Trinity

16 Não muito além da Jornada do Herói


Notas iniciais
Oi. TO FELIZ PRA CARALHO E DECEPCIONADO PRA CARALHO Ah tá, desculpa pela demora, mesma desculpa de sempre estudando e tal. Na verdade era pra demorar mais, mas eu tenho essa mania estranha de gostar de postar as coisas antes que elas estejam realmente prontas, sabe? Tipo, esse capítulo ia ficar giguenorme, mas eu resolvi postar essa parte aqui antes, porque sim. Eu to muuuuuuuuito feliz POR CAUSA DA ANA. EU TE AMO DE VERDADE Ela me deixou a primeira recomendação de toda minha vida vou lembrar disso pra sempre. Aliás, eu me senti tão motivado que escrevi esse capítulo inteiro SÓ QUE AÍ EU ACHEI QUE TAVA RUIM E APAGUEI TUDO Agora eu acho que ficou bom, algo que peguei umas dicas de como fazer a narrativa, alguma coisa sobre não apenas narrar, mas fazer com que o leitor sinta a narrativa. Por favor me avisem se deu certo. Novamente, obrigadão pela recomendação, sério, eu to tão feliz que quero morrer. E no fim teve golpe. As notas finais são importantes, e espero que gostem

Hyun sorria de canto de boca enquanto observava o quanto Caroline estava admirada com aquele local. Não só a oficina/galpão/ recanto do negão, mas aquela região como um todo. Ambos já viram aquele local, mas nunca adentraram a fundo. Era hipnotizador o modo que a fumaça se dissipava no céu e era sugada pelo mesmo, sendo levada para algum lugar da atmosfera fria longe das regiões montanhosas.

Em contraponto com a cidade, o lugar era quente e tinha uma pegada... Como era mesmo o nome daqueles filmes em que gente velha tinha equipamentos a vapor... Ah, Steampunk!

A oficina de Nelson demonstrava bem isso, a fumaça exalada ali estava diretamente ligada tanto ao uso de combustíveis naturais e limpos, como da queima de combustíveis fósseis.

Como ele tinha aqueles combustíveis?

A garota de capacete deixou o careca desmaiado aos cuidados de Nelson e saiu sem se despedir ou mesmo se apresentar. O veículo dela, ou seja lá o que aquilo fosse era potente. Não fazia barulho algum, o que abria a imaginação de Hyun sobre a composição mecânica mesmo. Deveria valer uma fortuna no mercado negro.

Logo que ela saiu Coraline perguntou sobre algum lugar onde era possível ver o céu.

Mais especificamente um lugar onde dava pra ver aquela motoca voando.

Nelson, explicou algo sobre uma passagem que levava a uma espécie de terraço do galpão. Coraline nem o deixou terminar de falar e já se pôs a correr na direção para onde ele apontava, deixando Hyun a sós com o mesmo, Jake e o rapaz desmaiado. Desconfortável na presença de tantos desconhecidos, que por algum motivo não aparentavam uma feição amigável, Hyun seguiu na mesma direção que a amiga. Com sorte ele também conseguiria ver “aquilo”.

Com mais sorte ainda conseguiria falar com Cora sobre o que estava acontecendo.

Andava atencioso pelo largo galpão até o momento em que encontrou a bendita escada. Ela levava ao segundo nível daquele lugar, que não era nada mais do que uma malha de ferro cerca de quatro metros acima do primeiro. Tinha como diferença o piso: feito de ferro e imitava o formato de uma colmeia: hexágonos regulares que se complementavam. Para cada passo de Hyun naquele chão se ouvia um pequeno impacto metálico, baixo, mas irritante.

O formato do assoalho permitia uma translucidez, ou seja, era possível ver Jake, Nelson e o homem desmaiado abaixo de si. Hyun não conseguia ouvir a conversa que acontecia entre os dois, mas a expressão em seus rostos demonstrava que ambos estavam desconfortáveis naquele momento. Enfim, isso não era de sua conta.

Com passos curtos e compassados o rapaz seguiu em direção a uma pequena porta, também metálica, cujas frestas permitiam a passagem da luz do sol. Ali era a sacada.

Era ali que Cora estava.

Abriu a porta e a claridade ofuscou sua visão, que logo foi retomada. Cora estava encostada sobre um parapeito, que Hyun não vira quando chegara ali. Ela observava o céu de forma distante, como se apenas o seu corpo estivesse ali naquele momento. O rapaz olhou de relance para a mesma direção mesmo sabendo que não havia nada ali, com um pouco de esperança talvez conseguiria ver a menina da moto que voava.

Mas não.

Ali só havia o céu azul, que melancolicamente se tornava um pouco mais branco a cada segundo que se passava. Hyun não gostava daquela situação.

