Trilogia Badlands - Mann Vs. Machine
5 Fraquezas
Elas saem da base e vão para o centro da cidade.
– Onde vamos? — perguntou Anya.
– Para a sala de vigilância — disse Pauling.
– Mas Scout mandou irmos para o hotel — disse Anya.
– Scout não manda em mim — disse Pauling.
Enquanto elas iam para o centro, um Spy robô que se escondia e esperava para dar um backstab em Heavy, percebe Anya e Miss Pauling, indo para a sala de vigilância. Um sinal dispara na Gray Gravel Co. e Gray vem correndo para a sala. Ele olha os painéis e finalmente encontra Anya.
– É ela! — disse Gray — Olhe para ela! Ela ficou com aqueles malditos mercenários? Bom, isso acaba hoje.
O Spy robô guarda a faca e seus olhos trocam de cor por um rápido momento.
– Robô, pegue a garota ruiva e mate a outra garota — disse Gray — Vou mandar um recado para minha querida amiga Helen.
O robô começa a ir em direção de Miss Pauling e Anya, que entraram na sala de vigilância e deixaram a porta aberta. Era uma sala cheia de monitores, com todos os ângulos da batalha. Miss Pauling senta em frente a um deles.
– O que vai fazer? — perguntou Anya.
– Encontrar um jeito de destruir aquele tanque — disse Pauling — Dê uma olhada nos planos que estão em cima da mesa.
Anya olha os vários esquemas, enquanto o robô vai entrando e se aproxima de Miss Pauling, com a faca em mãos. Enquanto ele ia chegando mais perto, Anya pára por um momento e dá uma rasteira no robô. Miss Pauling se levantou ao ouvir o barulho e Anya foi até ela.
– O que foi isso? — perguntou Pauling.
Ela percebeu o robô, que havia se levantado. A assistente apontou a arma para o robô Spy.
– Vamos lá, você sabe que não consegue fazer isso.
Era outra voz que saía do robô.
– Gray? — perguntou Anya.
– Criança, o que faz aqui? — perguntou Gray, pelo robô — Você sabe que não deveria estar aqui.
Miss Pauling atirou várias vezes no robô, que ia as cercando. Nada adiantou. Ela foi carregando a arma.
– Vamos Miss Pauling — disse Anya.
– Estou indo o mais rápido que posso! — disse Pauling.
Ela continua atirando no robô, sem sucesso. Scout houve sons de tiros vindos do centro da cidade, enquanto os robôs no limite da cidade foram destruídos.
– Conseguimos mais uma vez — disse Heavy.
– Ainda não — disse a Administradora, pelo autofalante — Ainda resta um Spy robô!
– Pyro, Spy-checking em todos! — disse Engineer.
Pyro foi pondo fogo em todos, sendo que nenhum pegava fogo.
Pyro: Ninguém aqui é um Spy.
Os sons de tiros pararam.
– Anya! — disse Scout.
Antes que eles percebessem, Pyro saiu correndo. Miss Pauling e Anya ficaram sem saída e o robô aponta a faca para elas.
– Agora, criança, vamos voltar para o lugar de onde você nunca deveria ter saído — disse Gray, pelo robô.
Anya percebe que havia um rifle de Sniper na parede, que estava em cima de dois ganchos. Antes que o robô conseguisse chegar mais perto, Anya puxa o rifle, mira, mas não conseguiu atirar. Do nada, o robô começa a pegar fogo e cai no chão, vendo que Pyro havia salvado Anya e Miss Pauling.
– Todos os Spy robôs foram destruídos! — disse a Administradora, pelo autofalante.
Miss Pauling olha Anya, que larga o rifle e fica olhando para Pyro. A equipe chega e percebe o robô queimando.
– Anya? — perguntou Scout.
A garota sai correndo, passa pela equipe e corre para o hotel. Scout observa ela indo embora, enquanto Sniper e Heavy ajudam Miss Pauling a tirar o robô de dentro da sala. E... Já era noite. Uma alta música tocava na cidade, onde havia uma festa no refeitório. Scout foi subindo as escadas do hotel, chegando no segundo andar e vê que a porta do quarto de Anya está aberta. Ele vai até lá e vê a garota olhando pela janela, o tanque de robôs.
– Ei — disse Scout.
A garota não se mexe.
– Anya — disse Scout.
– Ele não merecia — disse Anya.
– Quem? — perguntou Scout.
Ela se virou e deitou na cama.
– O robô — disse Anya — Ele não merecia.
– Anya, ele é só um robô — disse Scout — Robôs não tem sentimentos nem consciência.
– Você acha? — perguntou Anya.
– É claro — disse Scout — Gray Mann mandou esses robôs apenas para nos matar e eles não se importam com o que eles fazem
Ela ficou em silêncio por um momento.
– Eu não sei de onde você vem, mas acho que deve ter algum inimigo lá — disse Scout.
– Tem — disse Anya.
– Eles são nossos inimigos agora — disse Scout — Eles são robôs e robôs são... Monstruosos, terríveis e pior, cada um deles é uma cópia nossa.
– Não seria legal ter alguém com as mesmas habilidades que você tem? — perguntou Anya.
Scout riu com a pergunta.
– Tenho que admitir — disse Scout — É legal, mas... Eles são cópias malvadas. Aposto que Gray até quer fazer uma cópia sua agora.
– Acho que não — disse Anya. Ela pensou — E o Pyro... O Pyro me salvou!
