Trouble Maker

16 Capítulo 15 – Coração quebrado


Notas iniciais
Olá pessoas bonitas! Não me matem! Eu sei que agosto não teve capítulo ~sorry.~ A inspiração voltou! o/ Enjoy!

Capítulo 15 – Coração quebrado

Ela estava linda. Vestia um vestido de manga longa rendados, com saia rodada até nos joelhos, sapatos Anne Bolt, nos lábios batom vermelhos, o seu olhar estava realçados com rímel, e as suas longas madeixas alaranjadas estavam presos em um coque baixo. Parecia uma frágil boneca porcelana.

A ruiva estava sentada no hall do famoso restaurante “Gold Garden” à espera do Uryuu Ishida. Abaixo o seu olhar e deu longo suspiro. Será que ele não irá aparecer? Depois daquele discurso na frente do Ichigo alguns dias atrás.

Ichigo. O ruivo apareceu no estacionamento no hospital no momento que ela saia com moreno para uma conversa séria. Até parece que ele previa esse momento e sabia que ela estaria nervosa. Ela viu os dois homens discutir na frente dela, e não importando si estavam em um local público.

_ Que direito você tem falar como é o meu relacionamento com a Orihime? – cuspiu o moreno – Estamos sempre juntos!

_ Juntos!? – bradou o rapaz ruivo – Não me faz eu ri!

_ Por favor, parem com isso! – exaltou a ruiva, que logo em seguida ficou silencio – Eu acho aqui não este não é um local apropriado para este tipo de conversa. – os dois rapazes se entreolharam – Me desculpa Uryuu, estou cansada irei para casa.

_ Tudo bem. – assentiu o moreno – Que tal na sexta-feira, nós irmos ao Golden Garden? Assim poderemos conversar. — ele olhou para ruiva.

_ Está bem. – ela concordou. – Então até amanhã. Vamos Ichigo?

O ruivo fuzilou o moreno com olhar, enquanto se caminhava para lado passageiro.

_ Orihime. – chamou o moreno.

Antes da ruiva respondesse algo, Ishida apenas a puxou mais perto e lhe um beijo ousado nos lábios. A ruiva não soube como reagir, nunca recebera em um lugar publico. Mas nem imaginara que esse beijo tinha intuito de provocar alguém.

Durante o trajeto para casa não houve uma troca de palavras entre os ruivos. Aquele silencio era mortal. Nenhum ousou iniciar uma conversa. Foram assim até entrar no apartamento.

_ Espero que você esteja preparada para essa conversa de sexta. – iniciou o ruivo.

_ Por quê? – questionou a ruiva.

_ Ela pode ser decisiva para você. – aproximou da garota, lhe tocando carinhosamente na sua face. – Para seus sentimentos – desceu a mão parando em cima do coração – Ele muito bem podendo aproveitar o clima do lugar e lhe propor em casamento.

Ela ficou em silencio, olhou para olhos do rapaz. Aqueles ambares chocolates estavam sem brilho, tristes.

_ Se caso você... – continuou com uma voz triste

_ Ichigo. – levou a suas mãos no rosto do rapaz forçando ele a olhar.

_ Prometi a você que estaria sempre ao seu lado, que eu a protegeria de tudo — olhou firme para Orihime – Mas caso você escolher a ele, não poderei estar mais perto de você. Eu não vou aguentar viver olhando você com outro. Talvez eu esteja sendo possessivo, mas não vou ter sangue frio a ponto me a torturar. Eu te amo!

A ruiva ficou estática. Abriu a boca como tentasse falar algo sobre a declaração. Ichigo estava sendo sincero com os seus sentimentos. Mas qual a resposta a dar?

_ Desculpe. – o rapaz quebrou o silencio, beijou a sua têmpora. – Não vou falar mais sobre isso. Afinal será escolha sua não quero a forçar nada.

Ela o abraçou, queria pensar rápido. Ela também não aguentaria ficar longe de Ichigo. Seu coração palpitava rápido quando estava com ele. O que poderia falar? “Espere até sexta.”

O ruivo desfez-se do abraço, deu as costas para moça. Começou a andar a direção do seu quarto.

_ Ah! Eu tinha ido ao hospital para fazer a ultima consulta. E também eu queria lhe dar a noticia que amanhã começo trabalhar em uma pequena loja de equipamento eletrônico a poucas quadras daqui.

_ Que legal! – tentou fazer uma voz animada.

_ E busquei a moto também. – riu forçado

_ Como!? – falou supressa – Você está louco?

_ Pois é. Talvez eu seja – virou para garota com um sorriso nos lábios. – Talvez eu acabasse de fazer mais uma loucura na minha vida.

_ Qual foi? – perguntou a garota.

_ Essa. – respondeu o rapaz antes de beijar os lábios da garota com ternura.

