Trouble.

17 Surpresa, feliz aniversário.


Notas iniciais
Olá meus amores *-*

– Não gostei. Não. Não. E também não. Serio? – reclamei.

– Caramba Lid, assim não dá. – resmungou um dos acéfalos, nesse caso, esse era Jared.

– Se for para fazer errado e de má vontade, não façam – rebati.

– Então porque você não faz sabichona? – sugeriu Dylan.

– Até que enfim você disse algo de útil, me dá isso aqui – peguei as canetas e o pincel, e arrumei o cartaz, já que Jared e Dylan tinham deixado igual as fuças deles, ou seja, uma bosta. Literalmente.

Dylan resmungou o dia todo, provavelmente irritado por não poder ir surfar como queria. Problema dele, ia ter que ajudar, era mais do que obrigação dele como amigo.

– Prontinho – exclamei satisfeita comigo mesma.

– Na minha humilde opinião, continua uma bosta – disse Dylan apontando para o cartaz.

– Isso aqui – apontei para o cartaz – não é a sua cara Dylan McCallen.

Ele bufou e abriu a boca para responder, mas virei as costas para ele e sai andando. Mas que desaforo, quem ele pensa que é?

Bom, já tínhamos adiantado tudo, agora só faltava uma coisa, importante, só não me lembrava o que...

– A COMIDA! JESUS DE DEUS! – gritou Todd.

– Muito genial você Todd, não acredito que esqueceu da comida – resmungou McCallen.

– Vamos, eu vou com você Toddy – disse, e fui pegar minha bolsa.

– Não, eu vou – se prontificou Dylan.

– Mas o combinado era eu – murmurou Todd.

– Mas nada, eu vou e fim. – ele pegou as chaves do carro, mas parei no caminho, pois eu não iria com ele a lugar nenhum, fora de cogitação.

– Não vou sem o Todd.

– Você não vai morrer se ficar sem ele alguns minutos.

– Já disse que não vou sem ele – rebati

– Para de graça garota. – um brilho de irritação passou por seus olhos.

– Não vou repetir McCallen. – cruzei os braços sobre o peito e amarrei a cara, ele me fuzilou.

– Ótimo Evans, enquanto você fica com essa birrinha por causa que vai ficar 20 minutos longe do namoradinho, nós ficamos aqui empacados, e a culpa é sua – ele frisou a palavra namoradinho, sendo que ele sabia muito bem que Todd não era meu namoradinho, que babaca.

– Ele não é meu namorado, e você sabe disso muito bem – ignorei os olhares que Todd e Jared nos lançavam.

– Hm, Lid? – chamou Jared – Porque você não vai logo?

– Porque eu ia com o Todd e não com esse ai – continuei parada de braços cruzados, para mostrar à Dylan que o mundo não girava em torno dele, e que ninguém tinha que acatar às suas vontades.

– Quer saber, que se dane – ele virou as costas e foi embora, provavelmente iria surfar, ou ia sair com a menina do cantinho.

– Vamos Todd – puxei-o pelo braço, que me acompanhou sem nada dizer – Tchau Jar.

Não obtive resposta, mas sim muitas perguntas, Todd começou a falar sobre tudo e nada, porque Dylan tinha agido daquele jeito, se nós tínhamos algo e outras coisas além, como por exemplo, se eu tinha ido para a cama com ele. Acho que ele se tocou que tinha falado demais, quando olhei feio para ele.

– Desculpe – murmurou ele sem jeito.

– Não vamos mais falar sobre o assunto Dylan. – entrei no carro e pus o cinto.

– Não mais sobre o assunto Dylan – ele sorriu e deu partida no carro, nos levando ao nosso destino.

*

Porque eu estava tão mal humorado? Não poderia ser por causa de um fora que eu tinha levado da ruiva, ah não podia, mas no fundo, lá no fundo, beeeem no fundo, era sim. Mas que droga, ela era do tipo rabugenta, que se achava superior aos outros, mas ela não era nadica de nada, nadinha mesmo.

Então porque eu saí de casa, no meio da noite, só para bater na janela dela? Na verdade eu queria bem mais do que beijos e caricias pequenas, eu queria ela de verdade (mas não iria assumir isso para ninguém, jamais), porém ela era difícil, irredutível, não dava o braço a torcer por nada. Ah, seu eu conseguisse domar a fera.

Pensei em como namorar com Blythe era fácil, apesar que depois de alguns meses, já não tínhamos mais nada sobre o conversar, quer dizer, eu nunca falava, ela só me colocava do lado dela para ouvir tudo sobre assuntos sem noção, e dos quais eu não entendia, e para me mostrar com um troféu pela escola, como o cachorrinho dela, e juro, eu pensava bem diferente, por mim, ninguém precisaria saber sobre nós, mas ela fazia questão de me exibir por todos os lugares e para todos, aonde quer que nós fossemos juntos.

