Triunfo a Ronald
1 Um anjo com asas de quilates.
Um anjo com asas de quilates
Em um pequeno vilarejo vivia Ronald e sua nobre família. Que por sinal eram muitos apegados a religião. Humildes por natureza, ele dividia a casa com sua amável mãe (Dona Eudith) que não era muito alta, cabelos curtos um pouco em cima dos ombros e já grisalhos, um rosto melancólico, marcas da idade que o tempo deixara... Olhos castanhos e abaixo do peso, era comum seus trajes serem simples e conviva também com sua doce irmãzinha (Sofia) Era pequenina e magricela assim como sua mãe, seus olhos de avelã demostrava sempre a inocência que contia em si, e seu cabelo era médio batia até a metade de suas costas, pretos e cacheados como caracóis... Seu pai havia os abandonado muito cedo, infelizmente sua mãe era paralitica e sua irmã muito nova, desse modo só Ronald poderia trabalhar para manter as coisas de sua casinha, ele ajudava com o que podia um jovem rapaz com estrutura mediana, olhos cor de mel e cabelos ondulados e negros, era um tanto forte e realizava serviços com seu Zé um velho senhor que aparentava ter sessenta e cinco anos no mínimo que possuía um sitio onde Ronald era encarregado de colheitas e carregamento para o lote comunitário de seu Zé. O seu salário não era tão alto, mas dava para pagar as despesas de seu recinto, claro que economizavam no máximo. Era aniversário de Sofia a coitada obviamente nunca tivera uma festa na vida iria completar dez anos de idade naquele dia, Sofia entra de mansinho no quarto de Ronald evitando barulho com seus passos para não acordar sua mãe no quarto do lado que dormia feito uma pedra, em um sono pesado.
(Diz em um tom baixo, demostrando empolgação em sua fala)
Sofia:
_Ronald! Ronald! Vamos acorde! Sabe que dia é hoje?
Ronald: (Com dó)
_Haha Eu sei pequenina.
Sofia: (Constrangida)
_ Será que vou ganhar algum presentinho?
Ronald levanta de sua cama espreguiçando-se com uma certa moleza no corpo, e olhos lacrimejando e repentinamente levanta a Sofia no colo e gira ela no ar, ambos dando um belo sorriso.
Ronald: (Um tanto desconfiado de sua resposta mas claro disfarçando no tom de sua voz.)
_Você vai ganhar um presentão! Não se preocupe pequenina
Algum tempo depois chega a hora do almoço de Domingo, como de costume oram perante a comida que havia na mesa, Ronald e Sofia ficam de joelhos, fecham os olhos e agradecem com todo o coração a presença dos alimentos em seus pratos, Já a mãe deles sentada por falta de opção, devida suas pernas paralisadas, mas a intensidade da reza era a mesma. Ao término da oração. Dona Eudith muito ingenuamente diz em um tom frio:
Dona Eudith:
_Fico feliz que Sofia, já está se tornando uma mocinha e poderá trabalhar contigo no Sítio de seu Zé. Ela poderá varrer os fenos e ser ordeira, fazendo uma limpeza de leve no celeiro.
Ronald: (Muito irritado pela falta de compaixão de sua mãe com sua irmãzinha.)
_O Que?
Dona Eudith: (Repreendendo-o)
_Não levante a voz comigo filho, respeite sua mãe!
Ronald: (Tentando convencer sua mãe desesperadamente)
_Mas mãe! A Sofia é uma criança ela não pode trabalhar agora. Não tem responsabilidade nenhuma e isso é abuso infantil.
Dona Eudith: (Tom triste)
_Filho, se continuarmos dessa maneira é possível que sejamos expulsos do vilarejo, a contas pendentes, comida faltando. Você acha certo isso? A Sofiazinha não vai morrer se fizer isso por nós.
Ronald: (Indignado, mas concordando com ela em parte...)
_Se a senhora permitir eu realizo mais serviços para algum fazendeiro pelas redondezas imensas por aí, não será tão exaltante assim, me acostumei com trabalho duro e suado, estava até pensando em procurar mais um emprego antes. Mas a Sofia deve aproveitar a infância dela e se esforçar nos estudos. Pra ir muito mais além do que eu cheguei... Se não daqui alguns anos ela estará no mesmo lugar que a gente está nesse momento.
Sofia observa a cena com os olhos arregalados e impressionada com o que falavam, não entendendo boa parte do que diziam, mas prestava atenção em cada detalhe no que dialogavam, já que o assunto era relacionado a ela.
