Trouble

14 Capítulo #12: Maio de 2010


Notas iniciais
Desculpem a demora para postar, comecei a trabalhar e fiquei sem tempo. Agradeço imensamente à quem está lendo e gostando, é uma grande gratificação.

O aniversário de Annabelle estava cada vez mais próximo, mas para minha tristeza, Maria não havia esquecido disso.

Rick aparecia por aqui quase todos os dias, em horários diferentes, o que levou Maria a pensar que ele estaria gostando de mim e não sabia como se aproximar. Completamente tola afinal, aquilo era obvio suspeitas eram dispensáveis. E sua desconfiança também a fez fazer Marcos vir aqui três vezes por semana. Parecia que cada vez estava mais difícil deixar Annabelle fora daquele quarto.

– Você anda visitando muito a Melissa, não acha? — Estava deitada em meio ao silêncio quando ouvi uma voz grave do lado de fora, levantei e fui na direção da porta. Aquela, com certeza, era a voz de Marcos.

– O que ela é sua? Que eu saiba, ela não é nada sua, se ela não quisesse nada comigo, ela teria falado. — Rick disse nervosamente, mas sua voz ainda era firme. Abri a porta, mas nenhum dos dois pareceu perceber minha presença.

– Não interessa o que eu sou dela, só estou avisando que é melhor para sua saúde, que você se afaste dela. — Marcos dizia entre os dentes, e se aproximada cada vez mais de Rick. O punho em sua mão já estava formado, então achei que era minha hora de interferir em todo aquele circo.

– Que legal meninos! — Me posicionei entre os dois, o que fez ambos se assustarem um pouco, mas serviu também para que se afastassem. — Vocês estão conversando! Tudo bem por aqui?

– Tudo ótimo, Mel. — Rick disse sorrindo, e Marcos o fuzilou com o olhar.

– Vou para dentro. — Marcos disse, e olhou para mim. Ele segurou o meu braço, o apertou e foi me puxando para bem perto de si até que seus lábios pudessem encostar em meu ouvido. — Precisamos conversar, não demore demais com esse inútil. — Quando terminou a frase, meu braço estava ficando dormente, de tanta força que Marcos o havia apertado. Quando ele me soltou, tratei de colocar uma das mãos sobre a marca vermelha que ficou. Fora uma tentativa em vão, afinal, a mão dele era bem maior do que a minha. Rick olhou para meu braço e sua expressão era de espanto.

– O que ele fez? — Rick exclamou. — Vou matar ele. Como pode fazer isso com você? — Ele estava pronto para entrar em minha casa, quando o segurei pela jaqueta jeans, e o puxei de volta.

– Acalme seus hormônios, Rick. Não preciso de ajuda. — Aquela era a maior mentira que eu já havia inventado, é claro que eu precisava de ajuda, eu precisava de alguém para me resgatar daquele maldito lugar. Precisava de alguém para salvar Annabelle e a mim.

– Mas olhe o que ele fez! — Apontou para o meu braço, praticamente gritando. Algumas pessoas que passavam o olhavam com curiosidade.

– Não é da sua conta. Eu sei me virar com Marcos. — Pausei para pensar em algo para dizer. — Ele é meu irmão. — Aquela palavras saíram vomitadas. Outra grande mentira.


Quando entrei Marcos disse que Maria chegaria dentro de algumas horas, e que traria algo para que eu desse de presente para Annabelle no dia de seu aniversário, o que para mim, soou um pouco estranho, afinal, Maria não era o tipo de pessoa que dá um presente sem pedir algo em troca.



O aniversário de Annabelle finalmente havia chegado, e a hora de Maria chegar também. Rcik apareceu mais cedo, contudo, eu o disse que teria um compromisso na cidade, e disse que não poderia vir me ver durante alguns dias, pois estava com alguns problemas familiares. Pude ver que ele estava um pouco desconfiado, mas acreditou em minhas palavras, ou pelo menos fingiu acreditar nelas.



Quando Maria chegou, ela fechou todas as janelas e cortinas. Disse apenas para que eu esperasse sentada enquanto ela fazia o que tinha que fazer. Quando ela parou, olhou para Marcos e para mim, que estávamos no sofá e sorriu, deduzi que ela já havia terminado. Quando ia falar algo, ela levantou uma das mãos, fazendo com que eu me calasse novamente. Maria se moveu e sumiu no pequeno corredor. Alguns segundos ela voltou, e atrás de si, estava Annabelle.


