Trio J.
6 Capítulo 6- Chute onde o sol não bate.
Notas iniciais
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Recomendo.
POV Jessica...
Acordei com uma dor de cabeça dos infernos, levei minutos até me acostumar com a luz do ambiente, e me lembrar o que havia acontecido ontem. Olho para as camas de Juliane e Joana, as duas continuavam a dormir feito pedras, então vou tomar banho.
Quando volto para o quarto, Joana não esta mais na cama, penso que já devia ter descido para hummm, lanche da tarde? Não tinha me dado conta de que já eram 4 horas da tarde, como pude dormir tanto assim? Corro como uma gazela até a porta, e quando me viro para dar só mais uma olhadinha nas garotas, percebo que Joana com certeza não estaria lá em baixo, aquele animal estava caído no chão, provavelmente foi se mexer e caiu, bom, bem feito!
Com a pequena corrida descendo as escadas sentia minha cabeça explodindo, uma dor já conhecida, mas nunca tão forte. Enquanto caminhava até a cozinha as irmãs do orfanato iam me parabenizando, sinceramente não tava entendo direito o por que, mas não liguei.
-WUUO MINHA MENINA! – Veio correndo a irmã Ana a meu encontro, logo me abraçando e me beijando.
-Por Favor, irmã, não grita.
-Ai desculpa minha flor, é que eu nem acredito que hoje é seu ultimo dia aqui, parabéns minha pequena, muita felicidades pra vocês, e a propósito, as meninas já acordaram?
Puta que pariu! Agora sei o porquê das parabenizasses, não havia me lembrado de nossos aniversários, e nem nada do gênero, que loucura, sonhei minha vida toda com esse dia e quando finalmente chega nem se quer me lembrar, lembro!
Após comer vários pedaços de torta de nozes, e saciado minha fome, subo a fim de ver as garotas e lhe acordem, a final,já eram 5 horas da tarde e teríamos que ajeitar nossas coisas para amanhã bem cedinho entrarmos em 3 ônibus e viajar até chegar em Londres.
-Parabéns suas vacas desmamadas!- falo abrindo a porta e vendo que já estavam acordadas.
-Que merda Jessica, fala baixo – me xinga Joana.
-Desculpa se você encheu a cara ontem a noite e ta de ressaca.
-Pa bens jess.. – fala Juliane meio que, comendo algumas letras, mas tudo bem.
-Aqui meninas- pego um copo de água e um remediozinho para elas.
Após finalmente tomarem um banho, e expulsarem um pouco suas dores de cabeça, sentamos na cama e começamos a conversar:
-E ai, como vai ser? – Pede Joana.
— Nós já discutimos sobre isso, não, Joh? Arrumamos nossas coisas hoje de noite, ou melhor, daqui a pouquinho, e amanhã de manha pegamos os ônibus e daí em mais o menos 3 a 4 dias a gente chega lá, vamos pra nossa casa, ai que sonho chama de casa! Em fim, começamos a faculdade... e vivemos! – falou Model com seus olhos brilhando, mas parecia que Joana não estava prestando tanta atenção assim.
-Em Model, o que tu tava fazendo na hora em que nós brigamos com a Megan ontem?- Joana pergunta com aqueles olhos maliciosos.
-Nossa, valeu em, eu aqui tentando falar um pouco dos nossos projetos pro futuro...- tenta se defender Model, mas é interrompida.
-Ah, nem vem querer mudar de assunto, em o que tu tava fazendo, sua safada!?- O sua safada sai com um tom incrivelmente maliciado pela boca de Joana.
-É que... bom, sabem o Rodney? Então né!
Depois de um bom tempo de gargalhadas e mais fofocas sobre ontem a noite, decidimos começar a arrumar as coisas, afinal, agora tínhamos 18 anos, e estaríamos indo para Londres, estudar.
-E tu e o David, Jess?- Pergunta Joana.
-O que é que tem nós?
-Ah sei, não vai nos contar, né?- Fala Model, com um tom de ofendida em sua voz.
-Ai nós só saímos, fomos ver o nascer do sol no topo da cidade nos beijamos, só isso!
— Ah sabemos só isso, né Joh?
-Model, seus tios chegaram, junto com os juízes!- entra no quarto exasperada Ana.
POV Model:
-Era só o que me faltava! Sério mesmo se eles falarem alguma coisa de meus pais novamente não vou me controlar, só avisando.
-Calma Mo, vai dar certo, só vão fazer tu assinar uns papeis pra ti receber a sua herança.- Tenta me acalmar Jessica.
-Oooi queridinha!- vem minha tia toda meiginha tentando pega as minha bochechas.
-Cai fora Elaine!- só dou um tapa em sua mão.
Depois de tudo finalmente acertado me despeço de meus tios, talvez para sempre, só sinto pena de Samuel, ele não merece a mulher que tem, merece coisa muito melhor.
Depois de jantarmos, ajeitarmos as malas, e de nos despedirmos de todos de lá, pois nem todos estarão de pé quando sairmos, fomos para o nosso dormitório.
-Na manhã seguinte-
-Vamos Joh, acorda, porra! – balanço Joana até ela acordar.;
-Puta que pariu Julaine, eu tava sonhando com bromélias.Sua puta.
-Bromélias? – Pede Jessica se levantando.
-É bromélias, o que foi? Por acaso não posso sonhar com bromélias?
-Já vi que alguém dormiu com o cu virado pra cima, né Joana?
-Vão se fode!- E assim Joana acordou.
Pegamos nossas malas, nos despedimos de todos, algumas lagrimas rolaram, afinal, vivemos aqui Joana desde bebezinha, Jessica também, e eu a partir dos 7. Pegamos um taxi e fomos pra rodoviária.