Dona Eudith: (Enfurecida)
_Já chega Ronald! Se eu faço isso é para o bem da nossa família! Ter mais um dinheiro extra para conseguir pagar os tributos ao rei honradamente. Você não aguentaria trabalhar em dois empregos. Você já faz muito por nós e merece mais respeito nada de exploração
Ronald: (Desistindo da conversa)
_Mas mãe assim você explorará a pobre da Sofia!
Sofia: (Pensativa, interrompe)
_Eu tenho medo mamãe, de fazer errado.
Dona Eudith: (Desapontada com a falta de respeito de ambos)
_Não tenha medo, doce criança. Só obedeça a sua velha mãe que seguirá pelo caminho certo.
Ronald: (Com raiva)
_Eu vou impedir isso!
Sofia: (Chora)
_Hoje é meu aniversário sabia mamãe?
Dona Eudith: (Grita)
_Oh parem! Escutem a mãe de vocês! Que malvadeza é essa de repente?
Sai com sua cadeira de rodas (Uma gambiarra feita de madeira sendo junção de outras madeiras e rodas de uma bicicleta... Construída por seu Zé) direciona-se seu “veículo” até a sala e abandona a mesa do almoço, não terminando sua refeição devido à falta de apetite após a intriga.
Sofia: (Tremendo, olhando para os lados, procurando saber uma resposta convincente de seu irmão)
_É muito ruim trabalhar Ro?
Ronald: (Não querendo despertar o terror na pobre criança)
_Não sei...
Sofia: (Olhando para baixo, desolada)
_Por que a mamãe está sendo ruim comigo, justo no dia de hoje?
Ronald: (Olhar avoado, distante... Expressão séria)
_Ela não está sendo ruim... Ela só tem uns pensamentos atrasados no tempo.
Sofia (Desapontada)
_Nem parabéns eu recebi dela.
Ronald a abraça fortemente, não querendo solta-la por pena... À tarde Ronald decide fazer uma surpresa para Sofia, levando ela para passear até chegar às colinas... Onde tivera estrondosas montanhas encantadoras, uma bela paisagem avista. Onde ficaram sentados durante horas apreciando tudo por lá. Comemoraram assim então o aniversário de Sofia de um jeito simples, porém inovador o que agradou muito sua irmã... No começo da noite Dona Eudith Costurando um tapete de crochê vê de longe Ronald trazendo Sofia nas costas correndo pelos campos verdes à frente até chegar onde ela estava na pequena varanda de entrada da casa deles, pode notar os sorrisos nos rostos deles que por completo eram expostos.
Eles se aproximam, Ronald coloca Sofia no chão que corre para dentro pegar um copo da água, pois a sede era enorme. Ronald contempla a lua chegando e enxuga o suor que escorria pelo rosto. Após o cansaço da correria pelos jardins grandiosos.
Sofia aparece na porta e entrega outro copo de água para o irmão ficando assim contente pela boa ação dela. Todos entram, Ronald aproveita logo para ir tomar um banho enquanto isso Sofia desenha em um papel que estará na mesinha, pois logo depois seria sua vez de entrar debaixo da ducha, surpreendentemente Dona Eudith locomove-se até sua filha para dar o tão esperado parabéns que Sofia aguardava ansiosa O sorriso é estampado na garota. Dona Eudith aproveita a ocasião para pedir desculpas pelo o que disse no almoço de obrigar ela a trabalhar cedo, mas não teria outra forma de reverter a situação. Despede-se e vai deitar, e Sofia continua desenhando. Pelo tempo que resta até dormirem Ronald faz as mesmas coisas de sua Rotina após o banho, idem Sofia...
Ao amanhecer Ronald acorda com as batidas do Sino da Igreja ás sete horas. Faz tudo como de costume e vai para o serviço... Passando pelas estradas de terra atravessa a rua e caminha ao lado da Loja de Carlita. A loja mais conhecida por lá onde vendia diversas coisas vê um vestido infantil, de veludo lilás com flores cor-de-rosa estampadas e pensa adiante “É a cara da pequenina” O preço não é alto, aproveita e compra rapidamente. E á tarde a presenteia todo feliz, a emoção na menina era tão nítida que não tinha prazer maior para Ronald ao saber a felicidade que sua irmã tinha pulsando em seu coração.
No jantar de Segunda todos sentados perante a mesa como segue a monotonia
Dona Eudith: (Desconfiada olhando para seus filhos, e com uma colher na mão)
_Sofia que vestido é esse que vi em seu guarda-roupa? Pegou emprestado de alguma colega de escola? Faça o favor de devolver. Somos pobres, mas não precisamos ficar se humilhando assim.
