Trivialmente Incomum.

2 Capítulo 1 - Começos


Notas iniciais
oi!

15/05/2009

O que poderia acontecer a duas crianças que ficam órfãos mesmo antes de sequer saberem dizer o seu nome sem gaguejar? Que foram reencaminhadas para um orfanato sem qualquer familiar que as pudesse resgatar? Como seria o futuro destas crianças?

Bastante monótono deixe-me dizer-lhe. Eu e o meu irmão mais velho, Ulisses, fomos adotados no meu aniversário de 5 anos pelo Sr. Sullivan. Bom homem, sempre presente em tudo, e apesar de estar constantemente ocupado com a sua empresa conseguia sempre arranjar tempo para ir jogar futebol connosco, ou jogar videogames.

Talvez não fosse esta a história que queria ouvir não? Talvez se eu dissesse que tinha começado uma gangue aos 12, feito o meu primeiro roubo aos 13, e homicídio aos 14, que era viciado em cocaína, e que bebia como se o mundo fosse acabar amanhã a minha biografia fosse mais interessante. Lamento mas aos 18 anos a coisa mais emocionante que fiz foi tirar uma pen drive do computador sem ser em segurança. Uh… que fora da lei.

Ulisses e as suas “psicologices” dizem que tenho um desinteresse total na sociedade, não tenho medo dela mas também não me interesso pela mesma. Ainda diz que apenas o faço porque no fundo tenho medo que me abandonem tal como fizeram nossos pais e que por isso tenho esta máscara de indiferença para com o mundo. Falando abertamente sempre achei uma péssima ideia o meu pai ter tido a brilhante ideia de pagar o curso de psicologia ao meu irmão, que hoje com 22 anos já tem a própria clínica, e ainda meteu na cabeça que seria boa ideia tirar um curso de filosofia. Talvez alguém devesse dizer a este génio (sim, o desgraçado entrou na universidade com 15 anos, se é possível? Não sei, mas mesmo que não fosse ele daria um jeito) que o mundo não vai acabar amanhã.

Enquanto o meu irmão vai salvando almas atormentadas, e o meu pai se embrulha no mundo dos negócios eu simplesmente não sei que faculdade seguir. Sempre tive boas notas mas nunca me interessei por uma área específica e nem tenho qualquer inclinação para nada.

O meu pai diz que é uma óptima oportunidade de conhecer novas pessoas, fazer novos amigos, viver novas experiências, aprofundar a minha personalidade. No entanto, eu só penso nos anos que vou ter de perder a aturar montes de pessoas pelas quais não nutro o mínimo sentimento. Não me entendem mal, não sou anti social, tenho amigos, mas simplesmente não tenho vontade de interagir com ninguém novo. Já conheci pessoas suficientes, não há necessidade de ter de conhecer mais.

– James! Não vens jantar connosco? – Berra o meu irmão do outro lado da casa.

– Bem, parece que vou seguir os passos do Sr. Sullivan.

Daqui a 4 anos digo se valeu a pena tanto trabalho para assumir o controlo das empresas Sullivan. Acho que já consigo ouvir um “Estou tão orgulhoso de ti filhinho a seguir as pisadas do pai” vindo de um velhote.

– Estou tão orgulhoso de ti filhinho a seguir as pisadas do pai! – Reviro os olhos enquanto o meu pai me abraça choroso ao saber que ia entrar no “negócio da família”, enquanto o meu irmão se desmancha a rir. Apenas suspiro.

– Sim pai, parece que sim.

Notas finais
Então, que tal?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.