Quando eu a vi passar pelo arco que dava para o corredor, impulsivamente me permiti sorrir. Seus olhos estavam assustados, e seus passos eram totalmente hesitantes, como se a qualquer aquilo tudo fosse um grande plano de Maria. No exato momento em que nossos olhares se cruzaram, eu a vi suspirar, provavelmente, em seus pensamentos, algo poderia ter acontecido comigo. Maria a vez sentar-se ao meu lado, foi em direção a cozinha e voltou com uma caixa de tamanho médio.

– Parabéns, Annabelle. Este presente é de todos nós, afinal, aniversário é uma data importante. — Maria falava com um sorriso nos lábios, como se, em qualquer outro mundo, todos nós fossemos melhores amigos, e estávamos ali por espontânea vontade. Annabelle a olhava com curiosidade. — Abra. — O tom de voz de Maria havia mudado, e Annabelle se prontificou rapidamente em abrir o pacote.

– É lindo... — Annabelle sussurrou. Era um vestido branco, com caules de flores, e algumas folhas pretas, ele não tinha alças muito finas, e no máximo, iria até o meio de suas coxas.

– Sabia que ia gostar. Agora leia o bilhete. — Maria fez uma pausa. — Em voz alta. — Annabelle pegou o pequeno papel que estava no fundo da caixa.

– “Hoje é um dia muito especial. Onde quer que esteja, espero que esteja bem. Irei procurar-te até o fim, minha doce Annabelle. Com carinho, papai.” – No exato momento em que Annabelle terminou de ler o bilhete, lágrimas e mais lagrimas rolavam em seus olhos.

– Você roubou isso da casa dela! — Gritei.

– Se acalme Melissa. — Maria disse calmamente. — Não foi difícil, na próxima vez, eu deixo você fazer.


Depois de muito me irritar com Maria, ela anunciou finalmente que iria partir. Levou Annabelle até o quarto, a trancou lá, e me devolveu a chave. Antes de sair, ela segurou meu rosto, e beijou-me; pude sentir que seu batom vermelho estava em todo perímetro de meus lábios. Hesitei no inicio, mas depois cedi e retribui ao beijo de Maria, afinal, algo pior poderia acontecer.


Quando abri a porta para eles, Rick estava sentado no degrau em frente a porta, Marcos o encarou mas não disse nada, passou direto com passos largos e firmes. Contudo, Maria parou ao seu lado e o analisou por alguns segundos, deslizou uma das mãos em seu rosto, fazendo Rick se assustar. Pude ver que havia leves marcas de unhas em seu rosto, provavelmente de Maria, ou de outra mulher, afinal, Maria não estava fazendo aquilo para machucá-lo, ela não seria tão louca a tal ponto.


- O que aconteceu em seu rosto? — Maria perguntou calmamente.


- Briguei com minha irmã mais nova... Irmãs mais novas são um problema. — Ele disse suspirando em seguida.

- Eu sou irmã mais nova... — Aquilo era mentira, pois Marcos havia me dito que ele era o mais novo. Mas o que Marcos disse também poderia ter sido uma mentira, não acredito em mais nada que venha deles.

- D-Desculpe... E-Eu não...

- Brincadeira... Rick, né? — Ela riu. — Não precisa ficar nervoso. — Maria retirou a mão de seu rosto e me olhou. — Melissa, você devia olhar seu rosto. — Ela apontou para seus próprios lábios, o que me fez lembrar que eu ainda estava com seu batom em meu rosto. Passei as mãos rapidamente em minha boca, a fim de limpá-la. Quando me dei conta, Maria já havia partido e Rick me observava curiosamente.

- Você e ela...? — Senti meu rosto queimar de vergonha naquele exato momento.

- Ah... — Gaguejei algumas palavras incompreensíveis.

- Mas eles são irmãos... E você disse que Marcos é seu irmão... Como isso pode ser entendido?

- Como sabe que eles são irmãos?

- Ouvi uma conversa deles sem querer... Agora, responda minha pergunta.

- Eu... sou adotada... — Aquela era a mentira mais ridícula de toda minha vida, afinal, minha mãe era famosa em todo o país, e meu rosto estava em todos os noticiários.


O clima estava um pouco estranho entre mim e Rick, quando ouvimos batidas em alguma porta. Levei alguns segundos para entender que era a porta do quarto de Annabelle. Rick também percebeu que o som vinha de dentro da casa.


- Você tem que ir agora! — O empurrei na direção das escadas e fechei a porta rapidamente.

