Trouble
27 Capítulo #24: Agosto de 2011
Notas iniciais
Quero agradecer, do fundo do meu coração, de verdade, a todo mundo que acompanhou a fic, a todo mundo que perdeu seu precioso tempo lendo um dos meus devaneios insanos, peço desculpas desde já caso alguém não curta o final da história.
Agradeço a A K Gutemberg, Primula Noturna, Yagyuu, Psychotic Bitch, The Queen e sah almeida que não me abandonaram, que postaram reviews pra me animar a continuar postando os capítulos!
Ah! E antes de qualquer coisa, quero que o Igor Raphael saiba que eu fiquei realmente feliz, e de verdade, meus olhos se encheram de lágrimas quando li sua recomendação (TPM sucks!), achei super fofo da sua parte, me beija! ♥ (BRINKS!)
E super agradeço também a quem favoritou a história, são lindos e lindas, se eu pudesse casava com todos vocês! hahahaha sqn.
Fazia um mês que eu estava presa em minha casa. Minha mãe apareceu aqui somente uma vez. Margot tentava me consolar pelo fato de que Annabelle apesar de ter me ajudado, nunca apareceu para me ver. O policial me observava todo o tempo, tinha que ir ao banheiro com a porta entreaberta.
Numa tarde, em um dia qualquer da semana, o policial adormeceu na poltrona do meu quarto. Levantei-me lentamente para não fazer barulho, eu agradeceria a minha mãe mais tarde por decidir colocar carpete em meu quarto. Peguei o celular de Margot e disquei a sequência numérica e fui até a sala. Alguns minutos depois o celular vibrou em minha mão e era o sinal para que eu abrisse a porta. Assim que abri eles entraram.
– Ótimo depoimento, ótima atuação. – Eu disse.
– Obrigado. – Ele se abaixou em minha frente. – Vamos logo com isso.
– Tem certeza que sabe fazer? – Perguntei hesitante.
– Ele é experiente, foi estagiário dos policiais. – Ela disse com convicção. – Foi tudo como planejado, ela enlouqueceu e está em uma clínica. Foi melhor do que esperamos. E agora que todos sabem que ela quem planejou tudo, os policiais ficarão de olho, para que quando ela melhore, ela vá para a cadeira. Aquela vadia. Alexandre fez um ótimo trabalho.
– Acabei! – Alexandre anunciou tirando a tornozeleira que me impedia de sair de casa e a prendeu no braço da cadeira. – Vamos!
– Para onde estamos indo? – Perguntei.
– Bendigo. – Alexandre anunciou e passamos pela porta. – Austrália. – Eu senti falta dela, me virei e a olhei.
– Annabelle? Você vem? – Ela olhava fixamente para o meu apartamento. Balançou a cabeça e nos seguiu pelas escadas até sairmos e ter um carro esportivo nos esperando.
– Sua mãe disse que manterá contato. Onde está sua identidade? – Annabelle perguntou. Enfiei a mão dentro de meu bolso e a tirei de lá, ela a retirou de minha mão e a rasgou em vários pedaços, tirando de sua bolsa e me entregando uma nova identidade, nela contava meu novo nome: Katherine Bottesini. Nascida na Austrália. Ela sorriu e me mostrou a sua contava: Spencer Elkoz. Alexandre num movimento rápido jogou para mim a sua: Kyle Avozani. Ela sorriu e Alexandre tirou e dentro do porta-luvas uma bolsa, dentro dela tinha duas perucas de cabelos longos e castanhos. A partir daquele momento, a condenada Melissa Thompson e a pobre vítima Annabelle Campbell nunca mais existiriam. Estávamos fugindo sem deixar nem um tipo de pista, estávamos fugindo com todo o dinheiro do Senador, e da família de Marcos. Ela soube conseguir todas as senhas de contas bancárias enquanto estávamos nas casas das pessoas. Marcos fora a nossa principal ajuda contra sua própria falência.
Sorri ao me lembrar de nossos planos... Antes mesmo das aulas na faculdade se iniciarem Annabelle e eu mantínhamos contato. Ninguém jamais desconfiou de que, desde o início, tudo fora um plano de minha mãe, meu, e de Annabelle. Maria fora apenas a peça chave para que conseguíssemos parecer inocentes diante de toda aquela confusão, ela era apenas uma paciente de mente fraca, influenciável. Quase sentia pena de Marcos, caíra como um tolo em tudo isso.
Todas as noites que vasculhamos as casas, e invadimos computadores não fora em vão, agora todos aqueles que fizeram mal à minha mãe estariam na miséria, todos que deram o famoso calote estavam pagando muito caro: Maria havia se tornado a maior procurada de todos os tempos, sua foto estava em todos os lugares do país e Marcos estava preso. Todos meus cúmplices haviam feito o que lhe fora ordenado com perfeição. E agora Spencer e eu estávamos ali, indo para outro país, onde ninguém nos conhecia, onde, se fosse preciso, faríamos tudo de novo.
Fale com o autor