P.O.V. Bella.

Edward acaba de me informar que tem um grupo de vampiros nômades passando pela região e isso é altamente preocupante.

—Quem são esses nômades e o que eles querem?

—Ainda não sabemos, mas vamos descobrir. Enquanto isso, vamos jogar Baseball.

—Baseball?

—É um passatempo americano. Tá vindo uma tempestade, só assim dá pra jogar. Vai ver o porque.

—Então tá.

Quando eles começaram a jogar entendi o porque de precisarem dos trovões. Eles empregavam muita força quando batiam na bola e fazia um barulho lascado.

—Parem!

—O que foi? O que tá acontecendo?

—Vem cá Bella. Agora.

Eu fui. E daí surgiram três vampiros.

—Quem são vocês?

—Eu sou Laurent, esses são James e Victória.

—Eu sou Carslile e essa é a minha família. Mantemos residência perto daqui.

—Nos desculpe, não sabíamos que esse território estava ocupado. Será que precisam de mais três jogadores?

—Sim, alguns de nós já estavam indo mesmo.

Bateu um vento e eles sentiram nosso cheiro. Meu, de Jeremy, de Claire e dos bebês.

—Vejo que trouxeram lanches.

—Eles não são lanches. Bella é a parceira do meu filho Edward e o bebê em seu colo é seu filho Jeremy, as gêmeas são filhas da minha filha Rosalie assim como Claire.

—Certo. Bom, é melhor nós irmos. James.

O loiro me encarava.

—James!

Ele virou e foi embora.

—Que droga!

—Relaxa Edward, eles foram embora.

—James é um rastreador Bella. Ele vai voltar atrás de você e das meninas.

—O que?! Aquele vampiro louco vai vir atrás de mim e do meu filho?!

—Vamos proteger vocês. Não vou deixar que machuquem minha família.

—Edward tem razão.

—É bom mesmo, porque se alguma coisa acontecer com o meu bebê, cabeças vão rolar. Eu sinto muito, mas antes de qualquer outra pessoa, até de mim mesma vem o meu filho.

—Nós entendemos. Não vamos deixar machucarem vocês.

—É preferível que vocês fiquem na nossa casa por enquanto. Até essa crise passar.

—Tudo bem.

—Vou levar vocês pra pegar suas coisas.

P.O.V. Charlie.

Bella, Edward e Jeremy voltaram e eles subiram as escadas direto para o quarto dela.

—Bella? Bella o que tá acontecendo?

—Vamos passar um tempo na casa dos Cullen.

—Vamos?

—Eu e o Jer.

—Porque?

—Porque sim.

—Porque sim não é resposta Bella.

—Claro que é.

Ela já estava colocando Jeremy no carro e as malas no carro dela.

—Posso levar vocês.

—O seu carro não tem cadeirinha amor. Vou levar o meu só por causa disso e porque eu gosto de dirigir.

—Tudo bem. Eu vou na frente e vocês me seguem.

—Beleza. Tchau pai.

—Como assim tchau Isabella?!

—Você prefere adeus?

—Volte aqui e me explique o que está acontecendo.

—Vou passar um tempo com os Cullens é o que está acontecendo.

Ela entrou no carro e saiu atrás de Edward. Ai tem coisa.

Eles estão me escondendo alguma coisa e eu vou descobrir o que é. Ah, se vou.

Comecei a prestar mais atenção ao comportamento dos Cullens e fui notando umas características estranhas. A pele pálida e gelada como a de um morto.

Eles nunca comem absolutamente nada e nem bebem. São bonitos demais, nem pintas eles tem, sua pele é imaculada e macia.

A família Cullen é tão pálida que são quase translúcidos. O jeito que Rosalie fala não é característica de uma adolescente, escuto a minha filha falar e seu vocabulário é cheio de gírias enquanto que o de Rosalie é impecável. Ela fala palavras que a minha mãe usa até hoje, mas a minha mãe é uma idosa de sessenta e poucos anos.

Ela ainda chama o condicionador de creme rinse e absorvente de modess.

Comecei a procurar sobre os Cullens e sobre a história da cidade. Encontrei uma coisa que me deixou realmente intrigado. Uma foto de Rosalie nos anos sessenta e ela continuava a mesma.

Ela foi aluna da Forks High School, turma de 67.