Sofia: (Debochando da mãe, com um riso extravagante)
_Não mãe, o Ronald que me presenteou.
Dona Eudith: (Grita)
_Como assim?! Ronald já basta às despesas que estamos devendo ao rei e você ainda faz uma coisa dessas? Eu vou enfartar desse jeito!
Ronald: (Constrangido, amedrontado... Que sua mãe pudesse chamar atenção dos vizinhos com seus berros, mas responde calmamente)
_Mãe, não se altere, estou cansado de suas broncas e eu comprei com minhas economias.
Dona Eudith: (Pasma diante a situação)
_ Suas economias? Então vai deixar essa casa desmoronar de dividas infinitas?
Ronald: (Chega ao limite de sua paciência e diz todas as mágoas que guarda pra si)
_ Chega disso mãe! Um vestido não é a mesma coisa de uma carruagem. Você está se precipitando de mais. Desde ontem a senhora vem com esses pensamentos egoístas, acho que não mereço ficar ouvindo seus desaforos assim. Procure manter a calma, sim somos bem miseráveis eu admito. Mas o que vale a vida? De morrer trabalhar sem desfrutar os ganhos com bem-estar também? A menina nunca ganhara um presente. Ela foi descobrir o que é isso hoje de manhã. E ainda tu queres que ela trabalhe pra ti. Então por favor, peço que seja mais compreensível. Pois seu filho tem o direito de gastar com o que deseja e não ser escravo da mãe.
Dona Eudith não suporta a sinceridade de seu filho e fica tremula, sente umas pontadas no coração e provocando um falso desmaio para impressionar o seu filho. Ronald manda Sofia desesperadamente ir para o quarto e não sair de lá até ele dizer que estava tudo bem e que iria cuidar daquilo com eficiência.
Ronald: (Não acreditando naquilo o sentimento de culpa veio à tona)
_Mamãe acorda! Perdão mamãe! Por favor, acorda!
Uns minutos depois Dona Eudith desperta completamente furiosa e desolada e dissera a Ronald com muita tristeza no olhar:
_ Nunca imaginei que fosse me dizer isso filho. É muito desgosto para eu aguentar. O fardo das minhas costas é maior do que poderia pensar.
Quando eu ir para longe dessa vida, você ficará com remorso e será muito tarde. Se for um sacrifício pra você ajudar a sua mãe, não precisamos de você, saia amanhã mesmo daqui... Que eu e Sofia daremos um jeito de sobreviver sem ti.
Ronald: (Com olhos fixados nos olhos de sua mãe entristecidos)
_A senhora está me expulsando mamãe? Então quer dizer que só sou útil aqui para pagar as despesas?
Dona Eudith: (Séria)
_ Amanhã conversamos.
Permanece em silêncio no local e assim se retiram lentamente da cozinha ela vai chorando até seu dormitório e fecha a porta com chaves... Ronald perdido abre a gaveta da comada e escreve um bilhete para as duas:
“ Mamãe e pequenina não esperava que as coisas chegassem a esse ponto, porém não se preocupem. Não tenho outro lugar para ir, então vou procurar o meu pai. Quem sabe ele não aceita seu filho? Se não me viro por aí. Eu enviarei dinheiro pra vocês já que meu único propósito aqui é esse, e minha presença não é importante, não vou deixa-las na mão nunca. A onde estiver estarei cuidando de vocês. Pois são meus bens mais preciosos, amo vocês.”
Coincidentemente em uma manhã feia com o céu nublado Eudith em sua cama, percebe como o dia está horrendo lá fora observando pela janela, e tem-se então um pressentimento ruim.
Com muito esforço ela consegue se locomover até a sua cadeira de rodas posicionada bem adiante e direciona-la até a cozinha, Pois após a briga de ontem não queria que Ronald ajudasse ela a sair da cama como de costume. Ela poderia ter chamado Sofia, porque o substitui nesse termo quando ele está ausente. Porém lembras-te que a briga com seu filho também envolvera sua filha. Quando está colocando o açúcar em seu café coando-o se depara com um papel amarelado em cima da mesinha da sala que não estava tão distante... E sua curiosidade imensa transbordava e então viu que era um bilhete e leu com uma das mãos na cabeça.
