True Blood - Crônicas De Brooksvield

4 Capítulo 4 – Explicações!


Notas iniciais
Boa leitura pessoal. Comentem!!!!

Capítulo 4 – Explicações!

Diriji meu carro ainda pensando na loucura que havia sido a minha noite, mas tentando me focar na chegada, afinal a história que eu iria contar teria que ser bastante convincente. Virei na rua de casa e avistei os policiais ainda falando com a minha mãe. Estacionei o carro atrás de uma viatura e fui até eles.

- O que aconteceu? – perguntei quando me aproximei deles.

- Senhorita Norah? – perguntou o policial.

- Sim, sou eu. Aconteceu alguma coisa? Meu pai está bem? – fui fingindo o máximo que pude, estava sendo convincente até o momento.

- Pode nos informar onde estava a noite toda?

- Na parte leste da cidade, perto do antigo cinema – informei a localização da casa do Hunter.

- Fazendo o que? – essa pergunta foi feita pela minha mãe.

- Estava em um amigo jantando, meio que um encontro – falei. – Mas ainda não intendi o motivo disso tudo. O que aconteceu?

- Sua mãe havia afirmado que você estava na boate Fangtasia, e como a senhorita sabe menores de idade não entram em lugares como esse.

- Eu sei que não é permitido, mas por que achou que eu estaria em uma boate? – ri um pouco, tentando demonstrar o sarcasmo falso.

- Pode me informar o nome desse amigo que você passou a noite?

- Hunter, Hunter Cotilladi – afirmei. Ele havia me dito o sobrenome e me dado algumas informações básicas antes de eu vir para cá. – Está tudo certo agora Policial? Estou muito cansada e gostaria de ir domir agora.

- Claro – ele afirmou. – Mas teremos que conversar com sua mãe ainda, afinal ela deu um falso testemunho.

- Minha mãe provavelmente se enganou, mas converse o quanto quiser com ela. Boa noite.

Afastei-me e fui até o meu carro e o guardei na garagem. Entrei em casa e dormi pensando em como minha mãe havia estragado a minha noite com o Eric.



- Que história é essa de você ter um encontro e não me avisar antes? Nunca imaginei que você faria isso comigo – falou Malenca.

Estávamos almoçando no centro. O dia estava nublado, mas aquilo não mudou o meu plano de sair de casa o mais rápido possível e Malenca logo me achou, então fomos almoçar juntas.

- Minha mãe te contou? Que droga, aquela fofoqueira – reclamei.

- Não. Quem me contou foi Anny Gasburn sua vizinha nojenta. Todos da cidade já estão sabendo do barraco que rolou na sua casa com os policias – ela disse. – Explique-se imediatamente.

Antes de responder pensei no que falaria para ela, afinal eu não queria mentir, mas também tinha medo de dizer a verdade, mas Malenca era confiável, então deixei a mentira de lado.

- Vou te contar toda a verdade, mas você vai prometer que não contará a ninguém, nem mesmo o Lucio.

- Confia em mim. Agora me conte.

- Eu fui mesmo à boate àquela noite e tive um encontro, mas foi com o dono do bar, o Eric.

- O QUE? – Malenca me olhou surpresa e começou a rir. – Você teve um encontro com ele? Sua safada.

- Me deixa terminar – falei. – Estávamos conversando aí a policia chegou. Um dos empregados dele, o Hunter, me tirou da boate sem que ninguém visse e tivemos que inventar aquela história para me acobertar.

- Nossa, que dramão, mas e aí, esse tal de Hunter é gato? Rolou algo ente vocês?

Agora eu não poderia optar pela verdade, a mentira às vezes era melhor.

- Não, nem conversamos direito – menti.



Malenca e eu fomos para minha casa (ela dormiria lá hoje) e encontramos minha mãe séria na sala. Passamos direto e fomos para o meu quarto. Coloquei uma música bem estravagante e deixei a Malenca no quarto dançando e fui tomar um banho. Quando saí encontrei minha mãe na porta do quarto me esperando.

- Quero conhecer esse rapaz – ela afirmou.

- E desde quando você se importa em conhecer quem eu saio? – respondi irritada.

- Desde que você começou a sair, ou seja, desde ontem – aquilo tinha sido golpe baixo, ela praticamente esfregou na minha cara que eu nunca tinha tido um encontro antes.

- Não há necessidade disso – falei.

- Quero conhecê-lo hoje. Ainda acho que você está mentindo – ela falou e saiu.

Olhei para Malenca com raiva. Ela apenas me olhou confusa e curiosa. Eu sabia que minha mãe estava tramando algo, e que provavelmente eu estava atrapalhando os planos dela. Peguei o celular e disquei o número do Hunter e contei que se ele não fosse à minha casa eu teria problemas.

Ele apareceria para o jantar. Então horas depois um carro preto estacionou na frente de casa e tocaram a campainha logo depois. Fui até a porta e dei de cara com o Hunter arrumado, cheiroso e com um buquê de rosas na mão.

- Oi – ele falou. – As flores são um clichê, mas achei que seria um agrado para sua mãe.

- Ela adora flores – falei sussurrando. – Boa opção. Pode entrar.

Dei espaço para que ele entrasse e quando minha mãe e Malenca apareceram na sala ele me puxou e deu um beijo na boca, um leve selinho. Reagi de forma estranha, mas apenas fechei a porta como se algo normal tivesse acontecido.

