Notas iniciais
Oi gente vai aí mais uma história de minha autoria... Quem leu minha primeira história "Um príncipe em minha vida " saiba que essa a história de um dos filhos de Antonio e Elisa .Quem não leu te aconselho a ler. Espero que gostem dessa nova história. Bjs!

Casa de praia em Jersey...

—Mamãe! Mamãe! _ Elisa abriu os olhos assustada sentando-se na toalha que havia estirado sobre a branca areia da praia, ao ouvir seu nome sendo gritado praticamente no mesmo momento pelos pequenos Henry e Antony de sete anos.
Os garotos vinham correndo em direção a ela. Henry na frente protegia algo em sua mão, enquanto Antony corria atrás do irmão.
—Posso saber o que esta acontecendo? _perguntou Elisa quando Henry se escondeu atrás dela.
—Henry não quer me entregar a caça que abati, mamãe! _respondeu Antony como se já fosse um grande homem orgulhoso de seu feito.
—Olhe o que Antony fez, mamãe! _disse Henry por sua vez com os olhos cheios de lagrimas mostrando um pequeno pássaro com a asa ferida. _Ele machucou o pobre passarinho.
—Por que você fez isso Antony? _perguntou Elisa pegando o indefeso passarinho das mãos de Henry.
—Eu estava apenas caçando como Estevan nos ensinou! O problema e que Henry chora por tudo como uma menina!
—Mentira, mamãe!
—Chega os dois e vão brincar, que eu cuidarei do passarinho. Lembrem-se: vocês dois são irmãos, um completa o outro, nunca se esqueçam disso. _disse Elisa abraçando os dois.
—Tudo bem, mamãe. _disse Antony envergonhado. _Desculpa irmão! Vamos brincar? _terminou ele estendendo a mão para Henry.
—Claro irmão. Vamos! _respondeu Henry sorrindo pegando a mão de Antony antes saírem correndo pela areia da praia.
Enquanto os dois brincavam na areia acompanhados por Estevan e Samara, Elisa se perguntava o que o futuro reservava para seus amados gêmeos.
—Posso saber em que você tanto pensa? _perguntou Antonio abraçando-a pela cintura tirando-a de seus pensamentos.
—Me preocupo com o futuro dos nossos meninos, eles são tão diferentes, Antonio.
—E é isso que os torna especiais meu anjo. _respondeu Antonio virando-a para si. _São essas diferenças que torna cada um deles únicos.
Elisa olhou mais uma vez seus pequenos príncipes brincando na areia e constatou que Antonio tinha razão, como sempre seu amado estava certo no que dizia...


