Troca de Casal?
11 Primeira noite na casa, mais normal não poderia ser...
Notas iniciais
Jellal levou sua mão à maçaneta da porta, e foi abrindo vagarosamente. Aos poucos, conforme os outros iam adentrando o local, tive visão da sala.
As paredes eram pintadas de um bege claro. Havia dois sofás de três lugares marrons, e duas poltronas das mesma cor. Um tapete azul bem grande. Bem no centro da sala, havia uma pequena mesinha. Ao fundo pude ver uma estante com alguns livros, meus olhos brilharam. Varias plantas, das mais diversas espécies, eram espalhadas por vários lugares . Duas janelas davam vista para fora. Os moveis eram antigos, o que deu um tom de delicadeza no lugar. Era tudo bem simples, mas era um lugar aconchegando. Um balcão era a única coisa que separava a sala da cozinha.
–Olha Natsu, quantas flores. Juvia falou animada.
–Sim, sim, estou vendo. -Ele respondeu com um pequeno sorriso.

Erza e Juvia exploravam a casa, enquanto Natsu e Jellal exploravam a cozinha. Gray levou me para ver os quartos.
Todos eram iguais. Um banheiro em cada um. Duas camas de solteiros encostadas na parede. Uma janela em cada um. Duas poltronas. Havia um criado mudo ao meio de cada cama, com um abajur em cima. Um tapete, bem extenso, que variava de acordo com o quarto. No quarto que aparentemente seria o meu, o tapete era de um bege bem clarinho. Acho que já sei qual quarto Juvia vai querer, acho que ela preferir o que tem a decoração azul, o que a janela dá vista a uma lagoa.
Depois de vermos os quartos, voltamos a sala. Gray colou me sentada em uma das poltronas, e se sentou na outra ao meu lado.
–E então, tem alguma coisa comestível ai? -Erza gritou para Natsu e Jellal que mexiam na geladeira.
–É, acho que dá pra comer essas coisas. -Natsu falou.
–Juvia acha que as casas foram alugadas. Por que esta tudo tão ajeitadinho, e tem até alguns pacotes de comida que já foram abertos. -Juvia falou ao abrir alguns armários da cozinha.
–Também acho. -Jellal falou.
–Bem, eu só sei que estou morrendo de fome. O que podemos fazer pra comer? -Gray perguntou.
–Pode deixar comigo. Vou fazer um macarrão. -Erza falou, enquanto ia até a cozinha.
–Juvia pode ajudar. -Juvia falou.
Natsu e Jellal voltaram da cozinha. O rosado se sentou em um sofá, e jellal se parou diante de mim.
–Como esta?- O azulado perguntou.
–Já estou melhor.- Falei a ele.
–Posso dar uma olhada?... No circulo mágico. -Ele perguntou. Balancei a cabeça positivamente em resposta.
Ele se abaixou um pouco, e pegou em minha perna.
–Bom, ele esta bem mais fraco que antes. Daqui a pouco você já poderá andar normalmente. Já consegue firmar o pé no chão?
–Não sei, ainda não fiz o teste.- Falei.
Ele estendeu a mão, para me ajudar a levantar. Aceitei, e a segurei com força. Com muita dificuldade consegui me levantar. Eu estava fazendo mais força nos braços do que nas pernas. Ergui meu corpo praticamente só com a força que fazia nos braços de Jellal.
–Isso, agora tenta colocar o peso nos pés, e não no Jellal. -Gray falou.
Quando fui pra afirmar meu pé, minha perna bambeou. Não consegui força o suficiente pra ficar de pé. Pendendo o equilíbrio acabei caindo novamente na poltrona.
–Viu só, já é um começo. Daqui a pouco você vai conseguir sua força nas pernas novamente. -Jellal falou.
–Jellal, eu preciso que você corte algumas coisas para Juvia fazer o molho.- Erza gritou da cozinha.
–Ok.- Ele falou indo até lá.
