Troubled Thoughts

8 Choices, choices in my troubled mind


Querido Amigo

A morte parece tão calma, tão em paz. Uma forma diferente de se ver livre de tudo, como uma porta alternativa onde o que você pode encontrar do outro lado vai além de um lugar singular e silencioso, pode encontrar as respostas da qual tanto procura. Ou não.

Talvez tudo não passe de ilusões e mentiras, para te comprar. Para fazer com que você se meta a fazer coisas de risco até chegar ao ponto em que seu coração não suporte mais e de a primeira fraquejada, ou mesmo palavras de grande persuasão para que você não caia por terra.

A vida.. ela já é mais turbulenta, exige de cada esforço, cada suor para que você seja reconhecido. Talvez no momento, ou talvez durante parte de sua partida mas logo aviso, viver de momentos não vai ser o suficiente por muito tempo. Um dia, mais tarde ou mais cedo você vai se cansar e perceber que a vida, não é nada mais do que uma passagem da vida onde você escolhe viver, se viver.

É uma espécie de tarefa que você faz incansavelmente para atingir a um certo patamar onde você nunca se vê totalmente satisfeito. No meu caso, a vida se torna uma questão cuja resposta se torna cada vez mais indecifrável, e a cada pergunta feita sem resposta, aparente me sinto mais vulnerável a tudo isso.

Como sempre (risos), você deve estar meio perdido meio a tudo que escrevi, e tentando entender onde quero chegar com isso, bom... Da mesma forma que eu, ou ate mesmo você vê enxerga a vida, não é totalmente diferente da maneira chamada morte. Eu consigo perceber que a vida, é muito mais do que um simples sorriso estampado na cara, muito mais do que um simples aperto de mão. Mas isto para quem de fato sabe como encara-la, a vida.

Não estou dizendo que não sei aproveitar, mas que, qual a importância de aproveitar se eu não me sinto feliz como as outras pessoas aparentemente são (até onde sei, máscara se encontra no rosto de qualquer um, deve-se apenas olhar com atenção), e parece ser meio pertinente falar deste assunto em quase todas a cartas mas, eu..eu não tenho culpa se dentre tantas coisas que se encontram em minha mente, justamente esta é a que mas se destaca.

Juro tentar lidar com perguntas sem respostas, olhares não correspondidos e atenções desperdiçadas, juro que vou tentar aproveitar cada segundo como se fosse o ultimo de nossas vidas e tentar mais ainda evitar querer o que a cada dia pareço não ser capaz de ter, ou até mesmo ter sem perceber por querer algo mais, nunca estando grato com o que vejo e tenho a minha frente.

E por mais que tenha prometido todas estas coisas e outras mais em pensamento enquanto escrevo isto, nem sempre promessas são capazes de serem cumpridas. Ou estas mesmas serem verdadeiras promessas.

Com amor,

Ricch