(Aflita pensa):
“Não! Não pode ser! Senhor amado do céu criador de todas as coisas, desvie ele dos caminhos malignos impeça ele chegar até seu pai. Protejo-o Senhor! Traga-o de volta! Para seu recinto”
Sofia ainda deitada em sua cama aconchegante, ao se levantar... Com os pés descalços e um piso gelado, anda até o banheiro e estranha seu irmão não estará na cama pelas sete da manhã, Sendo que saia às nove horas para trabalhar. Ao passar pela Sala mira os olhos para sua mãe que está pálida e as pupilas dilatadas, muda seu ângulo e pergunta em um tom preocupante:
_O que houve mamãe? Está tudo bem?
Dona Eudith: (Tremula, com algumas lágrimas se formando)
_Filha! Seu irmão... Ele...
Sofia: (Com seu pulso já acelerado toma a frente de Eudith para falar)
_Ele o que mãe!?
Dona Eudith: (Indo em direção à porta puxando a Sofia por um braço)
_Venha! Vamos até o Padre para ele convocar uma novena e um terço hoje à tarde aqui no nosso aconchego. Vamos chamar algumas vizinhas para que a fé aumente em busca de seu irmão!
Sofia: (Completamente avulsa)
_Hora essa?! O que ocorre mamãe?! Conte-me quero saber?!
E então com a porta entre que aberta e entrando um vento gelado arrepiante para dentro, Dona Eudith aponta para o papel amarelo que estará em cima da mesa; Sofia se aproxima do bilhete e lê estremecendo-se toda por causa do desespero que tomara conta de seu ser e do forte frio que invadia o local, quando acaba a leitura a vontade é de acusar sua mãe de expulsão e mal tratos com seus filhos aumentava ainda mais, seu desejo era sair em busca de um guarda para dar uma queixa. A pequenina apesar da pouca idade era inteligente.
Seu irmão que a defendia com unhas e dentes e o seu carinho existente presente por ele, não ia permitir perde-lo por caprichos de sua mãe aproveitadora. Mas se conteve e acompanhou até a Igreja São Bento.
Enquanto isso com as malas pesadas. Ronald vai até o endereço proposto que levaria até a casa do seu pai. Após ter procurado com os policiais do vilarejo, era só dar o nome completo da pessoa que achariam sem qualquer dificuldade... Suando... Senta um pouco para descansar olha para seu relógio de bolso faltava 15 para nove da manhã... Uma Terça-Feira chuvosa... Com tantos problemas na cabeça e estava tão focado em resolvê-los que se esqueceu de ir para o trabalho naquele dia. Respirou um pouco e escuta uns gritos de longe aparentava serem berros de uma mulher. Levanta sacode a poeira de suas vestimentas e tenta seguir os gritos e chega ao lugar onde estará à moça e ela era bela, olhos verdes e cabelos longos trançados e lisos alaranjados, usava uma coroa prateada... Magra, corpo sinuoso e lindo, vestido rendado e volumoso a cor dele era vinho, usava também uma luva branca até a metade dos braços, algumas joias banhadas a ouro e uma esmeralda refinada como pingente em seu colar, Ela tinha um olhar provocativo encantador, Ronald fica admirando-a com tanta formosura, repara escondido não só sua beleza e também os caras que estavam tentando acedia-la, pois a moça estava em um Lugar distante de seu castelo do vilarejo, ela se encontrava na parte mais pobre e violenta de lá, a filha do rei... A princesa tinha se perdido após cair acidentalmente de sua carruagem, o cavalos que eram domados pelo Tati (Seu “Motorista” Domador de cavalos e campeão olímpico de hipismo) Perdeu o controle após os cavalos serem assustados pelos fogos de artificio que foram soltos ao lado do sitio de Seu Zé. Pois era dia de comemoração, Dia de São-Bento e os cavalos correram ferozmente e desse modo a carruagem se virou com força e voou uma das rodas a donzela perdeu o equilíbrio e foi arremessada drasticamente no chão onde ficou gravemente ferida no braço direito com as luvas ensanguentadas. Tati não teve nem tempo de dar meia volta para levantar a Princesa, pois um dos cavalos o arrastava para bem longe enquanto o outro fugiu sem deixar vestígios. Um dos Mal-intencionados já havia roubado sua bolsa rendada costurada à mão... Por um impulso momentâneo Ronald correu para tentar ajuda-la.
Princesa: (Caída no chão ao lado da Carruagem destroçada)
_Parem! Oh parem, por favor!!! Vocês são indelicados!
