Triunfo a Ronald

2 O beijo sangrento


O beijo Sangrento

Ao proceder tudo do que foi situado Ronald ainda tinha sequelas do tiro em seus ombros, uma cicatriz pavorosa que lhe trazia reminiscências oprimentes. Por ter sido violentado sem piedade alguma pelo seu próprio pai e ainda ter descoberto toda a verdade que sua mãe não lhe dissera antes. Até processar tudo no cérebro seria uma averiguação lenta de mais.
Em uma tarde ensolarada Ronald e Sofia vão andando pelos campos vantajosos e floridos, mas também com uma boa parte coberta pela lama da tempestade que tinha dado pela madrugada, E o intuito era de chegar aos riachos de Liliput. Durante a caminhada por muita sorte de Ronald ele encontrou-se com a bolsa de rendas atolada na lama, quase subterrada passando pelo mesmo local em que a Donzela tinha sofrido o acidente com sua carruagem. Em um ato irrefletido imediatamente ele capturou a bolsa de rendas deu uma limpada, tentando tirar a lama acumulada nela, mas de pouco adiantou... E em um sentimento bom que explodia por dentro do coração do rapaz ocasionou a saltitar bem alto, Sofia sem saber o porquê da felicidade repentina do seu “irmão” pergunta:

Sofia:
_Ro! Está satisfeito somente por ter encontrado essa mera bolsa suja?

Ronald: (Debochando)
_Não, Sofia! Vosmecê não entende a intensidade de ter achado esse tesouro.

Ronald explica-se para Sofia o porquê de seu contentamento ao achar a bolsa; Chegando ao destino deles deparam-se com Seu Zé com um chapéu de palha, barbas bem esbranquiçadas usando uma jardineira, e suspensório. Sentado a beira da imensa represa colocando o anzol na vara de pescar e ao lado um cesto com três peixes... Apesar do tempo chuvoso naquele momento o sol estava bem alto.

Seu Zé: (Saudando)
_ Hey! Rapaz e mocinha! Por que esse sorriso meu jovem?

Sofia toma a frente de Ronald para falar...

Sofia: (Sendo sapeca)
_Ele vai ver a Princesa Lucy senhor!

Seu Zé: (Rindo um pouco)
_Hehe! Quanta sorte Ronald!

Ronald: (Sentindo-se envergonhado)

_Eee! Sofia! Que menina audaciosa, e fofoqueira!


Seu Zé: (Com um grande sorriso)

_Hora essa, sou algum estranho garoto? E então o que vieram fazer aqui? Vieram nadar um pouco? Aproveitem porque o sol já está quase se escondendo.

Ronald: (Contando vitória)
_Sim! Mas já vamos mudar nosso percurso e ir até o Castelo entregar isto – Mostra a bolsa suja – Para a Lucy!

Seu Zé:
_Lucy? Já pegou essa intimidade toda? Haha

Sofia: (Tristonha)
_Como assim? Pensei que Vosmecê fosse entregar a ela depois, eu quero mergulhar!

Ronald: (Tentando convence-la)
_Oh! Eu sinto muito, mas... Á coisas mais importantes moça! Outro dia eu prometo que te trago novamente até aqui e passamos o dia todo! Fechado?

Sofia faz uma cara de choro...

Seu Zé:
_E por que Sofia tem que ir junto? Pode ir rapaz! Eu cuido dela pra Vosmecê!


Nesse rumo Ronald não pensa nem duas vezes na resposta e fica muito agradecido pela boa vontade do velho senhor. Continua na estrada em busca do Reino... Percebe que demoraria de mais até chegar lá, volta até ao riacho e pergunta a Seu Zé se não seria incomodo pegar emprestado um de seus cavalos no sitio para ir cavalgando até onde iria. Seu Zé muito cauteloso deu permissão á ele... Montado em um cavalo marrom de olhos negros e crinas louras Ronald atingindo o lugar esperado percebe como sua família é pobre mesmo...
O castelo era tão grande que não teria como ver o final. Paredes de pedras cinzas, algumas já rachadas pela velhice, portões altos de madeira e bem trancafiado, Correntes envolto ao portão, com cadeados bem duros, e resistentes... Uma pequena ponte de madeira também para atravessar até o portão de entrada, em baixo da ponte havia água, uma espécie de chafariz. Quatro Guardas em sua postura de “sentido” usavam capacetes e trajes de armadura de metal, seguravam lanças e não se mexiam por nada. Possuía varias janelas e torres... No telhado tinha duas bandeiras uma representava a cidade e a outra o vilarejo o vento soprava forte e se moviam com ligeireza. Ronald amarrará seu cavalo em uma arvore mais a frente do castelo.


