True Friends

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Eu reescrevi os capítulos atuais e fiz outra sinopse.
Bom, espero que gostem! Boa leitura. ♥

Marty e Angie estavam juntos, como de costume, lendo. Ele lia um livro sobre uma história de ficção científica, como qualquer garoto de 14 anos, e ela uma revista, como qualquer garota de 14 anos. Seus ombros se roçavam levemente conforme respiravam calmamente.
A menina prestava atenção na página de sua revista, que estava escrito sobre seu zodíaco.

“Aquário – feminino: Pode ser que seu coração fique confuso sobre alguma situação de sua vida. Procure pensar antes de agir, essa é uma época que você conhecerá e criará novas amizades. Cor: verde. Número: 3”

— Olha... Terei de ser cuidadosa. – disse, desviando o olhar de sua revista para o amigo ao lado. – Meu zodíaco nesse mês está no vermelho.

— Ah, é? – Ele olhou para a revista, rapidamente. – Mês passado eu estava no vermelho, aparentemente. Pode ler o meu?

— Claro. Deixe-me ver... aqui.

“Libra – Masculino: Pode ser que sua cabeça fique confusa com alguns assuntos pessoais, mas, no fim, você saberá o que fazer. Se acontecer coisas ruins com pessoas que você aprecia, seja um ótimo libriano e ofereça seu ombro amigo. Cor: roxo. Número: 5”

— Olha, você vai me ajudar. – Disse para o amigo, sorrindo e franzindo o nariz, como se aproveitasse.

— Isso vai ser divertido. – Respondeu.

Angie o empurrou com o ombro.

— Sua amiga vai sofrer, e isso é divertido? – Perguntou, falsamente incrédula. – Que ultraje!

Ambos riram.

— Pelo menos você vai ter um “ombro amigo de um libriano” para te ajudar. – O loiro repetiu a frase da revista, a empurrando levemente com o ombro de volta.

Ele fechou o livro que estava lendo e olhou para o relógio branco pendurado na parede cinza-azulada de seu quarto, que marcava 17:21

— Está ficando tarde. – Comentou.

A morena pegou o celular e olhou as horas, sem lembrar do relógio da parede. – Putz, verdade. Me desculpe por isso, mas meu pai já gritou comigo da última vez que cheguei tarde em casa. Não posso ficar de castigo, senão não poderei ir amanhã para a sorveteria com você. – Concluiu, levantando e desamarrotando o short jeans que descia até metade da coxa.

Angie guardou a revista dentro da bolsa tiracolo marrom, logo colocando-a ao redor do pescoço.

— Sem chance. – O garoto respondeu, também levantando e a levando para o andar debaixo.

— Bom, até amanhã. – A menina disse, do lado de fora da porta.

— Até. – Marty respondeu.

Os dois se abraçaram, como de usual. Um rápido, porém reconfortante abraço. Depois de dez passos, Angie olhou para trás e acenou, visto que o loiro continuava na porta. Após a resposta do garoto, se virou e começou a andar novamente, enquanto ele fechava a porta.
O céu estava começando a ficar alaranjado, mas a maior parte ainda estava azul. Era um dia ensolarado, a temperatura estava agradável para o fresco. O vento soprou, fazendo as árvores se mexerem, junto com os cabelos castanhos da menina que voltava pra casa.

*

No outro dia, um domingo a tarde, os dois haviam combinado de sair para tomar um sorvete. Marty estava se arrumando quando ouviu seu celular vibrar. Era uma mensagem de Angie.

“Que horas vc vai sair? Não aceito atrasos, viu? Estou ansiosa! Faz eras que não tomo sorvete! Se meu dinheiro acabar, você vai ter que me bancar.”

Marty riu nasalmente.

“. Vou sair daqui a pouco, quando terminar de me arrumar. Qualquer coisa te ligo. E pode deixar, eu levo dinheiro.”

Depois de alguns minutos, ele estava pensando em que camiseta vestir. Pegou a roxa, por ironia, esperando ela notar. Uma calça jeans levemente larga e um tênis simples. Arrumou os cabelos loiro-escuros com os dedos e apenas passou desodorante.

Antes de abrir a porta mandou uma mensagem.

“Estou saindo. Nos encontramos na esquina?”

Esperou por uma resposta, que chegou pouco tempo depois.

“Tá. Já tô saindo também.”

Então o garoto saiu e começou a andar, logo após trancar a porta. Seu pai havia saído de novo, então levou uma chave consigo.

O céu estava ensolarado, e a temperatura estava maior do que no outro dia. O que era bom, pela programação que iriam ter.

Depois de alguns minutos andando, ele parou na esquina. Não demorou muito para ele ver uma garota de cabelos morenos correndo na sua direção. Quando ela chegou na sua frente, estava ofegante e com os cabelos levemente desarrumados.

— Você... Vestiu roxo! Há há! – Ela estava feliz.

— Você também vestiu verde. – Ele respondeu, sorrindo. Angie levantou a mão, num “toca aqui”. Como esperado, o garoto bateu em sua mão.

A morena estava com uma regata verde, um short mais curto que ontem e um casaco amarrado na cintura, junto com seu tênis desbotado.

— Bem, vamos? – Marty perguntou, estendendo o braço, como um “gentleman”

— Positivo, senhor. – Respondeu, colocando seu braço por dentro do dele. E começaram a andar de um jeito meio sincronizado e desengonçado. Isso antes de começarem a rir e voltarem a andar normalmente até a sorveteria. Claro, conversando sobre diversos assuntos.

Quando chegaram na sorveteria nomeada “Sethimo”, Marty abriu a porta para a moça, com sinal de educação. Ela, agradecida, segurou o casaco um pouco mais pra cima, imaginando ser um vestido, logo entrando. Cada um pediu um sorvete médio. Ou seja, apenas 2 sabores. Angie escolheu um de cheesecake de ameixa e canela, e Marty, capuccino com creme de avelã. Os dois foram se sentar numas mesas que tinha do lado de fora, logo após, é claro, de pagarem pelos sorvetes.

— Mesmo sendo mais caro, vale super a pena! É muito.... Bhoumm. – Angie tentou falar, com a boca cheia de sorvete.

Marty contou mentalmente. “1... 2... 3...”

Após pensar no número 3, ouviu um urro baixo de dor da menina.

— Congelou o cérebro! – Disse, com as mãos na cabeça, fazendo pressão, numa tentativa vã de fazer a dor passar.

Enquanto ela tentava fazer o cérebro “descongelar”, ele ria.

Notas finais
Espero que tenham gostado!