Cara (Desconhecido)
_Oh madame! Perdeu-se no caminho entre as flores e foi parar aqui nesse esterco? HAHAHAHA
Os três ladrões tiram sarro da ingenuidade da moça, que era de alta-classe e super. Educada, achando os donos do pedaço, sentiram que tinham o poder de fazer o que bem desejar com aquela mulher que estava jogada no chão. Não tinham nenhuma compaixão por ela, em como estava se sentindo ou pelo machucado que estava autentico em seu braço, O interesse deles era óbvio e destacado, tirar aproveito da moça que não tinha saídas ao não ser fazer o que eles mandassem, Ela Vendo que não teria como escapar tentou gritar por “Socorro” mais uma vez, mas uns dos ladrões dá uma tapa em sua boca rosada fazendo borrar seu batom e se debulhar em lágrimas.
Logo em seguida o bruto pegou seu lenço com tudo da bolsa rendada e amarrou nos lábios da donzela com muita agilidade e indelicadeza, assim ela não poderia mais gritar por ajuda, porém pela surpresa de todos surge um homem correndo até deles com um punhal na mão apontando na cabeça dos ladrões com muita fúria em seu rosto. Era Ronald que invadira lá.
Ronald: (Sem medo algum...)
_Já chega dessa palhaçada!
Homem (1): (Sarcástico olhando para a Princesa e para o Ronald)
_Olha, olha... Só seu heróizinho chegou!
Ronald: (Furioso)
_Calado seu imundo! Soltem-na agora mesmo. Ou eu não responderei por mim.
Homem (2): (Com certo contentamento)
_Ei, ei seu heróizinho é muito valente! Pena que nem segurar o punhal ele sabe.
Homem (3): (Debochando e ameaçando)
_É, mas chega dessa história, acho melhor você se escafeder daqui seu pobretão, a área nem é sua. Saia! Antes que se dê mal. Essa boneca ainda vai conceder muitas vontades para os chefões aqui. O rei não é mais seu papai querida, Os reis somos nós!
Em um movimento brusco Ronald corta o rosto de um dos homens com o punhal, com veemência, jorra uma quantidade grande de sangue e espirra em sua roupa. Quando os ladrões estão preparados para ataca-lo Ronald desvia-se de um com empenho e golpeia o outro com excelência e bravura. Durante esse meio tempo um agressor fica extraviado perante eles, e os outros dois “desfrutam” da dor, Ronald atenta-se bem em qual braço extorquir (Já que um deles estava ferido) da Moça para conduzir ela a afastar-se daquele espaço perigoso, fazendo a correr com fugacidade e ele também acompanha no mesmo ritmo. Os dois fugindo correndo no caminho, já se distanciando bem dali.
Princesa: (Cabelos se desprendendo e aos ventos, Desemparelhada, mas também afortunada )
_Ob-Obrigada!
Ronald: (Concentrado na Fuga, Sendo inflexível, Não dando muita importância para o que acabou de escutar)
_ Vamos depressa!
Princesa: (A extenuar, perdendo o folego)
_Respire! Olhe para trás, já despistamos eles há um tempo.
Ronald: (Pausando os passos receoso, Ao averiguar, nota que é veracidade o que afirma a princesa)
_Vosmecê está correta creio que ainda não está seguro, siga-me para trás dessa rocha.
Estavam e uma campina florida, esverdeada e ampla aonde ia de encontro a uma rocha grandiosa e larga. Atrás dessa rocha tinha várias outras pedras gigantes cercando a vista de muitos, o que impossibilitou os bandidos de acha-los.
Princesa Tímida, mas agradecida pelo o ato virtuoso do rapaz a sua frente, em um sorriso singelo com cortesia faz uma reverencia para Ronald dizendo:
Princesa:
_Você foi muito gentil, não esperava topar-se com um cavalheiro guerreiro por aqui, você faz parte de alguma realeza próxima?
Ronald: (Tomado pelo o espanto)
_ Engana-se redondamente vossa Princesa eu sou um mero jagunço de Sítio
Princesa: (Impressionada)
_Como é? Acreditava fielmente que era guardião de algum Castelo.
Ronald: (Muito honrado)
_Agradeço-lhe pela modéstia de sua parte Donzela.
Princesa: (Contemplando-o descaradamente)
_Estou sendo honesta nunca presenciei isso antes, Não é necessário me agradecer. Meu apreço por ti é estrondoso agora. Minha gratidão é eterna por você homem! Vou até de dar alguma recompensa.
Ronald: (Humildemente e cauteloso)
_Não será preciso só achei errado a crueldade no coração daqueles jovens homens selvagens. Uma dama como você não merecia ser tratada de tal forma, Fico indignado diante dos rapazes estúpidos, não astuciosos e covardes ainda mais pela fatalidade que ocorreu com sua carruagem, creio eu que foi um acidente não é mesmo?
