Trouble
10 Capítulo #8: Dezembro de 2009 - III
No ano novo Annabelle pediu para que eu a deixasse assistir a queima de fogos na TV da sala. Depois de muito cogitar essa pedido, tranquei todas as janelas e portas, e a permiti sair daquele quadrado no qual ela estava vivendo a dois meses.
— Não vai comer mais? — Perguntei quando vi Annabelle voltar da cozinha sem o prato nas mãos. — Não estou com fome. — Ela andou até mim e se sentou em meu colo. — Sabe... Estive pensando. — No que...? — Annabelle sentou-se em meu colo, o que me deixou um pouco nervosa. — Você também está sequestrada... indiretamente. — Continuei observando-a. — Porque você não pode sair e você não manda em nada nesse sequestro. Você está aqui apenas para eu não morrer de fome... — Não está errada. — Sorri. — Mas quando descobrirem, quem vai ser presa, será eu. Não Maria, nem Marcos, serei eu. Apenas eu. — Eles podem ser presos também, se você contar tudo o que você sabe. — Ela disse num tom baixo, mas ainda audível. — Não posso contar... — Sussurrei. — Por que? Eles te maltratam! Você deve contar, eles devem ser presos! — Isso acabaria com a vida de Margot... e de minha mãe... — Senti um pequeno desgosto ao falar de minha mãe. — Por que nunca fala dela? — Ela pausou. — Da sua mãe. — Retirei Annabelle do sofá, me levantei e fui até a TV. Maria quando trouxe o presente de Annabelle deixou um aparelho de DVD e um único DVD para que eu o assistisse. Ela havia escrito num bilhete: “Para o caso de você não ter visto os programas de fofoca”. Liguei o aparelho de apertei o play. — O que é isso? — Apenas assista. — Nele aparecia minha mãe num programa local da cidade onde ela morava. Ela dizia o quão desgostoso era para ela ter uma filha como eu, como era horrível não poder abrir minha cabeça e colocar lá dentro que o certo não era gostar de mulheres, e que o certo era viver longe de drogas. Annabelle me olhou por alguns segundos, e eu podia ver que ela sentia pena de mim. — Desculpe, eu... Você pode parar.. — Não. Vamos terminar de ver. — No ultimo bloco, minha mãe deu uma pequena lição de moral para os jovens, dizendo para se afastarem das drogas, pois elas poderiam te afundar na vida. Concordaria com ela, se ela não tivesse sido... ela. E por fim ela disse que esperasse que eu saísse logo da reabilitação. — Reabilitação? Mas você não é nenhuma drogada, Mel... — Para a minha mãe, e para todo o resto da mídia, eu sou. — Disse, e desliguei o aparelho em seguida.Quando faltava pouco mais de vinte minutos para a meia noite, Annabelle estava sentada em meu colo e mexendo em meus fios de cabelo. De vez em quando ela deslizava seus lábios nos meus e nos beijávamos por alguns segundos, mas eu sempre afastava meus rosto do dela.
Depois de algumas tentativas inúteis de Annabelle em tentar me beijar, finalmente cedi ao seu encanto.
Minha língua deslizava na de Annabelle. Suas mãos hábeis mexiam em meus fios de cabelo, e algumas vezes desciam arranhando até meu pescoço, isso me deixava completamente arrepiada. Minhas mãos apertavam as coxas de Annabelle, cada segundo que se passava daquele beijo, eu sentia o corpo de Annabelle se apertar mais contra o meu. Aquele beijo não era mais inocente.
Desci meus beijos até a curva de seu pescoço, sua pele se arrepiou sob meus lábios. Annabelle se afastou de mim, me deixando totalmente confusa. Ela levantou de meu colo, e se deitou no sofá, em seguida, me chamou com seu dedo indicador. Em seu rosto, a expressão era de pura luxúria.
Com meu corpo sobre o de Annabelle, passava minhas mãos por todo seu corpo. Sua blusa era com botões na parte da frente, que logo não estava mais fechada. Para minha sorte, ela não usava sutiã. Me distrai em seus seios durante alguns minutos, e consegui tirar alguns breves gemidos de Annabelle. Num movimento rápido retirei seu short, e voltei a beijar seus lábios.
Enquanto ela se distraia com nosso beijo, uma de minhas mãos foram para dentro de sua calcinha, e então eu a surpreendi ao massagear seu sexo. Annabelle interrompeu nosso beijo com um gemido. Seus gemidos eram absurdamente excitantes. Algum tempo brincando com o sexo de Annabelle a fiz ter um orgasmo fortíssimo. Logo depois, a causei outras sensações agora, ao invés de usar os dedos, eu usava meus lábios.
Era madrugada quando acordei com uma mulher na TV comentando a virada do ano. Sorri ao olhar meu corpo despido, lembrando-me da noite passada.
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