Momento tenso. Natsu sentado no sofá a nossa frete. Estávamos lá, os três, um olhando pra cara do outro sem falar nada. Desviei meu olhar e comecei a olhar para a formiga que caminhava na mesinha de centro. Qualquer coisa é melhor que contado visual. Mas Gray e Natsu não. Eles continuaram a se encarar. E sem nem disfarçar, um olhando pro outro mesmo. Com olhar sério, olhar desafiador. Eu dava tudo pelo movimento das minhas pernas naquele momento, só pra poder sair dali.
O tic-tac do relógio me tava nos nervos. Acho que aqueles foram os dez minutos mais longos da minha vida. E Natsu e Gray ali, não pararam de se encarar ainda.
–Ta, mas isso não vai ficar pronto nunca? -Gritei um pouco aflita.
–Calma Lucy, esta quase pronto. Até se o Natsu quiser já ir arrumando a mesa. — Erza falou.
–Não quero. -O rosado falou.
–Natsu, quando eu disse se você quiser,era só pra ser um pouco delicada. Você não tem alternativa. -A ruiva falou
Natsu levanto emburrado e foi até a cozinha.
–Por que tudo eu? Gray ta lá com a sua cara de bunda sem fazer nada. Por que não chamou ele? Não, não, tem que é fazer o pobre Natsu de escravo. -Ouvi ele se queixado para ela, isso me fez rir.
–Bom, só tenho uma coisa pra te dizer: Os pratos estão no segundo armário à esquerda. -Erza respondeu.
–Cara de bunda... Quero só ver quando aquele bocó apanhar do cara de bunda aqui. Não vai sobrar um dente pra contar historia. -Gray resmungou pra mim.
–Eii, você não vai fazer isso né?!
–Na primeira oportunidade. -Ele respondeu indiferente.
Depois de pouco tempo, Erza nos chamou para comermos. Gray me ajudou a ir ate a mesa, que estava no meio da cozinha, já que eu ainda não estava totalmente capaz de andar sozinha.
–Nossa, mas tu arrumou isso que nem a tua cara né Natsu. -Gray falou provocando.
–Não, não, eu peguei a sua como exemplo mesmo. -Natsu logo retrucou.
–Xiiiiu, chega vocês dois. Ou eu faço vocês lustrarem todas as minhas armaduras. -Erza cortou a briga já no começo.
O resto do jantar foi tranqüilo. As vezes surgia um assunto, mas nada que nós tenhamos nos aprofundado.
–Deixa eu só adivinhar... -Natsu se levantou levando seu prato até a pia.- Eu vou ter que lavar a louça.
–Bem feito. -Gray zombou.
–Na verdade eu iria pedir para o Gray fazer isso...
–Hahaha, se ferrou. -Natsu interrompeu.
–Mas tive uma ideia melhor, já que enciste tanto Natsu, um lava e o outro seca. -Erza falou.
–Ah não, prefiro fazer sozinho. -Gray falou.
–Pois então faça-. Natsu disse enquanto colocava o pano de prato no ombro de Gray. E saiu andando rumo a sala. Porem Erza puxou ele pelo cachecol.
–Negativo. Eu falei: Um lava e o outro seca! — Erza o repreendeu.
–Vem Lucy, eu te ajudo. -Jellal falou enquanto passava meu braço em volta de deu pescoço, me ajudando a levantar. Ele me levou até a sala, e me deixou sentada no sofá.
Todos sentamos na sala, com exceção dos briguentos que lavavam a louça. Passamos um tempo conversando sobre assuntos diversos. Até que Erza teve uma idéia.
–A noite esta muito bonita, o céu esta cheio de estrelas. Por que nós não vamos sentar lá fora? Podemos fazer uma rodinha em volta de uma fogueira, como em acampamentos.
–Juvia gostou. -Disse a azulada ao se levantar.
–Quer ajuda Lucy? -Erza perguntou.
–Não,não, eu vou esperar eles.
–Ok então. -Ela falou enquanto os três saiam porta a fora.
Depois de uns cinco minutos, Natsu aparece na sala.
–Ué, de repente a sala ficou vazia né. -Ele comentou.
–Eles foram sentar lá fora. Por que Gray ainda não terminou?
–Por que eu sou uma pessoa muito prestativa, e terminei antes. E aquele tosco não sabe secar bem os pratos.