Ronald: (Constrangido pela sua aparência)
_B-boa tarde! Senhores eu vim...

Guarda 1: (Impressionado)
_Esperem! Eu reconheço esse homem! Ele que salvou a filha do Rei! Pode entrar não precisa se identificar.

Guarda 2: (Em um tom de autoridade)
_Calado! É lógico que precisa se identificar, Ao menos diga o porquê de sua visita!

Ronald: (Tremendo por estar nervoso)
_M-meu nome é Ronald, ninguém importante só vim trazer algo a Princesa seu moço!

Guarda 2: (Rindo descaradamente)
_Mais um para dar presentinhos a vossa dama? Deixe-me adivinhar são joias banhadas a ouro? Algum diamante? Muitos caras por aí tentam comprar a filha do Rei com esse tipo de lembrança pretendendo ser herdeiro dessa fortuna. Eu já estou me cansado de vocês e essa atitude patética

Guarda 1:
_Pare de julgar o pobre homem! Não vê que vem de origem simples? Se fosse dar um presente caro desses teria que lascar com todas as economias de sua família.

Guarda 2:
_Muitos disfarçam-se para se fazer de coitadinho! E esse é só mais um se eu fosse tu nem tentava Ro... Como é seu nome mesmo? Pois bem a Princesa não da valor mesmo a essas coisas vamos saia daqui! Á uma pessoa que não vai gostar de saber disso.

Ronald: (Chateado)
_Eu não vim comprar ninguém não senhor! Muito menos dar presentinhos, se bem que eu gostaria... Só vim devolver um achado, Algo que ela perdeu.

Ninguém notava, mas a Princesa observava tudo da janela de seus aposentos nessa hora ela grita.

Lucy:
_Ei! Guardas! Deixem-no passar! É um amigo meu!

O Guarda 2 sem graça, perde a moral e vai destrancar os portões e prender os lobos. Nesse ritmo Ronald entra mirando os olhos para tudo que é canto, admirado por tanta riqueza nunca estivera e nem conhecera lugares assim durante a vida. Dois guardas o seguravam ainda sim pelos braços desconfiados que ele fosse fazer algo contra a realeza. Logo a frente avista Lucy descendo as escadas e o Rei atrás dela e guardas ao lado para protegê-los. A Princesa aproxima-se do “Guarda 2” cara a cara e diz em tom de raiva olhando friamente a seus olhos.

Lucy:
_ Guarda Mauro! As aparências se enganam, tu esta demitido do cargo.

Mauro: (Implorando por perdão)

_M-mas senhorita, vossa majestade eu só...

Rei: (Cortando o assunto de ambos)
_ Filhinha vá com cautela! Isto é uma medida muito drástica! Não é necessário. Deixe-o miserável ter um emprego. Aliás, isso é uma prova de honra que tem por nós, sempre nos protegendo com garra. Pode parecer um erro, mas... Isso é uma prova de um bom trabalho, ele sobe de cargo agora.

Mauro conta vantagem de si e tenta disfarçar tua alegria.

Lucy: (Dando uma oportunidade ao moço, achando que tem mais poder que o pai.)
_Está bem papai, mas... Não cometas, mas um engano desses Mauro! Podem soltar os braços de Ronald agora!

E então depois do susto que Mauro leva da donzela ele se recompõe, Lucy chama Ronald até a segunda sala central onde efetuavam reuniões... Vão a sós, Nas paredes do castelo haviam velas iluminando posicionadas por toda parte, tinha inúmeros castiçais e um lustre no meio do teto, Tinha quadros e tapetes vermelhos ao chão daquela sala, e uma lareira também.

