Trouble.

17 Capítulo 16.


Notas iniciais
Eai galerivssssss, gostaria de pedir encarecidamente que favoritem a fic que ai ajuda a ter mais visualizações. Mostra pras amiga tudo e é isso ai. Beijãooo;

Eram 7:40 da manhã quando a Maia entrou no meu quarto e abriu as cortinas fazendo com que toda a luz invadisse o quarto e penetrasse as minhas córneas por baixo da fina e inútil pele da pálpebra. Por que diabos eu não tranquei a porta antes de dormir? Uma vontade incontrolável de matar a Maia surgiu, mas consegui controlá-la.

–o que você quer aqui tão cedo? –perguntei colocando um travesseiro sobre o rosto para tampar a luz.

–é o seu primeiro dia de aula, meu bem! Ainda bem que não trancou a porta, imagina só perder o dia mais importante do ano letivo? –a garota já pronta jogou-se em cima de mim num salto de alegria.

–e você estuda Maia? Pensei que ganharia a vida vendendo drogas.

–ouch, vou tentar não levar isso como uma ofensa. Bom, a aula começa ás oito então você tem muito pouco tempo para se arrumar, ficar linda e cheirosa e não chegar atrasada e me atrasar também. Você é um encosto garota, mas eu gosto de você.

Ah a escola, o ambiente infernal e maravilhoso onde nós adolescentes podemos viver em plena harmonia social, a amostra grátis do inferno que é a vida real, o show de horrores disfarçado. Inferno para uns, paraíso para outros, para mim aquilo tudo não passava de uma grande merda. Mas eu já havia pulado sem para quedas de um avião bem longe, não me restava opção a não ser aproveitar a queda.

Me obriguei a levantar e me arrumar, entrei nos meus jeans justos cor de carvão e na minha melhor camisa de renda branca que possuía mangas folgadas que chegam até o pulso, passei o mínimo de maquiagem possível só o bastante para realçar o olhar e deixei as madeixas caírem como cascatas e tocarem a minha bunda, o meu cabelo havia crescido muito desde que cheguei e isso era muito bom para o meu ego.

–está pronta, princesa? –perguntou sem me olhar. –nossa! Você está parecendo mais hippie do que nunca.

–obrigada. –ela parecia totalmente impaciente enquanto eu descia as escadas, como se cada degrau durasse um eternidade, ela olhava o relógio e voltava a me encara. Com certeza uma expressão de divertimento havia tomado conta do meu rosto por que ela parecia ainda mais furiosa.

Ela estava vestida de preto como sempre, calça preta, camisa preta e botas de cano curto e saltos, preta, mas estava bonita. Caminhamos, na verdade, corremos até o carro e eu agradeci por ter optado pelos meus converses brancos e confortáveis.

–acho que vai gostar da escola daqui, quero dizer, na Austrália não é tão diferente não é? –a Maia começou a soltar palavras como uma maquina ou um rapper, mas o meu humor não estava um dos melhores no momento para ouvi-la. –como são as escolas na Austrália?

–bom, de vez em quando nós temos aulas, sabe como é né?! Com professores e livros. –respondi impaciente enquanto ela ultrapassava perigosamente uma senhora que não deveria estar dirigindo.

–há-há-há, hilária você.

Entramos no estacionamento abarrotado de carros e pessoas preparadas, ou nem tanto, para um belo dia de aula nos seus últimos anos do ensino médio. Não acredito que estou passando por isso. Subitamente a imagem do Cam vindo à escola invadiu os meus pensamentos.

Ele não parecia nem um pouco fazer o tipo focado ou estudioso, eu o imaginava fumando seu cigarro descaradamente no intervalo entre as aulas e observando as garotas passarem enquanto exibia o seu mais charmoso sorriso.

–o Cameron ainda estuda? –perguntei tentando parecer o mais indiferente possível.

–na verdade não. –ela fez uma pausa e terminou de estacionar o carro em uma vaga suficientemente boa. –ninguém sabe o que o Cam faz da vida, mas todos ainda lembram-se dele como o garoto prodígio do colégio, o mais gato blah blah blah, essas coisas que só servem para amaciar o já bastante amaciado ego do nosso querido amigo, Cameron Reeve. Pode perguntar a qualquer uma.

Qualquer uma, aquilo me deixou mais desconfortável do que deveria, mas não deixei transparecer o meu possível ciúme em relação ao Cam, afinal eu já conhecia a sua fama não seria inteligente da minha parte querer qualquer tipo de exclusividade. A minha decisão me deixou ainda mais desanimada para sair do carro.

Fiz como em qualquer filme que já havia visto, vesti um sorriso no rosto e me preparei para falar pelo menos quinhentas vezes “ola, eu sou a Asthrid e vim da Austrália, prazer em conhecê-la(o)”

Sai do carro e caminhei lentamente até passar pelos portões e adentrar o inferno, esperava por cadelas guardiãs do inferno vestidos de Chanel como era normal em filmes que aconteciam em qualquer escola nos estados unidos, mas ainda não tinha visto nenhuma delas.

