Trigêmeos
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Mais uma historia diferente para vocês: http://fanfiction.com.br/historia/157748/Amor_Carnal_-_Um_Bolinho_E_So_O_Comeco
Espero que gostem. ^^
- Já faz três semanas. _ Diz Danilo deixando uma das malas ao lado do sofá.
- Ela não ligou. _ Diz Dante chegando logo depois dele com mais malas.
- Também não ligamos pra ela. _ Diz Daniel. – Poderíamos ir lá. _ Joga as chaves para cima, pegando logo em seguida.
- E encontrar outro? _ Diz Dante amargamente. – Prefiro esperar ela vir.
- Ela disse que estamos bem, só queria tempo. Estamos dando tempo a ela. _ Diz Danilo.
- Também disse que voltaria, no entanto, já vai fazer um mês que não nos falamos.
- Pedi ao Marco que lhe avisasse sobre a casa, então ela sabe que estaremos aqui a partir de agora._ Diz Daniel caminhado para a cozinha.
- Estão sentindo isso? _ Diz Dante acompanhando Daniel. – Café?
- Parece. _ Diz Danilo parando à porta da cozinha, junto dos irmãos.
- Bom dia. _ Diz Thais sorrindo.
Thais tinha sido a primeira a chegar a casa. Quando Marco ligou avisando que a reforma estava pronta tinha pedido tempo a ele. Pediu que enrolasse os irmãos para que lhes fizesse uma surpresa.
De inicio tinha ficado triste por nenhum deles ter procurado por ela. Mas depois recordou-se que lhes pediu um tempo consigo mesma. E eles lhe deram exatamente isso. Tempo.
Aproveitara-o bem. Refletiu toda a sua vida, seus sentimentos e os deles. Todos os planos que tinha para o futuro, o seu próprio e com eles.
Chegou a casa, vazia de vida, e se acomodou. Arrumou todas as suas coisas e aguardou a chegada deles, animada em reencontra-los. Caminhou por toda a casa, conhecendo cada novo cômodo, todas as modificações.
Quando o dia finalmente chegou, acordou cedo e preparou o café, cuidadosa com o gosto de cada um e suas preferencias. Ouviu-os conversando, se aproximando da cozinha, curiosos com o cheiro de café.
Danilo foi o primeiro a se aproximar dela, abraçando-a e distribuindo beijos por todo o seu rosto. Abraçou-a tão forte que ofegou em busca de ar. Daniel foi o segundo, beijando-a quase desesperado, desculpando-se sem qualquer motivo. Dante sela seus lábios nos dela e vai para a mesa.
O sorriso de Thais diminui, mas não some.
- Há quanto tempo esta aqui? _ Pergunta Daniel sorrindo para ela.
- Dois dias. _ Ela lhe sorri, servindo-se de suco.
- Foi o Marco, não foi? _ Diz Danilo. – Disse-nos para esperar mais dois dias antes de vir porque queria se assegurar de algumas coisas.
- Sim, foi. _ Ri ela. – Pedi a ele dois dias para me instalar, antes de vocês chegarem. Disse que queria fazer uma surpresa.
- Já viu toda a casa? _ Pergunta Daniel.
- Sim, esta linda. O laboratório está tão diferente, ocupa mais da metade do outro terreno.
- Entrou no meu laboratório? _ Dante quase engasga com o café.
- Não entrei nas salas especiais, só olhei por alto. _ Ela se explica rapidamente, temendo ser recriminada por sua curiosidade.
- Como conseguiu entrar? _ Lhe encara serio. – Vim aqui só para configurar o sistema de segurança, ninguém sabe a senha.
- É a mesma do laboratório do Centro. _ Encara o próprio copo. – Vi você digitando, me desculpa. Não achei que você fosse se importar.
- Não me importo. _ Volta a tomar seu café. – Só achei estranho.
O café da manhã prosseguiu com uma conversa fluídica sobre o que fizeram durante o período em que ficaram longe. Riram juntos, comentando sobre as mudanças da casa. Dante foi o único a ficar distante todo o tempo, um olhar estranho visando o nada.
Decidiram-se por ir juntos averiguar as mudanças. Passaram cômodo a cômodo tecendo seus comentários a cerca das mudanças, sem se atentarem a nada especificamente.
Quando chegaram ao laboratório de Dante, pararam a frente dele e encararam o dono. Dante permaneceu um instante em silencio, olhando a porta, sem notar que era encarado de igual modo. Virou-se para os irmãos, pegando Thais pelo braço.
- Dê-me uns minutos. _ Disse ele digitando rapidamente a senha e levando Thais para dentro com ele.
Daniel e Danilo olharam-se com sorrisos maliciosos, mas ele não tinha esperado resposta. Thais foi aturdida, arrastada para dentro, transpassando as muitas portas e paredes de vidro. As salas foram ficando para trás, até que atingiram o final do extenso corredor onde uma espécie de quarto era dividido do resto do lugar.
O baque do local frio só foi sentindo quando Dante parou para abrir a pesada porta de vidro fume, mas novamente esquecido quando voltou a ser puxada pelo braço.
