Trocando as protagonistas.
1 Capítulo 1: Personagens diferentes.
Notas iniciais
P.O.V. Bella.
Acabo de me mudar do Arizona para a pequena e chuvosa cidade de Forks.
Forks fica no estado de Washington e meu pai é o xerife.
–Gostou do quarto querida?
–É lindo. Obrigado pai.
–Bom, o jantar vai estar pronto logo.
–Vai pedir pizza né?
–Sim.
–Deixa pai, eu cozinho.
–Tem certeza?
–Tenho.
Nós jantamos e fomos dormir. Acordei antes do dia clarear, bom vocês entenderam.
Tomei banho, coloquei uma roupa básica e passei a chapinha no cabelo. Desci, fiz café, dei bom dia pro meu pai, arrumei o Jeremy e sai.
Felizmente consegui trazer o meu carro comigo. Meu Ford Escape que ganhei de aniversário mês passado.
Estacionei e desci. Estava no início da aula de química quando eu cheguei, infelizmente passei em frente a um ventilador e o meu cabelo bagunçou.
–Bem vinda senhorita Swan, pode sentar-se ali.
Me sentei ao lado de um cara super gato.
–Oi, eu sou a Bella.
Ele estava com a mão sob o nariz e a boca.
–Você está bem?
–Edward.
–O que?
–Eu sou Edward.
–Prazer.
Estou escrevendo no meu caderno e lendo o livro, mas posso sentir o olhar dele encima de mim.
–Também acho você um gato. sussurrei.
–Obrigado.
–O que disse?
–Você também é uma gata.
–Ai, meu Deus! Que vergonha.
–Sem problemas. É que eu tenho a audição muito sensível.
–Então tá. Então, quantos anos você tem?
Ele riu.
–17.
–Tenho 18.
–E que carreira pretende seguir?
–Quero ser psicóloga. Ajudar as pessoas a superar traumas e também quero muito ser fono.
–São boas profissões. De onde você veio?
–Nasci aqui, mas morava com a minha mãe no Arizona. E você?
–Nasci na Inglaterra, mas me mudei recentemente. Os Cullens me adotaram.
–Sei. Sinto muito por seus pais.
–Obrigado. Mas, o que houve com a sua mãe?
–Ela morreu, acidente de carro.
–Lamento.
–Tudo bem. Eu tenho um filho
–Quantos anos ele tem?
–Sete meses.
–Legal. E quem é o pai?
–Eu.
–Tá saquei. Não sabe quem é.
–Sei. Mas, o Jeremy foi concebido da pior forma possível.
–O cara te...
–É. Mas, não foi tão horrível assim. Eu tive o Jeremy e não mudaria nada do que aconteceu, porque se não tivesse acontecido ele não teria nascido.
–Sinto muito.
–Eu não.
O sinal bateu e nós saímos.
P.O.V. Edward.
Como pode alguém em sã consciência tirar a pureza de uma garota a força? Isso é doentio, monstruoso.
No almoço convidei-a a sentar-se conosco e ela aceitou.
–Oi Bella, sou Alice.
–Oi. É um prazer conhecê-la.
–Igualmente.
–Sou Emmett e essa é a Rose.
–Oi, tudo bem?
–Claro e você?
–Estou bem.
Ela conheceu todos os membros da minha família e tudo estava bem até a Rose dizer:
–Também me forçaram. E me deixaram pra morrer e sangrar feito uma porca.
–Sinto muito. Podemos, mudar de assunto por favor?
–Claro. Eu gostaria de conhecer o seu filho.
–Vai conhecê-lo. Vou trazê-lo amanhã.
–Você pode?
–Não tenho com quem deixá-lo e ele é muito novo pra ir á escolinha.
–E onde ele está agora?
–Com a Emily. Ela mora na reserva indígena.
–Sei.
Nós conversamos, mas o fato de eu não poder ouvir os pensamentos dela ainda me perturbava.
–Bella?
