Notas iniciais
Mais um capitulo... Bjs!

Não eram seis horas da manhã e Natasha já estava andando pelo quarto, dormira muito mal naquela noite pensando no que aconteceria ao chegar em Howard. E se Henry de Castelamontes simplesmente dissesse que não a queria em lá como sua assistente? _se perguntou Natasha em pensamento, no momento em que Caroline sentou-se na cama, esfregando os olhos ao despertar com os movimentos de Natasha no quarto.
—Por que está andando de um lado para o outro Tasha?
—Desculpe se te acordei, Caroline. Pode voltar a dormir, prometo não acordá-la novamente.
—Você está assim por que vai trabalhar com aquele médico príncipe bonitão? _perguntou Caroline rindo, já bem desperta.
—Para começo de conversa, senhorita, ele não é nenhum príncipe. O pai dele sim é e talvez o irmão gêmeo dele. _ironizou Natasha. _Já Henry de Castelamontes está mais para um ogro, isso sim!
—Que exagero, Tasha! Ele é muito lindo, isso sim. E segundo minha professora disse, ele é um dos melhores médicos da atualidade mesmo sendo tão jovem. _respondeu a menina. _Quando você começar a trabalhar com ele, promete que me levará para conhecê-lo?
—Sinceramente Caroline, eu não sei se irei aceitar essa vaga, ou melhor, dizendo eu duvido que ele vá me aceitar também. Eu manchei a camisa dele com uma solução caseira de dexclofeniramina .
—Você foi bem desastrada, mas eu não acredito que ele vai deixar de contratá-la só por isso. A única coisa que você precisa é melhorar esse visual para chegar im-pressionando! _ respondeu Caroline que já era bastante adulta para seus quinze anos.
—Como assim, Caroline?
—Ora, Tasha, deixe comigo. Vou te emprestar uma de minhas roupas super descoladas e vou dar um jeito nesse seu cabelo.
—Não Caroline, muito obrigada. Eu gosto muito das minhas roupas, além do mais eu com certeza visto alguns números maiores que você, princesinha._ argumentou Natasha.
—Isso não é problema, deixe tudo comigo. Tenho a roupa perfeita! Agora vá tomar um banho enquanto eu preparo tudo. Por que você não quer chegar atrasada logo no primeiro dia, né? _terminou ela sorrindo, derrubando os argumentos de Na-tasha que não conseguia contrariar sua querida irmã caçula.

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Já eram quase seis e meia, Elisa estava terminando de tomar seu café da manhã. Nos dias normais, ela costumava tomar café da manhã e logo se dirigia para o Centro de Apoio a Crianças e Adolescentes que há mais de vinte anos dava apoio, carinho, alimentação, segurança e educação a milhares de jovens de baixa condição por quase toda a Inglaterra. Mas naquela manhã seria diferente, pois como Henry dissera que iria para o trabalho apenas depois do almoço, ela também deixaria as obrigações de manhã para ficar ao lado de um dos seus amados gêmeos.
Aos quarenta e seis anos, Elisa era uma bela mulher que poderia se considerar realizada em tudo: vivia a vinte e cinco anos um casamento perfeito, invejado por muitos, realizara o maior sonho de sua vida que era o Lar de Apoio e acima de tudo era mãe de dois homens honrados e bem sucedidos no que faziam. O único problema era que tanto Henry como Antony dedicavam suas vidas a suas carreiras, o que os mantinha na maioria das vezes, longe de seus pais, para tristeza de Elisa. Por isso que naquela manhã ela estava feliz, pois depois de tanto tempo Henry passara a noite na casa dos pais, na verdade, ele chegara em casa já de madrugada devido uma cirurgia que ele fizera na noite anterior, porém cada momento que Elisa passava com os filhos por mais poucos que fossem eram valiosos para ela.
Elisa estava pensando essas coisas, quando Henry desceu pelas escadas apres-sado, já vestido para as suas obrigações do dia.
—Bom dia mamãe! Tua bênção!_ disse ele beijando Elisa antes de sentar-se a mesa.
—Deus o abençoe filho. Pelo vejo, já está pronto para sair. Pensei que passarí-amos a manhã de hoje juntos.
—Perdoe-me mamãe. Esse era o plano, mas quero estar no hospital quando Philipe acordar depois da cirurgia. Quero acompanhar esse garoto de perto, a recu-peração dele é importante pra mim. _ disse ele pegando a mão da mãe entre as suas e as beijando.
—Tudo bem, meu amor; não precisa se explicar. Mas tome café direito pelo menos. _pediu Elisa ao vê-lo levantar-se depois de tomar um copo de suco de laranja.