Thais não teve tempo de reparar no armário ou na grande cama de casal, foi jogada contra a porta de vidro que sequer estremeceu, mesmo com o forte golpe. Encarou Dante surpresa, perdendo o folego quando suas costas bateram na porta. A necessidade de ar foi esquecida quando Dante tomou sua boca em um beijo duro, rude.
- Dante! _ Ela ofega quando ele começa a tirar apressadamente sua blusa.
- Esteve com alguém? _ Thais encara espantada e com olhos muito abertos sua expressão desesperada. – Esteve com alguém? _ Questiona mais uma vez, continuando a despi-la, só que mais rudemente.
- Não. _ Ele analisa seu dorso, beijando-a hora e outra, abraçando-a e beijando seu pescoço. – Não estive com ninguém.
Dante a vira de costa, pressionando-a contra a parede de vidro e desliza a mão dentro de sua calcinha. Um dedo áspero roça seu anel, conseguindo um gemido de resposta, verificando se alguém a havia tomado ali.
Foi um suspiro aliviado, uma respiração forte contra os cabelos dela, que confirmou a Thais que ele tinha ficado satisfeito com o que confirmara.
- Você é minha. _ Diz ele apoiando seu corpo contra o dela, pressionando-a mais contra a parede. – Ninguém pode tomar o que é meu. _ Embrenha uma mão nos cabelos dela e os puxa para que ela o olhe. – Entendeu?
- Sim. _ Murmura ela sendo beijada em seguida.
- Senti sua falta. _ Diz contra seus lábios fazendo-a sorrir.
~OoO~
- Onde esta Thais? _ Pergunta Danilo a Dante.
- No quarto com Daniel. _ Responde sem prestar muita atenção.
- Não sentiu falta dela? _ Questiona intrigado com a concentração de Dante nos documentos que tinha em mãos.
- Sim. _ Responde mais uma vez sem prestar muita atenção.
- E não vai ter com ela?
- Mais tarde, tenho trabalho a fazer agora. _ Se levanta e começa a caminhar rumo ao laboratório.
Danilo balança a cabeça, não entendo o irmão. Mas não importava, ele sim tinha sentindo falta dela e não via a hora de tê-la nos braços. Caminhou decididamente ao quarto onde Daniel e Thais estavam. Abriu a porta, já sorrindo com os sons que ecoavam pelo quarto.
Daniel demonstrava em seu rosto que sentia um doloroso prazer. Tinha as mãos na cintura de Thais e ofegava com a deliciosa visão. Seus olhos escuros cintilando de luxuria.
Thais pousava seu corpo elegantemente sobre ele. Movia-se com magnifica graça, gemendo, apoiando-se em seu peito. Pareciam perolas, brilhavam pelo suor que escorria de ambos.
Thais jogou os cabelos, que roçavam ambos os corpos, para o lado. Estavam úmidos e grudaram em suas costas, formando belíssimas ondulações, chamas na pele de seda.
O corpo ruborizado de excitação estremeceu. Thais fechou suas mãos sobre o peito de Daniel, arranhando-o, deixando belas marcas de posse. Um ofego de surpresa ultrapassou seus lábios quando o orgasmo lhe atingiu, reclamando-a. Tão forte que a fez gritar.
Desabou sobre Daniel, sendo fortemente abraçada e beijada com carinho, enquanto o mesmo continuava a mover-se dentro dela. Tocou-lhe os seios com delicadeza, afagando-os com maestria. Conheciam tão bem o corpo dela, cada detalhe e cada diminuto pedaço de pele que lhe atiçava.
A vermelhidão do rosto dela aumentou, um pouco por vergonha, um pouco por prazer. Encarou os olhos negros que se alegrava com a visão. Permaneceu encarando-o, sentindo Daniel bater forte contra seu corpo.
Fechou os olhos quando Daniel respirou forte contra seu pescoço, abafando os sons que denunciavam sua liberação. Sentiu cada jato separadamente, profundamente dentro de si.
Daniel lhe acariciava e beijava tão ternamente que sentia vontade de chorar, mas quando abriu os olhos, encontrou o olhar de predador que bem conhecia. Seu corpo foi esquentando pouco a pouco, tornando-se chama ardente, fazendo-a duvidar que em algum momento tinha esfriado.
Danilo se aproximou do casal, quase gemendo com o roçar da calça em sua dolorosa ereção. Daniel lhe olhou por sobre o ombro, sorriu-lhe afastando-se dela para lhe dar espaço.
- Como ela está, irmão? _ Pergunta Danilo deixando suas roupas cair pelo chão tão rapidamente quanto possível.
- Pronta para você. _ Responde retirando dois dedos, úmidos e um pouco esbranquiçados, de dentro dela.
Notas finais
Vocês dizem coisas tão lindas nas recomendações.
Os comentários estão diminuindo. T.T Acho que vou voltar a demorar pra ver se da tempo pra vocês comentarem.
Esse capitulo da fim a essa primeira fase da historia. Nossos personagens estão estáveis no relacionamento e agora eles vão enfrentar outras coisas. Já não há tanta insegurança, eles estão confortáveis com os sentimentos, mas a vida não é só isso e ha muito mais por vir.
Gostou?
Fale com o autor