–O que?
–O que está pensando?
–Sei lá.
–Que tipo de pergunta é essa Edward?
Olhei pra Alice e lhe lancei um olhar de explico depois.
O olhar dela se perdeu e ela viu a Bella ser atacada por um grupo de homens em Port Angeles.
–Quando?
–Quando o que?
–Quando você nasceu?
–Dia 13 de setembro de 1997. E vocês?
E agora? O que faremos?
Mantivemos os dias e os meses originais, mas obviamente mudamos os anos.
–Legal. Por acaso, vocês são namorados?
–É. Mas, todos somos adotados.
–Não, eu não ia falar nada. O amor não escolhe, simplesmente acontece.
–É bom que pense assim.
–É.
Depois que saímos da escola e chegamos em casa comentei:
–Não consigo ouvi-la.
–O que?
–Não consigo ler os pensamentos dela.
–Como?
–Eu não sei. Mas, não escuto nada.
–Irado. Ela é muito sortuda.
–É concordo.
–Sobre o que estão falando crianças?
–Sobre a aluna nova.
–A filha do xerife?
–Sim. O Edward não escuta ela.
–Não lê a mente dela filho?
–Não consigo. Tentei, mas nada.
–Ela também foi violentada Carslile. E ela tem um filho, fruto do estupro.
–Ela cria o menino?
–Sim.
P.O.V. Bella.
Com as panelas no fogo, estou sentada no chão da sala de estar brincando com o Jeremy em seu tapetinho infantil preferido.
–Bolo.
–Own!! A primeira palavra.
Corri para anotar no livro do bebê.
–Bolo.
Ele ficou uma hora e meia falando a mesma palavra.
–Quem é o meu bebê mais espertinho?
Ele respondia:
–Bolo.
Era muito engraçado.
–Qual o seu nome, filho?
–Bolo.
Eu perguntava e ele respondia bolo. Não importava o que eu perguntasse a resposta era sempre a mesma.
–Que horas são Jeremy?
–Bolo.
Coitadinho, eu tava zoando legal com ele e pra ele tudo estava lindo.
–Oi gente!
–Bolo!
Meu pai também entrou na brincadeira.
–Fala oi pro vovô.
–Bolo.
–Tadinho, pai. Sacanagem fazer isso com ele.
–Bolo.
–Ai, querida é muito engraçado.
–Mesmo assim, ele é bebê e é sacanagem zuar um bebê.
Daí ele fala:
–Bolo.
Nós jantamos, dei banho nele e coloquei um pijama lindo de ursinhos no meu bebê.
–Boa noite Jeremy.
–Bolo.
–Sei. Te amo meu anjinho.
Então o meu pequeno bolinho estava dormindo tranquilamente no seu bercinho.
No dia seguinte eu e Jeremy fomos para a escola. Todos os alunos babaram encima do meu bebê, afinal ele era lindo.
–Ele é uma gracinha Bella.
–Bolo.
–Ele sabe falar!
–Ele só sabe falar bolo.
–Bolo!
–Viu?
–Qual é o nome dele?
–Bolo.
–É Jeremy.
–De onde você tirou esse nome?
–Significa elevado por Deus. Tipo, abençoado.
–Que lindo.
–E o que aconteceu com o pai? O cara te largou?
Ela tinha que perguntar.
–Não. Ele me violentou e eu mandei ele pra cadeia.
–Nossa! Foi mal.
–Tudo bem.
–Ele tinha um nome?
–Claro. Ian Fitzgerald.
–E o seu filho leva o nome dele?
–Não. Nunca.
–Qual o seu nome completo?
–Isabella Marie Swan.
–E o do Jeremy?
–Jeremy Anthony Swan.
–Você tem muita coragem Bella. Não sei se conseguiria fazer o que você fez.
–Eu amo meu filho, não trocaria ele por nada no mundo. Ele não tem culpa do pai dele ser um imbecil né filho?
–Bolo!

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