True Colours

2 Capítulo 2 - The Cupcake Shop


Capítulo 2 The Cupcake Shop

Segunda-feira de manhã. Agatha já estava de pé, pois teria que chegar no trabalho antes dos outros funcionários para abrir a confeitaria.

"Como se eles fossem chegar antes de mim...", pensou.

Quando voltou para seu quarto para se trocar, viu uma coisa jogada no chão ao lado de sua cama que certamente não estava lá quando acordou. Parecia mais uma pessoa morta, mas na verdade era somente seu irmão mais velho. Bêbado e dormindo.

— Você não tem quarto não? – Ela perguntou.

O irmão só resmungou. Dormia tão profundamente que nem percebeu que estava com a boca aberta esse tempo todo.

Agatha lentamente se aproximou daquele ser no chão, e foi aos poucos colocando seu pé dentro da boca do seu irmão. De início ele não sentiu, mas conforme o tempo passava, o irmão ia aos poucos acordando, até que percebeu o que estava acontecendo.

— Ai que nojo! – Ele tirou o pé da sua boca e se sentou. – Ai minha cabeça...

— Tá de ressaca de novo? – Agatha não parava de rir.

— Qual é o seu problema...? Por que colocou o seu pé na minha boca? – Ele murmurava.

— Para te acordar. Agora sai do meu quarto que eu quero me trocar!

Ele voltou a deitar no chão. Saiu um som de sua boca dizendo "quero dormir" quase que inaudível.

— Saia daqui antes que eu jogue água na sua cara... – já era possível ouvir breves roncos do seu irmão. Agatha se aproximou da orelha dele e gritou: – Sai daqui!!

• • AGATHA, A MANDONA •

Agatha Morenzi, 22anos. Negra de cabelos e olhos castanhos escuros, quase pretos, que dão um charme total porsua semelhança a uma Barbie, já que tem as proporções perfeitas de rosto e corpo, com exceção do "excesso de peso" (ou de gostosura). Muito amigável, porém estressada. Cursa o último ano de Nutrição para realizar seu sonho em se tornar uma nutricionista.

Depois de abrir a confeitaria e esperar os dois funcionários chegarem, foi para a faculdade, ainda de manhã, para fazer o que sua chefe pediu na noite passada. Recebeu uma mensagem no celular depois da meia noite, com a frase:

"OLA AGHATA. COLOQUE OS CARTAZES DA FESTA NA SUA FACULDADE PRA MIM PFVR. TE MANDEI POR EMAIL EH SOH IMPRIMIR. BJSS". Certamente a chefe não sabia desabilitar a caixa alta.

E foi exatamente o que Agatha fez: foi até a faculdade para colar os cartazes que sua chefe pediu no mural principal da universidade. Felizmente, este mural era público e qualquer um poderia colar o que bem entendesse, exceto o Félix.

Agatha só conseguiu voltar para a confeitaria no período da tarde. Estava cansada e exausta. Essa era a realidade de ser o braço direito da chefe.

Assim que entrou viu que havia poucas pessoas sentadas em volta das mesas enquanto comiam um pedaço de bolo e tomavam algum suco.

— Já voltou? – Ironizou Rajesh, sorrindo do balcão do caixa.

— Eu estou cansada disso tudo... – Agatha foi até o colega de trabalho e se deitou sobre o balcão.

— A garota nova começa hoje, não é? Quem é ela?

— Uma estudante de Artes Cênicas, Daisy. Já veio aqui algumas vezes. – Fez-se uma pausa – Não sei se vai dar certo. Pedi para ela vir à uma da tarde para começar a treinar e...

— Já é uma e quinze...

— O quê?! – Agatha gritou em desespero – Cadê aquela menina?!

Devagar, a porta do estabelecimento foi se abrindo e uma garota entrou, era Daisy. Estava vestindo roupas um pouco chiques para a ocasião e carregava uma bolsa de ombro.

Ela já havia estado naquele lugar, mas não muitas vezes. A confeitaria ficava a somente duas quadras da faculdade e era frequentada principalmente pelos universitários. As paredes eram pintadas em cores pastéis que davam um ar relaxante, e ao lado do caixa ficavam dispostos todos os doces e bolos à venda.

