Trio J.
10 Capítulo 10- A Matança Começou
Notas iniciais
=]
Jessica’s POV:
Mal me deitei e já escutava o despertador tocar. Barulho infernal, avisando um dia infernal, que ótima manhã! Não?
Levanto, e ao sair do quarto reparo que sou a única acordada, então, tento fazer o mínimo barulho. Mas sabe quando você tenta não fazer barulho? E tudo sai errado? Pois é. Meus joelhos começaram a estralar a cada passo dado, e um amedrontador soluço começou a brotar.
Inferno!
Vou até a cozinha e vejo um prato na bancada. Tudo bem, depois eu limpo.
Viro para o lado e vejo Kleiton deitado de um forma bisara no sofá. Não me rendo e sou obrigada a fotografá-lo. Só um pouquinho cruel. MUAHAHAHA.
Pego um iogurte de pêssego e vou até a janela da lavanderia ver como esta o dia. Pelo frio que estava sentindo deveria estar uma beleza. –Não sei, mas vocês viram minha ironia por ai?-
Como imaginava, o dia estava cinza, literalmente cinza. E não parecia ter muita gente nas ruas, e as que estavam, estavam todas encasacadas. Já disse que odeio o frio? Ou qualquer coisa relacionada a ele? Então.
Volto a cozinha, e termino de comer. Pego minha roupas em meu quarto e vou tomar um demorado banho quente.
TOC TOC TOC. –escuto batidas apresadas na porta.
-Ta ocupado. Falo já me enxugando.
-Eu estou apertado Jessica.- fala Kleiton aparentando estar realmente apertado.
-Urina pela janela, aposto que vai congelar antes de cair lá em baixo! — falo tirando sarro da cara que Kleiton deve estar fazendo.
-HAHAHA muito engraçada a senhorita! Sério Jessica.- Implora o coitadinho.- Ta bom, você quem pediu. Vou urinar no seu lixeiro de corujas.
-PARA KLEITON.- Grito enquanto escutava seus passos se distanciando do banheiro. E saio correndo só com a toalha de banho me cobrindo.
Ele entra correndo sem falar nada.
-Bom dia pra você também. – E assim vou para o meu quarto.
Coloco uma malha quentinha cor de rosa, e fico no computador.
Juliane’s POV:
Acordo com gritos e mais gritos, não identificando onde estava até virar para o lado e ver Joana.
Escuto Jess dando bom dia para alguém e sua porta batendo forte.
Então vou para o meu quarto e me troco, o dia parecia estar fresquinho, coloco um casaquinho por cima do pijama curto, e meias fofinhas vermelhas.
Saio vou para a cozinha, e como Kleiton não estava no sofá ligo a TV que me apresenta um programa de culinária. Quem estava assistindo isso? Afes, gente anormal.
Fui em busca do controle mas, como não o encontrei e como minha preguiça não tem limites deixei no tal canal e fui buscar algo para comer. Encontrei uma fatia de bolo de fubá que estava com uma cara excelente, então levei-o para a bancada e me pus a devorá-lo.
-Hei, esse bolo é meu!- Aparece Kleiton com uma cara de ofendido por eu estar comendo “seu” bolo.
-Ah é? E por acaso seu nome esta nele?- pego a ultima garfada e encho minha boca.
-Você me paga Juliane.
-Ui que medo!- falo levando os pratos do balcão para a pia.
-Minha tia fez esse bolo especialmente para mim. Sabia?- fala entrando no cozinha.
-Não.- respondo seca.
-Arrg.- e então ele sai e deita no sofá.
Fico observando-o deitado com uma cara de decepção assistindo TV.
Ele me olha e ficamos assim por alguns segundos.
-O que foi?- pede.
-Nada.- respondo rápido e vou para o quarto de Jess.
Entro sem bater e ela da um pulo fechando o computador.
-O que foi? – peço curiosa.
-Nada. O que foi? Teus pais não te ensinaram a batar na porta?- responde e zoa com a minha cara.
-Engraçadinha minha amiga.
-E ai, como passou a noite?- pede.
-Bem e você?
-Normal, né? E a Joh?
-Não sei. Acho que bem.
-Vamos fazer o que hoje?- pede.
-Não sei- falo me levantando da cama- o dia ta péssimo. E é domigo, deve ta tudo fechado, ou parado.
-Pois é. Faz comida hoje?- pede.
-Ta falando sério?- me encho de emoção ao ouvir Jess pedir isso, eu adoro cozinhar, mas nunca me deixam. Não sei o porquê.
-Aham. Vai lá.
E assim saio do quarto esbarrando meu dedinho minguinho do pé na quina da bancada e soltando um palavrão. Kleiton me observou como se eu fosse uma retardada.
-E ai gay – entico Kleiton- o que vai querer almoçar?
-Por que? Você vai cozinhar?- pede fazendo careta.
-Não. Minha sogra.- respondo deixando a ironia de lado e indo direto para a cozinha.
-Não, minha mãe já faleceu.-responde levantando e vindo em direção da cozinha.
Fico branca com a resposta e quando a ficha começa a cair vermelha, na verdade não entendi muito bem por que ele falou isso, mas né.
-Desculpa.- Incrível como as palavras somem da minha boca.
-Ta se desculpando pelo o que? Em lesbica?- pede, e provavelmente devolvendo o “gay” de antes.
-Sou mesmo! Preconceito?
-Você é?- Pede assustado.
-Não.- respondo e me viro de costas me abaixando para ver o que era comível no balcão abaixo do fogão.
De repente sou puxada para trás. Esperneio.
-Para de gritar. – Me xinga “meu puxador”.
-Por que você fez isso?- peço me levantando e batendo em seu peitoral.
-Por que eu não vou morrer por sua causa.- Responde sem eu entender patinova nenhuma.
Ele provavelmente viu minha cara de interrogação e tratou de se explicar.
-Sabe, não vou deixar você envenenar a comida.
Quando a fixa caiu, pulei em cima dele e comecei a bater em suas costas. Ele gritava e me chamava de louca.
Até me derrubar no chão. Minhas costas pareciam estar mutiladas. Mas não por isso deixei PE puxar as pernas do “meu mutilador” e o derrubar também.
Comecei a bater nele, com socos e tapas, ele só se defendia e gritava. Até que apareceu dois cabeções em cima da bancada. Dois cabeções que nos observavam preocupados.
Parei de batê-lo e nós quatro ficamos nos fitando por minutos, até Joana com um pijama muito bizarro de pinguim pedir:
-Vocês estão com problemas?
-Fala pra esse estúpido que eu quem vou fazer o almoço!- falo cheia de mim.
-E deixar ela nos matar?- ele faz questão de apanhar.- Nem pensar. Amor pela vida gente. Cadê?
-Pelo visto você não tem, né?- pede Joana saindo de lá, me deixando livre para bater ainda mais em Kleiton.
Jessica entrou na cozinha pegou um pãozinho e saiu.
“A Matança Começou”.
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