Trigêmeos

26 Capítulo 26


Notas iniciais
Capitulo 26 de 50.
Esta ai o capitulo especial.
São ideias que tive e ia encaixar em algum momento dos capitulos anteriores, mas não encaixei.

- Casamento? _ Gaguejou Daniel, ainda se recuperando da sequencia de tosses.

- Não foi você que falou “casamento e toda uma vida juntos”? _ Responde Thais. – Entendi errado, a parte do casamento?

- Não. _ Apressou-se em dizer. – É só que, estamos estáveis há pouco tempo. Agora que estamos firmes nisso. _ Diz Daniel deslizando os dedos pelo caderno em movimentos nervosos. – Você já escolheu com quem vai se casar?

- Escolher? _ Diz Thais confusa. – Oh! _ Leva a mão à boca. – É verdade, terei que escolher.

- Em que estava pensando? _ Questiona Dante. – Por a nos três aguardando-a no altar? _ Diz divertido.

- Sim. _ Concorda Thais. – Penso fazer isso, de qualquer forma.

- Padrinhos? _ Pergunta Danilo.

- Algo assim. _ Thais da de ombros. – Eu não estive pensando nisso, sinto muito. Eu não sei se poderei escolher. _ Diz temerosa. – Por que tenho que me casar?

- Já discutimos isso. _ Diz Daniel. – Para levar nosso nome.

- Para que o mundo saiba que não esta disponível. _ Murmura Dante.

- E para comodidade de nossos filhos. _ Diz Danilo. – Não entenderão nossa situação até que estejam crescidos, vão precisar do amparo que o casamento dará.

- Danilo tem razão. _ Concorda Daniel. – Será melhor se nossos filhos nascerem dentro do casamento.

- Eu não sei se estou pronta para pensar em filhos. _ Não nos próximos 50 anos, acrescentou para si mesma.

- Não precisa pensar nisso agora. _ Interveio Dante, olhando significativamente aos irmãos. – Mas acordamos que o casamento é importante.

- De acordo. _ Concedeu. – Mas não sei se poderei escolher.

- Fará. _ Garantiu Daniel.

- Será só um titulo, Thais. _ Diz Danilo. – Não terá grande significado para nós. _ Dante concorda.

- Não nos tornaremos menos compromissados ou infiéis. _ Diz Dante. – Temos o mesmo nome, considerar-nos-emos como seus maridos.

- Já a consideramos como nossa mulher. _ Garante Danilo.

Thais assentiu desviando seus olhos para Daniel. Mentiam. Embora Daniel se esforçasse para não demonstrar isso em sua expressão, Thais conhecia-os o suficiente para saber. O casamento lhes importava, sim. Era mais do que ter o nome, era o compromisso, o selo. Talvez Danilo realmente não se importasse tanto com aquilo, mas Daniel sim, e Dante. Certamente os dois necessitavam aquela ligação, aquela garantia, aquele poder. Sim, poder. Homens ciumentos, homens inseguros, necessitavam aquilo. Não que duvidassem dela, apenas necessitavam a segurança que o casamento representava para eles.

União, futuro, permanência.

~OoO~

Thais sentou-se ao lado de Daniel e recebeu um beijo terno sobre os lábios. Encarou com um sorriso a mulher sentada a frente dele. Camila. Daniel a apresentou como sendo prima deles. Conversavam animadamente. Thais não se importou em estar excluída da conversa, falavam de um tempo em que ela não estava na vida deles. Realmente não se importou. Manteve-se sentada, sorrindo amigavelmente. Dante chegou minutos depois e se sentou ao lado da prima. Permaneceu de igual calado, hora e outra partilhando sua opinião sobre algo. Thais manteve sua postura amigável até que Danilo chegou.

Como Dante, este sentou ao lado da prima. A abraçou como cumprimento. Thais notou como o sorriso da jovem se ampliava ante a imagem de Danilo. Notou como manteve uma mão sobre a perna dele, como, em seguida, entrelaçou suas mãos juntas. Thais franziu o cenho, seu sorriso amigável deslizando de seus lábios. Fulminou as mãos entrelaçadas, aparentemente sem ser notada por ninguém.