Jessica e eu ficamos no mesmo banco e a garota “TPM todos os dias” ficou em outro junto com um cara, muito estranho. O ônibus deu a partida, Jessica e eu apagamos.
POV Joana:
Fala sério, esse cara fede! E como se não bastasse o imundo pega e acende um cigarro.
-O que tu pensa que ta fazendo? – pede o cara indignado, quando roubo seu cigarro dou uma tragada e o jogo pela janela.
-Fumar faz mal, o senhor devia saber!- respondo na maior cara de pau, to nem ai.
Pego no sono lendo, e quando o ônibus para, já é de meio dia, beleza, tava morrendo de fome!
— Como esta se saindo com homem do banco ao lado? – Pede Jess.
-Ele pode feder, mas é legal.
-Como assim é legal?-Pede Model.
-Pelo menos ele não fala nada e deixou eu da uma tragada em seu cigarro sem ao menos me xingar, gostei dele!- respondo observando o cara que nos observava.
-O que? Tu fumo um cigarro de um estranho?
-Ai se fode Jessica.- foi a única coisa que consegui responder no momento, e assim, voltamos para o ônibus já com as barrigas reabastecidas, e com duas sacolas cheias de chocolates e baboseiras.
-E ai, como vai a viajem?- pede o cara do meu lado, pelo visto, ele deixou de ser legal.
-Na merda.
-A minha esta boa. – a que bom; ninguém pediu, o pastel!- você cheira bem. – fala sério, isso seria uma cantada?
-Pena que não posso dizer o mesmo!- falo virando-me para o senhor e abrindo um enorme sorriso.
-Então faça que nem eu... – o olho novamente com um ponto de interrogação na cara.- Minta!
Fala sério, o homem não falo isso. Falo? Falo.
-QUEM O SENHOR PENSA QUE É PRA DIZER QUE EU FEDO? POR ACASO JÁ METOU A SUA FUSSA SUJA NO MEIO DESSAS SUAS ASSAS? CHEIRA-SE, ANTES DE VIR FALAR DO MEU CHEIRO, SEU PORCO VAGABUNDO! – Simplesmente saiu, não quis ofende-lo tanto e nem gritar ao ponto de todo mundo olhar pra nós, mas, fazer o que né, o pior ainda estava por vis. Como se não bastasse o senhor começou a chorar! Puta que pariu, o que eu fiz?
-Não, pêra, para um pouco, eu não quis ofender, porra velho, não precisa chora.
-Teus pais nunca te deram educação? – Pergunta uma senhora de aparência idosa sentada no banco de trás.
-Por um acaso teus pais não te ensinarão que é falta de respeito se meter na conversa dos outros!- olho para ela com um olhar decepador, que a faz abaixar a cabeça.
-Ta, olha aqui, eu... Eu te do esse saco?- falo arrancando a saco de lixo que estava pendurada no banco da frente.
-Eu sei que eu fedo ta? Não precisa joga na cara das pessoas, é feio- o homem falou entre os soluços.
Escuto Jessica e Juliana dando altas risadas dos acentos à frente.
-Ai eu sei, me desculpa senhor, é que... bom, TPM, sabe?Me desculpe – tento me desculpar.
-Humm então você já é moçinha? – que porra de pergunta foi essa. – Quer mesmo se desculpar?
Eu sinceramente fico espantada com a primeira pergunta, pasma, não falo nada.
-Sabe como a senhorita pode se desculpar?- ele já para de chorar e me fica e fitando.
-Como?
Ele não fala nada, só ergue as sobrancelhas freneticamente e aponta para seus quadris rebolando. Pêra. Que merda é essa?
Dou-o um tapa na cara, que chegou a arder minha mão, e saio de lá, o mais rápido possível, sô que eu estava na janela, e para sair eu teria que passar na frente dele, e fazendo isso ele apalpa meu bumbum.
-QUE PORRA É ESSA?- Grito começando a estapeá-lo
O ônibus de repente para e o motorista vem até nós, onde me pega com muita facilidade me tirando de cima daquele senhor sínico e porco.
-O que esta acontecendo aqui? – pede o motorista parecendo muito zangado.
-Eu só pedi para essa senhorita abrir a janela, e ela pirou. — fala aquele velho sínico, porco e mentiroso, gaguejando para o motorista.
-SEU PORCO MENTIROSO, EU NÃO PIRO! PORRA ELE PEGO NA MINHA BUNDA!- Falando isso tento voar para cima do senhor, mas o motorista me impede.
Todos nos observavam como se fossemos, aliens vindos de outro planeta! (?) (a/a: RoBeX, essa é pra ti!beijo!)
— Depois de um bom tempo de discussão, tapas, brigas e chute em um lugar onde o sol não bate, acabamos sendo expulsas do primeiro ônibus...-
-Porra Joana, olha só o que tu fez!- Fala Jessica, juntando-se a nós para caminhar na beira do asfalto até a primeira cidadezinha. O pior não é isso, são as malas.
-Não é culpa minha se aquele porco me mostrou a língua e o motorista se meteu bem na hora que eu ia lhe chutar. – tento me defender, mas acho que sem sucesso.
-Gente, eu to vendo uma luz. — fala Model abrindo um baita sorriso no rosto
-Cala a boca estúpida, tu não ta morrendo. – falo revirando os olhos.
-Cala a boca Joana, eu to vendo realmente luzes! É um hotel!
E assim, passamos a noite em um hotel beira de estrada.
Notas finais
Não se esqueçam de visitar a fic!
Beijos...
apenas uma sobrevivente.
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