A ruiva o correspondeu, entrelaçando as mãos no seu pescoço, enquanto ele abraçava a sua cintura. O beijo não demorou muito tempo como o primeiro que estiveram. Ambos sabiam que este poderia ser o ultimo beijo. Eles separam, não trocaram nenhuma palavra. Cada um foi para seu quarto.

Durante a semana não se encontraram dentro da casa. Ela sabia que Ichigo ainda morava lá, pelo menos não foi embora sem despedi-la. Inúmeras vezes ela tentou esperar ele chegar do trabalho. Mas todas tentativas ela foi vencida pelo cansaço de um dia estressante do trabalho. Dormia no sofá, no chão na soleira da porta do quarto dele ou no corredor da casa. Em todas as manhãs acordava na sua cama. Ichigo tinha o trabalho de levara para cama. Os dias foram longos e tristes.

E agora? Agora ela estava sentada num sofá de um hall de restaurante à espera de outro homem. Oposto do que conheceu numa monitoria de anatomia na faculdade. De um rapaz amável que prometera um amor verdadeiro. E hoje, se tronou frio e distante. Como ele tornou assim? Nem ela sabia responder o certo.

_ Duas horas. – suspirou-se. Olhou novamente para celular, não havia nenhum retorno das suas ligações ou mensagens. Até para hospital já tinha ligado.

_ Senhorita Inoue. – levantou-se o seu olhar para voz que chamara.

_ Oh! Sr Ishida. – cumprimentou o senhor de cabelos grisalhos.

_ O que fazem aqui?

_ Estou esperando o Uyruu, marcamos um jantar hoje.

_ Aquele filho desnaturado – cuspiu as palavras – Me diga como ele está? Há meses não o encontro.

_ Há meses? – seus olhos arregalaram

_ Sim, a última foi na reunião do hospital no qual você estava presente. Mas o porquê do questionamento?

_ Uryuu sempre me falava que tinha reunião semanais com o senhor. – respondeu o senhor.

O senhor mudara o semblante com a resposta. O seu rosto demostrava raiva ao filho, e logo sentiu pena da garota. Naquelas palavras já previu que o filho tinha feito.

_ Me desculpe Orihime. – concluiu o senhor – Não tivermos nenhuma reunião. Agora me dê licença tenho um compromisso esperando.

_ Tudo bem. E desculpa qualquer coisa. – respondeu à ruiva. O homem apenas sorriu em resposta.

O seu mundo começou a cair. Se Uyruu não estava com seu pai, então com certeza também tivera nenhum congresso... Isso resultaria em ...

Ela não queria pensar nisso. Só provaria que ela foi cega, de não perceber em sua volta. Pegou o seu celular novamente. Discou para Uryuu, que no momento a ligação foi direcionada para caixa postal. Aflição começara tomar conta no seu corpo. Que atitude ela faria agora? Fez outra ligação.

_ Orihime!?

_ Ichigo... — a sua voz era chorosa.

_ A onde você está?

_ Golden Garden. – apertava os lábios para não chorar.

_ Fica aí. Estou perto. Vou buscá-la. – desligou o celular.

Os minutos pareciam eternidade, ela não queria está ali. Seu corpo tremia de nervo, segurava para não chorar. Em 10 minutos, Ichigo apareceu no hall do restaurante a sua procura. Ela o viu com olhar preocupado. Ele deu a mão para ela e caminharam para fora do restaurante. Alguns metros, a moto estava estacionada.

_ Vamos sair daqui e aí você me conta o que aconteceu.

A garota concordou com a cabeça e nem questionou sobre a moto. Sentou na garupa, envolvendo os braços na cintura do rapaz.

Não demorou muito para chegarem à praça, que no horário estava vazia. Ichigo não precisou fazer nenhuma pergunta a garota, que começou a contar.

_ Ele não apareceu. – ficou calada – Encontrei com o pai dele, que me contou que tinha meses que não via o filho. O mais engraçado disso que Uyruu falava que tinha reunião com o pai toda semana. – o rapaz a ouvia – Mas antes disso liguei para ele e não me atendeu. Liguei para o hospital e me disseram que deste ontem ele não aparece. Então que aconteceu, Ichigo?

_ Quer ir a casa dele? – perguntou o rapaz

_ Para que Ichigo? O que isso vai ajudar?

_ Oras, talvez acabe com essa sua aflição. – falou sem dar muito importância.

A garota pensou um pouco, talvez não fosse uma má ideia. Acabou concordando com o rapaz.

Não é má ideia.

Afinal que poderia acontecer?

O rapaz parou na frente do luxuoso apartamento, disse à ruiva que ia esperar ali mesmo. Qualquer coisa ela daria um toque no celular. Ela concordou e os dois rapazes encontrasse não ia ser uma coisa boa.

Ela parou em frente do apartamento do namorado. Hesitou um pouco antes de tocar a campainha. Tocou duas vezes antes da porta se abrir.

À porta se abrir, os seus olhos arregalaram de supressa. Aquilo só poderia ser uma ilusão.

_ Você!? – sussurrou

Continua...

Notas finais
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