—Estou satisfeito mamãe. Além do mais, estou atrasado. Dê um beijo no papai por mim quando ele acordar. Te ligo depois. Te amo, dona Elisa.
—Te amo mais, filho . _respondeu Elisa quando Henry já saía da copa apressado.
Enquanto Henry era um médico apaixonado pela profissão e dedicado a salvar vidas independente do nível social e financeiro em que viviam; Antony era um bem sucedido empresário, mas também um playboy incorrigível. Porém essa diferença entre os dois irmãos apenas os completava_ pensava Elisa. Antony saíra a Antonio quase em tudo: era um empresário nato, um investidor de sucesso, que via lucro e investimento em praticamente tudo; já Henry herdara o generoso coração de Elisa, por isso era o ótimo médico que se tornara. Agora uma coisa que Elisa não podia discutir é que ambos herdaram a irresistível beleza do pai, fato esse que Antony aproveitava muito bem. _pensou Elisa sorrindo ao abrir uma mensagem de Antony que chegara naquele momento, onde o filho dizia que naquele final de semana iria até Jersey para que seus pais e Henry conhecessem sua nova namorada; a terceira em menos de dois meses!!!

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Natasha olhou para si mesma pela milésima vez parada diante do portão de Howard sem coragem para entrar. Uma das razões era a extravagante roupa de Caro-line que ela estava usando: a linda saia rodada colegial que para a irmã ficava perfeita, para ela estava parecendo uma mini-saia que não chegava nem até os seus joelhos, pelo menos o blazer branco dava-lhe um ar mais formal. Como pudera dar ouvidos a uma garota de quinze anos como Caroline? _ se perguntava Natasha, criando coragem, ligando novamente o carro e se dirigindo ao grande estacionamento da universidade de Howard.

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Um dos motivos pelos quais Henry não gostava de chegar atrasado em Howard era ter que cruzar com a centena de universitários que chegavam àquela hora. Mas, aquele dia parece que prometia ser pior que os demais, pois uma infinidade de carros chegava no mesmo momento, porém o que mais chamou a atenção de Henry foi um chamativo fusca rosa choque que estacionou na área restrita para os médicos, ou melhor dizendo em uma das duas vagas que eram destinadas a ele; havia até o seu nome em letras destacadas para quem quisesse ler. Será que aquele motorista não sabia ler? _se perguntou Henry em pensamento já se irritando ao descer do seu carro e se dirigir para falar com o desatento motorista ou motorista que estacionou em sua vaga.
Quando Henry se aproximou do carro, sua motorista abriu a porta do mesmo e saiu para fora. A primeira coisa que Henry notou foram os cabelos castanhos averme-lhados e cacheados e a vaga sensação de que já os vira em algum lugar. Foi então que Natasha levantou o rosto e Henry ficou surpreso ao reconhecer o rosto da moça que trombara com ele no dia anterior.
Mas naquela manhã ela estava diferente, pensou Henry sem conseguir evitar a olhar para os cabelos castanhos avermelhados e sedosos que estavam soltos emol-durando lhe o rosto, fazendo um par perfeito com os olhos verdes claros; e como se não bastasse sua atenção foi atraída para a sugestiva saia colegial e o justo camisete que evidenciavam o corpo perfeito e escultural que ele não havia prestado atenção na sala da diretoria da universidade de Jersey na manhã anterior.
—Bom dia, doutor Ribello. _cumprimentou Natasha incomodada com a insis-tência com que Henry a olhava, estendendo a mão para ele. _Meu nome é Natasha Houston, eu…
—Já nos conhecemos, senhorita Houston. _a interrompeu Henry secamente, tentando afastar aqueles pensamentos e ignorando a mão que Natasha lhe oferecia.
—Claro. _respondeu ela constrangida, recolhendo a mão que ele se negara a apertar.
—Senhorita Houston, talvez a senhorita não tenha lido, porém essas duas vagas são destinadas exclusivamente a mim.
—Eu li sim. _respondeu ela.
—Então por que mesmo assim a senhorita estacionou aqui?
—Porque o manobrista me indicou essa vaga quando eu lhe perguntei.
—Rufus lhe indicou minha vaga? _perguntou Henry incrédulo olhando para a direção do competente manobrista que trabalhava em Howard há anos e nunca seria capaz de cometer um deslize daqueles.
—Exatamente.
—Rufus nunca faria isso, há menos que a senhorita tenha usado algum argumento irrecusável. _ironizou Henry olhando-a dos pés a cabeça com um meio sorriso.
—Usei o único argumento que eu poderia usar em um momento como esse. _ respondeu Natasha sustentando o olhar dele e desejando não estar usando aquela sugestiva saia de Caroline.
