃO ESTÁ CERTO! Eu perdi uma parte dessa treta ou o quê? Coração seu traíra, desgraçado, para de palpitar. Parece que tem uma escola de samba dentro de mim.
Mas já que ele está aqui, acho que posso provocá-lo um pouco também... Atenção, não me responsabilizo pelo que possa acontecer.
-Tem razão. – e caminho em direção a ele.
-O que acha que está fazendo? – segurando uma de minhas mãos, que estavam na sua cintura.
-Se você quiser posso parar...
Ele segura no meu braço e fica me olhando... E então, sem mais nem menos, eu dou um beijo na bochecha dele... normal, isso acontece sempre... não, pera.
-Você vai vir pra escola amanhã? – disse, acariciando minha bochecha
Alguém me salve, estou ficando nervosa e com medo. OMG, ele não para de olhar nos meus olhos.
-Sim.
Ele se vira e vai embora... Tá, e ele vai assim, sem amis nem menos? Nem acredito que achei que ele estivesse interessado em mim. Vou até a porta da sala e vejo que ele e Christian estão rindo e conversando. Eles não se desgrudam ou é apenas impressão minha?
Agora eu vou pra casa. Chega de ficar enrolando.
Pego meu celular e meu fone e começo a escutar música. Eu já sou atrapalhada e quase não presto atenção nas coisas quando não escuto música, imagina agora. Parece que não tem ninguém ao meu redor, dá vontade de começar a cantar e tocar minha guitarra imaginária... Tá eu não sei tocar guitarra, e e minha voz é meio desafinada, mas tenho uma pequena obsessão por baixos e pela cor azul. Junte os dois... Tenho um baixo azul que está no meu quarto – eu sei tocar, CHUPA SOCIEDADE.
-Oi sua feia. – diz Alexandre, batendo na minha cabeça.
-Ei, Ale. Não faz isso poow.
-Porque você está assim, Amanda?
-Assim como?
-Vermelha e mais nervosa do que quando você se perdeu tentando procurar a casa da July.
-EU NÃO ESTOU ASSIM!
-Como não? – segura minha mão e continuamos a andar.
-Eu estou bem, pode me soltar.
-Não. Eu sei quando você está bem. Se você quiser você pode me falar, Amanda. – me abraça.
-Acho que... estou confusa.
-Por que? – me fazendo cócegas
-AAAH, HAHAHAAHA. Não faz isto, você me assustou. – eu disse, gritando. – Eu quis dizer confusa por alguém.
-Hmmm, é o Pedro?
Strike um.
-Não, pera. Como você sabe?
-Por que sou como seu irmão e eu te conheço muito bem, sua idiota.
-Se ao menos você soubesse o que houve... – droga, falei besteira. – Está ficando tarde.
-Hmm, eu escutei viu? O que aconteceu?
-Bem... Eu.. Não sei por onde começar...
-Fala logo criatura. – me olhando com raiva.
-Sabe aquela hora que eu me cortei e eu saí da sala?
-Sei, e ele saiu depois. Continua.
-Ele veio atrás de mim e me levou até o banheiro feminino... Calma não aconteceu nada – Alexandre tem uma mente meio pervertida, então é melhor eu explicar melhor. – Lá, ele limpou meu machucado, me prendeu contra a parede, e nós quase nos beijamos. Até que a Bianca apareceu.
-Se ele te machucar eu...
-Calma Ale. Não vai acontecer nada.
-Sei.
Continuamos a andar, até que chagamos a uma ladeira que tinha no caminho da minha casa. Nós sempre corríamos mas não sinto a mínima vontade de fazer isso.
-Não se preocupa. – ele disse pegando minha mão, e me puxando.
Depois de um tempo, nós finalmente chegamos.
-Quer entrar Ale?
-Não, já estou indo. Tente dormir.
-Vou tentar mesmo.
Nos despedimos e ele foi embora. Agora, a pergunta que não quer calar. Por que sinto que alguma coisa muito grande vai acontecer comigo ainda hoje? Será que eu estou ficando louca ou não é só impressão minha?
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