- Boa noite. Para senhora – ele falou e entregou as flores a minha mãe.

- Obrigada e seja bem vindo.



- Então eu simplesmente disse para eles: eu sou assim e não vou mudar. Fechei a porta com força e sai andando como se nada tivesse acontecido – contou o Hunter.

- Nossa, que história facinante. Nunca pensei que sair da casa dos pais seria tão drámatico assim. Mudei-me aos 22 anos e fui morar com o pai da Norah, então foi um alívio aos meus pais – falou minha mãe.

O jantar havia acabado e estávamos os três na sala conversando. Malenca teve que ir para casa porque teria que cuidar do irmão mais novo e me deixou sozinha com os dois. Tudo havia dado certo e minha mãe já não deconfiava de mais nada.

Vendo os dois conversando só pude pensar no Eric. Onde ele estaria? Será que sentia a minha falta como eu sinto a dele?

De repente ouvi o barulho de alguem batendo na porta e fui atender. Lá estava o Eric que quando me viu sorriu, mas logo ficou sério novamente.

- Hunter está ai? – ele perguntou.

- Está sim. Como você sabe disso? – perguntei confusa.

- Irei matá-lo. Como ele ousa vir a sua casa e tocá-la além do mais? Convide-me para entrar – ele pediu educadamente.

Então era verdade, vampiros tinham que ser convidados antes de entrar.

- Acho melhor não Eric. Minha mãe está na sala com ele e você só levantaria mais suspeitas sobre ontem. Vamos conversar mais tarde. Apareça na varanda do meu quarto quando minha mãe estiver dormindo.

Fechei a porta na cara dele e entrei em casa. Aproximei-me da sala e vi os dois em pé.

- Algum problema? – perguntou Hunter.

- Nenhum – falei. – Hunter acho que você deveria ir. Tenho aula amanha e estou terrivelmente cansada. Nos vêmos depois, ok?

- Tudo bem, eu também tenho que ir. Meu chefe não está nada feliz comigo – falou ele e riu, afinal estava se referindo ao Eric.

- Que pena – disse minha mãe. – Eu também já devo domir, viajarei a Paris amanha cedo e tenho que estar bem descansada. Até mais Hunter.

Minha mãe subiu as escadas e eu fui levar Hunter até a porta. Certifiquei-me de que minha mãe não podia ouvir e falei.

- Eric não está nada feliz com você – eu disse.

- Eu sei disso – ele falou. – Era ele há alguns minutos?

- Sim – respondi. – Desculpa te envolver nisso, desculpa mesmo, prometo não te envolver em mais nada. E obrigada por vir aqui hoje.

- Obrigada eu que ganhei um jantar maravilhoso hoje. Sua mãe é uma pessoa legal.

- Às vezes, e só na frente de homens e quando está sobria – falei e ri. – Obrigada de novo.

Fechei a porta e corri em direção ao meu quarto e dei de cara com o Eric me esperando na varanda.

- Minha mãe ainda não dormiu – falei e abri a porta.

- Não, mas ela não nos escutará – ele disse. – Agora me convide.

- Claro. Pode entrar Eric.

Ele entrou no meu quarto e se sentou na minha cama. Era uma visão estranha, mas eu meio que gostava dela.

- Não fique bravo com o Hunter ele só tentou me ajudar, você não sabe a confusão que deu aqui ontem – eu disse.

- Fiquei estressado. Vi ele te beijando quando entrou para o jantar, mas tive que me segurar até pensar direito.

- Ah sim, aquilo foi só para convencer a minha mãe que eu havia saído com ele – eu disse. – Você sabia do plano?

- Sim, Hunter me avisou logo depois que você saiu da casa dele ontem. Queria ter passado na sua casa, mas não deu, os policias ainda estavam revistando o meu bar.

- Certo – eu disse.

- Nosso encontro foi estragado e espero repetir a dose, só que dessa vez longe da Fangtasia.

- Quer saber de algo? Eu cansei de toda essa merda de encontros. Isso tudo é muito formal para mim. No final de todo encontro o casal acaba se beijando ou transando então vamos pular a parte chata do encontro e ir para o segundo ato?

Virei-me e beijei o Eric. Nossa, desejei aquilo durante muito tempo e finalmete tive a oportunidade.

Ele me surprendeu me puxando para o colo dele. O beijo era intenso e caloroso, ele puxava o meu cabelo com força e apertava o meu corpo contra o dele, eu sentia a necessidade de beijá-lo ainda mais. Estávamos deitados na cama e eu precisava dele, ali e agora. Tirei a minha blusa e deixei que ele tirasse a dele, mas ele interrompeu o ato e me jogou do outro lado da cama.

- Sua mãe está vindo – ele falou. – Amanha a noite você será minha.

Ele me deu um último beijo e saiu, me deixando excitada e louca por ele.


___X___

Deixei algumas semanas passarem, mas aqui estou eu novamente.

Venho novamente divulgar minhas outras fanfic:

Esperanças da Vida

Samantha e

Amanhecer — Escolas.

Beijos e até a próxima.

OBS: Quer saber o que acontece no próximo capítulo? Apenas uma ideia do que pode acontecer? Avisa aqui nos comentários que mandarei uma MP super especial para quem estiver se matando de curiosidade.