Quando abri a porta do quarto de Annabelle, ela analisou meu rosto.

- Por que demorou a abrir a porta?

- Rick estava aqui...

- Oh... Por isso tem batom por todo o seu rosto? — Eu ia responder quando ela pareceu encaixar as peças do quebra-cabeça e continuou. — Não! Você e Maria se beijaram, afinal, você não estava usando batom...

- Ela me beijou. — A corrigi.

- Claro... — Ela disse.


O clima não estava bom ali também. Annabelle estava sentada do outro lado do sofá enquanto eu estava na poltrona que ficava de frente para a janela. Aqueles vidros negros atraem muita atenção, sempre tive essa ideia, afinal, que tipo de casa teria vidros negros? Nenhuma. Mas Mara não entendia isso. Eu podia ver tudo e todos do lado de fora, mas se alguém quisesse me ver do lado de dentro, teria de encostar seu rosto no vidro.


Eu estava pensando sozinha quando Annabelle se aproximou de mim. Ela sentou-se em meu colo e deslizava seus lábios calmamente nos meus, porém, quando eu iniciar um beijo ela afastava nossos rostos, me deixando totalmente frustrada. Annabelle deslizava suas mãos nos botões de minha blusa enquanto mordiscava meus lábios. Ela não era muito de fazer essas coisas, Annabelle sempre foi delicada, e nunca uma sedutora, quero dizer, ela era sedutora da sua maneira, o que me deixava louca, mas naquele momento ela estava melhor do que o normal, eu via luxúria no brilhos de seus olhos.

Quando finalmente Annabelle me permitiu beijá-la, não foi um beijo calmo, havia muito fogo entre nossos lábios. Suas mãos com muita habilidade desabotoaram minha blusa. De repente eu não sentia mais Annabelle em meu colo. Ela havia se levantado, e fazia um sinal para que eu seguisse. A segui até o quarto, onde ela apontou para a cama, a moveu seus lábios dizendo para eu me deitar. Antes que eu pudesse fazê-lo, ela retirou minha blusa por completo.

Eu estava embaixo de Annabelle sentindo suas mãos macias percorrerem todo o meu corpo, que ainda possuía algumas roupas, ela deslizou as mãos entre meus seios e abriu meu sutiã, confesso que sempre achei muito útil esses sutiãs que abrem na frente. Ela o abriu, e rapidamente tratou de me ajudar a tirá-los por completo. OS beijos de Annabelle saíram de meus lábios e foram até a curva de meu pescoço. Ali ela mordiscou e beijou, me fazendo começar a perder a noção das coisas. Um pouco depois, seus beijos desceram até meus seios. Um deles ela brincaram habilmente com a língua, enquanto o outro ela massageava com a mão. Eu podia sentir cada vez mais e mais minha calcinha molhar e meu sexo pulsar pedindo por ela.

Gemi ao sentir Annabelle mordiscar um dos meus seios e sua perna roçar em meu sexo. Annabelle me encarou e sorriu. Rapidamente tratou de retirar meu short, e deixou a calcinha lá. Ela deslizava suavemente seus dedos em minha calcinha, hora apenas nas costuras, e hora sobre meu sexo. Eu podia sentir meu labio pulsar de tanto que eu o mordia. Quando ela finalmente cansou de me torturar, seus beijos desceram de meus seios, passaram pela minha barriga, e por alguns breves momentos antes dela retirar minha ultima peça de roupa, seus lábios deslizaram sobre meu sexo.

Um gemido calmo saiu por meus lábios no exato momento em que senti Annabelle penetrar seus dedos em meu sexo, ela o fazia calmamente pois sabia de minha pressa, ela sabia como judiar de mim. Suas investidas com os dedos foram ficando mias rápida, e isso me fazia emitir mais gemidos. Sussurrei o nome de Annabelle em um momento, e ela soube que eu estaria chegando ao meu ápice, retirou seus dedos e colocou a língua em seu lugar. Não sabia de onde Annabelle havia tirado todo aquele aprendizado sexual de repente, mas ela estava ao fazendo muito bem, pois tanto suas mãos quanto sua língua e seus lábios estavam me levando a loucura. Eu havia perdido completamente a noção do que estava acontecendo ali, eu só consegui sentir um prazer enorme e correntes elétricas antes de sentir um choque em todo meu corpo e contorcê-lo a ponto de levantá-lo um pouco, e em seguida cair sem forças nem para abrir os olhos.