Lucy: (Alegre em vê-lo, porém séria)
_Pois bem Ronald! O que trás até a mim? Ouvi dizer que deseja me dar algo

Ronald:
_Haha, Quanto alvoroço eu causei até aqui... Não sabia que tudo era tão rigoroso em um castelo desse modo. E é só para entregar-lhe isto:

Joga a bolsa de rendas ainda suja de lama já seca para ela, que a impressiona e pega no ar não acreditando naquilo visto.

Lucy:
_Ro... Eu estou... Eu não consigo acreditar que conseguiste encontrar ela!

Ronald: (Já se direcionando para porta de saída)
_Meu propósito aqui está cumprindo! Espero ver-te mais! Apesar de ter causado todo esse transtorno desnecessário! Retiro-me daqui...


Quando Ronald começa mover seus pés para sair, Lucy o para arrastando-o pra trás puxando pelos ombros e fazendo com que se vire, os dois se olham a fundo com um desejo sobrenatural a Donzela o deixa arrepiado quando de repente o abraça fortemente cochichando em seu ouvido “ Obrigada por tudo Ronald” , é assim que seus lábios se tocaram pela primeira vez, o beijo doce acontece, carícias foram feitas e com medo de serem pegos se afastaram-se alguns segundos depois que a magia do amor foi realizada em apenas com um ato de toques carinhosos.

Ronald: (Fantasiado, pensando que está em um sonho respirando fundo)
_ Princesa eu...

Lucy: (Sentindo-se com um prazer alto, fala baixo)
_Xiu! Não acha que se eu não quisesse teria recusado?

Ronald então a beija com toda a paixão que guardava em seu peito desde a primeira vez que a viu, sem hesitar... Não tinha como definir como ele se sentia nos céus aquele momento. E também surpreso, ser tomado pelo espanto já era comum, mas aquilo foi tão bom que era inacreditável. Teria até chegado a flutuar se a lei da gravidade permitisse, a Princesa sentiu o mesmo. Nunca tivera um beijo apaixonado assim... As almas de ambos estavam sendo interligadas com fortes batimentos em seus corações. Só que foram interrompidos por Jhoe! O Marido prometido de Lucy, claro ela não o amava, portanto não era traição, já que foi obrigada a casar-se com ele por pura obrigação como demanda a tradição do castelo. O Marido foi escolhido pelo Rei que pesquisou a dedo o melhor guerreiro entre todos do Vilarejo para sempre ser guardião de sua filha e sempre digna de ter seu amor. Jhoe completamente domado pelo ódio e dor a ver que perdes-te ali a sua herança proposta e a traíra de sua mulher não mede as consequências e retira sua espada afiada serrando sem piedade a boca de Ronald mira com toda esperteza que tem.
Onde pinga gotas de sangue na língua dos dois onde interfere com toda a certeza aquele beijo doce como o mel fazendo o transformar-se em um beijo amargo pelo sangue. Ronald então ferido recua para longe de Jhoe e Lucy, Limpando com a manga de seu paletó o sangue que escorria do corte violento. Exclamando:


Ronald:
_Eu sei que não tenho muito que oferecer a essa dama, mas não era preciso me cortar com a espada! É mais algum guarda protetor?

Lucy: (Cuspindo o sangue derramado em sua boca)
_ Não! Esse é Jhoe! Ele é meu “eterno“ e amado marido.

Ronald: (Desiludido)
_ O que?! Por que não me contas-te antes!


Jhoe: (Uma fúria anormal)
_Quietos! Como ousa Lucy! Trair-me com um charlatão feio, desprovido e incapaz de ser um príncipe! Veja só ele! Como tem coragem Lucy!

A pega pelo pescoço apertando, levando o seu corpo, sua cabeça de encontro a Ronald para olhar bem para o que ela tinha feito. E refletir a burrice que cometera.

