PDV NARRADOR

Algures num quarto de hospital...

— Porque Isabella? Porque é que está mais distante? Porque se cortou minha filha? Porque quis acabar com a sua vida?
— Voce quer mesmo saber?
— Sim filha, me conte porfavor...
— Porque quando se confia muito numa pessoa, nunca se está a espera que ela nos traia, como uma menina de 8 anos nunca está a espera que o seu herói a traia, mas isso acontece, a menina acreditou nele porque sua mãe disse que ele era de confiança. A menina aceitou-o, brincou com ele, aprendeu com ele, só ganhou bons aproveitos e concelhos, mas também perdeu muita coisa, a sua feminidade, o seu respeito para consigo mesma, sabe essa menina acreditou nas palavras erradas, porque se tivesse dado ouvidos ao que as pessoas diziam, talvez a situação ja tivesse resolvida há muito tempo, ou até nunca tivesse acontecido.
— O que está para ai a dizer?
A mãe perguntou, Isabella encolheu os ombros e continuou.
— Sabe o que mais custa nesta historia toda? É que nao aconteceu so uma vez, era uma rotina, todos os dias, ela chegava a casa, saltava para o colo dele, contava as novidades do que acontecia na escola. A mãe saia para ir trabalhar, e a menina com o seu herói, ficava a fazer os seus trabalhos que trazia da escola, depois quando acabava ela ia tomar banho, ela nao se sentia suja, mas o seu herói dizia que ela tinha que ser uma boa menina, ele ajudava a tirar a roupa, tocava nela, mas ela não levava a mal, sabe porque? Porque ja era uma merda de uma rotina.
— Para Isabella, voce não sabe o que esta falando.
A mãe não queria acreditar. Chorava percebendo finalmente o porque de sua filha ser tão distante, de evitar seu padrasto James, mas a mãe sentia-se culpada por não dar conta do que acontecia na sua propria casa.
Isabella olhou para a mãe, que estava ajoalhada a sua frente, com as mãos na cabeça a chorar. Isabella deixou cair uma única lágrima. Mas continou a falar, demorará demasiado tempo para se abrir, para agora se calar, como havia feito esses anos todos.
— Ele enchia a banheira com água, punha sabão nela, depois pegava na menina, e metia dentro da banheira, lavava com as suas mãos, tocava no corpo toda da menina, mas mais uma vez ela não via nenhum mal, pois acreditava no seu herói, depois do banho, ele secava a menina e punha ela em cima da cama, nua, ele ia buscar um creme para por no corpo e mais uma vez ele tocava nela, fazia uma massagem, começava nos pés e continuava para cima, tocava na sua feminidade e voltava a subir, passava as suas mãos por a barriga dela provocando-lhe cocegas, depois passava pelos seios ainda inexistentes da menina e só depois ia aos braços. A menina nunca contou nada dos banhos e massagens à mãe, porque sempre ouvia os seus coleguinhas de escola dizerem que tomavam banho com ajuda dos pais. Então a menina pensava que era o que ele fazia, tratava dela como se fosse sua filha. — Isabella fez uma pausa, olhou para a mãe que continuava a chorar desesperada, ela sabia que doia a mãe saber isto, mas que tinha que ser feito, e que nada nem ninguem sofrerá mais do que ela própria ao longo destes 6 anos.
— Com o passar dos meses, a situação continuava quase igual, só havia uma pequena grande diferença, é que a mãe tinha perdido o seu emprego e foi para outro que ganhava muito menos, então eles tiveram que mudar de casa, para uma mais pequena. Ja não tinham tanto dinheiro, por isso havia que poupar. A menina já tinha 10 anos, gostava de ser ja tratada como uma menina crescida, os seus banhos continuavam e as massagens também, ate um dia que quando a mãe saiu para trabalhar , ia trabalhar toda a noite, ele pegou nela as cavalitas e levou em direcção ao quarto dele e da mãe, ele lhe havia dito que tinham que poupar água por isso tinham que poupar água e por isso tinham que tomar banho juntos, a menina não negou pois via-o como um pai, por isso nao tinha vergonha.Ele encheu a banheira, e despiu a menina, depois despiu-se e entraram juntos na banheira, ele tava por baixo e ela no colo dele, depois de ele a ter lavado e tocado no corpo da menina, eles sairam, se secaram e ele a levou para o quarto, pousou-a na cama e passou o creme pelo o corpo da menina, ela gostava daquele creme tinha um cheirinho bom, mas a menina notou que o seu pai estava com os olhos fechados e que com uma mão se tocava de uma maneira muito esquecita, ela perguntou o porque dele estar assim, e ele disse...
— CHEGA filha, eu não aguento mais ouvir isto, porfavor minha filha.
A mãe implorou para com que a filha não falasse mais nada pois sabia o que se devia ter acontecido , ela sentia-se com odeio, odeio dela própria por não ter visto nada e odeio de James por ter tocado na sua pequena filha.
— Não mãe, eu vou continuar, tenho que falar.
A mãe deixou a filha falar, sabia que aquela era a única solução por agora, deixar que a filha desabafa-se por mais que lhe doe-se ouvir, tinha que o faze-lo para o bem da sua filha.
— E ele disse que tava doente e que só uma menina crescida o podia ajudar, a menina pensava que ja era crescida por isso ela disse que queria ajuda-lo, ele primeiro disse que não, mas depois deixou a menina ajuda-lo, ela ficou contente, pois gostava de ajudar o seu pai e herói. Ele lhe explicou que ela tinha de dar uns beijinhos nele para passar a dor, ela então deu muitos bejinhos na bochecha dele, ele começou a rir e ela com toda a inocência perguntou o porque dele se estar a rir, e ele explicou que ela tinha que dar um beijo noutro sitio, ela sem preceber olhou para ele, e ele então pegou na mão da menina e colocou-a no seu orgão genital, a menina muito surpriendida retirou a mão, ela ja tinham visto que os meninos eram diferentes das meninas mas nunca tinha tocado num, e aquele era grande e tava muito quente, ela perguntou se era ali que tinha que dar uns beijinhos para passar a dor ao pai, ele disse que sim, então ela deu uns beijos no orgão genital dele, depois de uns tantos beijos no orgão genital ela levantou a cabeça para olhar o seu herói, ele tava com a cabeça para trás e com os olhos fechados, a menina perguntou se ele ja tava melhor, ele disse que sim, mas que ainda não tava curado então a menina perguntou se podia fazer mais alguma coisa e le disse que... — Isabella parou de falar derrepente pois era lhe doloroso falar do que se tinha passado naquela noite.

Sua mãe banhada em lágrimas abraçou a filha, as duas apoiavam-se uma a outra.

Naquela noite Isabella e a mãe úniram-se como nunca se tinham únido.

E passados uns dias Isabella saiu do hospital junto com a sua mãe, com uma promessa, que não descansariam ate encontrar um novo lar onde fossem felizes.

Notas finais
E ai? como ficou? gostaram? querem que continuo? comentem porfavor bjs