—Impossível. Ela teria que ter rugas á essa altura.

Fui fuçando mais e mais e fazendo descobertas alarmantes. Em 1918 um paciente chamado Edward Anthony Masen foi registrado com gripe espanhola, o nome dele saiu no obituário do jornal com uma foto. O rapaz da foto era exatamente igual ao namorado da minha filha. Então, veio Emmett que eu descobri que morreu atacado por um urso.

Apesar de ser dado como morto o corpo nunca foi encontrado. E adivinhem quem foi o médico que fez a autópsia do corpo de Edward?

Se chutaram Carslile acertaram em cheio.

Uma mulher chamada Esme Anne Platt que cometeu suicídio se atirando do penhasco da viúva era igual a Esme Cullen.

—Impossível.

Aquilo era coincidência demais. As pessoas eram iguais, seus nomes eram iguais. A pele gelada, o fato deles não comerem e nem beberem nada.

Fui ao hospital com a desculpa de estar com muita dor de cabeça e agarrei o pulso de Carslile e tudo o que eu senti foi o nada. Ele não tinha pulso.

—O que você é?

—Como assim Charlie?

—Você não tem pulso, você é frio como um morto, você não come nem bebe, você não sai no sol. Acho que sei o que você é, mas quero que o senhor diga.

—Diga o que Charlie?

—Aceito o fato de vocês serem o que são, do mundo ser um lugar muito mais misterioso do que eu podia imaginar, de que não estamos sozinhos, mas quero saber a verdade. Pela segurança da minha filha e do meu neto.

—Você deve estar alucinando.

—Você sabe que não estou. Edward Anthony Masen registrado como morto e foi você o responsável pela autópsia. Esme Anne Platt cometeu suicídio, mas o seu corpo nunca foi encontrado assim como o De Emmett e o de Rosalie.

A cara que ele fez confirmou minhas suspeitas.

—Você não está com dor de cabeça está?

—Não mesmo.

—Vamos a minha sala.

Entramos na sala e eu peguei a arma.

—Abaixe essa arma Charlie. Não vou machucar você.

—Então é verdade? Vocês não são humanos não é?

—Não. Preste atenção, você não pode contar á ninguém sobre mim ou minha família.

—Eu não pretendia. Mas, como pode um vampiro médico?

—Nós não nos alimentamos de gente. De sangue humano.

—E porque levaram a minha filha e o meu neto?

—Eles estão em perigo. Um dos nômades está atrás deles e das filhas adotivas de Rosalie.

—Sei. Porque ela não podia arrumar um namorado normal pelo menos uma vez!?

—Compreendo que esteja com raiva, mas eles se amam.

—Eu sei. Mas, ela é humana e o meu neto também. Não quero que fiquem no meio de uma briga entre seres sobrenaturais imortais.

—Eu também não, mas infelizmente é escolha dela e vamos protegê-la. Bella e Jeremy são da nossa família agora e protegemos a família.

—Vampiros. Algum dia eu ainda vou rir de tudo isso ou vou infartar ai depende do dia.

—Sua filha é tão sobrenatural quanto nós.

—Transformaram ela?!

—Não. Bella nasceu sobrenatural, ela é uma duplicata Petrova.

—Eu vou querer saber o que é isso?

—Segundo ela as duplicatas ocorrem naturalmente, uma a cada geração da família Petrova, duplicatas são cópias humanas de uma de suas ancestrais que por acaso é a primeira imortal do mundo.

—Minha ancestral?

—Sim Charlie. E para fechar com chave de ouro a sua filha é uma bruxa, eu a vi fazer magia com os meus próprios olhos.

—Magia?

—Isso vem do lado da ex-esposa. Aparentemente, sua ex-mulher era uma bruxa.

—Meu Deus do céu! Minha filha é uma cópia bruxa, meu cunhado é um vampiro e a minha ex mulher é uma bruxa.

—Da linhagem Bennett.

—E?

—A linhagem Bennett é de todas a mais poderosa. Essa linhagem provem dos primórdios da bruxaria, elas são as primeiras que foram agraciadas com o dom da magia.

—E como é que sabe de tudo isso?

—Eu estou nesse mundo a muito mais tempo do que você Charlie. Conheci as ancestrais da sua filha, contemplei o seu poder e a sua força.