Com o cenho franzido, tentando parecer casual, levantou-se e foi até eles. Não notou que a conversa tinha se detido ou que todos a olhavam, tão concentrada como estava na mão que acariciava, muito lascivamente na opinião dela, a perna de Danilo. Tomou a mão de Danilo, urgindo-o a se por de pé. Danilo se levantou, encarando-a confuso e um pouco curioso. Tomando a mão de Danilo na sua, Thais o puxou para o sofá onde estava com Daniel. O fez se sentar e sentou-se entre os dois irmãos. Entrelaçou sua mão com a dele, ainda com o cenho franzido. Danilo acariciou seu queixo com a ponta dos dedos, depositando um beijo sobre seus lábios e ria orgulhoso quando se afastou. Só então Thais percebeu que tinha tomado a atenção para si. A coloração rosada subiu por seu pescoço, sem que pudesse evitar, e escondeu seu rosto contra o pescoço de Danilo.

- Oh, meu Deus! _ Exclamou a jovem, levantando-se do sofá. – Vocês a encontraram! _ Acusou-os, olhando a Thais com uma mistura de fascinação e incredulidade. – E não me contaram!

- Íamos chama-la. _ Interveio Daniel. – Faz pouco tempo.

- Não, nada disso. _ Negou veemente. – Olhe isso, estava com ciúmes e tirou o Nilo de perto de mim. Isso não faz pouco tempo, não faz mesmo.

- Faz pouco tempo que nos acertamos definitivamente. _ Dante corrigiu.

- Você tem três maridos! _ Exclamou sorrindo. – Isso é tão legal! _ Caminhou para perto de Thais. – Sai, Nilo. _ Ao invés de Danilo, Daniel se levantou para que ela pudesse se sentar. – Eu sei que já nos apresentaram, mas pensei que você fosse só mais uma namorada e não a mulher deles.

- Me desculpe. _ Diz Thais ainda corada. – Eu não consegui evitar. _ Gesticulou nervosamente.

- Tudo bem, tudo bem. _ Sorri. – Eu não achei que eles fossem encontra-la. Você tem que conhecer nossa família! _ Sorriu mais ainda. – E a Sabrina.

- Ah, não, nada disso. _ Interveio Daniel.

- Por que não? _ Perguntou Thais. – Quem é Sabrina?

- Era a melhor amiga do Daniel na época do colégio. _ Sorri travessa.

- Quando posso conhecê-la?

- Podemos chama-la aqui, qualquer dia desses.

- Não, Thais. _ Gemeu Daniel torturado.

- Esta precisando de uma massagem?

- Não, isso não. _ Dante diz levantando-se.

- Me parece ótimo. _ Responde Thais confusa.

- Sabrina é massoterapeuta. _ Explica. – E prefere mulheres a homens.

~OoO~

- Nunca, nenhum homem, será capaz de te deixar molinha assim. _ Diz maliciosa.

Dante rosnou, verdadeiramente rosnou, para ela. Sabrina tinha mãos de anjos, uma boca perversa, mas mãos de anjos. Tinha massageado seus músculos, um a um e, embora Dante reclamasse do contrario, tinha sido muito profissional. Sentia-se nas nuvens, relaxada, mole, quase satisfeita. Não tinha vontade de se mover e não se importava com o semblante fechado de Dante, nem com o sorriso travesso de Camila e o divertido de Danilo. Pretendia manter contato com a Sabrina. Oh, sim, ela faria bastante bem ao seu corpo. Não se moveu sequer quando Daniel entrou no quarto e Sabrina gritou seu nome, pulando no colo dele.

- Sabrina! _ Daniel a agarrou, sua voz repreensiva. – O que você fez com a minha mulher? _ Questionou olhando a Thais deitada na grande cama.

- Diz isso de novo. _ Pediu rindo e se remexendo nos braços dele.

- Dizer o que? _ Tenta coloca-la sobre seus pés.

- Minha mulher. _ Respondeu. – Está tão sexy todo possessivo assim. _ Riu ela. – O que você acha de brincarmos? Nós três?