—E qual seria? _perguntou ele ainda sorrindo.
—Eu disse a ele que eu sou sua nova assistente. _respondeu ela calmamente.
—Você disse o quê? _trovejou Henry não acreditando no que ouvia.
—Que eu sou sua nova assistente. _repetiu Natasha desejando fugir dali; esten-dendo a ele a ficha que Marx lhe dera.
—Impossível! _ disse Henry pegando a ficha e lendo-a.
Aquilo não podia ser possível, pensava Henry, mas ali estava a prova que ele mesmo elaborara com 100% de acertos, corrigida pelo próprio Marx, instrutor e ins-petor de Howard há décadas.
—Vou falar com Marx. Tem que haver um engano. _disse ele como se falasse consigo mesmo.
—Não sei por quê acha isso, A prova está aí, como pode ver. _disse Natasha já se irritando. _ Agora caso o senhor não me deseje como sua assistente é melhor dizer de uma vez para evitar todo esse constrangimento.
Por um momento Henry ficou apenas a olhando sem acreditar ainda no que estava acontecendo. Como aquela garota era petulante! _pensava ele; querendo dizer a ela que seu maior desejo naquele momento era que ela desaparecesse de sua frente, porém se perdeu ao vê-la morder delicadamente o lábio inferior enquanto o olhava sem abaixar o olhar como se o desafiasse. Aquela moça conseguia despertar nele seus piores instintos. _pensou Henry imaginando as várias e interessantes maneiras que poderia usar para acabar com toda aquela petulância dela.
“Pensamento idiota…” recriminou-se ele em seu pensamento no momento em que Marx se aproximou de onde eles e estavam.
—Que bom que já se conheceram! _exclamou ele jovialmente. _ Permita-me parabeniza-la senhorita Houston pela sua excelente capacidade em responder cada uma daquelas questões.
—Obrigada sr. Marx. _ respondeu Natasha sorrindo.
—Nunca pensei que uma moça tão jovem tivesse um conhecimento tão vasto na área médica. _completou Marx, porém Henry percebeu que o instrutor não conseguia desviar os olhos das curvas perfeitas do corpo da moça evidenciadas pela roupa justa.
“Que mulher em seu juízo perfeito iria para uma universidade com uma roupa daquelas? _se perguntava Henry já se irritando com Marx também.
—É bondade de sua parte sr. Marx. _continuou Natasha.
—Perdoe-me interromper o animado assunto, mas responda-me Marx: por que não fui informado de que a… senhorita Houston seria minha assistente a partir de hoje? _ os interrompeu Henry.
—Mas você foi avisado, Henry. Eu lhe enviei um e-mail tão logo fiquei sabendo do resultado.
Então era isso, ele não olhara seu e-mail desde a noite anterior. _pensou Henry.
—Eu não olhei meu e-mail, deve ser isso.
—Com certeza. _ concordou Marx. _ Mas, agora deixá-los-ei à vontade, pois ainda tenho que orientar os demais alunos que estão vindo da universidade de Jersey como a senhorita. E mais uma vez, prazer em vê-la novamente, senhorita Houston! _ terminou Marx fazendo uma pequena reverência antes de se dirigir para um dos elevadores e Henry poderia jurar que ele piscara para Natasha… Ou será que ele já estava vendo coisas onde não existiam?
— E como ficamos? _perguntou Natasha tirando-o de seus pensamentos.
—Ora, senhorita Houston, o que não tem remédio, remediado está! _ respondeu ele. _Só tenho uma coisa a dizer-lhe: sou muito exigente, ao extremo às vezes; e se a senhorita achar que conseguirá lidar com isso, seja bem vinda a Howard! _ terminou ele virando as costas e se dirigindo para o interior da universidade.
Natasha respirou fundo, contou até dez para recuperar a calma e decidiu acompanhá-lo. Se Henry pensava que iria intimidá-la estava enganado… Ele teria que suportá-la, querendo ou não! Ela não iria desistir do que tanto lutara para conseguir. _pensou Natasha sorrindo para si mesma enquanto o acompanhava para o interior de Howard.
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Paris, Hotel Palace Royal

Tifany Alvares de Aguirre estava sentada em uma espreguiçadeira na beira da grande piscina do magnífico Palace Royal observando seu acompanhante dar braçadas na água, quando sua melhor amiga Letícia se aproximou e sentou-se ao lado dela:
—Paris é mesmo encantadora, não é Tifany? _ perguntou Leticia, que vivia para agradar a amiga.
— Não é um lugar ruim de todo. _ respondeu Tifany enfadada. _ Porem não vejo a hora de chegar em Jersey.