Princesa: (Começando a deseja-lo)
_Para um jagunço de Sítio, você bem que usufruiu bem das aulas de português. Tu falas realmente bonito. E é digno de todo o mérito. Pois bem me Chamo...
Ronald: (Corta a fala da Donzela e envergonhado)
_Lucy! Como não conhecer? Lucy! A princesa do meu Vilarejo. Meu nome é Ronald. Na verdade estudei muito pouco; venho de uma família de castra baixa senhorita. Pude notar que um daqueles animais roubou sua bolsa tinha algo de muito valor dentro?
Lucy: (Infeliz, comovida)
_Não tinha nada de valor dentro dela, Mas não mencionei o valor sentimental que eu tenho por aquela bolsa rendada que ganhei da minha mãe, que ganhou da minha vó que ganhou da minha bisavó. Era uma relíquia aquela bolsa de rendas, foi passando em geração em geração na minha família.
Ronald percebendo a dolorosa angustia que a moça passara pensou em resgatar a bolsa rendada. Mas estava tão focado na Beleza da Princesa e de tudo que vivera até ali, que acabou apagando da memoria sua verdadeira meta que era visitar o seu pai e pedir abrigo e tentar restaurar o amor dele, Ronald leva Lucy até o riacho, lava seu ferimento e com o punhal rasga parte de sua camiseta e enfaixa o braço não cicatrizado da Moça. Tira seu chapéu para saudá-la como uma despedida e beija sua mão.
Ronald:
_Foi uma dignidade poder ajuda-la. Tenho que partir agora. Um dia a gente se esbarra por ai.
Deixando a moça sem muito ter o que dizer, ela só o vê tomando seu rumo, Ela volta com os seguranças de seu castelo, eles carregavam lanças e usavam armaduras, pois seu pai já havia feito um mandato de busca e Tati já tinha avisado há tempos ao rei o que acontecera.
Lucy conta para sua mãe e seu pai detalhe por detalhe do que passou e quem a salvou e pede para que mande vasculharem todo o vilarejo atrás de Ronald, pois não queria perder o contato. Eis que acham o endereço dele... E mandam os guardiões do reino irem busca-lo para convoca-lo à um banquete a noite no castelo, chegando na casa desprovida de qualquer beleza de Ronald um dos guardas o chama na porta. Dona Eudith espiando pela janela pausa a novena que está acontecendo em sua sala, sua casa estava cheia de fiéis... Nada inquieta e desconfiando que seja uma noticia ruim vindo logo da altíssima classe, nunca recebera uma visita dessas. Logicamente pensou que seria um mandato de expulsão de sua moradia pelos tributos atrasados ou que Ronald tinha sido declarado como morto sabendo a espécie que era seu pai. Aperta o crucifixo e deposita toda energia positiva nele como se tivesse implorando por um milagre ser concretizado naquela hora. E vai atender os guardas. Ouve-se o som das cornetas sendo tocadas para a saudação de Ronald.
Guarda: (Em um tom sensato)
_Com licença senhora, segundo os registros do vilarejo aqui mora Ronald Archie Rans.
Dona Eudith: (Altamente Apreensiva)
_Sim! Sim por quê? Eu sou a mãe dele.
Guarda: (Íntegro)
_Pois bem senhora. Venho por meio de ordens do Rei convoca-lo para um banquete no castelo junto a Princesa para honra-lo pela bravura que teve hoje cedo ao proteger e defender a filha da majestade. Receberá todo o mérito proposto e merecido.
Dona Eudith: (Aliviada pela dúvida que ressentia, porém surge um prazer inesperado)
_Perdoa-me, mas eu não sei o que está havendo meu filho foi-se para longe hoje cedo, e não voltou mais. Dizia ele que iria atrás de seu pai, fiquei insatisfeita com essa ação que tomou. Pois o seu pai é muito sombrio. Convidei até o padre e meus vizinhos para uma reza.
Guarda: (Abalado)
_Não temas! Eu e o grupo de guerreiros iremos encontrar o seu amável filho dona, Só aguarde para mais informações! Poderia dar o nome completo de seu ex-marido suponho?
Durante esse ocorrido dos guardas terem ido á casa de Ronald convoca-lo, ele estava encarando teu pai Denis que tinha os traços faciais similares a seu filho.
