Trigêmeos
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Mais uma historia para vocês: http://fanfiction.com.br/historia/157949/Animalia_1
Uma fantasia quente. Faz bem de vez em quando. xD
Dante abriu a porta do quarto com cuidado, não querendo acordar os irmãos. Caminhou até a cama e se pôs sobre ela o mais silenciosamente possível. Thais estava tão embaraçada com os dois homens que Dante achou difícil conseguir afasta-los sem perturbar seus sonos.
Thais acordou levemente quando se sentiu abandonada. Quando os corpos quentes se separaram dela simultaneamente. Abriu os olhos para ver Dante sobre ela. Suspirou já sabendo o que viria a seguir.
- Não a leve, irmão. _ Pediu Danilo sonolento. – Esteve longe muito tempo. _ Ele se afasta, virando-se de costas para ele, dando-lhe espaço.
- Não a tire de nós. _ Completa Daniel fazendo o mesmo que Danilo, só que do outro lado da cama.
Dante nada diz, compreendendo a necessidade dos irmãos de estar perto dela depois de tanto tempo longe. Acariciou seus cabelos quase ternamente, o sentimento alagando-se dentro dele. Sabia bem, conhecia bem aquela necessidade. Thais encarava-o ainda sonolenta, seu corpo nu roçando eroticamente o dele, que permanecia vestido.
Dante pôs-se de joelhos entre as pernas dela. Thais conformou-se que ele iria embora. Preferia estar longe dela, a ter que dividir a cama com os irmãos. Mas Dante não se foi. Ele retirou a blusa pela cabeça e em seguida começou a desabotoar a calça.
Desceu-a até quase os joelhos e se pôs sobre ela novamente. Thais o olhou tentando não demonstrar sua surpresa, ajudando-o a terminar de tirar suas roupas.
Dante moveu-se sobre ela, roçando seu membro semiereto contra seu baixo ventre. Thais ofegou, seus olhos muito abertos. Dante deslizou suas mãos sobre ela, acariciando seu corpo devagar, quase em reverencia, marcando seus traços, suas reações.
Viu o rubor estender-se pouco a pouco por sua pele, colorindo-a de um tom avermelhado. Sentiu a pele se arrepiando com o leve roçar de seus dedos, tão ásperos em contraste com pele macia.
- Deixe-me me virar. _ Ela diz, mais geme, quando sentiu que estava úmida o suficiente.
- Não precisa. _ Diz ele sem aparentar qualquer intenção de deter-se em suas caricias. – Ainda não esta pronta.
- Estou. _ Diz quase automaticamente.
Dante apenas riu deslizando um comprido dedo por entre suas dobras. A umidade deslizou por sua mão, chegando a escorrer em deliciosas gotas. Esse mesmo dedo acariciou sua outra entrada, após abandonar o calor de seu centro.
Seu dedo escorregou com retenção, mas alcançou seu objetivo. Thais ofegou alto, tão surpresa que despertou a atenção dos irmãos. Daniel e Danilo viraram-se quase em um único movimento. Olharam a cena e suspiraram aliviados, dando as costas aos dois novamente.
- Não lhe fará mal. _ Disse Daniel, acomodando-se em seu travesseiro.
- Só relaxe. _ Aconselha Danilo, fazendo o mesmo.
Dante moveu o dedo bem devagar, retirando cuidadosamente e recolocando. Viu o rosto dela ganhar uma forte coloração avermelhada, seus olhos demonstrando sua surpresa.
Um segundo dedo acompanhou o primeiro. Thais puxou o lábio inferior com os dentes, sentindo-se muito estranha. Remexeu-se contra os dedos sentindo um pouco de dor.
Dante retirou os dedos no mesmo instante em que viu sua expressão de dor. Thais pensou em protestar, mas foi puxada contra ele. Dante a acomodou sobre seu membro, deslizando tão lentamente quanto possível. Quando sentiu bater contra uma barreira, suspirou.
Thais o abraçou, descansando seu corpo contra ele, gemendo brandamente. Voltou a sentir a invasão dos dedos, uma sensação muito mais erótica agora que estava tão preenchida dele.
Dante cuspiu em seus dedos e voltou a introduzir nela. Pressionou fundo seus dedos, erguendo o corpo dela com a ajuda da outra mão, fazendo seu membro abandonar o abrigo de seu corpo.
Thais buscou apoio em seus ombros, olhando-o. Dante afrouxou seu aperto, deslizando os dedos quase completamente para fora, descendo Thais e se aprofundando nela mais uma fez.
Repetiu o movimento diversas vezes.
- Dante... _ Choramingou ela.
Dante voltou a deitá-la sobre a cama, acomodando-se sobre ela. Pôs as pernas dela firmemente, uma de cada lado de seu corpo. Envolveu seus cabelos em um punho, jogando-os pela cama.
Aprofundou-se nela, erguendo-se levemente. Moveu-se, descendo beijos de seu pescoço para o colo, tomando um dos seios no calor de sua boca. Thais mordeu o lábio inferior para sufocar um gemido quando ele voltou a afundar-se nela. Dante lambeu tão lentamente seu pescoço, capturando sua orelha em uma mordida fraca. Soprou um ar frio fazendo-a se arrepiar por completo.
- Não fará, verdade? _ Questiona Thais quando Dante deslizou uma das mãos por suas costas, acomodando-se bem a baixo, quase tocando a junção de seus corpos.
- Não. _ Confirma ele. – Antes terá que desejar que eu faça. _ E os dedos voltaram a deslizar para dentro de seu corpo.
- Desejo que faça. _ Ela lhe assegurou, movendo-se para aprofundar mais os dedos.