— Sinceramente Tifany não sei que graça você consegue achar em uma cidade-zinha como Jersey. _ zombou Leticia.
—O amor de minha vida vive lá, e para mim isso basta Leticia.
—Henry de Castelamontes? _gracejou Leticia já conhecendo a mesma resposta de sempre.
—E existe outro? _perguntou Tifany como se a amiga tivesse feito uma pergunta absurda.
—Pensei que já existisse já que há duas noites que você está praticamente hos-pedada no apartamento daquele deus grego ali. _gracejou Leticia se referindo ao rapaz que estava na piscina.
—Victor? _ perguntou Tifany. _Victor é apenas um passatempo, um capricho de momento. Henry não, ele é bem mais que um capricho, ele é o homem que eu amo, o homem com quem irei me casar em breve.
—Henry é uma obsessão em sua vida Tifany e nada mais. _argumentou Leticia se lembrando do que acontecera há um ano atrás quando Henry terminara com a amiga, e ao pensar que ele estava saindo com uma das médicas que trabalhavam em Howard, Tifany pegou o carro de seus pais e tentou atropelar a moça que escapara por pouco. E como se não bastasse, a tentativa de atropelamento; como Henry não quisera reatar o namoro, ela cortou os pulsos em uma tentativa insana de tê-lo ao lado dela, o que fez seus pais com a ajuda de Antonio e Elisa interna-la em uma Clínica. Faziam apenas dois meses que ela recebera alta do tratamento.
— Claro que não é. Nascemos um para o outro, Leticia.
—E você já imaginou se quando chegar em Jersey, Henry estiver com alguém?
— Não diga uma coisa dessas Leticia! _ disse Tifany se irritando com amiga. _Não sei como você ainda diz que é minha amiga.
— É por ser sua amiga que estou lhe dizendo isso, Tifany. Por causa dessa sua obsessão por ele você perdeu quase dez meses da sua vida trancada naquela Clínica.
—Mas agora tudo mudou, Leticia. Naquela época eu perdi um pouco o controle, mas tudo foi por amor e você sabe disso. Além do mais, Henry sempre foi perdidamente apaixonado por mim. _ disse ela sorrindo arrumando os cabelos curtos atrás das orelhas. _ Ele não seria louco de me trocar por outra. Eu sou Tifany Alvares de Aguirre! Eu sou linda, eu sou rica, sou filha única do famoso duque de Aguirre e da socialite internacional Felicia Alvares! Não Letícia, Henry não me trocaria por outra. E ainda que exista alguma intrusa na vida dele, eu irei expulsá-la tão logo chegue em Jersey. Henry é meu, Letícia.
Leticia apenas balançou a cabeça, não acreditando no que ouvia. Pensava que aqueles oito de meses de internação haviam curado aquela perigosa obsessão que sua amiga sentia por Henry, mas parecia que se enganara.

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A universidade de Howard era simplesmente magnífica, pensava Natasha enquanto esperava Henry na ampla sala de recepção, enquanto ele se reunira em um dos con-sultórios com Marx e uma bela jovem que aparentava ter quase a mesma idade de Natasha, de pele escura e sorriso jovial vestindo um impecável uniforme branco de calça e jaleco, que parecia ser uma das jovens médicas de Howard também. O nome da moça pelo que Natasha entendera era Shaira, viera da África há um ano quando Henry viajara até algumas aldeias africanas para fazer algumas pesquisas.
“Com certeza, Henry ainda estava procurando uma forma de se livrar dela”... _pensava Natasha. Enquanto os esperava, Natasha começou a se perguntar por quê Henry a tratava daquela forma, sendo que ela nunca fizera nada para merecer um tratamento tão duro da parte dele. Eh, além de manchar sua camisa, é claro. _ pensou ela não contendo um sorriso. Porém uma coisa, Natasha não podia negar, ele era muito lindo; sem conseguir evitar ela se viu pensando nos traços perfeitos de Henry, nos cabelos ainda úmidos aquela hora da manhã, prova de que ele saíra apressado de casa após o banho, e os olhos claros que pareciam enxergar até sua alma.
Ela estava pensando essas coisas quando alguém aproximou-se dela. Natasha levantou os olhos e deparou-se com um simpático rapaz de uns trinta anos parado diante dela, sorrindo.
—Bom dia, senhorita! _cumprimentou ele.
—Bom dia! _respondeu Natasha.
—Meu nome e Hector Gonzales, médico residente em Howard.
—Muito prazer, doutor Hector! Meu nome é Natasha Houston, eu venho da universidade de Jersey.
