Trouble Maker

19 Capítulo 18 – A armadilha


Notas iniciais
Olá pessoas! Sentiram minha falta? Lógico que não, somente da fanfic. Pois é, correria de fim de ano do trabalho não deixou. Agora no recesso estarei correndo atrás do tempo perdido. Boa leitura! ♥

Capítulo 18 – A armadilha

♫Como dizer-lhe

Esta minha canção

Já pertence a você e você me deixa

Como um presente de natal

A curiosidade de não saber o que é

Scintille — Annalisa Scarrone

Esses últimos meses tenham sido os melhores para mim. Acordar sempre ao seu lado é uma coisa inexplicável. Cara estou me sentindo um bobo apaixonado. Foda-se! Sou mesmo.

Meu desejo que nada estraga minha, ou melhor, a nossa felicidade.

****

Ele estava ali velando o sono da ruiva. Brincava com os fios alaranjados com dedos. Fazia esse ritual deste que os dois assumiram um com outro que amavam. Não se cansava de fazer isso. Ela dormia tranquilamente ao seu lado. Um sorriso brotava nos lábios do rapaz. A ruiva remexeu, virando para frente do rapaz. Abriu lentamente os olhos cinzentos.

_ Bom dia. – sussurrou o ruivo.

_ Bom dia, Ichi. – respondeu a garota com a voz sonolenta. – Está chovendo? – perguntou envolvendo no peitoral do rapaz.

_ Sim .- abraçou a ruiva — Em plena quarta-feira com clima de final de semana.

_ Dois dias de trabalho. – afundou o rosto no peito do rapaz – Hoje tinha que ser sábado.

_ A senhorita está com preguiça. — riu da moça – Então vamos “fazer de conta” que hoje é sábado.

_ Hmm... – levantou o rosto — Como assim!?

_ Assim...

Trocou a posição com a ruiva, ficando em cima, e beijou lentamente os seus lábios. Passava a mão no corpo da ruiva e descia os beijos ao longo do pescoço.

_ Ichi...- sussurrou no ouvido do rapaz – Sem marcas no pescoço. Trabalhar com gola alta no verão é sufocante.

_ Hmm... – murmurou o rapaz continuava trilhar os beijos.

_ Tenho que ir trabalhar também. – tentava desvencilhar dos braços do rapaz – Podemos guardar essa sua animação à noite.

_ Não. – respondeu prontamente

_ Por quê? Seu pervo!

_ Olha quem fala? – olhou diretamente nos olhos da garota – Uma semana atrás quem estava pervertida? Hein!? — sentou mantendo o olhar nela. – Alguém me arranhou toda minhas costas, no dia seguinte ardia no banho.

_ Do modo que você fala parece que sou uma ninfomaníaca. – virou o rosto de lado com biquinho nos lábios. O rapaz riu da ruiva.

_ Bom você está certa. – a moça olhou para o rapaz – O tempo nosso está curto. Tenho uma proposta para você.

_ Qual seria? — levantando da cama.

_ Poderíamos jantar naquela cantina italiana, hoje.

_ Alguma comemoração?

_ Precisa de motivo? De nós jantarmos fora sem motivos, qualquer dia da semana?

_ Não, não. Nenhuma. – sorriu docemente antes beijar o rapaz. – Combinado.

_ Que bom.

_ Então vou me arrumar para ir ao... – mal teve tempo de levantar da cama o rapaz puxou de volta.

_ Temos tempo para brincar de “sétimo céu”.

Não houve tempo de resposta.

****

O rapaz de cabelos vermelhos estava sentado no sofá pensativo, à sua frente estava o notebook na mesa de centro daquele pequeno apartamento. A mulher baixa entra no apartamento nervosa, batendo à porta atrás.

_ Qual é baixinha? – nem sequer olhou para trás.