A Maia sumiu imediatamente quando entramos e eu segui os conformes atrás de uma recepcionista com os meus horários etc... A moça que me atendeu era doce e chamava-se Flora, ela me entregou a minha grade de horários e eu caminhei lentamente até a minha primeira aula que seria Biologia.

Checando o mapa que Flora me dera acabei por descuido a esbarrar em alguém e esse alguém, mais do que ninguém, assemelhava-se bastante as cadelas guardiães que esperava. Ela era um tanto mais alta que eu, tinhas longos e dourados cabelos que chegavam a altura dos inexistentes seios por baixo da pólo branca que usava. Ela me encarava com os seus olhos verdes prontos para me devorar.

–desculpe-me, estava distraída. –me desculpei para a garota que mesmo depois de ter se esbarrado em mim permanecia rígida.

–eu percebi. –disse com a voz mais rangenta que já ouvi na vida

–eu sou a Asthrid, acabei de chegar da Austrália, prazer. -1 de 500

–poupe-me dos detalhes. –ela bufou de forma mal educada. –eu sei bem quem você é.

–que bom que já sabe. –respondi no mesmo tom rude mesmo sem ter idéia do que estava acontecendo.

–é a nova “amiguinha” do Cameron. –disse focando no “amiguinha” e eu desejei poder responde-la de forma bem digna, “amiguinha não querida, mais que isso! “ Mas não pude então sorri e respondi.

–nossa! Você é realmente bem informada sobre a minha vida, quando é que vai começar um fanclube? Não tem mais o que fazer não? –a garota bufou ao ouvir e saiu trotando como um cavalo até a puta que pariu que fosse onde ela estava indo e eu continuei a minha caminhada até a sala de biologia.

Sentei-me e esperei que a aula começasse, mas antes disso uma asiática de seios bem volumosos e bronzeado em dia sentou ao meu lado. Ela parecia de leve com o tipinho daquela loira cavala.

–oi, meu nome é Amber. –disse estendendo a mão para me cumprimentar. –antes que se pergunte por que vim falar com você, é simples: Adorei o jeito que falou com a Geneviv e já te adorei de cara!

–eu sou a Asthrid. -2 de 500.

–eu sei. – Ela passou as mãos pelo logo e escorrido calo e sorriu de forma meiga.

–vem cá, como é que todo mundo sabe quem eu sou?

–bom, nós a vimos naquela festa e estava acompanhada do Cam e soubemos do acidente além de que, quando trata-se de Cameron Reeve a Geneviv quer saber de tudo!

Continuamos uma pequena conversa até a aula começar. A Amber era o tipo de asiática sexy e perfeita, era super legal também, acabamos passando o dia inteiro juntas já que a Maia havia sumido desde que chegamos. A tal de Geneviv fez questão de deixar bem claro para mim que quem mandava naquele colégio era ela.

E eu fiz questão, é claro, de deixar bem claro que eu estava pouco fodendo para ela e para aquele colégio imbecil. A s aulas terminaram e eu encontrei a Amber do lado de fora do colégio. Enquanto conversávamos percebemos assim como o resto dos alunos que havia um carro na vaga preferencial.

O Cameron estava encostado na Mercedes conversível e mantinha um cigarro entres os lábios exatamente da forma que havia imaginado horas atrás, ele exibia um meio sorriso sensual enquanto exalava a fumaça pelo nariz. Pude sentir, mesmo com alguns metros de distancio seu olhar sobre mim.

A inconstância de Cam me fez sentir-me insegura de andar até ele, provavelmente estava vindo visitar algum amigo ou algo do tipo, mas com certeza não tinha vindo me ver. Ele jogou o cigarro no chão e pisou nele até que ele apagasse, caminhou da forma que só ele sabia fazer e fazia super bem e parou diante de mim.

Um sorriso malicioso uniu-se a expressão divertida do seu rosto ao perceber o quão perdida e sem reação eu estava diante aquela situação toda. Era quase como se ele estivesse se divertindo ao montar todo aquele circo, para que todos pudessem nos ver juntos. Cam era, de uma forma sensacionalmente linda, ardiloso até os últimos fios dos seus desorganizados fios de cabelo.

–surpresa. –ele disse com um meio sorriso preso aos lábios.

–Cam, o que...

–pensei em vim te buscar, na gostou da surpresa, Lady?

–claro, mas eu pensei que iria voltar com a Maia. –a Amber sorria ao meu lado.

–eu não a estou vendo por aqui, você está? –ele entrelaçou nossos dedos e antes que eu pudesse contestar me levou até o seu carro, abriu a porta para mim e entrou logo em seguida.

–você me deixou com saudades quando foi embora daquele jeito. –ele deu um leve beijo nos meus dedos e sorriu. –não consigo ficar tanto tempo sem vê-la.

Naquele instante eu me senti como se nenhuma das outras existissem, por que naquele momento eu me sentia como se fosse totalmente dele.