–Ata...
–Vamos, eu te ajudo a ir até lá. -Ele falou enquanto estendia a mão em minha direção.
–Nanana, ela tem namorado que pode ajudar ok. -Gray falou enquanto se aproximava.
–Chegou o cuéquinha congelada. -Natsu falou dando meia volta, saindo.
Gray me ajudou a levantar, e ir até aporta. E lá eu pude ver eles sentados em roda, enquanto Natsu preparava uma fogueira bem no meio.
–E então, o que acham de contar historias de terror? Jellal sugeriu.
–Ok, eu tenho uma legal. -Erza começou a contar. -Era em um inverno em uma pequena floresta afastada de da cidade, quatro jovens foram passar as férias em uma casa que ali estava. Ela era uma casa velha, que tinha uma horrível maldição. A anos atrás, havia uma garotinha muito vaidosa, ela era realmente linda, e sabia disso, e passava hora em frente ao espelho. Mas tinha uma irmã, que era bem feiinha, a invejava muito. Um dia ela resolveu ir brincar perto de uma lagoa.
–Tem uma lagoa aos fundos do quarto de Juvia. -Juvia falou.
–Ta, ela foi brincar perto da lagoa. Sem que a garota percebesse, sua irmã chegou por trás, e a empurrou na lagoa. A garota acabou morrendo, com um espelhos, que ela sempre levava consigo, em mãos. Fazendo a ficar aprisionada em espelhos para sempre. Bom, mas voltando ao começo, esses quatro jovens foram para passar as férias lá. Na primeira noite, enquanto uma das garotas penteava seus cabelos em frente a um espelho, algumas gostas de sangue caíram em seu ombro. Quando a garota foi olhar para cima, um caco de espelho quebrado caiu em sua boca, rasgando sua garganta e a fazendo morrer na hora. No mesmo momento, um rapaz ligava para seus pais do outro quarto, que também tinha um espelho. O garoto começou a sentir alguns arranhões de leve em suas costas, mas resolveu ignorar. Mas ai os arranhões começaram a se espalhar pelo corpo todo, e com um arranhão apenas, um caco de espelho quebrado perfurou seu pulso fazendo o morrer instantaneamente. -Nesse momento Natsu olhou para mim, apenas desviei meu olhar para a fogueira.- O segundo garoto, naquele momento estava na sala, e faltou luz. Ele então pegou uma vela e foi até interruptor de luz. Quando chegou lá,começou a mexer nos fios. Alguns pedaços de espelho quebrado começaram a rasgar os fios, e em um momento de descuido, o garoto encostou nos fios desencapados, e morreu. Naquele mesmo momento, uma garota, a ultima sobrevivente, tomava banho. A luz havia faltado, e então a água do chuveiro havia começado a sair mais gelada, mas o que não poderia se imaginar é que na verdade aquilo não era água, e sim sangue de seus amigos. Ela percebeu que aquilo não era água, então saiu do Box do banheiro e foi até a pia. Como estava escuro, e não podia enxergar, ela acabou batendo com o joelho no móvel, fazendo com que o espelho que estava ali, caísse todo por cima dela. E até hoje, ninguém conseguiu passar mais de uma noite naquela casa.
–Ai Erza, essa historia arrepiou Juvia, ela ficou até com medo. -Juvia falou.
Eu tambem estava apavorada. Abraçava forte o braço de Gray, pêra ai, quando foi que eu fui parar ali naquela situação? Bom, nem me lembro.
–Depois dessa a gente já pode até voltar pra dentro né. -Natsu sugeriu.
–A gente tem que voltar? Por que eu to achando que é mais seguro nós ficarmos aqui. -Falei.
–Bobagem Lucy, foi só uma historia. -Gray falou.
–Tá, mas vamos voltar né. -Jellal disse.
Todos se levantaram, e com ajuda de Gray, eu também. Depois de todo esse tempo, eu já estava conseguindo andar sozinha, e mal precisava de ajuda. Gray congelou a fogueira, e entramos. Todos se sentaram na sala, mas eu continuei a andar até o quarto.
