Trouble
1 Prólogo
Notas iniciais
Acordei atrasada, já havia começado a minha primeira aula na faculdade, corri para o meu closet peguei qualquer roupa e vesti tudo às pressas, enquanto me arrumo as pressas vou tentar me apresentar, meu nome é Catila Lancaster, nome incomum, eu sei, tenho 20 anos e moro em São Paulo, Brasil, e você deve estar pensando, jurava que ela era de New York, Califórnia o qualquer outro lugar menos do Brasil, eu sei, ainda mais pelo meu nome, mas eu morava em New York até eu começar a faculdade e resolver vim para o Brasil.
Desci as escadas do meu prédio correndo, pois o querido elevador estava quebrado e eu morava no decimo andar, cheguei à garagem e peguei meu carro. Sai correndo com o carro, odiava fazer isso mais era preciso, mas quando tudo está ruim pode piorar, o carro da minha frente que estava correndo mais do que eu freio e não deu tempo para mim frear e eu acabei batendo na traseira dele.
Respirei fundo, contei até dez e saltei do carro.
– Você ficou maluca?
– Eu? Você freia do nada. E eu que sou maluca?
– Você queria o que? Que eu atropelasse o pedestre?
– Se você andasse mais devagar isso não iria ter acontecido.
– Que eu saiba você também não estava andando muito devagar.
Falando isso ele tirou o seu celular do bolso da calça e começou a discar, imaginei que fosse para a policia, me sentei no banco do carro e pensei o quão fudida eu estava. Essa semana era semana de revisão das provas da faculdade e justo hoje eu tinha revisão da matéria que eu estava muito mal, respirei fundo e comecei a observar o cara do carro, ele era moreno, olhos azuis, corpo em forma, tatuado, aquele badboy que qualquer uma fica caidinha e babando por ele. Percebi que ele não estava mais falando com a policia e sim gritando com alguém pelo telefone. Ele desligou o telefone e veio andando em minha direção e disse.
– Morena, já falei com a policia e eles daqui a pouco estão ai.
***
Já fazia quarenta minutos e nada da policia chegar, eu já havia perdido minha aula mesmo. Meu celular começou a tocar.
– Alo.
– Cati, onde você está?
– Amor, eu bati o carro.
Passei o endereço para Daniel de onde eu estava e ele falou que ia vim o mais rápido possível, se ele chegasse antes da policia estaria muito bom. Eu continuava sentada no banco do carro até que ouço uma sirene, saltei do carro e o cara do outro carro também.
***
Eu estava discutindo com Travis, o cara do carro, ele se recusava pagar o conserto do meu carro e para completar Daniel não ia poder vim.
– Eu já disse que não irei pagar, eu não mandei ela vim correndo.
– Claro, por que você não estava correndo.
– Já chega os dois. O que acham de cada um pagar o prejuízo do seu carro? Assim vocês param de gritar no meu ouvido.
– Mais...
– Nada de mais mocinha.
Assim o policial "resolveu" o problema, ele nos fez ir embora.
***
Já fazia uma semana desde incidente, eu não aguentava mais andar a pé, pelo menos Daniel havia dado carona para mim dois dias da semana. Assim que cheguei à portaria percebi que o caminhão da mudança do meu novo vizinho já estava sendo descarregado, cumprimentei o porteiro e dei graças a deus que o elevador havia voltado funcionar.
Assim que entrei no meu apartamento, me joguei no sofá, estava tudo a mil maravilhas, até que o vizinho, já estou amando o vizinho novo, sinta a ironia, começou a martelar na parede, fazendo um barulho irritante.
– Mais que merda.
Resolvi então tomar um banho, para relaxar, peguei uns shorts jeans desfiado e uma regata bem simples branca e um chinelo de dedo, assim que sai do banho prendi meu cabelo em um coque mal feito e comecei a estudar, amanhã era sexta- feira, o dia da minha prova fudida que faltei a revisão por causa daquele idiota tatuado de olhos azuis.
Assim que comecei a estudar o vizinho começou martelar, eu parava ele parava eu começava ele voltava a martelar. Respirei fundo eu precisava de ajuda, me lembrei de Daniel, mas liguei umas quatro vezes e foi para a caixa de mensagens, minhas amigas não tinham essa matéria, ótimo eu estou fudidamente fudida. Eu queria muito estrangular o novo vizinho.
Fui para o lugar com menos barulho possível, que era a varanda, sim a varanda, fiquei lá por quase cinco horas estudando. Se você quer saber no momento eu estou desempregada mais recebo uma mesada bem gordinha dos meus pais todo mês. Eles na realidade queriam que eu só estuda-se e agora que eu perdi meu emprego eles estão fazendo de tudo para eu só estudar.
***
Já passavam das dez da noite quando minha vizinha, do andar de cima, que é a vizinha que mora na cobertura, começou a festa, era sempre assim os pais viajavam e ela dava a festa.
Coloquei a roupa que eu estava usando mais cedo e chamei o elevador. Assim que cheguei à recepção do prédio, percebi que quase todos os moradores estavam lá.
Eu comecei a andar pela multidão para poder chegar ao carinha da recepção, até que em vez de estar andando eu estou caindo no chão.
– Me desculpa. – Uma voz familiar falou. – Deixa eu te ajudar.
O Cara que me empurrou ajudou a levantar-me e quando olho para frente, no rosto dele, vejo a ultima pessoa que eu pensava que podia ser. E pela reação dele ele também pensava que nunca mais ia me ver na vida dele.
– Você? – Falamos ao mesmo tempo.
– O que você esta fazendo aqui? – Eu perguntei.
– Eu estou morando aqui, agora. – Ele fala.
– Me diz que você não está morando no 1240?
– Eu estou morando no 1240, por que?
– Conheça a sua nova vizinha, aquele que vai tornar a sua vida um inferno. – Falei estendendo minha mão para ele.
– Só pode ser brincadeira. – Ele falou.
Fale com o autor