Trinta Dias

7 Sétimo dia – Hora de jogar


Em algum momento, sentiu uma sombra cobrir-lhe o papel. Era ela perguntando sobre o que tanto escrevia. Num gesto brusco, fechou o caderno. Ela era uma personagem... personagens não leem suas próprias histórias! Mas ela jamais saberia que integrava aquele mundo de sonhos, que habitava aquele coração de escritor.

Ela lhe chamou para jogar, disse que já teve bastante tempo para observar ou sei lá o que ele estivera fazendo aquele tempo todo. Sem saída, teria que jogar agora, ao lado dela. Não que isso lhe desagradasse, pelo contrário, era um meio de descansar o punho e observar aquela ninfa.