Se Lídia, fosse minha namorada, coisa que eu acho impossível de acontecer, por motivos óbvios, já que nós nos odiamos, mas se caso acontecesse, eu faria questão de exibi-la com o maior prazer do mundo, afinal, ninguém tinha conquistado a bendita. Pensando bem, acho que teria vergonha de ficar me exibindo com ela por ai, já que ela andava todo desarrumada, sem escovar os cabelos, sem fazer sobrancelha, com aqueles jeans rasgados, as blusas que ela mesma pintava, o rabo de cabelo torto, a cara de ‘’ poucos amigos’’.

Caramba! Desde quando eu reparava tanto assim em uma garota que nem a Lídia? Às vezes eu tinha minhas dúvidas se ela era mesmo uma menina, ela tinha um jeitão todo estranho de bicho do mato. Ela é o tipo de menino que empurra os nerds e rouba o lanche deles, não que ela roube, mas ela empurra as pessoas que estão na frente dela no corredor, eu já vi muitas vezes.

Mas esse não era o caso, o que estava acontecendo era que eu estava pensando demais naqueles cabelos ruivos, nos olhos verdes, nas sardas, no sorriso... Ah meu Deus! Para de pensar nela Dylan, para agora mesmo, você nunca foi disso, de se apaixonar.

E se dependesse, nunca seria mesmo.

*

Quando saí do banho, ouvi o celular tocar, e corri para atender.

– Já está com saudades? – ironizei. Ela esbravejou comigo, como tinha costume de fazer, sempre que eu não prestava atenção ao que ela estava falando.

– Dylan, você tem cinco segundos para estar aqui, senão eu te mato! – ela gritou e desligou o telefone.

Maluca, essa garota era maluca, só podia ser, porem dessa vez ela tinha razão, eu tinha me atrasado por ter ido surfar. O surf para mim, era o que me acalmava, o que me deixava longe de todos os problemas. Mas Lídia, que era um enorme problema, ficava indo e voltando na minha mente, porque? Bem, até eu queria a resposta.

*

‘’ Vou me atrasar, transito! Beijo’’

A mensagem de Ava me deixou um pouco aliviada, já que ainda faltava uns ajustes na decoração, como colocar a faixa, e também ainda faltava o inútil do Dylan chegar. E falando na praga...

Lá vinha ele, todo lindo, maravilho, gostoso, e cheiroso, ah meu Deus! Aquele perfume, que oitava maravilha. Chega Lídia, chega, você sabe muito bem que não pode ficar pensando nisso, ainda mais depois de dar um fora no garoto, também agora não ia adiantar ficar babando, bola para a frente.

– Oi – disse ele, dando um daqueles sorrisos de lado, como se não tivesse feito nada.

– Você é idiota – respondi indelicadamente.

– Estou muito bem, obrigado – respondeu ironicamente.

Estava pronta para uma resposta, mas Jared me interrompeu dizendo que Taylor estava para chegar, e que iria apagar as luzes. Fiquei encostada num pilar na sala, e o resto do pessoal – algumas pessoas do colégio e outros amigos dela, da vizinhança-, ninguém ousava pensar em respirar alto, quanto mais silencio melhor. Então ouvi o barulho do carro chegando e estacionando, em seguida a batida da porta, sons de conversa apressada e em volume alto, quase como se estivessem discutindo, e depois a porta se abrindo, a luz sendo acessa, com um grande grito de ‘’SURPRESA, FELIZ ANIVERSÁRIO’’ e uma Taylor indignada. Por um instante, vi um brilho esquisito passar pelos seus olhos, e depois ela relaxou, vibrando junto aos convidados, mas quando percebi o rosto apreensivo de Avallanah, soube que havia algo errado. Sinalizei para que ela fosse ao banheiro junto comigo.

– O que aconteceu? – perguntei enquanto trancava a porta.

– Problema dos grandes. – disse ela sentando em cima da pia.

– Então me explica. – fui interrompida por duas batidas fortes de alguém na porta, então abri e me deparei com uma Taylor um tanto quanto zangada. Ela adentrou no banheiro conosco, e trancou a porta.

– Bem garotas, temos muito o que conversar.

Notas finais
Eai? Aprovado? Gente, eu realmente preciso da opinião de vocês, assim fico animada para escrever, pois querendo ou não, vocês são um enorme incentivo para quem escreve, então por favor, deixem suas criticas, boas ou ruins, mas que sejam criticas construtivas... Beijo no coração ♥ ♥