– Eu te disse que ele era uma boa pessoa — disse Scout — Ele quis te proteger como eu, Anya.
– Quem sabe — disse Anya.
Scout suspirou e se lembrou da festa.
– Olha, o Demoman e o Soldier estão dando uma festa lá no refeitório — disse Scout — Acho que você precisa se animar, então, porque não vamos lá?
A garota se levantou.
– Nunca fui em uma festa — disse Anya.
– Jura? — perguntou Scout — Então vem, vai se divertir.
Scout pegou a mão de Anya e os dois foram para o refeitório. As mesas estavam todas jogadas em um canto, enquanto havia alguns bancos pelo lugar. Quando a dupla chegou, Demoman demonstrava uma dança escocesa e Soldier jogava sal por cima do colega. As risadas iam aumentando, conforme Demoman ia dançando mais rápido. Heavy troca a música, sendo um ritmo animado e Demoman pára de dançar. Sniper se levanta e tira Miss Pauling para dançar, enquanto Pyro e Spy também foram dançar e Engineer começa a tocar seu violão no ritmo da música. Alguns da equipe riam ou ficavam batendo palmas no ritmo da música. Scout e Anya se sentaram em frente a pista de dança.
– Não sabia que vocês sabiam dançar — disse Anya.
– Precisava ver quando chegamos em Well — disse Scout — Miss Pauling fazia festas quase todos os fins de semana para que nós e o BLU não brigássemos o tempo todo. Mas, sempre alguém acabava com uma faca nas costas.
Os dois riram e se olharam por um bom tempo. Heavy observou os dois e foi até eles.
– Os pombinhos vão ficar muito tempo conversando? — perguntou Heavy.
– Heavy! — disse Scout.
– Vamos lá, gente! — disse Heavy — Antes que o Soldier beba demais e comece a imaginar que a 3ª guerra começou.
Heavy voltou para perto do som e Scout suspirou.
– Quer saber? — perguntou Scout. Ele se levantou — Vamos lá.
Ele pegou a mão de Anya e os dois começaram a dançar juntos. Soldier sentou ao lado de Demoman e ficou observando o casal, ainda desconfiando de Anya.
– Eu não gosto dela — disse Soldier — Ela ainda é problemática.
– Deixe disso, Soldier — disse Demoman — Ela é uma ótima garota.
– Ela sabe muito sobre nós — disse Soldier.
– Ok, isso é estranho, mas não é motivo para desconfiar dela — disse Demoman.
– Quando nós acordarmos com as tripas para fora do corpo, eu vou estar no inferno dizendo para todos que eu tinha razão — disse Soldier.
– Maldição Soldier — disse Demoman — Você ainda não bebeu.
Soldier saiu do refeitório e Scout e Anya pararam de dançar.
– Vem comigo — disse Scout.
Ele puxou Anya para fora do lugar, Sniper e Miss Pauling se sentaram e Engineer parou de tocar a música no violão.
– Onde eles vão? — perguntou Engineer.
– Bom, desde que ele pare de pegar no meu pé, não é problema meu — disse Pauling.
– Pensei que era amiga da Anya — disse Engineer.
– E sou — disse Pauling.
– De onde ela é? — perguntou Sniper.
– Não posso falar — disse Pauling — É confidencial.
– E se eles começarem a namorar? — perguntou Sniper.
– Duvido — disse Pauling.
Sniper e Engineer se olham e Engineer volta a tocar em seu violão. Scout e Anya sobem em um dos telhados, onde havia uma bela vista da lua. Anya ficou impressionada.
– Nossa! — disse Anya, admirada.
– Eu sabia que você ia gostar — disse Scout — Essa é a melhor hora em que a lua aparece na cidade.
Os dois deitaram no telhado e ficaram observando as estrelas.
– De onde eu vim, todos dizem que isso é idiotice — disse Anya.
– O que? — perguntou Scout.
– Olhar as estrelas — disse Anya — Meu pai diz que eu precisava ser perfeita e que... E que eu deveria ser que nem meus irmãos.
– Foi por isso que você fugiu? — perguntou Scout.
– Um dos motivos foi esse — disse Anya.
Scout suspirou.
– Anya, eu queria te conhecer melhor — disse Scout.
Os dois sentaram no telhado.
– Eu acho melhor não — disse Anya — Por início de conversa, eu nem deveria estar aqui. Eu deveria estar com meu pai, se tornando perfeita.
Scout pegou a mão de Anya e os dois foram se aproximando.
– E você não se arrepende disso? — perguntou Scout — Você se arrepende de ter fugido?
– É claro que não — disse Anya — Foi a melhor decisão que eu já fiz.
– Eu concordo — disse Scout.
Os dois estavam bem próximos de se beijar. E quando finalmente ia sair o beijo, Anya balançou a cabeça negativamente e recuou. Scout percebeu que ela havia recuado.
– Ei, qual é o problema? — perguntou Scout.
– Eu... Eu... — disse Anya.
– Você gosta de mim? — perguntou Scout.
– Gosto! — disse Anya — Gosto muito de você, Scout. Mas... Eu não posso. Você não ia entender.
– Anya, qual é o perigo? — perguntou Scout — Porque você não pode?
– Você não ia entender! — disse Anya.
Ela desce do telhado e volta ao hotel, deixando Scout pensativo. Enquanto ele fica pensando no que havia acontecido, havia uma figura negra perto do limite da cidade, observando o garoto. Continua...
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