–Onde vai Lucy? -Natsu perguntou.
–Meu corpo esta dolorido, acho que vou tomar um banho e ir dormir. -Falei.
–Quer ajuda no banho? -Gray perguntou, Natsu atirou uma almoçada em cheio em sua cara.
Entrei no banheiro, e me olhei no espelho. Fiquei até com medo de tomar banho. Mas, ta, eu sei que foi só historia boba, não tem do que ter medo. Tirei minha roupa, e joguei atrás da porta. Entrei no chuveiro, e o liguei, a água estava quente, graças a Deus. Comecei a tomar meu banho calmamente. Realmente acho que se eu tivesse esperado um pouco mais seria melhor, pois as minhas pernas ainda estavam meio moles, e teve um momento que eu quase cai.
Natsu On:
Estávamos conversando normalmente na sala, quando de repente, tudo fica escuro, parece que caiu a luz.
–AAAAAAAAA! -Ouso o grito apavorado de Lucy.
Levanto me muito rapidamente, e saio correndo em direção ao grito. Quase caio naquele corredor. Abro a porta do quarto depressa e vou até o banheiro.
–Lucy.
Ela se joga em meus braços. Eu a abraço com força.
–Natsu...
Lucy On:
O desespero e o medo tomaram completamente conta de mim. Abracei Natsu de um jeito, como se minha vida dependesse daquilo. Era um abraço desesperado, um abraço preciso. Eu necessitava daquele abraço forte. Eu necessitava dele ali comigo. E é impossível expressar o quanto me senti segura junto a ele.
Ficamos por bastante tempo daquele jeito. E com o passar do tempo, aquele foi ficando um abraço mais calmo, mas aconchegante.
–Por que você foi embora Natsu? Por que me deixou? -Falei baixinho.
–Você me mandou ir, lembra?!- Ele sorriu.
Passamos mais um tempo daquele jeito. Tempo que eu não queira que passasse, eu queria que aquele momento durasse, durasse pra sempre.
–Lucy... -Ele falou despertando me de meus pensamentos.
–O que foi? -Perguntei.
–Acho melhor nós pararmos por aqui, isso ta meio estranho. -Ele falou.
–O que? Como assim?- Perguntei olhando para cima, buscando resposta em seu olhar.
–É que pelo que eu posso sentir, você esta sem roupa.
–AAA-Levei minha mão até seus olhos -Não olha Natsu.
–Não dá pra olhar, esta escuro.
–Ai meu Deus, onde esta essa maldita toalha agora? Eu não enxergo nada.
–Se quiser eu posso acender alguma chama.
–Natsu, não ouse! -Ele riu.
–Aqui! Achei! -Falei enquanto me enrolava na toalha.
–Que pena... -Ele falou bem baixinho.
–Natsu!
Saímos do banheiro e fomos até a cama, onde minha mala permanecia. Peguei a primeira roupa que consegui encontrar. E comecei a me trocar.
–Não olha!- Falei a ele, virando o, assim ele ficou de costas para mim.
–Ok... -Ele respondeu.
–Pronto, já terminei — Falei indo para frente, estiquei meu braço, mas não pude tocá-lo.
–Natsu, onde você esta? -Silencio, nenhuma palavra foi dita.
–Natsu... Não faz isso. Onde você esta? -Novamente o silencio.
–Natsu, não faz isso, não me deixa sozinha de novo. -Falei quase chorando.
Senti uma mão tocar meu braço.
–Calma eu estou aqui.
–Idiota, idiota, idiota. Por que fez isso? Eu to morrendo de medo aqui. -Falei enquanto dava alguns socos nele, que não fizeram nem cócegas.
Autora on:
~ Enquanto isso na sala:
–E agora? O que vamos fazer? -Jellal perguntou.
–Eu vou ir procurar uma vela. -Erza falou levantando do sofá.
–Eu te ajudo. -Jellal falou enquanto ia até a ruiva, dando a mão para ela. Os dois foram até a cozinha, deixado apenas Gray e Juvia na sala.