Capitulo 1

Jersey, Dezoito anos depois...
Henry virou de um lado para outro da cama fechando os olhos para dormir novamente. Há quanto tempo não dormia em uma confortável cama como aquela de seu apartamento! Passara dois meses na América testando um novo medicamento contra doenças tropicais e finalmente tivera êxito, o que lhe rendera mais um prêmio na área de Medicina além dos muitos que já possuía, além de um maravilhoso jantar oferecido pelo próprio prefeito de Jersey, no momento em que ele desembarcara na cidade. Tateando, sem abrir os olhos, ele pegou o celular e ao pegar o aparelho, sentou-se na cama assustado ao constatar que já eram quase dez horas da manhã de segunda feira e ele lembrava-se que se deitara um pouco mais de meia noite do sábado. Sendo assim, ele dormira por quase 36 horas seguidas!
—Bá! _gritou ele ao sentar-se na cama, chamando Samara. Bá era a forma que eles a tratavam desde criança.
—Henry, o que aconteceu? _perguntou a mulher entrando no quarto.
Samara era uma bela mulher de quarenta e um anos de idade; trabalhava com Elisa desde os quinze anos, quando a moça se mudara para Monsália ao casar-se com o príncipe Antonio de Castelamontes há vinte e seis anos atrás. Desde que os gêmeos nasceram, ela amou-os desde o primeiro instante e decidiu dedicar sua vida a ajudar Elisa a criá-los, sendo babá permanente deles desde que eles nasceram. Por esse motivo, Samara nunca se casara. Quando Antony e Henry resolveram sair da casa dos pais aos vinte e um anos e alugaram um apartamento, Samara decidiu ir morar com eles, para cuidar de “seus meninos” como ela os chamava.
—Bá, por que você não me acordou? _perguntou ele se levantando da cama virando sua mala sobre a cama, procurando uma toalha para se dirigir ao banheiro. _Há essa hora eu deveria estar no hospital há tempos!
—Acalme-se filho! Você passou praticamente dois meses mal dormindo naquelas aldeias por onde você estava fazendo suas pesquisas, que você merecia um bom descanso. Além do mais sua mãe me proibiu de acordá-lo.
—Dormir e descansar são uma coisa Bá... Eu praticamente hibernei por dois dias! Isso não poderia ter acontecido! _reclamou ele em voz alta do lado de dentro do banheiro, para que Samara o ouvisse apesar do barulho do chuveiro. _Tenho que chegar ao hospital em menos de trinta minutos.
—Não sei se será possível filho...
—Por que diz isso, Bá? _perguntou Henry.
—Por que o seu pai disse que vocês tinham um compromisso logo que você acordasse.
—Não acredito que isso esteja acontecendo! _exclamou ele passando as mãos pelos cabelos, lembrando-se que prometera ao pai visitar a faculdade publica da qual Antonio era um dos reitores e benfeitores. _Há essa hora eu deveria estar no hospital! _repetiu ele saindo do banheiro trajando um roupão. _Quando todos vão entender que eu não tenho tempo para frivolidades, pois do meu trabalho dependem vidas, Bá!
—Explique isso ao seu pai! _disse Samara sorrindo diante da seriedade daquele homem a sua frente, que para ela seria sempre o garotinho que ela carregara em seus braços. _Agora vou preparar seu café da manhã.
Depois que Samara saiu, Henry sentou-se diante do computador para mandar ao seu colega de trabalho alguns relatórios que ele deveria ter levado ao hospital naquela manhã, e para explicar-lhe que com certeza só iria ao hospital apenas a tarde devido ao compromisso que tinha feito com seu pai. Depois de enviar o e-mail ao amigo, Henry ficou pensando nas pequenas divergências que já tivera com Antonio devido a profissão que escolhera, não que o pai não o apoiasse, ele apenas dizia que Henry deveria focar também em outras áreas que não o absorvessem tanto como a Medicina.
“_Você é jovem filho, tem um futuro brilhante pela frente... Mas, você não pode deixar sua profissão sugar a sua vida, sua juventude, e principalmente as outras oportunidades que a vida tem a te oferecer...” _costumava dizer seu pai.
Mas o que seu pai não entendia é que para ele, Medicina não era apenas uma profissão, era sua vida, sua missão. Salvar vidas... Essa era sua vida.
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Natasha olhou mais uma vez no relógio, antes de entrar na pequena garagem de sua casa para pegar seu carro. Se aquela coisa rosa choque desbotada em formato de um fusca pudesse ser chamada de carro..._ ironizou Natasha em seu pensamento. Quase meio dia e meia! Com sorte daria tempo de deixar a irmã no colégio onde ela estudava e ainda chegar a faculdade antes das 13 horas. A moça sentiu os olhos marejarem ao lembrar que com certeza aquele seria seu ultimo bimestre na faculdade, pois como Caroline sua irmã terminaria o Ensino Médio aquele ano, Natasha resolveu abandonar a faculdade para poder trabalhar e assim ajudar a mãe a pagar a faculdade de sua querida Caroline.
“Adeus sonho de formar-se em Medicina!” _lamentou Natasha em seu pensamento.
—Tasha, está sonhando acordada? _gracejou Caroline tirando-a de seus pensamentos. _Vamos, estamos atrasadas!
—Claro minha princesa, vamos sim! _disse Natasha abrindo a porta do carro para a irmã de quinze anos, entrar.
—Mas me conte: em que você tanto pensava? _perguntou Caroline.
—Tudo bem, vou te contar: eu estava sonhando com o dia em que um belo príncipe encantado chegará aqui em um cavalo branco, pedirá minha mão em casamento e levara a nós todos para morar em seu lindo e magnifico castelo! _gracejou ela com um gesto cômico, fazendo a irmã rir.
—Você é uma comédia, sabia? _disse Caroline rindo.
—E você é uma princesa! _respondeu Natasha bagunçando os cabelos loiros da irmã, antes de dar partida no carro e sair em disparada, torcendo para não chegar atrasada na faculdade, já que a diretora repetira durante toda a semana que passara, que a faculdade receberia uma ilustre visita naquele dia. Quem seria? _se perguntava Natasha enquanto dirigia.