_ Qual é? – caminhou a direção dele bravejando – Isso é tudo que você fala? Seis meses nessa merda de cidade para nada! — continuou sua revolta parando a frente do rapaz que se mantinha estático com a mão apoiando seu queixo, que estava no encosto do sofá. – Estou achando que aquele nerdizinho de quinta enganou a localização. — cruzou os braços – Não vai falar nada não?

Ele apenas aponta o dedo para tela do computador em silencio. A morena apenas bufou, olhou para o objeto. Os ambares violetas aumentaram de tamanho incrédulo para aquilo que via.

_ Não acredito. – as palavras saíram em sussurro.

****

O dia passava rápido no hospital. A ruiva esbanjava o seu sorriso angelical. Rangiku já tinha a interrogada infinita vezes para saber o motivo daquele sorriso. Ela apenas respondia apenas que não era nada especial. Caminhava nos corredores visitando os seus pacientes.

_ Ei, Orihime. – ouviu uma voz masculina não tão desconhecida, virou para direção que escutara.

_ Shinji. – era o rapaz loiro de corte esquecido. – Oi, como está?

_ Vou bem. – sorriu mais ainda – E você faz aqui no hospital?

_ Trabalho aqui e você?

_ Vim trazer a minha irmãzinha que passou mal. – apontou para garota loira com os cabelos em presos em “maria Chiquinha” e de sardas. – Por acaso você é clinica?

_ Não sou. Sou da neurologia.

_ Ah bom... – perdeu um pouco do seu sorriso – Pensei que era da pediatria, pelo seu jeito delicado. – a moça sorriu sem graça a resposta.

_ EI SHINJI! SEU MERDA! – gritou a garotinha loira — O médico vai atender.

_ EI JÁ FALEI QUE ESTAMOS NO HOSPITAL! POR FAVOR, NÃO GRITE! — gritou de volta. – Desculpe. – voltou para ruiva – Tenho que ir manda um abraço para seu namorado.

_ Ok, pode deixar — voltou para seu trajeto.

Assim que a perdeu de vista, pegou o seu celular do seu bolso e discou um número.

_ Sim, eu a encontrei.

****

A Cantina Italiana era o oposto do Golden Garden. Era um lugar modesto e aconchegante, com pessoas simpáticas. Enquanto o outro era sinal de sostificação. Um pequeno grupo de músicos tocava músicas conhecidas ao fundo num pequeno palco, que no momento estava tocando “Brucia La Terra”. O local estava cheio de famílias e casais felizes.

O casal de ruivos já estava um tempo na Cantina apreciando a sua noite. A ruiva olhou para o rapaz à sua frente. Estava usando uma jaqueta azul escura, camiseta branca e calça jeans. Simples e elegante. Ela com suas longas madeixas trançadas de lado e um vestido florido. Estava feliz. Fazia um bom tempo que não sentia assim.

_ Orihime. – o rapaz tirou a dos seus desaveio – Está tudo bem?

_ Ah, sim! – sorriu – Só estava pensando.

_ Qual seria esse pensamento? – olhou carinhosamente para moça.

_ Hmm... – posou a mão no queixo – Quais são suas habilidades?

_ Como assim? – arqueou a sobrancelha

_ Bom, por exemplo, você consegue falar um italiano tão fluente.

_ C'è così tanto da ragazza. – a moça riu da frase – O mesmo para você no francês.

_ Ce est facile – a moça respondeu no francês – Mamãe era francesa.

_ Então está explicado de onde vem este charme sedutor. – pronunciou o rapaz com um olhar malicioso antes de beber o seu vinho, deixando a ruiva corada.

_ Também não sou uma Brigitte Montfort. – desviou o olhar bebendo um gole só o vinho. O rapaz sorriu mais ainda.

_ Muito mais sex. – a moça ficou extremante mais corado – Isso foi um assédio sexual verbal?

_ Ichi. – bradou a garota – Tem pessoas olhando! – remexeu um pouco na cadeira.