–Bom, acho que vou ver como Lucy esta. -Gray disse, e quando foi se levantar, Juvia levou sua mão até a do rapaz
–Por favor, Juvia não quer ficar sozinha. -Ela falou baixo, e pausadamente. Como se aquelas palavras rasgassem sua garganta enquanto ela falava, como se tivesse muita dificuldade para falar.
–Mas a Lucy... -Ele deu uma pausa.- Bom, o Natsu esta com ela, mal não pode acontecer.
Ele se sentou ao lado dela, segurou sua mão.
–Não tenha medo, é só uma queda de luz, não vai acontecer nada. Ele falou enquanto levava à mão de Juvia a boca, dando lhe um beijo de leve.
~Enquanto isso no quarto.
–Tá, agora eu já posso acender as chamas?- Natsu pergunta.
–Deve! Se não, não conseguiremos encontrar a saída. -Lucy fala.
O rosado assim fez. Pegou a mão de Lucy e a conduziu a sala. Ao chegarem lá, viram uma cena um tanto inusitada, Juvia estava agarrada no braço de Gray. Os dois se sentaram no outro sofá. Momento tenso, nenhuma palavra foi trocada. Em um sofá Gruvia, e no outro Nalu. Natsu apagou suas chamas, fazendo assim todos ficarem no escuro.
–Encontramos! -Disse Erza ao se aproximar com a vela já acessa.
–Opa, acho que deu uma pequena confusãozinha aqui. -Jellal falou enquanto olhava para os dois sofás.
Eles se sentaram nas poltronas e colocaram o prato, o qual havia uma vela acesa em cima, sobre a mesinha de centro. Os rostos eram iluminados pela luz amarela. Estavam todos tensos com tudo o que havia acontecido, aquela lenda havia sido contada no pior momento. Juvia e Lucy eram as que mais estavam com medo, a azulada chegava a praticamente tremer, fraco, mas tremia.
–Erza, de onde você conhecia essa lenda? -Lucy perguntou.
–Eu não sei, eu ouvi em algum lugar, não me lembro quem me contou. Mas eu ouvi, não inventei nada. -Erza respondeu.
–Então ela já existia... -Gray falou baixinho.
–Pera ai gente, você não acham realmente que essa lenda é verdadeira né? Não passa de uma lenda que pessoas criaram para amedrontar as outras. Foi só coincidência. -Natsu falou.
–Tudo isso coincidência? Juvia não acredita muito nisso. -Ela disse.
–Muita coincidência. -Jellal comentou.
–Onde será que é o gerador de luz daqui? -Lucy perguntou.
–Juvia já fica impressionada de no meio da floresta ter energia. -A azulada falou.
–Não sei, vou ver em volta da casa se não tem alguma porta, ou alguma passagem que dê em um porão ou coisa parecida. Provavelmente é lá que esse gerador se encontra. -Jellal falou se levantando.
–Eu vou junto. -Gray falou.
–Sendo assim, eu também vou. -Natsu falou fazendo a mesma coisa.
–E nós? O que fazemos? -Erza perguntou.
–Vocês não podem ficar aqui sozinhas, vamos ir todos. -Jellal falou enquanto ia em direção a porta, a abrindo.
Eles começaram a caminhar, todos meio juntos, guiados apenas pela pequena vela que Jellal levava em suas mãos. Lucy olha para todos os lados, em seus olhos dava para perceber o medo, e o receio que algo pudesse aparecer de qualquer lado.
–Juvia acha que isso é besteira, que deveríamos voltar para dentro. -A azulada falou.
–Eu não posso ficar parado sem pelo menos tentar encontrar solução para nosso problema. -Jellal disse.
–Mas Juvia esta com medo. E acha que isso não vai dar em lugar nenhum.
Gray leva sua mão a mão a garota, a segurando quando entra em contato a palma de sua mão. A azulada ao olhar para o lado, e perceber quem havia segurado sua mão, a solta de imediato. Nem parece a mesma garota que a poucos minutos estava praticamente agarrada ao braço do moreno. Ela ignorou completamente aquela tentativa de aproximação deixando Gray bem decepcionado.
–Olhem, acho que esta ali a passagem que procuramos. -Erza falou apontando para uma porta que havia no chão.
