Trigêmeos

18 Capítulo 18


Notas iniciais
Capitulo 18 de 50.

Me desculpem pela demora. Queimei minha mão, a leiteira com água quente virou em cima de mim, fiquei sem poder mexer o braço direito.

Tem uma coisa que quero mudar no próximo capitulo, então talvez eu demore a postar. Não sei como vai ficar meu tempo esse mês, estou estudando muito para o vestibular. Tenho uma prova amanhã, depois uma em outubro, uma em novembro e duas em dezembro.
Que coisa feliz, não é? _ _"

Como é só metade, quase o final, do próximo capitulo, se eu ver que vou demorar muito, eu posto só parte do capitulo.

- Não vai ficar? _ Choraminga Thais sonolenta quando sente Dante se afastar.

- Tenho que trabalhar. _ Toca-lhe o rosto com a ponta dos dedos. – Estou no caminho, quero terminar essas ultimas comprovações e então você já poderá... _ Se detém subitamente. – Fique com meus irmãos. _ Finaliza sério.

- Por que não me conta? _ Segurou-lhe o braço quando Dante se afastou novamente. – Tem algo que ver comigo, por que não me diz?

- Na hora certa saberá. _ Ele lhe beija. – Logo.

~OoO~

Dante sentia o peito leve, uma estranha sensação de alivio, alegria. Seus ombros estavam mais relaxados, tinha um tolo sorriso nos lábios e sua expressão não era a carranca costumeira.

Gostava do que sentia, de como se sentia. Feliz, sim, estava feliz. Finalmente as coisas estavam dando certo em sua vida, e não podia deixar de associar Thais a isso. Ela era parte disso, era isso: o motivo de sua felicidade.

O projeto de sua vida estava, finalmente, sendo concluído. Graças a Danilo, conseguira a licença para fazer o teste final. E mais uma vez Thais entrava na historia. Era perfeita, totalmente compatível com ele e os irmãos. Sua mulher, a pessoa perfeita para finalizar o trabalho de toda a sua vida.

Conversaria com seus irmãos, contaria a ela. Pediria sua permissão e se livraria do peso desse experimento, dessa possibilidade. Tinha certeza que Thais concordaria. Conhecia-a bem. Cada aspecto de sua personalidade. Cada uma de suas necessidades, inclusive a de atender as necessidades dele.

- Tem estado muito feliz ultimamente... _ Resmunga Bruna.

- Tenho tido muitos motivos. _ Responde sem alterar seu bom humor.

- Tudo por causa da “sua mulher”? _ Diz debochada.

- A maioria, mas a pesquisa esta chegando ao fim e isso também é um bom motivo.

- Quando fará os testes? _ Sorri para ele.

- Antes tenho que conversar com meus irmãos e com Thais.

- Fará nela? _ Se altera. – Eu me candidatei, estive com você todo esse tempo. Esse trabalho é tão meu quanto seu. Não há ninguém melhor do que eu para isso! _ Grita.

- Esse é o meu trabalho. _ Diz sério. – Você sequer conhece toda a pesquisa. É só uma estudante indicada para me ajudar. Não conhece metade dos procedimentos. Você mesma fez o teste sanguíneo, comprovou que não é compatível. Os riscos seriam grandes se testasse em você. E não há ninguém melhor que a minha mulher para gerar ao meu filho.

- Adora dizer isso.

- O que?

- Minha mulher. _ Responde chorosa. – Há tanta satisfação em você por dizer isso. _ Retorna a expressão dura. – E se sua mulher não aceitar?

- Então será o fim da minha participação. _ Responde categórico. – Se ela não aceitar, passarei essa fase da pesquisa para outro.

- Por Deus, está apaixonado. _ Ofega ela, descrente. – Dante, está cego! Fará tudo por essa... Essa...!

- Não se atreva a completar essa frase. _ Rugiu ele. – Sua ajuda não é mais necessária. Pode arrumar suas coisas. Logo entrará em sua conta o pagamento por sua contribuição.

- Você não pode me dispensar assim!

- Espero não ter que vê-la novamente. _ Encerra ele, dando-lhe as costas.

~OoO~

- Parece feliz. _ Comenta Fernanda assim que avista Daniel.

- Estou muito feliz. _ Se aproxima dela, dando-lhe um beijo sobre a testa.

- Isso é muito bom. _ Sorri para ele. – Um dos estagiários esta em cólicas te esperando.

- Aconteceu alguma coisa? _ Perguntou franzindo o cenho.

- Não que eu saiba. _ Deu de ombros. – Disse que era muito importante e só podia ser com você. Deixei-o esperando em sua sala.

- Obrigado, vou ver o que é.

~OoO~

- Chegou cedo hoje. _ Diz Thais sentando no colo de Danilo.

- Dante disse que tem uma coisa importante para contar. _ Beijou-lhe o rosto. – Disse que fará a noite e que é sobre sua pesquisa.

- Então veio almoçar mais cedo? _ Questionou sem entender.

- Sim, pra ver se ele me adianta o assunto. _ Sorri travesso.

- Dante não está...

- Estou. _ Diz Dante se aproximando do casal.

- Bem, agora está. _ Ri Thais.

- E não vou adiantar nada. _ Comenta casualmente, puxando Thais do colo do irmão para beija-la.

- Não custava tentar. _ Deu de ombros. – E você, por que veio tão cedo?

- Conclui. _ Responde contra a boca de Thais.

- Vamos falar sobre a licença? _ Danilo se recosta no sofá. – Pelo menos sentem-se. _ Diz quando Dante começa a levantar a blusa de Thais, expondo sua barriga.