— Desculpem a demora – disse Daisy, tímida.

— Tá tudo bem, cheguei agora mesmo – respondeu Agatha.

Agatha cutucou o ombro de Rajesh e pediu para ele se aproximar. Chegou perto do ouvido dele e cochichou:

— Dá um jeito de mandar esse povo embora que eu tenho que treinar a menina.

E foi exatamente o que Rajesh fez, mas com toda sua simpaticidade e encanto. Era impossível alguém se sentir ofendido com as palavras de Rajesh, por mais duras que fossem.

Depois dos clientes saírem, Agatha logo trancou o estabelecimento e colocou uma plaquinha de "fechado" na porta.

— Bom Daisy – começou –, gostaria de te agradecer por demonstrar interesse nesse trabalho. Somos como uma família aqui, espero que se sinta bem à vontade. Esse aqui é o Rajesh – apontou para ele – o nosso caixa e faz-tudo. Ele simplesmente faz tudo que eu mandar, só não faz danças sensuais em troca de dinheiro... Porque eu nunca o mandei fazer isso. Ainda...

O rapaz ficou envergonhado, mas conseguiu dar um breve "oi" para Daisy.

Rajesh era um rapaz alto, e a cor de sua pele era quase indecifrável, aparentava ter um tom de moreno claro, mas havia um sub tom amarelado. Talvez fosse o nome, mas parecia ser um indiano. Um indiano bonito com traços fortes e únicos, onde aqueles óculos davam um ar de seriedade no rapaz.

— Você já me conhece, mas eu sou basicamente a administradora daqui. – Rajesh não conseguiu conter o riso, e Agatha lançou um olhar fulminante. – Tem mais uma pessoa que trabalha aqui. Abner!! Vem aqui!!! – ela gritou.

De dentro da cozinha saiu um rapaz diferente... Aparentava ter a mesma altura de Rajesh, mas sua pele tinha um tom de "bronzeado saudável". De início era difícil mensurar sua beleza, mas alguma coisa fazia as mulheres sentirem atração por ele. Talvez fosse seu estilo badboy com piercings na orelha e o cabelo meio bagunçado.

— Por que você grita tanto?! – Ele perguntou – Estou terminando os macarons... Vish, o que tá acontecendo aqui?

— Abner essa é a Daisy, nossa nova funcionária. Daisy, aquela besta ali é o Abner, nosso cozinheiro. Fique longe dele para o seu bem.

— E aí. – Abner sorriu para Daisy.

Depois de conhecer os funcionários, Daisy logo foi explicada de todas as suas funções naquele lugar. Para qualquer outra pessoa seriam funções simples como retirar a mesa, passar pano no chão, lavar a louça, etc. Mas ela não estava acostumada com isso, na sua casa quem fazia os afazeres era sua madrasta ou uma funcionária. Já havia feito essas funções algumas vezes, mas parecia que já tinha esquecido como.

Como primeira tarefa Agatha pediu para que ela lavasse as louças que estavam na cozinha. Não eram muitas, mas Daisy apenas ficou em frente à pia encarando as louças sujas.

"Jesus... E agora?", pensou.

— Elas te xingaram ou algo do tipo? – Abner ironizou – Por que tá encarando elas?

— Ah, não. – Ela riu sem jeito – Só estou me preparando para isso.

Abner olhou para Daisy, fitou seu corpo inteiro, mas apenas para perceber o que vestia. As roupas pareciam ser aquelas usadas por "meninas patricinhas". Olhou para as louças e olhou-a novamente.

— Quer ajuda?

— Por favor...? – Daisy disse enquanto fazia cara de piedade, chorando por ajuda.

Notas finais
A personagem foi feita no jogo The Sims 3, criada por mim, apenas como uma forma de idealiza-la, porém ela não é necessariamente assim (tenho medo de pegar foto de pessoas na internet para ajudar a imaginar as feições dos personagens, vai que dá bucha...). Imagine-a como bem entender!