Depois de seu pequeno transe voltou novamente seu olhar para Cora. Que provavelmente ainda não percebera que ele estava ali, pois continuava distraída com o céu.

O rapaz chamou sua atenção:

— Oi.

Os cabelos da garota se movimentaram levemente, assim como sua cabeça, no momento em que ela se virou para trás. Estranhamente sua expressão não demonstrou nenhum espanto, como se já esperasse por ele vir até ali. Deu um sorriso largo e respondeu calorosamente:

— Oi.

A situação se tornou conflitante.

Hyun não esperava por essa resposta.

Ele imaginava que Cora seria como sempre, dispensando cumprimentos e fazendo alguma piada ou algo do gênero, mas a quebra de expectativa o deixou sem palavras. Claro que tinha alguma coisa para falar, considerando que subira até ali por conta própria.

Os poucos segundos naquela situação pareceram horas na cabeça do jovem, ele poderia falar sobre como se sentia incomodado com o fato de estar ajudando pessoas que não conhece, poderia argumentar claramente sobre o motivo daquela missão ser torpe o suficiente para não seguirem as ordens do caolho, poderia até mesmo falar sobre o quão “cool” era aquela coisa que acabara de sair voando dali.

Mas não conseguia. As palavras não saiam de sua boca e o seus vasos sanguíneos dilatavam por algum motivo, deixando-o vermelho aos poucos. Não fosse por Cora ele se tornaria um pimentão.

— Eu sei o que você está pensando – disse ela enquanto saía de perto do parapeito — não que eu te conheça muito, mas sei o suficiente para saber que você não se convenceu da proposta de Jake.

— ...

A garota passava o peso do corpo de um pé para outro, como qualquer hiperativo faria em uma situação como aquela. Além disso entrelaçava os dedos e desviava o olhar para qualquer parte do cenário, menos para os olhos de Hyun. Ela também estava desconfortável ali, era uma questão de confiança.

— Tudo bem se não quiser participar, ok? – Sua voz inicialmente se manteve calma, mas logo depois se voltou para um tom incisivo e mandão. Aquela mulher era louca. Isso era divertido – Na verdade nada bem! Você deve se perguntar “Nossa, eu nem conheço esse cara, eu nem sei onde fica esse lugar pra onde levam essas pessoas, aliás, eu nem sei quem são essas pessoas, mimimimi, eu tenho uma vida legal aqui, por que eu vou arriscar isso?”. Eu te respondo por que você vai arriscar, amigão. Existe uma coisa chamada empatia, caso você não conheça eu vou te dar uma definição simples: é só a capacidade de entender as pessoas. Eu não conheço essas pessoas, se você imagina isso, mas eu entendo que se um dia eu fosse raptada eu teria a esperança de que alguém se arriscasse para me salvar.

Coraline deu uma pausa em sua fala para respirar. Ela olhava para o chão, mas bruscamente olhou nos olhos de Hyun de uma maneira... Sexy?

Se estivessem em um desenho animado uma lâmpada com certeza se acenderia sobre sua cabeça.

—Hyun, se nós não nos conhecêssemos, e por alguma ironia do destino eu também fosse raptada, se você tivesse a oportunidade de me salvar, não salvaria?

O jovem sorriu, assumindo sua derrota em uma discussão onde não teve a oportunidade de dizer sequer uma palavra.

— Já acabou?

Ele realmente não conhecia aquele cara do tapa olho.

Nem sabia algo sobre aquelas pessoas.

Muito menos desconfiava da localização de onde estavam.

Mas a partir daquele momento era sua missão descobrir isso.

Notas finais
Foi curtasso, foi! Mas aquele esquema, vou tentar compensar no próximo, que não vai demorar. Enfim, alguns leitores abandonaram a história, então eu tenho dois personagens livres. Cora e Vex. E eu não vou matar elas não. Eu não sou desses seres desesperados por atenção que "Nossa, vou me vingar vou matar seu personagem mimimimimi" Na verdade eu sou de boa Então, caso alguém queira a tutela de alguma das duas me contate. Especialmente quem só tem um personagem, ou um leitor fantasma, wathever. Por favor, cuidem delas, é só falar que eu mando a ficha. Quanto a decisão, o nosso corea tem uma hoje. E é meio difícil, mas eu confio no potencial da Yezi. VOCÊ VAI TER QUE MONTAR TODA A HISTÓRIA DE COMO ELE VAI CONSEGUIR AS INFORMAÇÕES DA LOCALIZAÇÃO. A HISTÓRIA É SUA MINHA FLOR, FAZ O QUE VOCÊ QUISER E DA MANEIRA QUE QUISER QUE EU ADAPTO PRA CABER NO UNIVERSO. No fim só preciso dessas informações. Um abraço no coração de cada um, eu to feliz, e desculpa por ser curto. ♥