_ Tudo bem. Mas tarde resolvemos isso. Ah é mesmo! — o rapaz pegou uma pequena caixa de veludo no bolso – Estava esquecendo-se disso. Uma pequena lembrança para você. – estendeu para moça.

_ O que é isso? Não é...

_ Apenas abra. – interrompeu-a

A moça abriu a caixa de veludo. Dentro tinha uma gargantilha prata com pingente delicado de flor de Hibisco azul.

_ É lindo! – olhou com todo cuidado para objeto. – Muito obrigada, Ichigo.

_ Posso? – levantou da cadeira e foi perto da moça, colocando a gargantilha no pescoço da ruiva. – Ficou muito mais lindo do que meu Tag dog. – Deu um selinho nos lábios da garota.

_ Mas pelo qual o motivo do presente?

_ Não posso agradar a minha namorada. – voltando assentar na cadeira.

_ Não lembro de ouvido nenhum pedido de namoro. – fez uma pequeno sarcasmo

_ Então tá. – chamou os músicos, cochichou com um em italiano deixando a Orihime curiosa

Os músicos logo começaram tocar uma música mais romântica. Ichigo aproximou dela, ajoelhando em sua frente. A moça olhou com olhos arregalados.

_ Orihime Inoue aceita casar comigo? – com olhar sério

_ Ichigo – olhou em volta, o restaurante todo praticamente estava olhando para cena. – Você acha que está pulando etapa? – com um sorriso escondendo a sua vergonha

_ Orihime. – diz firme – Não estamos apenas pegando um pequenos atalho. Vou fazer novamente: Orihime Inoue aceita casar comigo?

A moça respirou fundo e finalmente respondeu:

_ Sim, eu aceito.

O restaurante todo aplaudiu. Os músicos tocaram uma música alegre. O casal passou mais um tempo ali, antes de ir embora.

Estavam a ir embora, o rapaz ficou com semblante sério. A moça que estava com dadas com ele, olhou questionando.

_ Orihime, volte para dentro. – falou firme – Vou buscar o carro.

A ruiva não questionou, o obedeceu voltando para dentro do restaurante. Ichigo caminhou uns passos à frente parando em frente de uma figura que estava sentado no capô de carro.

_ Ah quanto tempo Ichigo? – riu – Ou melhor, Shinigami Negro?

_ Não sei que está falando. – cuspiu as palavras

_ Como não se lembra de mim – revelou a sua figura aproximando a luz iluminava o local – Sou Renji companheiro da Soul Society.

_ Realmente, você está confundindo com outra pessoa. – começou a locomover

_ Será mesmo!? – o questionou – O todo poderoso do monstro da SS perdeu a memoria? Tem um jeito simples de fazer lembrar.

Preparou para golpear o ruivo, que logo desviou.

_ Pelo menos o seus reflexos continuam os mesmos. – o rapaz de cabelos vermelhos continuava a falar e golpeando o ruivo.

Ichigo desvia dos golpes do rapaz. Tinha uma agilidade incomum de maioria lutador. Cansado da situação golpeia o seu oponente, derrubando no chão.

_ Acho melhor pararmos aqui. – já ia dar as costas, quando ouve um click de arma

_ Eu acho que não. – apontava a arma para cabeça do rapaz

O ruivo vira o desarmando machucando a mão do Renji.

_ Eu que digo para vocês pararem – ouviu uma voz feminina. Levantou a sua cabeça para ver, uma mulher baixa de cabelos negros que apontava uma arma na cabeça de Orihime.

Ichigo levantou os braços rendendo, deu uns passos para trás dando passagem para outro ruivo levantasse. Olhou preocupado para Orihime que estava assustada.

_ Venha com a gente. – ordenou à baixinha

_ Ok.- respondeu o rapaz.

Caminhou uns passos antes de ser golpeado na nuca. Olhou para Orihime antes de sua visão escurecer.

_ ICHIGOO!

Continua....

Notas finais
Reviews!? Diga que sim. Faz essa autora feliz! Ah, Feliz Natal! Beijos♥