Trip Lives
3 Fitz
Notas iniciais
Fitz sempre tentava ser positivo. Por isso, desde o incidente com a H.Y.D.R.A e Ward onde quase morrera, ele gostava de pensar que nada poderia piorar.
Nunca odiou que estivesse tão errado em seus conceitos.
Nada era tão ruim que não pudesse piorar.
Trip chegara no momento em que tudo começara a dar terrivelmente errado. E fora embora exatamente do mesmo jeito. Isso apenas confirmava o que o engenheiro pensava desde quando Trip começara a se engraçar com Simmons: o especialista era um idiota – e fazia tanta falta!
“Como pude odiá-lo?” Talvez, Fitz nunca se odiara tanto como agora.
Quando Simmons o abandonara (e ele pensava que não), ninguém se aproximara. Por quê? Fitz não sabia, e talvez nem quisesse. Porém, Trip nunca parara de tentar mesmo que, muitas vezes, fosse mal tratado e repelido, ele nunca desistira.
Antoine tinha qualidades excepcionais. As que Fitz (e todos os outros) mais gostava eram, provavelmente, a simplicidade e a leveza. Tudo tinha um lado bom. Ele sempre ostentava aquele sorriso brilhante no rosto. E sempre era contagiante. E sempre faria tanta falta.
Triplett se sacrificara pela equipe. Por que não ouvira Leo? O engenheiro o avisara para não ir, mas o especialista o ignorara.
Fitz levantou a cabeça, antes encostada nos joelhos, apoiando-a na parede do novo laboratório do Bus. Limpou as lágrimas que molhavam seu rosto, e focou a figura adormecida de Skye na quarentena. Ela acordaria tão arrasada.
Tudo por culpa de um idiota.
Um idiota que acreditava em Fitz. Na S.H.I.E.L.D. No bem.
E, naquele momento, Fitz prometeu que nada teria sido em vão.
Porque há certas coisas que nunca mudam, e que não podem ser esquecidas. E as memórias e lições boas que Trip deixara eram exemplos disso.
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