Ao se aproximarem puderam ver que havia uma porta de madeira no chão. Dava para compara la com uma tampa de um baú, só que em vez de ser um baú era o próprio chão. Natsu abriu cautelosamente. Aquela portinha dava a uma escada de madeira, a que os levaria ao porão. Todos então começaram a descer. Era um lugar escuro, teias de aranha, poeira, vários moveis e objetos que foram esquecidos por todos ali estavam. Um digno cenário para um filme de terror. A mão de Lucy repousava suavemente nas costas de Natsu, que anda devagar na frente da garota. Para Lucy, a única coisa que poderia lhe trazer um pouco de segurança naquele momento, era sentir que ele estava lá.
–Acho que encontramos o que procuramos. -Gray aponta pra uma caixa de metal grudada na parede.
Eles vão até o local. Olhares fixos na tal caixa.Jellal exita um pouco em abrir, mas o faz, um certa dificuldade já que estava um pouco emperrada. Ao abri la completamente, uma grande surpresa, havia um pedaço de papel, como se fosse uma carta. Erza a pega em mãos.
–Leia pra gente o que esta escrito Erza. -Gray falou.
–Linda historia de terror, cheguei até a ficar com medo. Como o pessoal da sabertooth são pessoas muito queridas, decidimos animar um pouco a noite de vocês, trazendo essa brincadeirinha. Pois é, agora que já sabemos onde é casa de vocês, podemos visitar los né, trocar xícaras de açúcar talvez.
OBS: Avisem para a loirinha, que o que é dela esta guardado, e ela não vai conseguir se livrar.E a próxima vez que a encontrar,eu vou mata la.
Natsu se vira para Lucy, e sem dizer uma só palavra, a envolve em seus braços. A garota fica estática ao escutar as palavras que Erza lia. O ato do rosado torna se despercebido para os outros, que voltam todas suas atenções para a carta. Apenas Lucy poderia saber o que é se sentir amedrontada por uma pessoa de tanto poder, era horrível. Mas quando Natsu a abraçou, ela pode esquecer tudo o que a afligia, pois foi o abraço forte e quente de um dragão que lhe levou suas preocupações.
–Não posso acreditar nisso. Sera que não poderemos nem poder treinar em paz? -Gray falava incrédulo.
–É muito ruim eles saberem onde estamos. Pois eles podem atacar nos a qualquer momento, ou preparar mais dessas brincadeiras conosco. -Erza fala.
Natsu soltou Lucy, e virou para frente em um movimento bem rápido. Bateu os dois punhos, um contra o outro, e falou:
–Pois que venha! Eu vou arrebentar a cara daquele vadio!
–Se acalme Natsu. -Juvia falou.
Jellal virou se para a caixa aberta.
–Bom, vejamos.... Eles só desligaram as luzes mesmo, nenhum fio foi danificado. -Falou o azulado apertando o botão que estava desligado.
Depois disso todos voltaram para dentro da casa. Lucy olhava para tudo com cautela. Gray percebeu isso.
–Não se preocupe, vai ficar tudo bem. -O moreno disse bagunçando os cabelos da loira, em forma de brincadeira e de cuidado.
–Acho que vou ir para a cama agora. -Lucy falou enquanto ia para seu quarto.
–Juvia não esta com nenhum sono agora, o que podemos fazer? -Ela perguntou.
Natsu levou sua mão a única gaveta que havia na mezinha de centro, tirando de lá um baralho de cartas.
–Acho que é a única coisa que tem para fazer aqui mesmo.- Gray disse.
–Bom, fiquem ai jogando, que eu vou dormir. -Jellal disse.
E então ficaram lá os quatro, Natsu, Gray, Erza, e Juvia, na sala jogando cartas. Eles fizeram duplas para os jogos, eram Juvia e Natsu, Gray e Erza. Mas não demorou muito, quase 20 minutos, para Natsu abandonar e ir dormir. Ele foi para o quarto onde Jellal dormia, já que o azulado havia combinado que Natsu dormiria lá. E os três entraram noite a dentro naquele jogo. Quando Juvia perdeu, ela desistiu das próximas jogadas, indo então dormir em seu quarto. E ficaram lá, Gray e Erza, em sua disputa. Carta ia, carta voltava, e a horas se passando. Mas nenhum estava afim de desistir do jogo. Até que então acabaram sua partida, Gray havia ganho de Erza, por uma mínima diferença de pontos.