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Quando o motorista estacionou o carro diante da antiga e imponente Universidade Publica Jersey City, Henry ainda ponderava tudo o que Antonio havia lhe dito durante todo o trajeto ate a universidade. Mesmo que ele não concordasse muito a ideia do pai não era de todo ruim.
—Você concorda com o que te propus filho? _perguntou Antonio a Henry antes de descerem do carro.
O “eterno príncipe de Monsália”, como a mídia o apelidara, não mudara muito com o passar dos anos; o tempo apenas favorecera seu charme, beleza e carisma.
—Claro que concordo, papai. O senhor estará oferecendo dez bolsas de estudo em Howard para os alunos que conseguirem tirar melhores notas na prova que será aplicada hoje? Ate ai tudo bem, eu apenas não entendo o porquê de um desses alunos tenha que se tornar meu assistente.
Howard era a Universidade de Medicina que fora construída no complexo onde funcionava o hospital onde Henry trabalhava; na verdade a melhor universidade de toda aquela região.
—É muito simples, Henry, é porque você, filho é o melhor medico de toda a região. _disse Antonio orgulhoso. _E que aluno de Medicina não iria gostar de ser assistente do mais talentoso e renomado medico da Inglaterra?
—Não é para tanto, papai, mas tudo bem. _respondeu ele cedendo. _Mas, com uma condição.
—Qual? _perguntou Antonio.
—Eu mesmo quero elaborar essa prova.
—Você. E por quê?
—Ora, papai. Porque eu apenas aceitarei um assistente caso ele tire nota máxima em todas as questões. O que eu acho que será uma tarefa impossível. _respondeu ele sorrindo certo de que daquela forma se livraria da obrigação que prometera ao pai de colocar um daqueles inexperientes alunos como seu assistente.

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A diretora Helena não se opôs para que Henry usasse sua sala para elaborar as folhas com vinte e umas complexas questões cada uma das folhas.
—Obrigada diretora Helena!
—Ora, doutor Henry, a honra e nossa de tê-lo aqui.
—Então, vamos? _sugeriu Antonio. _Os alunos já devem estar ansiosos.
—Claro, vamos sim. Ainda tenho que ir para o hospital. _disse Henry pegando o envelope contendo as dezenas de provas.

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Natasha havia acabado de chegar a faculdade quando lembrou-se que antes de ir para a sala, precisaria ate à Diretoria entregar a formula química experimental de um remédio caseiro que a professora Helena tinha lhe pedido que terminasse a solução. Como se já não bastasse que ela já estava vinte minutos atrasada! Natasha ficara até de madrugada testando componentes diferentes ate que finalmente a fórmula tornou-se aquele liquido vermelho que estava no pequeno frasco que ela levava em sua mão ao parar diante da porta da diretora Helena.
—Diretora Helena! _chamou Natasha.
—Entre! _respondeu a mulher do outro lado da porta.
Natasha abriu a porta e entrou apressada na sala da diretora.
—Aqui está o que me pediu professora Helena! _disse Natasha radiante ignorando os dois homens que estavam ao lado da mesa da diretora.
—Natasha, cuidado! _disse a diretora se referindo a mala de Henry que estava na frente dos pés de Natasha.
Mas, já era tarde demais, sem olhar para o chão Natasha tropeçou na mala perdendo o equilíbrio e teria batido a cabeça na mesa da diretora se braços fortes não a amparassem antes que isso acontecesse.
Por um momento, Natasha lembrou-se do que dissera a sua irmã minutos atrás ao sentir a maravilhosa fragrância que emanava do peito e pescoço de quem a amparara: “...eu estava sonhando com o dia em que um belo príncipe encantado chegará aqui em um cavalo branco, pedirá minha mão em casamento e levara a nós todos para morar em seu lindo e magnifico castelo!
Porém ela logo voltou a realidade ao ver a camisa branca do seu salvador manchada de vermelho, com certeza do liquido, cujo frasco se quebrara no momento em que ela se chocara com ele.
—Olhe o que a senhorita fez! _exclamou Henry irritado depois de ajuda-la a ficar de pé novamente. _Por que não olha por onde anda?

Notas finais
Henry é bem diferente do pai com certeza...kkk Mas vcs vão amar esse lindo também. Bjs