Trilogia Badlands - Mann Vs. Machine
7 Sem saída
Scout sobe as escadas do hotel e vai até o quarto de Anya. Ele bate na porta.
– Vai embora, Scout — disse Anya, de dentro do quarto.
– Anya! — disse Scout — Vamos conversar!
Um silêncio no lugar.
– Pronto, acabamos de conversar — disse Anya, de dentro do quarto — Agora vai embora!
– Sério, Anya! — disse Scout — Me desculpe pelo o que aconteceu!
– Aposto que foi o Soldier que te mandou aqui só para depois você querer saber tudo sobre a minha vida — disse Anya, de dentro do quarto — Eu não confio em você mais!
– Eu juro que não! — disse Scout — Eu juro... Eu... Eu juro por tudo o que eu tenho de baseball em casa e você me conhece! Sabe que baseball é tudo para mim!
Outro silêncio tomou conta do lugar. Anya abriu a porta e olhou para o mercenário. Ele finalmente havia percebido os olhos azuis da garota.
– Isso me parece sincero e eu te conheço — disse Anya — Eu te desculpo, mas, eu ainda não confio totalmente em você.
Scout sorriu.
– Já é algo — disse Scout.
Um silêncio desconfortável ficou entre os dois, até que Scout se lembrou de algo.
– Tive uma ideia... Quer andar pelos telhados? — perguntou Scout — Engineer disse que vai chover, então é melhor irmos logo.
Anya riu, puxou a mão de Scout e os dois saíram hotel a fora. Soldier bate na porta da sala de vigilância.
– Entre.
Soldier entrou na sala e viu Miss Pauling conversando com a Administradora pelo computador.
– Ah, senhor Doe — disse a Administradora, pelo computador.
– O que foi, Soldier? — perguntou Pauling.
– Quero que aquela garota vá embora — disse Soldier.
– Qual a razão? — perguntou a Administradora, pelo computador.
– Ela é muito suspeita! — disse Soldier — Ela me jogou longe!
– Isso não me surpreende — disse a Administradora, pelo computador — Senhor Doe, ela é muito importante para nós.
– Porque? — perguntou Soldier — Nós, principalmente eu, temos o direito de saber porque ela é importante!
– Você vai saber no tempo certo — disse a Administradora, pelo computador — Se era apenas isso que você queria falar, já pode ir embora, porque eu e Miss Pauling temos que discutir algo.
Soldier saiu da sala e Miss Pauling anotou algo na prancheta.
– Acha que eles estão suspeitando? — perguntou a Administradora, pelo computador.
– Talvez sim — disse Pauling — Estou mais preocupada com o Scout. Ele se apaixonou por ela.
– Isso é um perigo? — perguntou a Administradora, pelo computador.
– Para ele não — disse Pauling — Mas para ela, sim.
A Administradora jogou o cigarro no chão, o apagou com o salto e suspirou. Scout e Anya estavam no topo do prédio, olhando o sol, que recém havia se levantado e ainda não estava coberto pelas nuvens negras.
– Sabe, para uma garota, você consegue jogar um homem bem longe — disse Scout, rindo.
– Eu vou aceitar isso como um elogio — disse Anya, rindo.
– Se consegue jogar o Heavy e o Soldier longe, então jogue minha bola perto do limite da cidade — disse Scout.
Ele tira uma bola de baseball do bolso e dá para Anya.
– Eu não posso jogar sua bola longe — disse Anya — É da sua coleção.
– Não me importo — disse Scout — Eu pego depois.
Anya riu e jogou a bola longe, parando perto das últimas casas. Scout olhou a distância e riu.
– Olha, estou impressionado — disse Scout.
– Agora vá pegar — disse Anya — Duvido ser mais rápido do que eu.
– Isso é um desafio? — perguntou Scout, rindo.
– É — disse Anya, rindo — Agora vai lá.
Scout saiu correndo, chegando perto do limite da cidade. Ele viu a bola escondida, atrás da última casa, bem no fundo.
– Como ela parou ali? — perguntou Scout.
Scout vai até lá e pega a bola. Ele percebe que tem mais alguém ali.
– Muito bem garoto.
Era Gray, ele estava atrás da casa. Scout pega o taco e aponta para o homem.
– Calma, calma! — disse Gray — Não vim aqui brigar.
– Se você veio aqui, é porque quer briga! — disse Scout.
– Eu só quero conversar — disse Gray.
– Não tenho nada para conversar com você! — disse Scout.
Scout vai indo embora.
– E que tal falar sobre sua amiga Anya? — perguntou Gray.
Ele parou e olhou para Gray.
– Como você sabe sobre ela? — perguntou Scout.
– Ela ainda não te contou? — perguntou Gray — Há uma coisa sobre ela que você não sabe, Scout.
– É mentira sua! — disse Scout.
– Então, porque ela até agora não falou porque estava dentro do meu tanque de robôs? — perguntou Gray — Porque os robôs estavam a perseguindo?
– Como você sabe sobre essas coisas? — perguntou Scout.
– Pergunte a ela! — disse Gray — Ela esconde algo de você que envolve todo o time RED! Até mesmo você.
Scout pensou e voltou a estrada, vendo Anya, de costas. Ele procura Gray novamente, mas o homem havia sumido. Scout sobe a rampa e vê Anya, sentada.
– Finalmente — disse Anya, se levantando — Pensei que não ia...
– O que você não contou para mim? — perguntou Scout.
O sorriso da garota sumiu.
– O que? — perguntou Anya.
– Você sabe de algo que me envolve — disse Scout — O que é?
– Como você sabe? — perguntou Anya.
– Eu falei com o Gray — disse Scout.
– Gray? — perguntou Anya — Você nos traiu?
– Não mude de assunto, Anya! — disse Scout.
Ela ficou em silêncio e Scout largou o taco e a bola no chão.
– Então é verdade? — perguntou Scout, surpreso — O seu segredo envolve todos nós? Todo o RED?
– Se envolve, para que você quer saber? — perguntou Anya.
– Eu estou envolvido! — disse Scout — Meus colegas estão envolvidos!
Anya se afasta e se vira.
– Anya, agora chega — disse Scout — Você já escondeu muito de todos. Eu pensei que podia te proteger do Soldier, mas isso passou dos limites.
Ela olha para Scout.
– Qual é o segredo? — perguntou Scout.
A garota ficou nervosa.
Continua...
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