Ronald: (Transpirando de tensão e consumido pela emoção de finalmente poder conhecê-lo)
_ O senhor é o Denis? Nem deve saber que eu existo, sou seu filho pai! E queria recomeçar contigo.
Denis: (Sentindo comiseração ao vê-lo emocionado atoa.)
_Sim sou eu, olhe garoto diga-me ao menos seu nome?
Ronald: (Esperançoso)
_ Ronald! Te trás alguma lembrança como eu me chamo?
Denis (Respira fundo e fecha os olhos, Já impaciente)
_Tudo bem rapaz, o que quer?
Ronald: (Achando atitude de Denis muito incomum)
_Ao menos não vai me dar um abraço pai?
Denis: (Estranhando)
_Abraço? Desde quando dou abraços em sujeito macho? Pai? Eu tenho muitos filhos espalhados por aí. Você é só mais um não faz diferença.
Ronald: (Desiludido)
_Esqueça, foi um erro vir atrás de um cabra sem sensibilidade igual tu.
Denis: ( Sentindo-se contrariado e intimidado pelo jovem)
_Cabra!? Ninguém me insulta assim não menino! Venha já para cá!
Ronald é arrancado da onde estara repousado e o que acontece é tão rápido que ele mal consegue se defender, pelos braços grandes e grossos de seu pai é empurrado impiedosamente para dentro da casa de Denis e as Luzes apagadas, as armas de fogo violentas penduradas na parede, cabeças de animais empalhados de enfeite e as gotas de sangue esparramadas pelo piso é o que mais prende a atenção de Ronald, agoniado por estar sendo puxado pelo colarinho de sua blusa, esta se sufocando e tentando rapidamente escapar dali, Denis o atira contra a parede e chama seus capangas para amarra-lo em uma cadeira de imediato e diz:
Denis: (Clamando por uma boa justificativa de Ronald)
_Que história é essa de filho? Pra quem você trabalha? Pra quem você trabalha! É algum espião? Detetive?
Ronald: (Enfraquecido e com dores nas costas após a batida potente na dura parede)
_Durante minha vida, a minha mãe sempre disse que você não era boa pessoa, mas não sabia que era tanto. Arrependo-me de ter vindo encontra-lo.
Denis: (Odiando-o)
_Pare de mentir! Fale agora mesmo sua verdadeira identidade ou não respondo por mim.
Ronald: (Queixando-se irritado)
_Estou sendo sincero! Minha mãe se chama Eudith!
Denis: (Afasta-se para trás, pois reconhece o nome “Eudith” e ri)
_Ah! Tu és minha cria mesmo!
Ronald: (Nauseado porque quebrou as expectativas do pai que sonhara ter.)
_ É... Mas agora eu não queria ser.
Denis: (Tem uma ideia)
_Você está me desrespeitando muito homem, saiba que está em um sequestro. As leis são estabelecidas por mim desde então. Se Eudith não aparecer com cinco barras de ouros e duas de pratas legítimas, estara declarado como falecido depois de amanhã.
Ronald: (Com um espírito de protetor falando alto)
_Deixe minha mãe e sua outra filha em paz! Não as envolva nisso.
Denis: (Diz com firmeza)
_Com Eudith só fiz você e foi abusando dela tanto é que a deixei paralitica após a surra que lhe dei e eu não tenho outra filha com ela isso posso lhe afirmar com toda a certeza.
Ronald sente seu pulso aumentar velozmente a vontade de enforcar o seu pai é tão eminente que tenta se desprender das cordas e ir golpeá-lo ali mesmo ao ouvir tanta barbaridades era disposto a tudo para ver Denis arrasado;
Ronald:
_Como assim!?!?!?! Como? Como meu Deus? Tenha misericórdia desse bestunto a minha frente.
Denis: (Sentindo-se poderoso)
_Não se abata! Eu sou o seu Deus agora.
Ronald sujo de sangue sentado e amarrado na cadeira indefeso, espia tudo a sua volta e não aceita o fato que aquilo é real. Deseja mais do que tudo acordar... E se perguntando da onde sua mãe iria arranjar o valor estimado pelo pai se nem coisas para comer em sua casa possuía. A cortina aberta da janela faz Denis ver por uma fresta Eudith chegando com guardiões do rei, rapidamente arrebatado chama sua equipe de capangas e pedem para saírem armados, pois o confronto seria raivoso. Em um alto-falante um dos Guardiões diz:
_Aconselho saírem de seus aposentos antes que as medidas sejam drásticas. Fomos avisados que o local é perigoso e trouxemos reforços.
