Trote-Memorial Alasca Young
1 Capítulo 1
Meu trabalho digamos que não é comum, mas um dia recebi uma proposta, do dono da empresa em que trabalho, um pouco diferente. Ele me disse que um adolescente, aluno da Culver Creek ligou e falou o que desejava: iriam fazer um trote na escola em memória de uma aluna que havia falecido, eu teria que fingir ser um professor de psicologia na Flórida que estuda a sexualidade adolescente, ler o que eles tinham planejado e no momento certo começar meu show. É claro que eu concordei mas fiquei com um pouco de receio de dar errado.
No dia marcado fui para a escola e no estacionamento tinha três garotos me esperando. Me entregaram a cópia do discurso e eu li rapidamente. Como fiquei com medo pedi para me pagarem antes do espetáculo e eles me entregaram o dinheiro. Com certeza aquilo ia ser hilário, queria ter pensado nisso na época de escola. Entramos no ginásio da escola e a partir dali seria o Dr. William Morse, amigo do pai de Miles e teríamos que fingir isso. O diretor do campus me anunciou e então caminhei até o atril e comecei a ler o discurso: “ Estou aqui para lhes falar sobre o fascinante tema da sexualidade adolescente...O modo como os jovens se referem aos corpos uns dos outros diz muito sobre nossa sociedade. No mundo de hoje, é muito mais comum que os meninos objetifiquem o corpo das meninas do que o contrário...Com isso as meninas são transformadas em meros objetos, enquanto os meninos são vistos por elas como pessoas inteiras...” Até que ouço uma voz:
—Você é tão lindo! Por que não cala a boca e tira a roupa?!
Perguntei o nome da menina e ela disse que se chamava Lara e então eu continuei: “ o que temos aqui é um estudo de caso muito interessante – uma mulher está objetificando um homem, no caso eu. Isso é tão incomum que só posso supor que seja uma piada.” E a menina se levantou novamente e gritou:
— Estou falando sério! Tira a roupa!
Continuei lendo o discurso que me deram: “ Certo, acho que é importante subverter o paradigma patriarcal, e essa é uma maneira de fazer isso. Está bem. ISSO É POR ALASCA YOUNG!” A musica começou e mostrei pra eles o Maxx, abri o velcro da calça e mostrei para eles o melhor stripper que poderiam conhecer. Todos na arquibancada adoraram, estava na cara deles. Até o diretor da escola teve que se segurar para não abrir um sorriso, mas manteve a postura e indicou que eu deveria ir embora. Eu não sabia quem era Alasca Young, mas certamente essa garota deixou marcas e fico muito feliz de ter representado tudo o que ela desejou. Foi um sucesso, só espero que os garotos não tenham se encrencado.
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