Ronald: (A defende)
_Hora largue-a já! Ser covarde está em seu extinto irracional?

Ronald o retruca com um golpe em seu estomago, por um descuido Jhoe a deixa escapar, corem até a porta e chegam até a sala principal onde estão reunidos os guardas e o Rei.

Lucy: (Amedrontada)
_Papai! O Jhoe! O Jhoe está fora de si ele nos golpeou com sua espada.

Rei: (Vendo o sangue na boca de ambos, com muita estranheza)
_Conheço bem o Jhoe; Ele não faria nada se não fosse por justiça. Diga o que cometeram?

Lucy: (Desperançosa)
_Pai! Eu sou sua filha! Vai ficar contra mim?

Jhoe aparece com uma das mãos em seu estomago apontando a espada para Ronald.

Jhoe:
_Que ceninha senhora! Ou devo dizer... Adultera?

Guardas e Rei assustados e desconfiando da barbaridade que ouvistes

Rei:
_O que está dizendo Jhoe? Desejo que seja sensato!

Jhoe: (Eleva sua voz)
_ELA ME TRAIU COM ESSE IMUNDO AQUI! Peguei os dois se beijando descaradamente, e era um beijo caloroso!

Rei:
_Como fala assim da minha filha Jhoe! Ela não seria capaz de manchar o nome de nossa família com isto.

Lucy: (Formando lágrimas)
_Sim! É verdade papai. É verdade.


O rei levanta uma das mãos para dar um tapa em seu rosto o desgosto de ter uma filha que além de desfazer anos de tradição, suja o nome da família no Vilarejo para sempre. Fazendo com que a vergonha e a humilhação tomem nos rostos da Rainha e dele. Por ter criado uma adultera, a imagem deles que eram para ter sido respeitadas e impecáveis transfiguram-se agora para mal exemplo para todos da onde vivem. Mas abaixa sua mão e diz:

Rei:
_Estou muito desolado, criei uma selvagem com costumes desvalorizados. Isso terá punições.

Caminha até Ronald que soa frio, rei prossegue falando.

_Jovem rapaz! Eu iria até convoca-lo para um banquete em vossa residência para agradecer-lhe de ter salvado minha filha daqueles homens aquele dia. É só por isto que deixei permitir sua entrada aqui hoje! Já não bastava a quantia que demos para seu tratamento recuperação no Hospital das Cruzes, do tiro que levou, não era suficiente a quantia que te demos para o seu resgate? Por que nos fez isso agora?

Ronald:
_ Vosmecês deram a quantia estimada? Supúnheis que minha mãe teria feito um empréstimo há ti, depois pagava pelo o favor.

Rei:
_Estávamos apenas te retribuindo, pois tu eras digno do mérito. Agora você não passa de um pé-rapado como todos outros que tentaram ter minha filha para ficar no poder! Se soubesse antes seu plano era este, jamais teria lhe servido com tanta educação!

Ronald: (Impaciente)
_ Meu caro senhor! Está enganado! Muito errado!

Jhoe:
_Calasse! Ele é o Rei!
Ronald:
_Calasse tu! Eu só vim aqui para entregar a bolsa de rendas que a Princesa tinha perdido! Segundo ela vale mais do que esse reino todo, incluindo a joias que Jhoe a entrega. Não me interesso por riquezas nenhuma! Eu a beijei sim! Mas... Acreditem foi por amor eu me encantei por ela!

Jhoe:
_Com que direito achas que tem de beijar a minha mulher?

Ronald:
_Eu não sabia! Eu não sabia que ela era casada. Nunca ouvi falar de Príncipes pelo nosso Vilarejo.


Jhoe:
_Pois bem... Somos recém-casados! Nossa cerimonia ocorrera ontem.

Ronald:
_Jhoe, se soubeste que ela era sua amada, por mais que o desejo me governasse nunca teria a tocado.

Lucy:
_ Pois eu sabia e o beijei, eu admito! Nunca fui apaixonada por Jhoe. Fui forçada o tempo todo e pressionada a casar-se com ele. Eu estou encantada por Ronald desde o dia que me faz as coisas com o coração e não só porque meu pai manda pra me proteger. Também sou admirada pelas coisas que Ronald diz, e pela simplicidade que consta nesse rapaz.