- Vamos conversar sobre tudo. _ Responde sentando-se no sofá com Thais. – Vamos ter uma daquelas conversas sobre a vida. _ Volta a beija-la.

~OoO~

- Ela o que?! _ Daniel se levanta de sua cadeira, quase jogando-a no chão com o repentino movimento.

- Esta nos jornais. _ Estremece o estagiário. – Imaginei que você não soubesse. É uma traição por parte dela, ele é um concorrente e ela sabe tudo sobre essa empresa.

- Vai nos destruir. _ Lamenta Daniel bagunçando os cabelos.

- Sinto muito Daniel, sei que confiou nela... _ Abaixa a cabeça encarando o jornal sobre a mesa. – Você poderia tentar fazer uma proposta melhor... _ Sugeriu vendo-o juntar suas coisas para sair.

- Farei melhor. _ Respondeu em um grunhido passando a mão pelo jornal e saindo da sala.

~OoO~

- Thais! _ Chama Daniel entrando.

- O que houve? _ Thais se põe de pé em um pulo. – O que aconteceu? _ Pergunta assustada.

- O que aconteceu? Isso aconteceu! _ Joga o jornal sobre ela.

- Daniel! _ Repreende Danilo, mas Thais faz um sinal para que se cale.

- Um concorrente Thais, um maldito concorrente. _ Ele da à volta nos próprios pés, bagunçando os cabelos agitadamente. – Você montou a equipe, sabe cada procedimento e aceita a proposta de um concorrente direto. _ O telefone dele começa a tocar. – O que é Fernanda? _ Diz irritado.

- Não grita com ela. _ Thais se pronuncia com a voz normal.

- Oh, me desculpe. _ Diz ele debochado. – Tudo bem Fernanda! Minha mulher vai se aliar ao concorrente e foder com a minha empresa, mas eu não vou gritar com você! _ Desliga o telefone e sai andando apressado para fora da casa.

- Você vai mesmo aceitar essa proposta, de um concorrente? _ Pergunta Danilo.

- Se ele ao menos tivesse lido a matéria até o final, saberia que não. _ Deixa o jornal sobre a mesinha de centro.

- Sabe como ele é quando mexem com a empresa. _ Diz Dante que olhava Thais se afastar.

- Sim, é como um filho pra ele. _ Senta-se ao lado de Dante que pega o jornal para ler.

- As grandes empresas acordam tremendo nessa segunda-feira. Equiparadas, as empresas de Daniel Brás e Leandro Portella, tentam tomar a liderança. Em uma disputa que vem acontecendo desde muito antes de Brás assumir o posto de presidente da empresa que herdara de seu pai, o renomadíssimo Júlio Cesar Brás, Portella sai na frente convidando Thais Gaspard ao posto de seu braço direito. A reunião aconteceu em segredo e o resultado foi divulgado em uma coletiva, pelo assessor de imprensa de Portella, nesse domingo. Muito mais que qualificada e com um currículo que fala por si, a contratação lançaria Portella para o primeiro lugar no pódio, deixando Brás muito atrás. Conhecida por reestruturar empresas as portas da falência, Thais Gaspard faria maravilhas em uma empresa tão bem estruturada como a de Portella. Uma pena que não aceitou a generosíssima oferta. O motivo não foi divulgado, mas há especulações. Uma delas é que Gaspard sustente uma relação não apenas profissional com o Brás. O tempo deve revelar as suspeita, mas por agora podemos dizer que Portella e Brás permanecem lado a lado nessa corrida pela liderança. _ Dante encara Danilo ao terminar de ler.

- Ele deve ter parado na “a reunião aconteceu em segredo”. _ Ri Danilo.

~OoO~

- Achamos que você não vinha. _ Diz Danilo ao ver Daniel entrar.

- Já almocei, não se preocupe. _ Diz aborrecido.

- Veio se desculpar?

- Não tenho porque me desculpar. _ Continua caminhando para longe dos irmãos.

- Ao menos leu a matéria?

- Não quero falar sobre isso. _ Resmunga já distante.

Danilo suspirou, balançando a cabeça. Tudo se esclareceria. Sorrindo, saiu rumo ao seu escritório. Dante saía de seu quarto quando encontrou com Daniel. Parecia muito abatido e triste. Riu para si mesmo.

- Por que não vai falar com ela, irmão?

- Eu não quero... _ O telefone começa a tocar e ele suspira ao ver o numero. – O que é Portella? Resolveu me contar sua nova façanha? Não precisa, esta em todos os jornais.

- Na verdade, Brás, só queria lhe parabenizar, mas parece que você acordou do lado esquerdo da cama hoje. _ Divertiu-se ele. – O que é algo bem comum.

- Me parabenizar pelo quê? Vai fazer uma boa proposta para comprar minha empresa? Porque se for, eu não...

- Do que você esta falando homem? Quero te parabenizar pelo casamento, e pela lealdade de sua mulher, Thais me contou que estão juntos. Só espero que você não use sua relação com ela para tentar passar na minha frente.

- Sabe que jogo limpo.

- Sei que ela joga. _ Ri. – Duvido que já não a tenha chamado para um cargo de confiança. Eu faria o mesmo se estivesse em seu lugar.

- Agora que você já garantiu o convite para o meu casamento, volte para o trabalho. Tem muito que fazer para me alcançar.

- Entendi, entendi. Precisa que eu desligue para correr com seus projetos e não ficar tão atrás de mim. Boa sorte Brás.

- Você precisa mais. _ Desliga. – Dessa vez, eu vou precisar da sorte. _ Encara Dante. – Você sabe onde esta o jornal? _ Dante ri.

Notas finais
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