—Ah, sim. Você é uma das universitárias que vieram de universidade Jersey? Que sorte a minha, então. Pois terei o prazer de ser seu instrutor durante os próximos meses. _disse ele enfatizando a palavra prazer enquanto a olhava.
Natasha iria respondendo que não era apenas uma das bolsistas que viera de Jersey, mas Henry chegou neste momento, acompanhado de Shaira; se dirigindo a Hector:
—Lamento decepcioná-lo Hector, mas a senhorita Houston é minha assistente.
—Sua assistente? _perguntou Hector ainda sem acreditar olhando para um e para outro.
—Sim. Senhorita Houston, essa é a Shaira e hoje ela irá lhe mostrar tudo aqui em Howard que a senhorita precisa saber. _disse ele se dirigindo a Natasha.
—Muito prazer em conhece-la, Natasha. Seja bem vinda a Howard! _disse Shaira sorrindo.
—Obrigada! O prazer é meu! _respondeu Natasha sorrindo também.
—Me acompanhe ate minha sala, senhorita Houston, por favor. Enquanto isso Shaira irá preparar tudo para fazer sua matrícula em Howard.
—Claro! _respondeu Natasha acompanhando Henry, depois de despedir-se de Hector.
Eles foram em silêncio até o consultório de Henry que ficava no final daquele corredor. Quando ele abriu a porta dupla, Natasha se viu entrando em um amplo e moderno consultório que ela com certeza nunca veria em um hospital público de Jer-sey. Tudo ali cheirava a tecnologia, desde os modernos aparelhos eletrônicos compu-tadorizados até o mais simples aparelho de medir pressão arterial. Esquecendo até por um momento que Henry estava ali, Natasha se viu imaginando o hospital público de Jersey, onde o pai falecera por falta de recursos e de equipamentos modernos como aqueles que poderiam ter diagnosticado o tumor em seu pâncreas antes que a doença evoluísse tanto Com certeza se o pai tivesse tido chance de um dia ter entrado em um hospital como Howard com certeza, ele ainda estaria vivo, sua mãe não teria se casado novamente, e todo o trauma que vivera na infância nunca teria acontecido... _ pensava Natasha.
—A senhorita ouviu o que eu disse?
Natasha virou assustada, despertando dos seus devaneios, tão perdida em seus pensamentos que nem percebera que Henry estava tão próximo dela; percebendo apenas quando praticamente se chocara com ele ao se virar.
—A senhorita é despercebida assim sempre?_ perguntou Henry sentindo no-vamente o mesmo calor que o invadira quando a amparara na sala da diretora Helena.
—Nem sempre... _respondeu ela agradecendo por Henry não conseguir ouvir as aceleradas batidas de seu coração ao senti-lo tão perto.
Devido a proximidade, Henry sentiu novamente a inconfundível fragrância que ela estava usando no dia anterior. Sem conseguir evitar ele começou a estudá-la: os olhos de Henry pousaram nos cabelos castanhos avermelhados que pareciam tão se-dosos; a pele alva do pescoço que descia pelo colo evidenciado pelo delicado decote do camisete... Por um momento aquela incomparável fragrância inundou a mente de Henry e ele se imaginou respirando de encontro ao pescoço e aos cabelos de Natasha, sentir a pele dela contra seus lábios e vê-la sorrir para ele... Como... A vira sorrir para Marx e Hector? Esse pensamento fez Henry afastar toda a fantasia que estava imaginando com relação a Natasha. Ao lembrar-se como ela reagira diante das aten-ções de Hector e Marx, Henry concluiu uma coisa: com certeza Natasha Houston era apenas mais uma moça fútil e interesseira como tantas outras que tinham chance de cursar em Howard.
Sem nem imaginar o que passava pela cabeça de Henry, por um momento Na-tasha pensou que talvez se enganara ao compará-lo com um soberbo, prepotente e sem sentimentos. Um Príncipe, fora essa a imagem que ela tivera dele a primeira vez que se viram... Porém ela logo voltou a realidade quando Henry se afastou dela quase bruscamente, dizendo ironicamente:
—Então eu a aconselho a ser mais atenta, senhorita Houston. Pois meu tempo é muito precioso para ter que desperdiça-lo com sua falta atenção; como Hector disse que teria todo prazer em fazê-lo, mas eu não. _terminou ele saindo do consultório.
Naquele momento, Natasha sentiu seu rosto em chamas e seus olhos umede-ceram ,mas ela não iria dar a Henry o prazer de vê-la humilhada diante dele. Se Henry a odiava, ele entenderia que o sentimento era recíproco. _pensou Natasha.

Notas finais
Emoções a caminho...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.