Ronald:
_Lucy... Nem tive tempo de dizer que aquele beijo que me dás-te foi incrível, inesquecível para mim...

Jhoe: (Aplaudindo-nos ironicamente)
_Olhe que comovente! Majestade! Mande-os já para o calabouço! E os prenda-nos.

Rei:
_Não me resta alternativa! Filha eu só queria o seu bem!

Lucy:
_Vai deixar Jhoe mandar em ti pai? Não se esqueça que você é o Rei aqui! Ele nunca me amou! Ele só quer se apoderar de todos nossos bens materiais! Ele esta aqui pelo o poder, não Ronald! Ronald me ama!

Rei:
_ Eu lamento filha, seu ato de traição não me faz acreditar mais em suas palavras.

Enquanto isso na casa de Ronald estava a Dona Eudith na sala conversando com sua visita que era seu Zé. Tomavam café iria dar oito horas da noite. Sofia já tinha ido deitar-se.

Dona Eudith:
_Oh meu pai amado! Onde anda esse menino que não chega?

Seu Zé:
_Acalma-se Eudith... Ele deve estar aproveitando a estadia no belo castelo.

Dona Eudith:
_Depois do que Dênis fez com ele, tenho medo até na minha própria sombra.

Seu Zé:
_Tranquilize-se mulher, nada ira acontecer. A propósito contou a verdade para ele?

Dona Eudith:
_Suponho que Denis já tenha contado tudo, mas Ronald não sabe que você é o pai da Sofia.

Seu Zé:
_Achas que Ronald ainda não está preparado para saber isso? Ele é forte Eudith... Iria aguentar depois te perdoaria. Tu crias-te ele sozinha! E muito bem.

Sofia espiava através da porta evitando ruídos para ouvir a conversa, sai de seu quarto com o medo pregado em seus olhos estremecendo-se dos pés a cabeça.

Sofia:
_Então é isso? Ronald não é meu irmão legitimo? Essa não... Essa não... Não consigo acreditar! Meu patrão é meu pai...

Dona Eudith:
_Sofia... Eu...

Sofia:
_Não precisa falar mais nada! Amanhã mesmo vou encontrar-me com Ronald, para fugir daqui.

No castelo Lucy e Ronald estão trancafiados atrás das grades do calabouço havia fenos espalhados pelo piso, o chão estava úmido pela goteira que era avistada no teto. O odor dali era incomum. Algemados em alas separadas, de costas para o outro conversam.

Ronald:
_ Acho que nossos pais no fim são da mesma raça.

Lucy:
_Não queria concordar... Mas você está certo.

Ronald:
_Foi sério o que disse para eles? Vosmecê me amas-te?

Lucy:
_Eu me apaixonei por ti Ronald. Eu só guardava segredo.

Ronald:
_Não esperavas que uma Princesa fosse querer se misturar com gente da minha laia. Isso te faz única e especial. Eu já gostava de admirar-te às escondidas... Mas nunca passou de um sonho distante, agora está mais perto do que imagino.