Acendendo um charuto Denis sai de mansinho e repentinamente equivoca seus capangas de “guerra” e os guardas do Rei já se posicionam e postura de luta apontando as lanças para eles e Denis toma a cena falando:
_Ronald está em um sequestro, A minha condição é cinco barras de ouro e duas de pratas legítimas caso ao contrário digam adeus para o tal. Quero que Eudith me entregue.
Torcendo para que os guardas prendam-no naquela hora e apertando tanto o crucifixo envolto a suas mãos Dona Eudith domada pela cólera emite um timbre agressivo em seu brado:
_Não deixem! Ele vencer! Não desistam Prendam-nos nesse instante!
Denis: (Alvoroçado)
_Cale-se! Já estão em prévio aviso.
Dona Eudith: (Perturbada)
_Desgraçado! Amaldiçoou-te!
Guardas pedem silêncio e que o trato está feito vendo que não teria outras circunstancias a se levar. Evacuam a área e vão até a Princesa... A chuva continuava resistente pelo Vilarejo, o Padre cuidava de Sofia para Eudith, rezando para que tudo acabasse bem, durante o período das desavenças prolongadas. A Princesa já sabia do sequestro e embrulhou cinco barras de ouro e duas de pratas para o Denis. Essa quantia não era quase nada para a realeza. O reconhecimento e a consideração de Dª Eudith pela Princesa era mutuo afinal ela salvara a vida de seu adorado filho. Para princesa só estava retribuindo o favor que ele a fez de manhã. O céu já havia se escurecido, mas a busca implacável até Ronald não tinha ficado de escanteio. À noite Dona Eudith aparece lá na frente da moradia de Denis com as barras de ouro e as pratas e os guardas com tochas acesas atrás dela. Denis, Ronald e os capangas estavam na entrada da casa onde era o sequestro. Na visão de Ronald as luzes do fogo que iluminavam a escuridão ficaram em um formato bem semelhante asas atrás de sua mãe.
Dona Eudith: (Com um leve sorriso em seu rosto demostrando alegria em ver seu filho)
_ Aqui está o que pediu Denis! Solte-o como o combinado.
Denis: (Satisfeito e em vantagem pela fortuna que receberia)
_Eu posso ser um criminoso, mas... Sou de palavra. Jake ! Solte o garoto!
Os capangas obedecem à ordem de Denis com ligeireza porque estão acostumados com esse tipo de trabalho sujo e são bem pagos para isso. Ronald depois de se espancado e torturado pelo próprio pai é desamarrado nas mãos e nas pernas e jogado para frente. Dona Eudith abraça-o com todo o amor que sentia pelo menino.
Ronald: (Com muito desafeto perante o pai)
_Isso não acaba aqui maldito. Mande seus “servos” redigirem no papel.
Denis nessa hora explode de intolerância faz um sinal para Jake que mira a espingarda para Ronald e ouve-se um barulho da bala sendo lançada até acertar em cheio o ombro do rapaz. Parece que tudo fica em câmera lenta e assim Ronald desaba sobre a estrada de terra lotada de pedrinhas deslocadas no chão e o local que estava escuro torna-se, mais escuro ainda para ele, pois fica desacordado... A mãe dele apressa-se para tentar segura-lo quando caia, mas não houve tempo nem para isso; A mulher se enlouquece de tal grau que surta de rancor com Dênis até os cavalos se se aterrorizam pelo escândalo e relincham. Após essa fase Ronald já está internado no hospital das Cruzes onde era um tratamento rigoroso e pago pelo Rei; pois o tiro tinha atingindo uma veia importante que fazia junção com o pulmão, depois de alguns meses, Ronald melhora e recebe alta e acorda preparado para voltar em seu cafofo e suspeitava que sua mãe tivesse emprestado dinheiro da Princesa para pagar tudo que foi pago. Mal sabia ele que a Princesa estava apenas retribuindo ele por livre espontânea vontade. Assim que abre seus olhos cansados se deparam com Sofia sentada na cama na ala oposta dele.
Ronald: (Sorridente)
_Oi... Pequenina já soube de tudo?
Sofia: (Entusiasmada por poder finalmente falar com seu irmão)
_ A mamãe disse que você foi vitima de uns caras maus.
Ronald: (Perplexo pela inocência de Sofia)
_É, Isso mesmo uns caras malvados de mais pequenina.
Ronald sabia que infelizmente o seu sangue era o mesmo que corria nas veias de um monstro demoníaco... Sabia também que não era do mesmo sangue de Sofia, mas o amor dos dois era incondicional.
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