Notas iniciais
Espero que gostem!! :)

Sonho que eu estava beijando Quatro. No fosso e Al atrás de nós sentado em uma cadeira, disfarçando por completo suas emoções, ele estava triste, se segurando para não chorar. Eu tento me soltar de Quatro, mas seus braços fortes me prendiam. Depois de lutar um pouco me solto, é claro que eu não iria levantar Al e beija-lo do nada, eu ainda estava recuperando os pedaços da amizade minha e de Al, que ele havia quebrado. Ainda estou procurando. Quatro me puxa e ele continua me beijar, eu estava imóvel, como se estivesse colada em Quatro. Al mexe a cabeça, ele levanta e pega uma corda, ele amarra em uma coluna e depois pega o outro lado e amarra em seu pescoço. Al olha para trás, pela ultima vez e já era tarde de mais para me soltar quando Al pulou.

Acordo com Quatro batendo palmas e gritando para que todos acordassem, meus batimentos estavam acelerados e eu estava muito suada. Eu levanto e Al pula de sua cama que não é muito longe da minha. Quando o vejo, sinto um grande alivio, sei que aquilo era apenas um sonho, mas mesmo em ver ele em minha frente, fico feliz. Abraçamos-nos com força. Nós se soltamos e eu vou para o corredor. Quando Quatro faz a sessão de olhares para mim. Sinto nojo dele. Como se ele ainda estive me agarrando.
Nós andamos até a sala dos testes de simulações, eu sento do lado de Al, e nós ficamos conversando até chamarem ele. Eles chamam em ordem alfabética, mas ainda havia pessoas na frente dele, então ainda tínhamos um tempo para conversar.
–Quantas passagens do medo você tem? – pergunto
–Eu não sei ainda – diz Al – ontem foi a minha primeira vez, é claro que eles não mostrariam todos os medos de primeira.
Ele sorri pra mim e eu sorrio de volta.
Eu estendo a mão para Al e nós dois ficamos de mãos dadas. No mesmo minuto uma menina estranha sai da sala, e ele é chamado.
–Boa sorte – digo sorrindo
Solto sua mão e ele se levanta.
Olho para o lado e Christina soltava uma leve risada
–Do que você está rindo? – pergunto
–Você e Al – ela diz rindo – São tão fofos
Deixo escapar um sorriso
–Você sabe que eu não tenho nada com ele
–Tá bom – diz ela rindo mais ainda
Dou um leve soco no seu ombro.
Depois de alguns minutos Al sai tonto e pálido. Levanto-me para guia-lo até a cadeira, ele se senta e respira fundo. Sento-me ao seu lado.
–Alguma coisa nova?
Ele não conseguia falar nada, apenas balançou a cabeça. Ele fecha os olhos e começa a respirar fundo.
–Tris – diz Quatro.
Eu me levanto, evitando olhar para os olhos de Quatro. Sento-me na cadeira, ele estava quieto, sem palavras ao melhor.
Quatro estava realmente com muito ciúme por eu estar andando com Al e também com raiva por eu ficar com a pessoa que tentou me matar.
Ele aplica o soro em mim, e não demora muito para fazer efeito.
Eu estava atrás de uma pedra, que havia no fosso. Movo-me para espiar o que havia por perto. E eu finalmente percebo que ganhei um novo medo, eu estava na ponte do fosso, e Al estava amarrando as cordas em no poste. Tento me mover, mas era muito difícil, como se o tempo estivesse parado para mim. Eu continuo a me mover, do mesmo jeito, muito devagar, muito mesmo. Tento gritar, mas não adianta. Al já havia pulado, eu fiquei rápida novamente e então pulei também no fosso. Pois não conseguiria uma vida sem Al
Acordo com Quatro, ele estava vermelho de raiva, eu sei que ele estava morrendo de ciúmes. E ainda mais agora que meu novo medo é Al pulando do fosso.
–Vai até quando isso? – ele pergunta
–Isso o que?
–Sua paixão por Al
–Quatro... — falo chamando sua atenção – Eu só estou sendo amiga de Al. E você sabe que ele se arrependeu... E muito.
–Pare de ser idiota Tris – ele diz com raiva – Al fez aquilo por livre e espontânea vontade.
–Pare de ser ciumento Quatro – digo e logo depois ele, murcha como um cão abaixando suas orelhas.
Ele me olha bravo e abre a porta pra mim, me dispensando.
Deixo escapar uma pequena risada.
Sento do lado de Christina e conto toda minha conversa com ele, quando falei do ciúme, ela soltou uma gargalhada tão alta, que foi meio desagradável.
Eu espero a vez dela, que foi logo depois da minha.
Volto ao dormitório, Al estava perto da minha cama, caminhando em volta como um louco.
–O quê está fazendo? – pergunto rindo
–Esperando você – ele sorri
Eu chego perto dele e o abraço, todo momento me vem em mente à imagem dele pulando do fosso. Então o abraço para saber que ele está mesmo aqui, para saber que ele não se suicidou por minha causa.
–Alguma coisa nova? – ele pergunta
–Sim – digo
–O que? –pergunta ele, curioso
–Você pulando do fosso – no final da frase minha voz falha, e ele me abraça com mais força
–O meu novo medo, sou eu torturando você Tris.
Não digo nada. Apenas o abraço. Ele se solta. Espero ele tomar algum tipo de atitude, mas ainda e cedo de mais. Eu sei.
Agora não é preciso falar “eu te amo” e “eu também te amo”, nossos medos já dizem isso. Mesmo em silêncio.
Al vai para sua cama, e eu pulo pra minha.
Christina chega
–Tris – ela diz – por que não me esperou
Não digo nada apenas lanço um olhar pra Al.
Ela sorri
–Como foi?
–Apenas abraço ainda é cedo de mais pra... Você sabe.
Ela balança a cabeça, como um sim.
Ela conta dela e Will. De como estão andando. E estão Totalmente bem. E que pelo visto Will não espancou Christina e tentou joga-la no fosso. E Will não tentou se matar.
Vou ao refeitório para jantar, eu chamo Al no caminho para saída do dormitório, ele levanta empolgado e ele segura minha mão, vamos até a nossa mesa, Will vinha correndo atrás de nós para nos alcançar. E Christina o recebeu de braços abertos.
Sentamos-nos à mesa de sempre. Só que estava faltando alguém. Quatro.
–Onde está Quatro? – Pergunta Will
–Acho que o ciúme o impediu de vir – falo
–Como assim – ele pergunta
Christina explica tudo pra ele.
Comemos quietos. Não por que ele não estava lá. Na verdade eu não estava nem ligando para Quatro. Vou o deixar ser infantil ao ponto de não sentar com seus amigos por causa de eu estar ficando com Al.
Na verdade, eu estava sentindo falta de Quatro sim.

Notas finais
Espero que gostaram! E desculpa se ficaram com raiva do Quatro hehe