No último andar do castelo estavam sentados na sala de treinamento Jhoe e o Rei ,uma das portas dentro daquela sala, estaria lobos de vigilância super bem cuidados e treinados... Ambos dialogavam pelo o ocorrido do inicio da noite daquele dia. Jhoe aproveitando que o Rei estava sob controle dele fez o que não era inevitável, assim que entraram a sala de treinamento trancou as portas que levaria até o corredor, escondendo as chaves do bolso... O Rei estava distraído olhando para janela e não via nada do que acontecia, quando Jhoe entrou em uma gaiola e se trancou para alto defesa, era encostada a porta dos lobos...
Assim ele liberta as feras. Os lobos eram treinados para atacar qualquer um quando soltos, não sabendo diferenciar quem é o dono ou não. Quando o Rei voltou os olhos para trás vê as duas feras indo repreendê-lo, desesperado ele pula a janela do ultimo andar e cai sobre a grama, o lobos primeiramente rosnam na janela e saltam para baixo até o gramado para captura-lo. O rei está desacordado e parecia que seria devorado. Porém foi acordado bruscamente pela barulheira que os lobos faziam, com as forças que ainda tinha retira um apito do seu bolso não se lembrava que guardava isso caso os lobos perdessem o controle, e assopra. Aquele apito era para confundir os sentidos das feras, era a forma de doma-las. Assim elas se se afastam tentando fugir para não serem achados, o som que o apito produzia era como se pros lobos estivessem sido perseguidos e caçados. Os guardas da frente ouvindo tudo... Corre para ajudar o rei e prender os lobos... Jhoe via toda a cena da janela de cima e lamentava porque o Rei não morreu. E não conseguiste então tomar posse do legado dele. O rei quebrou uma costela e viu quem fez isso com ele. Sentia-se culpado por tudo depois que condenou Lucy e Ronald para o Calabouço injustamente, sendo que quem causara o mal estava bem ali logo acima. Jhoe vendo que a coisa ficou preta para ele, já estava rapidamente arrumando suas malas para fugir do castelo... Isso se desse tempo. “Os libertem do calabouço!” Gritou o rei! As ordens ditas foram cumpridas com excelência. Enquanto os guardas os desprendiam dali, foi explicando a eles o que o proposto marido de Lucy teria feito... Jhoe já tinha quase o caminho livre para sair do lugar. Só que quando Ronald está quase terminado de subir as escadas o vê indo em direção a rua. Depressa tira a espada que estava de enfeite nas paredes junto ao escudo e voa quase que literalmente a Jhoe impedindo-o de fugir.

Ronald: (Apontando a espada e com o escudo em sua frente, postura de luta)
_Onde pensa que vai?!
Jhoe: (Deixando cair suas roupas mal colocadas na mala retirando a espada de seu cinto)
_Informação que tu não tem que saber!


Começa a então lutar com as espadas, Ronald desvias de alguns ataques, e deixa Jhoe emparelhado com a parede com a esgrima quase ficando a cabeça de Jhoe.
“Creio que o final é este Jhoe” Diz Ronald – “ Não o final nem está perto, É só começo” Responde Jhoe — Jhoe o chuta com sua bota pesada e o derruba no piso, mira a sua esgrima para ele e pisoteia com o pé na garganta quase sufocando-o. Atrás a donzela sem medo algum está segurando um jarro onde quebra na cabeça de Jhoe, ele fica tonto e Ronald recupera a força perdida, Lucy estende a mão para ajudar Ronald a se levantar... Ao erguer ele, Jhoe tenta tomar a espada de Ronald para deixa-lo indefeso, mas a atitude foi um fracasso. Ambos atacam as espadas em sequencia quase no mesmo minuto... “ Não vai desistir mesmo! Se renda seu mendigo! “ Diz Jhoe para Ronald “ Nunca!” ele responde. Em volta a luta o Rei deitado na maca segurado pelos guardas e a princesa a sua esquerda assistiam tudo...
Jhoe tenta trapacear levando Ronald intencionalmente até lá fora para ponte de entrada onde estaria o lago com jacarés famintos. Ele tenta o derrubar com a espada mesmo... Quando vai dar o “tuche” final... Ronald se desvia e com a força que Jhoe leva até o adversário para golpeá-lo acaba se desequilibrando e acidentalmente ele se joga na fonte. Naquele momento em que parecia ter acabado a luta Ronald vê Jhoe se afogando e tira sua camisa para fazer uma corda e resgatar ele da água antes que seja engolido. Ronald o retira, Jhoe esta ensopado e deitado na ponte, e sem sua espada... Quando Ronald percebe que tem um publico em sua volta, todos os empregados, rei, a princesa e guardas viam passo-a-passo da intriga. Ele é aplaudido, agradece abaixando a cabeça, fazendo uma reverencia, sem camisa passa frio e começa então o tão aguardado triunfo.

Notas finais
Eu gostaria, que vocês comentassem sobre...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.