Troublemaker

3 Last first party ever


Tá na hora.

Nota importante: se algum dia eu precisar fugir da polícia, com toda certeza, não posso chamar Naomi.

—Querida se você continuar nesses cinco quilômetros por hora a gente só chega nessa festa amanhã hein. — disse acendendo a luz do carro pra poder checar, pela milésima vez, a maquiagem.

—Linda, cuidado com a piscina na casa do Maison, é capaz de você dá uma de Narciso e se jogar lá dentro.. Poxa vida, bem a décima vez que tu se olha no espelho desde que a gente entrou no carro.

Finalmente.. Chegamos.

Virando a esquina da rua já sabíamos onde era a casa..- Sorry GoogleMaps, não foi dessa vez- A música estava muito alta e a casa muito iluminada. Naomi ia batendo o carro em um poste ao tentar estacionar (normal).

— Vem gatinha, estaciona esse carro pra mim que agora eu tô eufórica demais.. e eu nem bebi nada. AINDA!

Estacionei o carro. Desci. Naomi e eu demos uma checada uma na outra antes de tocar a campainha de Maison.

— Carne fresca pessoaaaaaal — Keith é a representação de um idiota. Um completo idiota. E ele nem era bonito pra compensar a idiotice.

— Keith querido, ainda não atingi o limite de álcool necessário pra te aguentar essa noite, licença honey. -Naomi disse empurrando ele e me puxando pra dentro, falando assim nem parecia que eles se pegavam sempre dava.

A casa era enorme, Maison havia retirado toda a mobília e espalhado umas mesas com bebidas. Havia posto uma faixa de "Proibido a subida" no pé da escada — esperto o garoto. Lá fora, a piscina estava iluminada com umas luzes azuis maravilhosas. O jardim estava todo iluminado, com mais mesas com bebidas e uns doces. Estava observando tudo por que, na verdade, perdi Naomi de vista em menos de cinco minutos.

— Juro que não acreditei quando Keith disse que você veio. — Maison. Meu Deus. Maison. Aja naturalmente florzinha, naturalmente..

— Então foi por isso que você me convidou? Achou que eu não vinha né. — disse em resposta rápida, arqueando a sobrancelha. Isso Florbela, isso. Seja grossa com ele, ele vai amar, sua burra.

Ficamos conversando por mais ou menos uns dois minutos. Os dois minutos mais nervosos da minha vida, juro. Era era tão lindo, tão cheiroso e com um sorriso tão alinhado e branco que eu me sentia desconfortável perto dele. Ele teve que sair por que Keith disse que tinha gente subindo as escadas.

A verdade era que aquela festa tava muito chata. Eu não conhecia ninguém. Naomi estava desaparecida e, por coincidência, agora Keith também estava — agora você tem o limite de álcool pra aguentar ele né, sua safada.

Depois de esperar por uns vinte minutos Maison voltar — por que ele disse que voltaria- cansei de esperar. Havia bebido um ou dois copos de alguma coisa forte que queimou minha garganta, mas nada que me afetasse muito, não estava bêbada. Não falava com ninguém que estava ali. Não via Maison ou Naomi. Meu interesse em estar ali caiu noventa e nove por cento. A ideia de ir embora nem amadureceu direito na minha cabeça e meu telefone toca.