- Não. _ Nega ele, olhando-a nos olhos. – Quer apenas me agradar. Não pensa como um prazer para você, mas para mim.
- Agrada-me. _ Ela gemeu.
- Seu corpo se agrada, responde. _ Deslizou os dedos para fora e mais uma vez para dentro. – Quando sentir a necessidade desse toque, então o farei. _ Sussurra ele, movendo-se para trás, abandonando seu corpo quase que por completo, mantendo apenas seus dedos, e em seguida move-se para frente com força. – Verei apenas prazer e necessidade em seus olhos, quando o fizer. _ Garante ele.
O gemido foi tão profundo que achou não ter sido dela. Fechou seus olhos fortemente, ignorando o som como se não tivesse saído de sua própria garganta. Dante prosseguiu com os movimentos, simultaneamente aos movimentos que fazia com seus dedos. Lentos a pesar de fortes.
Thais soluçou e choramingou de fome. Todo o seu corpo estava sensível, qualquer ar que lhe tocasse fazia-a se arrepiar, gemer. O simples roçar do lençol em sua pele estimulava-a.
Thais fechou as mãos em seu braço, suas unhas se aprofundando nos músculos tensos. Dante mantinha a mandíbula em um duro aperto, trincada ao ponto da dor. O prazer se estendendo por ele como chamas de fogo, lambendo sua pele e centrando em pontos específicos.
Thais ergueu seu corpo, oferecendo-se como em um sacrifício. Arrastou seu corpo em desespero, tentando acompanhar seus movimentos. Não podia se mover com o corpo dele pesadamente sobre o seu, mas esforçou-se tanto que Dante lhe acudiu.
Uma mão grande apertou sua coxa, um agarre forte, e a puxou de encontro ao membro duro, profundamente enterrado dentro dela. Ofegou mais de prazer do que de surpresa. A mão não abandonou sua coxa, ajudando-a a mover-se com ele, contra ele, intensificando a força das estocadas.
Doeu-lhe o núcleo, uma dor incompreensível, prazer em chamas vivas que deslizaram por seu corpo. Sentiu seu interior apertar e foi incapaz de julgar se a intensidade da fricção doía-lhe ou lhe transbordava de prazer.
Só soube que caminhava ininterruptamente rumo ao um intenso orgasmo. Soube imediatamente quando ele chegou. Seu corpo tremeu, paralisando-se em seguida e então estremeceu. Seu corpo convulsionou, seus músculos se estiraram e gritou. Não pode se impedir de fazê-lo.
Dante riu gostosamente quando os irmãos acordaram, comprovando que o grito era feminino, que pertencia a Thais e que fora de puro prazer. Permaneceu rindo, acariciando o corpo que caíra mole sobre o colchão.
Retirou primeiro seus dedos e depois deslizou para fora dela. Thais ofegava ainda por ar. Deliciou-se com a visão, seu sorriso muito satisfeito, de orgulho masculino.
Thais roçou seu corpo no dele, como um gato satisfeito, e sentiu a ereção que permanecia. Deslizou os olhos pelo corpo masculino suado e pousou na pesada ereção. Escorria um pré-sêmem, fazendo-a saber que ele estava muito próximo de seu próprio prazer, mas soube que ele não tinha alcançado.
- O que houve? _ Questionou com uma sobrancelha erguida.
- Não houve nada. _ Respondeu sustentando seu sorriso de satisfação, felicidade.
- Exato. _ Ela gesticula em direção a sua ereção.
- Isso? _ Riu ele. – Estou satisfeito, não se preocupe.
- Não me parece em nada satisfeito. _ Resmungou ela. – Fiz algo errado? _ A insegurança banhou sua voz.
- Não, esteve perfeita. _ Acariciou-lhe os cabelos.
- Então por que ainda esta assim?
- Distraiu-me. _ Sorriu para ela.
- Deixe-me cuidar disso então. _ Disse enrugando a testa. – Deite-se.
- Não pode fazer, sabe disso. _ Ele negou.
- Dan. _ Chamou Thais, tocando as costas de Danilo. – Eu posso...
- Se for fazê-lo ficar quieto, sim. _ Responde ele. – Preciso dormir. _ Resmungou mal humorado.
- Péssima idéia mantê-los aqui. _ Diz Daniel do outro lado da cama, só que em um tom carregado de diversão.
- Deite-se. _ Ordenou Thais a Dante. – Vamos Dante, deite-se já. _ Cruzou os braços sobre o peito nu quando ele negou com a cabeça.
- Vem aqui. _ Estendeu o braço para ela, puxando-a de encontro a ele quando lhe alcançou. – Vamos fazer do meu jeito. – Deslizou para fora da cama, acomodando-se sentado na beirada e deixando Thais de pé a frente dele.
Thais não precisava indicações. Ajoelhou-se, afastando os cabelos com um gesto sem importância. Dante, por sua vez, agarrou seus cabelos, envolvendo-o em seu punho. Guiou-lhe até sua dolorosa ereção.
Não houve pensamentos em sua mente quando o calor úmido o envolveu. Só ofegos, frases incoerentes, mesmo que permanecesse em silencio. Sua respiração era forte, tão forte quando a sucção feita pela boca dela. Lamentou-se em um gemido, puxando-a de encontro a ele, não conseguindo conter seus quadris. Depois de tudo, não duraria um minuto inteiro em sua boca.
- Bom, irmão? _ Provoca Danilo, rindo juntamente com Daniel.
- Inferno! _ Dante se joga na cama, um braço sobre a testa, respirando em ofegos. – Endemoniadamente boa.
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