–Eu vou dormir agora Gray. -Erza disse.
–Ok, só vou tomar um copo de água, e também vou.- Gray falou indo até a cozinha.
–Erza então foi se deitar no quarto de Lucy, pois já havia combinado com a amiga antes que dormiria lá.
"Mas espera ai, se Erza foi dormir no quarto de Lucy, e Natsu esta no quarto de Jellal, isso faz só sobrar um quarto para mim ir, o quarto de Juvia "Gray pensou enquanto tomava sua água.
"Ela vai ficar muito braba comigo se eu dormir lá, mas eu queria tanto dormir ao lado dela, nem que seja em camas diferentes, seria maravilhoso ir dormir e acordar olhando para ela. Acho que seria melhor se eu dormisse na sala, mas eu queria tanto. Ahhh, já sei, vou dormir com ela, e amanha eu vou acordar bem cedinho, antes dela, e então ela não vai nem se tocar que quem dormiu lá foi eu." Ele pensou novamente para si, dando lhe uma solução. Suas idéias geniais então quase se igualando com as de Natsu.
E foi isso que o mago de gelo fez, foi para o quarto no final do corredor. Ao entrar encontrou Juvia dormindo. Sua pele pálida, seus cabelos delicados espalhavam se pelo travesseiro, seu rosto suave continha uma expressão calma e tranquila. Ela estava completamente descoberta, dormia apenas com seu babydoll naquela noite fria. Gray pegou a coberta que ela havia empurrado sem querer para o pé da cama, e esticou por cima do corpo da jovem, a cobrindo. Como forma de cuidado ele foi até o rosto da azulada, e deixou lhe um beijo na testa. Depois disso, se deitou na cama ao lado dela, e dormiu admirando os lindos traços do rosto da garota.
[Pouco tempo depois...]
Natsu on:
Vamos bobalhão, você tem que dormir. Quase 4 horas da manha e você aqui. Concentre se Natsu, você tem treino detarde, tem que dormir. Será que se eu contar carneirinhos isso vai me ajudar? Ah, já sei, tive uma ideia melhor, vou contar quantos socos eu vou dar no Sting quando o encontrar. 1, 2,3...(tempo depois)... 67,68,69. Isso não esta dando certo, estou ficando mais ativo só de pensar em socar a fuça daquele abostado. Vou dar uma volta, talvez eu fique mais calmo e seja melhor de dormir.
Levanto me e vou até a porta tentando fazer o mínimo de barulho possível. Quando estou andado pelo corredor, começo a escutar alguns barulhos. Preparo me antes de ir para a sala, só pode ser o pessoal da sabertooh. Preparo meus punhos, em modo que seja fácil de socar a cara do primeiro que encontrar. E quando dou um passo a frente...
–Xiiiiu, por que você tem que ser tão barulhento Natsu? -Erza me surpreende.
–Erza? O que esta fazendo aqui? Também não esta conseguindo dormir?
–Pior que não. Mas por que você não esta dormindo? -Ela me pergunta.
–Teu namorado, que não para de roncar. -Falo a ela, a mesma me toca uma almofada na cara, que se eu não tivesse segurado teria me desnucado com certeza, de tão forte que foi.
–Calminha... -Disse a ela.
Q-uer trocar? Eu posso dormir no quarto de Jellal, e você vai para o que eu estava. -Pera ai, ela estava no quarto de Lucy né.
–Sim, sim!. Respondo a ela.
–Ok então. -A ruiva fala ou se levantar e vir ao meu encontro. -E vê se não vai aprontar nada em Natsu.- Disse dando leves tapinhas em meu ombro, passou por mim e foi até o quarto do azulado.
Fui até o quarto de Lucy. Ela dormia serenamente, mas parecia estar com um pouco de frio...
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