True History

1 O garoto metido a Bad Boy


Só eu acho que é escola é um lugar chato? Por mais que eu tenha meus amigos perto, as pessoas costumam ser tão infantis que me assusta estar no Ensino Médio. E eu sou uma destas estudantes, ainda no primeiro ano, o que significam que falam mais dois anos de tortura nesta prisão.

Entrei na escola e todos estavam gritando feito loucos. Uns se cumprimentando, outros brigando e cantando algumas garotas, nada demais.

– Droga, aonde estão aqueles idiotas que se dizem meus amigos?

Eu começei a andar pra procurar meus "amigos", quando um garoto esbarra em mim, e me segura cintura.

– Foi mal.

Pra ver minha situação, eu sou da altura do ombro dele. Sim, sou baixinha — me julguem.

– Tudo bem, agora me solte, por favor.

– Fica calma, eu não fiz nada. — e me soltou. — a gente se vê por aí.

Ufa, ele foi embora. Mas quem é ele?

– Amandaa! Quem era ele?

Essa é a Juliana, minha amiga de infância.

– O que você faz aqui, July?

– Eu vou estudar aqui. Surpresa.

– Em que sala você está?

– Adivinha. — ela disse, sorrindo.

– Na minha?

– Sim.

– Por favor alguém me ajude.

– Sua sem graça, achei que você ia gostar de estudar comigo.

– Claro que eu gostei, só estou brincando. Vamos?

– Sim.

Quando chegamos na sala, vimos Alexandre, o Victor e a Bianca. Victor era namorando da July, então nem preciso dizer que eles quase entraram um dentro do outro quando se viram. Alexandre gosta da Bianca, mas ela não sabe. Ele é um palhaço e meu melhor amigo, também mais alto que eu — palmas Amanda, você mereçe. A Bianca é a mais agitada de todas. Digamos que ela vive de tpm, então acho melhor não provocá-la. — vai por mim, não provoque ela.

– Muito bem, todo mundo sentado. Não quero ver ninguém gritando.

Eu acho que o negócio da tbm constante também se aplica a ela.

– Abram os livros na página...

Ela foi interrompida quando uma certa pessoa abriu a porta. Sim, é essa pessoa que você está pensando.

– Pedro, isso são horas de chegar.

– Aff, cala a boca.

– Não falte com o respeito comigo.

– Tanto faz. — e foi se sentar ao lado do seu amigo, Christian, outro cara metido a engraçadão.

– Então o nome dele é Pedro... — disse em voz baixa.

– Disse alguma coisa?

– Nada não Ale, deixa pra lá.

– Silêncio, ou vou começar a ditar.

O tempo passa e a aula dela acaba.

– Ufa, finalmente — suspiro.

– Qual seu nome?

Ai meu deus pai todo poderoso, me ajuda. Não acredito, é o...

– Sou a Amanda. E você é o Pedro né?

– Como você sabe?

– A professora acabou de falar.

Não sei porque, mas acabei rindo daquilo. Eu sou muito idiota.

– Estou com dor de cabeça...

– Quer um remédio, Pedro?

– Não, só sua voz que me faz ficar assim.

Ele me olha.

– Depois a gente se fala. — e vai embora.

Mas o que foi isso? Acho que ele tem sérios problemas mentais. Não queria falar comigo, nem viesse aqui, cara estranho.

Olho para trás rapidamente.

Droga, ele está me olhando.

– Para de falar Juliana, garota chata — diz Christian.

– Está tudo bem, senhorita Amanda?

– Tudo bem sim professora.

Não está nada bem. Um retardado acabou de me dar um fora, ou sei lá que droga foi essa, e a Juliana está falando com o babaca do Christian.

– Ai. — droga, acabei apertando a caneta com raiva, e acabei me cortando.

– Vá lavar sua mão. — diz a professora.

Eu saio da sala de aula de cabeça baixa. Afinal, não é todo dia que você corta sua mão com uma caneta. Droga, quanto mais eu lavo, mais sangra.

– Ai!

– O que está sentindo. — disse Pedro, com as mãos em meus ombros.

– Oi — pulo de susto. — acabei me cortando sem querer.

– É, mas porque se assustou comigo? Virei um animal agora?

– Claro que não. Eu não vi você chegando.

– A ta. Vamos, vou cuidar de você.

Ele me pega pela mão boa, e me leva até o banheiro feminino... não... pera... O que ele quer fazer comigo no banheiro feminino.

Ele quer cuidar de você, Amanda. — disse minha mente.

Eu sei, mas tenho medo de como ele faça isso. — respondi para minha adorável mente.

– Não precisa se preocupar comigo.

– Se é porque não devo entrar no banheiro das mulheres, eu já vim aqui antes.

What?! Como assim, ele já veio aqui antes?

– Não é por isso.

– Vim aqui tantas vezes que até perdi a conta.

– E o que você fazia aqui, exatamente?

– Mas quando te vi, não penso em mais ninguém, nem nessas outras loucas.

Acho que isso já explica. Tomara que ele não me veja, sinto meu rosto arder, de vergonha.

Ele pegou minha mão cortada e começou a molhá-la, na pia do banheiro. A água está muito gelada. Ele tirou minha mão da água, ea beijou, aonde estava o machucado.

– Obrigada Pedro. — disse, de cabeça baixa, e com eu cabelo cobrindo o rosto.

É neste momento que agradeço por ter cabelo comprido.

– Ei, porque está assim? Você está muito estranha pro meu gosto.

– Eu não estou estranha. — levanto o rosto.

– Está sim. Não posso nem te tocar e você fica vermelha.

– É que... Eu estou com um pouco de vergonha.

Droga, eu falei!

– E porque está com vergonha? disse, segurando no meu queixo.

Olho nos olhos dele e coloco minhas mãos em seus ombros, por impulso.

– Você sente... Alguma coisa por algum menino da escola, Amanda?

– Você o conheçe melhor do que ninguém. — digo, sorrindo logo em seguida.

– Hum...

Eu acabo então fazendo carinho na cabeça dele. O garoto alto viu!

– Obrigada. — dou um beijo na bochecha dele. — Acho que vou indo.

– Já vai pra sala? — e segura minha mão, me impedindo.

– Tem algum outro lugar interessante para irmos? Não aguento mais ver aquela mulher reclamar.

– Tem... os meus lábios, quer? — vindo na minha direção.

Me assusto e me apoio na parede, tentando raciocinar direito.

– O que foi?

Ele então se aproximou de mim, colocou uma de suas mãos na parede, me impedindo de sair e de respirar direito.

– Está com medo? — me prensa contra a parede.

– Não...

Sua boca então chega lentamente perto da minha. Eu coloco uma de minhas mãos em seu peito. Olho fixamente para ele, mas acabo virando o rosto pro outro lado.

– Ei, não fique com medo. — segura no meu queixo.

Seguro na outra mão dele.

– Posso?

– Pode... — respondi, ainda nervosa.

Notas finais
Gostaram, deixem rewiens, e se não gostaram, deixem também >.