- Nem pensar. _ Ela o solta. – Não vou dividi-la com você.

- Thais me disse a mesma coisa. _ Riu mais ainda. – É uma pena.

- O que você fez com ela? _ Perguntou voltando a olhar a Thais que permanecia sem se mexer.

- Fiz com que se apaixonasse por mim, é obvio. _ Diz divertida. – Agora sabe que comigo terá prazer de verdade. _ Daniel revira os olhos. – Vocês nunca mais serão o suficiente.

- Ela tem três, Bri, ela tem mais do que suficiente. _ Diz Camila.

- Três homens não valem por uma mulher, muito menos se eu for essa mulher.

- Menos Sabrina. _ Diz Daniel se aproximando da cama. – Você parece bem. _ Diz beijando seu rosto.

- Eu tenho ciúmes dela. _ Murmurou.

- Da Sabrina?

- Sim.

- Sabe que ela joga no mesmo time que eu, não é?

- Sei que ela joga dos dois lados.

- Tem ciúmes da Sabrina? _ Pergunta descrente. – Realmente? _ Thais concorda. – Sabrina é só minha amiga, tudo bem? Nada, além disso.

- Eu sei. _ Sorri para ele. – Mas mesmo assim, ainda tenho ciúmes dela.

- Tudo bem. _ Diz sorrindo. – Precisa tomar banho, cheira como ela.

- Eu gostei desse creme.

- Você não vai usar isso. _ Franze a testa, ajudando-a a se levantar. – Você está... _ Se detém, desviando os olhos do torso nu para Sabrina.

- Tem seios lindos. _ Diz Sabrina sorrindo maliciosa para ele.

- Nunca mais. _ Puxou a toalha que estava presa a cabeceira da cama e a cobriu. – Me ouviu, Thais? Nunca mais. _ Puxou-a para o banheiro.

~OoO~

- Não, Thais, não. _ Diz Daniel caminhando com ela para a mesa. – No natal podemos visita-los, no casamento estarão todos lá, mas fora isso, não. Não irá conhecer nenhum primo, prima ou qualquer parente que seja, principalmente primos.

- No que depender de mim não conhecerá nenhum primo, nunca. _ Diz Dante.

- Por favor. _ Thais revira os olhos, sentando-se.

- Esses meninos estão te dando trabalho? _ Ri Rose.

- Não tem ideia de quanto. _ Sorri para ela. – Então, Rose, esta se adaptando bem?

- Estou, sim, senhora.

- Sem senhora, Rose. _ Thais estremeceu. – Não tenho nem trinta ainda.

- É uma menina ainda. _ Ri Rose.

- Menina, sim, gosto de menina. _ Concorda.

- E sua amiga, Rose, virá amanhã? _ Diz Daniel, rindo da atitude de Thais.

- Virá sim, esta animada. _ Sorriu. – É jovem. _ Explicou.

~OoO~

Thais revirou a bolsa, bagunçando suas coisas. Não encontrava as chaves, o que era impossível porque tinha trancado a porta quando saiu pela manhã. Procurou outra vez, detendo-se parada a frente da porta. Onde diabos tinha posto aquela maldita chave? Se perguntou exasperada. Com um brusco toque na campainha, Thais aguardou que alguém, provavelmente a Rose, lhe abrisse a porta. Mas ainda estava inquieta quanto a chave.

Minutos se passaram e a porta se abriu revelando uma belíssima mulher. Um pouco mais alta que ela, longos cabelos lisos e negros, pele dourada e feições indígenas. Trajava nada mais que um curto short e camiseta azul turquesa. O corpo de intensas curvas pareceu muito tentador, muito exposto até, naqueles trajes. Thais a olhou, bastante confusa.

- Quem é você? _ Perguntou a mulher que permanecia encarando-a em silencio.

- Sou a dona da casa. _ Respondeu a índia pondo a mão na fina cintura. – E você, quem é?

- Eu sou a mulher dos donos. _ Respondeu Thais, cruzando os braços.

Notas finais
100 leitores! =D
Proxima meta será 100 favoritos!
Agora voltamos a sequencia da historia. ^^
Gostou?